2. Factores de riesgo
2.18. Coinfección de VHC y VIH
O objetivo do resumo final é focalizar a atenção do paciente de forma positiva nos pontos mais importantes da sessão. Nas sessões iniciais, geralmente você é quem fará o resumo.
TERAPEUTA: Bem, só nos restam alguns minutos. Permita que eu resuma o que abordamos hoje, e depois vou lhe perguntar o que voce achou da sessão.
PACIENTE: Ok.
TERAPEUTA: Parece que quando teve mais pensamentos de esperança nesta semana, você se sentiu menos deprimida. Mas, então, a sua ansiedade aumentou porque teve todos esses pensamentos negativos sobre a prova. Entretanto, quando examinamos as evidências de que você vai rodar, elas não pareceram convincentes. E você encontrou boas estratégias para ajudá- la a estudar, algumas das quais vai tentar entre hoje e a próxima sessão. Nós também discutimos sobre o que você deverá se lembrar se tiver um retrocesso. Por fim, conversamos sobre você continuar a correr, e vimos como identificar e avaliar seus pensamentos automáticos, que é uma habilidade que continuaremos praticando na terapia. (pausa) Você acha que isso abrange tudo?
PACIENTE: Sim.
À medida que o paciente progride, o terapeuta poderá pedir que ele resuma os pontos mais importantes. O resumo será feito com muito mais facilidade se o paciente tiver feito anotações durante a sessão:
TERAPEUTA: Ok, Sally, restam nos apenas alguns minutos. O que você acha que seja mais importante lembrar durante esta semana? Você pode dar uma olhada nas suas anotações.
Depois do resumo final, o terapeuta solicita ao paciente um feedback sobre a sessão.
TERAPEUTA: Ok, Sally, o que você achou da sessão de hoje? Teve alguma coisa que eu disse que a aborreceu? Alguma coisa em que você acha que eu
estava enganada?
PACIENTE: Eu estou um pouco preocupada com a possibilidade de ter um retrocesso.
TERAPEUTA: Bem, um retrocesso é possível, e se você perceber que está se sentindo significativamente pior antes da nossa próxima sessão, eu gostaria que você me ligasse para discutirmos se você deveria vir antes. Contudo, pode ser que você tenha uma semana bem melhor.
PACIENTE: Assim espero.
TERAPEUTA: Devemos colocar novamente na pauta o tópico “retrocessos”? PACIENTE: Sim, acho que sim.
TERAPEUTA: Mais alguma coisa sobre a sessão? Alguma coisa que você queira que façamos diferente da próxima vez?
PACIENTE: Não, acho que não.
TERAPEUTA: Ok, vejo você na semana que vem, então.
Se você perceber que o paciente não expressou completamente o que pensou sobre a sessão, poderá pedir que ele preencha um relatório da terapia (veja a Figura 5.2). Quando o paciente expressar um feedback negativo, você o reforçará positivamente e então tentará resolver o problema. Se não houver tempo suficiente para isso, peça desculpas e diga que você gostaria de discutir seu pensamento negativo sobre a sessão logo no começo da sessão seguinte. O feedback negativo geralmente indica dificuldades na aliança terapêutica (discutido em mais detalhes em J. S. Beck, 2005).
SESSÃO 3 E SUBSEQUENTES
As sessões posteriores mantêm o mesmo formato básico. O conteúdo varia de acordo com os problemas e objetivos do paciente e os seus objetivos terapêuticos. Nesta seção, descrevo o curso da terapia ao longo das sessões. Uma descrição mais detalhada do plano de tratamento pode ser encontrada no Capítulo 19.
Conforme já mencionado, você inicialmente assume a liderança para ajudar o paciente a identificar e modificar pensamentos automáticos, planejando exercícios de casa e resumindo a sessão. À medida que a terapia avança, acontece uma mudança gradual na responsabilidade. Mais perto do fim da terapia, o próprio paciente tende a identificar seu pensamento distorcido, planeja os seus exercícios de casa e resume a sessão.
Outra mudança gradual é passar de uma ênfase nos pensamentos automáticos para um foco tanto nos pensamentos automáticos quanto nas crenças subjacentes (veja os Capítulos 13 e 14). Quando a terapia se encaminha para a fase final, acontece outra mudança: a preparação do paciente para o término e a prevenção de recaída (veja o Capítulo 18).
Ao planejar uma sessão, você está atento ao estágio da terapia e continua a usar sua conceituação do paciente para guiar o tratamento, anotando itens potenciais para a pauta antes de uma sessão. Quando o paciente reporta sobre o seu humor, examina brevemente a semana e especifica tópicos para a pauta, você formula em sua mente um objetivo ou objetivos específicos para a sessão. Por exemplo, na Sessão 3, meus objetivos para Sally (embora não necessariamente para todos os pacientes deprimidos) são começar a lhe ensinar de forma estruturada a avaliar seus pensamentos automáticos e continuar a programar atividades prazerosas. Na Sessão 4, meu objetivo é ajudar Sally a solucionar o problema de encontrar um trabalho de meio expediente e continuar a responder aos seus pensamentos disfuncionais. Procuro continuamente integrar meus objetivos aos itens da pauta de Sally. Assim, ensino habilidades de solução de problemas e reestruturação cognitiva no contexto das situações que ela traz à terapia. Essa combinação de solução de problemas e ajuda ao paciente para responder aos seus pensamentos geralmente propicia ao terapeuta iniciante tempo suficiente para discutir em
profundidade apenas umas duas situações problemáticas da pauta durante uma determinada sessão. Os terapeutas experientes geralmente conseguem abranger mais.
Para aprimorar sua conceituação, fazer o acompanhamento do que está sendo trabalhado em uma sessão e planejar futuras sessões, você faz anotações durante a sessão (veja a Figura 7.4) e guarda uma cópia das anotações do paciente. É útil anotar o(s) problema(s) discutido(s), os pensamentos disfuncionais e as crenças escritos literalmente (e o grau em que o paciente inicialmente acreditava neles), as intervenções feitas durante a sessão, os pensamentos e as crenças recém-reestruturados (e o grau de crença neles), o exercício de casa prescrito e os tópicos para pautas de futuras sessões. Mesmo terapeutas experientes têm dificuldade em lembrar-se de todos esses itens importantes se não tomarem nota.
Anotações da Terapia
Nome do paciente: Sally Data: 15/3 Sessão no: 7
Escores objetivos: Inventário de Depressão de Beck = 18, Inventário de Ansiedade de Beck = 7, Escala de Desesperança = 9 Pauta do paciente:
Problemas com o trabalho de inglês Problemas com colega de quarto
Objetivos do terapeuta:
Continuar a modificar pensamento perfeccionista. Reduzir ansiedade e esquiva da participação em aula.
Pontos importantes da sessão:
1. Sente-se menos deprimida e ansiosa nesta semana.
2. Situação/problema Pensamento automático Emoção Entregar trabalho
de → Não está suficientemente bom → Ansiosa inglês até amanhã
Intervenção – Registro de Pensamento (anexo) Resultado – Ansiedade (reduzida)
3. Antiga crença: Se eu não tirar um “A”, significa que não tenho o necessário para ser um
sucesso. 90% [força da crença] Intervenção: Consulta Rebecca (amiga)
Resultado: 80% [reclassificando a força da crença] Intervenção 2: Role-play intelectual-emocional
Resultado: 60% [reclassificando a força da crença]
Nova crença: Eu não preciso só de “As” para ter sucesso agora ou no futuro. 80%. 4. Cartão de enfrentamento sobre fazer perguntas após a aula (anexo).
Intervenção – dramatizou como abordar a colega de quarto.
Exercício de casa: [Se escrito em folha de papel separada, anexar.]
Registro dos pensamentos e lista de méritos.
Ler anotações da terapia e pensar sobre antigas e novas crenças quanto ao sucesso. Ler cartões de enfrentamento pela manhã e quando necessário.
Fazer uma ou duas perguntas após a aula.
Gastar mais uma hora para revisar o trabalho de inglês. Pedir à colega de quarto para fazer menos barulho à noite.
Sessões futuras:
Ver como o perfeccionismo afeta outras partes da vida.
FIGURA 7.4. Anotações da Terapia.
Enquanto faz as anotações, você mantém o maior contato visual possível. É importante, às vezes, especialmente quando o paciente está revelando material emocionalmente doloroso, não fazer anotações, para que você possa estar mais inteiramente presente para o que ele diz.
Este capítulo descreveu a estrutura e o formato de uma típica sessão inicial e descreveu sucintamente a terapia ao longo das sessões. O próximo capítulo discute os problemas para colocar em prática o formato prescrito, enquanto o Capítulo 19 descreve em detalhes como planejar o tratamento antes das sessões, dentro das sessões e ao longo das sessões.
I
• • •PROBLEMAS NA
ESTRUTURAÇÃO DA SESSÃO
nvariavelmente, surgem problemas na estruturação das sessões. Quando você identificar um problema, irá especificá-lo, conceituar por que ele surgiu e planejar uma solução. Se você diagnosticou corretamente o paciente e desenvolveu um sólido plano de tratamento, mas ainda tem dificuldades na estruturação das sessões, deve verificar o seguinte:
Você não conseguiu interromper gentilmente o paciente para direcionar a sessão? Você não conseguiu familiarizar o paciente com o tratamento?
Você não conseguiu engajar suficientemente o paciente no tratamento ou não desenvolveu uma aliança terapêutica forte?
Essas dificuldades são descritas neste capítulo. E, depois, são apresentados os problemas e a solução para cada segmento de uma sessão típica.