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Bevegelsens plass i historisk og psykologisk sammenheng

“O problema são as universidades. Elas são dinossauros. Elas estão extintas e não sabem.” (Logan, J.; Wells, S.; Wells, H. G., The Time Machine, 2002) Esta investigação se propôs a analisar nos últimos três anos o chamado efeito demonstração como método mais eficiente na motivação de docentes resistentes à adoção de tecnologias interativas aplicadas à educação, quer no suporte às práticas presenciais ou à distância, bem como em seus diversos ambientes e plataformas, videoconferências, produção e gestão de conteúdos ao vivo e por demanda, explorando o espetro de oportunidades de colaboração que inclui a independência de tempo, distancia e equipamentos. As soluções tecnológicas são conhecidas e disponíveis em Portugal. Considerou-se que sua utilização efetiva e sua institucionalização só poderiam ser obtidas através da apresentação e da repetição sistemática de uma série de procedimentos, em efeito dominó, cascata ou em cadeia, gerando uma série de acontecimentos semelhantes de variável duração.

A proposta inicial se baseou em três universidades europeias: Université de Poitiers (França), Universidad Nacional de Educación a Distancia (Espanha) e Universidade Técnica de Lisboa (Portugal) que efetivamente desenvolvem o consórcio Euromime (Erasmus Mundus). Por motivos alheios decorrentes da disponibilidade e o interesse das partes bem como limitações impostas pela FCT para projetos executados fora de Portugal, a investigação ficou limitada em seu projeto à UNED (Madrid) e à UTL (Lisboa), esta última através da FMH (Cruz Quebrada), sendo a ênfase sobre esta.

Foram investigadas e descritas as diferentes soluções pedagógicas e tecnológicas disponíveis, com ênfase nos sistemas abertos, permitindo a experimentação e acesso aos conteúdos através do espetro de oportunidades de colaboração com independência de tempo, distancia e equipamentos (incluindo telemóveis e netbooks ao projeto inicial) bem como a interação com as novas formas de comunicação utilizadas pelas novas gerações (mensagens instantâneas e redes sociais) e disfunções.

Estudos futuros permitirão aprofundar a investigação com relação aos recentes acontecimentos observados em Portugal, na Comunidade Europeia e demais países Europeus, nomeadamente relacionados à provável mudança de paradigma na área educacional.

Ao contrário de outras mudanças, esta envolve a sobrevivência das próprias universidades.

Precisamos reinventar a forma de ensinar e aprender (presencial e virtualmente), pois diante de tantas mudanças na sociedade e no mundo do trabalho, os modelos tradicionais se mostram cada vez mais inadequados. Renaut (1995:43), filósofo da

Sorbonne, prefere discutir o desafio universitário em termos mais radicais: “Qu'est-ce qu'une université, après la fin des universités?” (O que é uma universidade depois do fim das

universidades?)

Os arautos deste final das instituições alardeiam para breve o momento em que todo o conhecimento estará disponível e compartilhado na internet. Muito já está.

David Wiley, professor de psicologia e tecnologia educativa na Universidade Brigham Young, declarou que “as instituições que não se adaptarem, oferecendo materiais didáticos que possam ser compartilhados entre as universidades, laboratórios virtuais, e livros didáticos digitais gratuitos, correrão o risco de perder seus alunos”. Na estimativa de Wiley, as universidades vão se tornar irrelevantes em dez anos (Jarvik, 2009).

Demo (2011) vai mais longe e afirma que a instituição não sabe aprender. Está repleta de teorias vanguardistas (para os outros), mas ela mesma é a primeira a não usar suas teorias de mudança. “Diante dos desafios do futuro, essa resistência é inútil, ignorante mesmo, porque apenas retira a universidade do fulcro histórico, tornando-a cada vez menos relevante”.

Os mais otimistas garantem que as universidades sempre existirão, apenas o seu papel irá mudar para o de “certificadoras” do conhecimento obtido. Mas isso não é regra. Há muitos anos que áreas como a Ciência da Computação não têm a excelência centrada nas universidades. Certificações como Microsoft e Cisco têm um valor muito maior no mercado do que cursos universitários da área. E a certificação destes conhecimentos não é realizada por universidades, mas por instituições privadas como a Prometric.

http://www.prometric.com/

Neste modelo, os alunos podem frequentar cursos de preparação oficiais, alternativos, bem como estudar em casa e por conta própria. Os materiais estão todos disponíveis na internet. Até mesmo simulados de avaliações e provas anteriores.

Será este o futuro de todas as áreas?

A utilização intensiva da internet, como principal meio ao acesso à educação superior, e não mero suporte, pode ser questionada. Existe muita dispersão nas atuais redes sociais e se alguém se dedica inteiramente a isso não consegue fazer mais nada durante o dia.

As pessoas estão perdendo o foco e a internet está virando apenas um lugar de diversão e de passar (ocupar) o tempo, na maioria das vezes com coisas que não agregam absolutamente nada e ainda os expõe em demasia (oversharing). Ou seja, nada tem a ver com educação e com tudo de bom que se poderia obter das tecnologias quando utilizadas corretamente.

Nossos alunos ficam mais ignorantes, encontram respostas prontas, textos pasteurizados e realizam muitas cópias de autoria de outros.

Será que as coisas podem mudar?

Claro que sim, mas alguém tem que dar o exemplo (efeito demonstração).

Na Europa a internet está sendo liberada para uso inclusive em provas e exames. É mais um recurso da mesma forma como existe na vida real (caos criativo).

Muitas pessoas associam a palavra caos à desordem ou algo negativo, mas é inadequado, pois até mesmo cientificamente, a criação veio do caos (todas as possibilidades).

O lado ético de pesquisar, adaptar e então criar e adotar está sendo substituído pelo simples ato de adotar respostas prontas que não se adaptam exatamente a todos os novos desafios.

O mundo mudou. O aluno não é mais o mesmo. A geração Google já nasceu convivendo com as novas tecnologias, (Nicholas, 2007). Vem para a universidade sem limites impostos pelos pais e não quer a escola que ai está. A forma de aprender também não é mais a mesma e é previsível uma profunda transformação nos processos didáticos, seja no modo de gerar e/ou de transmitir conhecimentos.

Mas alguns professores continuam tentando ensinar como faziam no século XX, ou pior, XIX. Muitos deles são como imigrantes digitais em comparação com os alunos que já foram criados neste mundo virtual. Eles têm observado a forma como os mais variados dispositivos tem invadido as instituições de ensino.

As necessidades atuais não estão mais centradas no acúmulo de conhecimentos. Decorar conteúdos não é mais importante. O foco deve ser a habilidade na resolução de problemas. A aprendizagem baseada em problemas (ABP) é uma estratégia instrucional centrada no aluno em que estes resolvem problemas de forma colaborativa e refletem sobre suas experiências. É um método educativo surgido na Universidade de Maastricht, e com maior implementação na Universidade McMaster, baseada nas teorias educacionais de Jean Piaget, John Dewey, Lev Vygotsky e Paulo Freire, entre outros.

Então o desafio na verdade é para as universidades, para as instituições que tem que se adaptar.

Eureka!

“Quando acreditávamos que tínhamos todas as respostas, de repente, mudaram todas as perguntas.” (Mario Benedetti) Se você chegou até este ponto e não encontrou nenhum erro, seja de citação, redação, tradução, definição, apropriação, etc., pode estar certo de que o errado é você.

Textos sempre estarão propícios a erros diversos e é exatamente esta característica maravilhosa que define a nossa natureza humana.

Ao longo destes três anos, muitas coisas mudaram, tal a velocidade de evolução da tecnologia. Os reflexos, na medida do possível, estão representados ao longo do texto, revisto e atualizado constantemente.