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10. Oppgavefordeling og regelverk

10.1 Arbeids- og sosialdepartementet

Que mudanças considera que o projeto VGNC trouxe ao Clube Naval de Rabo de Peixe?

Concretamente ao espaço?

Ao espaço e ao funcionamento?

Um vou fazer um pequeno enquadramento, o Clube Naval surge em 2001 e surge de uma necessidade que havia, de facto, da maior comunidade piscatória dos Açores não ter atividade náutica, de recreio, a não ser a pesca profissional, e há um grupo de pessoas que se junta e arranca com o Clube Naval, cria uma associação e depois não tem um espaço, não tem uma sede para desenvolver a sua atividade, colocaram aqui um contentor de 40 pés, um contentor daqueles de ferro, uns sólidos, aqueles de mercadorias, há uns daqueles bonitinhos, mas não foram esses, foram daqueles sólidos e então puseram lá dentro os equipamentos que conseguiram adquirir na altura. Como seria mais difícil ter atividade aqui neste local, atiraram para o desporto que é mais fácil de implementar, que é o surf, porque para quem faz surf agarramos numa prancha e vamos para qualquer sítio e esperamos … até porque Rabo de Peixe tem muita massa humana para moldar, que é a juventude, não é? É a maior comunidade com juventude no país, e então há muita malta e eles começaram a trabalhar e passados dois anos já tinham um campeão regional. Então, o Clube Naval viveu um bocadinho do surf. Obviamente que sempre viram o clube e sempre foi apoiado não numa vertente pura e simplesmente desportiva, mas mais social, havia aquela componente social, os miúdos tinham uma escolinha de surf e ia-se tirando alguns dos cafés, dos bares e dos maus vícios para praticarem desporto e foi andando assim.

Quando o projeto EFTA surge alguém ligado à criação do projeto EFTA teve o discernimento de perceber que o Clube Naval nesta zona teria, e por via de um crescimento, maior impacto social e foi assim que nasce no meio do projeto, o espaço em si, o Clube Naval à data da criação e mesmo dessa alteração do Clube Naval, de contentor para uma sede social a sério, o clube estava muito fraquinho, fraquinho porque é difícil trazer as pessoas da comunidade a praticarem desporto quando elas têm que trabalhar, as pessoas esquecem-se desse pormenor, infelizmente.

O que nos conseguiu dar aqui o salto qualitativo foi o facto de ao mesmo tempo de nascer uma sede social, nascer uma piscina ali em cima, permitiu-nos dinamizar a natação. Ou seja o Clube Naval apontou as armas à natação, e de facto já está numa fase completamente diferente mas arrancou. Acima de tudo a grande diferença foi potenciar uma base… Na realidade aquilo que o Clube Naval conseguiu fazer a mais foi por via da piscina e não da sede social. No entanto, a sede social tem o potencial que tem ou seja é fácil as coisas acontecerem porque temos uma sala para reunir, é fácil as coisas acontecerem porque temos um sítio para guardar material, é muito mais fácil, mas de facto o que transformou o Clube Naval, o impacto que conseguiu ter foi a natação. Obviamente que, respondendo à pergunta, o impacto é brutal, não tem nada a ver, o potencial que o clube poderia ter se não tivesse sede, isto aí, sem sombra de dúvidas, mas o Clube Naval não nasce com o EFTA, o Clube Naval já existia, a sede social transforma ou potencia a capacidade de intervir no clube e a piscina é que é mesmo a lança em África.

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O projeto do Clube Naval é aceite no âmbito do EFTA exatamente por causa disso, porque se fosse apenas uma questão desportiva, eh pá, vocês estão aqui a fazer turismo ou a brincar, encosta-se aqui, porque o projeto é de âmbito social. Daí o Clube Naval ter sido aceite e ter sido sempre importante até para a atual direção, como sendo um projeto que tem uma dimensão desportiva, como é óbvio, mas acima de tudo social.

Mas e que tipo de atividades fazem mais direcionadas…?

Bem agora vamos esmiuçar esse social, na realidade nós não somos a Santa Casa da Misericórdia, nós não somos o Instituto de Ação Social, mas nós tentamos ser, o que é que eu quero dizer com isso? Aquilo que se tenta fazer junto da comunidade junto de pessoas que têm algumas, vamos chamar de diferenças, não vamos chamar de problemas, porque nós ainda não sabemos se o problema somos nós ou se são eles, não é? Vamos chamar de diferenças, nós esperamos que eles sejam mais felizes à nossa maneira, isso aí é uma questão que podíamos ficar aqui o resto do dia e não chegávamos a conclusão nenhuma… e então o que nós entendemos, entendemos que eles de facto têm alguns comportamentos que nós dizemos que são desviantes, ok, compreendo até se for droga ou álcool ou há outros que talvez não sejam, mas assim sendo, em que é que nós podemos ajudar? Através do desporto, da prática do desporto, daquele ensinamento que se transmite quando alguém pratica desporto organizado que é a disciplina, o sentido de equipa, o sentido de sacrifício, a pontualidade, a assiduidade, tudo isto é possível de treinar e praticar numa aula de canoagem, o chegar a horas, o participar, tudo isto é possível, e ele não vai à escola, o miúdo, e há outro que vai à escola e sim senhor nós não pressionamos ninguém, agora, nós assistimos durante 4 anos, que tivemos aqui a canoagem, que agora está um bocadinho mas fraquinho porque os miúdos viraram-se todos para o bodyboard, nós não trocámos, foi natural, mas ok, foram todos para o bodyboard, ok, continuem no bodyboard, e os miúdos inicialmente não iam treinar, ou alguns ficavam aqui a trabalhar, a fazerem as sedas (as redes de pesca), a preparar e a ver os outros a praticarem desporto porque o pai não autorizava. Passado 4 anos, o pai já dizia ok, paras de trabalhar agora, vais praticar um pouco e depois voltas, portanto, já há uma mudança de mentalidade do pai, que seria muito difícil, já vão aceitando com naturalidade que os miúdos também precisavam de fazer aquilo. E eu já me dou por muito contente, porque de facto aquilo que nós nos propomos a fazer não é só pôr o miúdo a praticar canoagem é também perceber, fazer perceber que ele não pode poluir, ele tem que ser organizado, o pai tem que perceber que os miúdos são miúdos, quer dizer, há aqui uma série de coisas que são …mas isto é um, dois, três de vez em quando, porque entretanto há miúdos que não conseguem, por causa dos hábitos, depois nós queríamos arrancar com a vela, muito espertos, eles com uma intuição fantástica para a vela, mas não conseguem desenvolver, porquê? Não conseguem porque estão a dormir nos barcos às 8 da manhã, porque tiveram toda a noite a trabalhar, é uma realidade completamente diferente. E não falando também das questões políticas que se levantam, porque infelizmente muitas vezes confundem- se as coisas, confunde-se o político com o desportista, o clube com a câmara, felizmente eles conseguiram passar ao lado um bocadinho disso, porque a mensagem que temos transmitido é essa, aqui não há cores políticas, aqui não há clubes, no sentido em que … não há religiões, quem aqui fica, fica atrás por essas questões.

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Assim sendo, o clube consegue intervir socialmente através do desporto, criando hábitos sãos, até estamos nas aulas, e as pessoas que são escolhidas para serem monitores, a primeira coisa que nós dizemos: - Olhe isto não é só um projeto desportivo é um projeto social, eu peço que você na sua aula fale de higiene, fale de bons hábitos alimentares. Eu penso que as pessoas vão falando sempre e é dessa maneira que vamos intervindo.

Para além disso tentámos, não só pelo desporto, mas tínhamos aqui o clube M, o clube da mulher, a ideia inicial era pôr as mulheres a praticar desporto, os homens vinham aqui praticar caça submarina, as mulheres ficavam juntas e punham-se a fazer qualquer coisa, organizavam umas atividades ou vamos fazer um passeio de bicicleta ou fazer uma caminhada, e começámos a puxar e começámos a fazer umas atividades em termos de culinária, gastronomia, workshops com nutricionistas, começámos até por dar um dinamismo diferente à coisa, e olha, já agora temos o clube M vamos lutar pela emancipação da mulher, salve seja, pela emancipação da mulher aqui nesta zona e depois fomos condenados por isso.

Mas eram pessoas desta zona então (bairro piscatório)?

Nós tínhamos de várias, porque as mães dos atletas, existe desde a senhora que tem condições financeiras acima do normal à senhora que não tem, as pessoas têm alguma dificuldade em se juntar, mas há umas que já vinham e faziam, mas depois fomos um bocadinho condenados, porquê? Ah, porque vocês estão menosprezando a mulher! não, é mentira. E negar que ainda existe a questão da emancipação da mulher, é uma questão que ainda tem que se ver nessa comunidade, isso é tapar os olhos às pessoas e a gente tentou fazer de forma inteligente, o clube M é que os homens não podem entrar, uma brincadeira que se fez, mas depois isso deu aqui uma confusão, o que é certo é que a pessoa que queria dinamizar, era professora, trabalhava aqui perto, deixou de o fazer e isto vive muito de voluntariado, portanto as coisas diminuíram um bocadinho.

Mas isso para dizer que estamos sempre atentos àquilo que podemos perceber o que é que podemos dar à comunidade de forma a podermos intervir, porque de outra forma nós estaríamos aqui completamente estanques da sociedade, queremos é desporto, quem quiser quer, quem não quiser não quer. Isto dá-nos muito mais trabalho e encargos financeiros, porque depois uma coisa é trabalhar com 10 pessoas que podem pagar e outra coisa é trabalhar com 100 pessoas que não podem pagar. Obriga-nos aqui a um esforço muito maior, financeiro, cá está, este sábado de manhã é o dia da festa, nós andamos sempre por aqui, o pedreiro veio cá o outro não veio, quer dizer…Repare, num espaço profissional, era inconcebível o responsável chegar aqui de manhã e deixar aqueles blocos ali, ou seja, quem é o responsável? É o voluntário que esteve aqui, se calhar o mestre não falou com ele…. O que é que a gente faz? Briga com alguém, depois amanhã estou eu sozinho e vou-lhe ser sincero, também já começo a ficar um bocadinho cansado… eu estou é a preparar o trilho para o comboio depois andar, senão depois isto não funciona.

Mas esse tipo de atividades que estava falando são atividades gratuitas que o Clube Naval organiza ou têm algum tipo de financiamento?

Primeiro a Direção Regional do Desporto “disponibiliza”, através do serviço de desporto de São Miguel, formas de financiamento, o quero dizer com isso, de acordo com a prática que vamos exercer, se é de treino de competição, se é de por meio de promoção ou se é açores ativos existem mecanismos

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financeiros que nos permitem ter um contrato-programa, ou seja, eu vou ter aqui uma turma de competição de natação, existe um valor que eles dão anualmente mediante a satisfação de vários objetivos, ao fim ao cabo eles dizem, eu quero que você faça uma participação em todas as provas, quero que você pelo menos vá a duas fora do concelho ele define quais são os objetivos e o clube recebe aquele valor. É tranquilo, nós cumprimos sempre, até porque tem sido sempre… mas não é suficiente, para ter uma noção, o preço médio do mercado duma aula de alguém que vai fazer natação 2 ou 3 vezes por semana custa 25, 26, 24 euros, e nós aqui cobramos 12,5 e isso no que é que se traduz? Temos a piscina com muito mais gente, mas temos que ter uma estrutura de voluntariado, porque se fosse para pagar não funcionava. A verdade é que a maioria das pessoas que lá estão, não são pessoas daqui, porquê? Porque não conseguem lá ir, porque à hora que é, é impossível, não se sentem bem, temos muitas poucas pessoas de cá de baixo…

Na piscina?

Na piscina, o Clube Naval foi feito para Rabo de Peixe, não foi só para a comunidade piscatória, foi para Rabo de Peixe, e nós temos várias pessoas que estão sabendo utilizar a piscina, e vamos pontualmente tirando algumas pessoas daqui. Vou-lhe dar um exemplo, temos o Hugo Laranja, que é um miúdo que é pescador, o miúdo já tem 19 anos ou 20, que é pescador mas que começou lá em cima connosco, fez um percurso e hoje em dia já tira medalhas nos regionais, já faz ouro, a Bianca também já começa a fazer e muito interessante no meio disto tudo, é que o Hugo era pescador, continua a ser, mas agora já tem outras profissões, quando eu digo isso, ele faz dois part-time, faz vendas dos pacotes da MEO ou da NOS, não sei muito bem o que é, e tem mais uma que não sei bem o quê, e a Federação Portuguesa da Natação em conjunto com a ANAC estão-lhe a patrocinar o curso de treinador de natação, ou seja, esta é a minha cereja em cima de bolo, é o Hugo que era um miúdo que veio aqui dizer que queria fazer bodyboard ou surf e ele tem a preparação física do Michael Phelps, e foi: - Olha tu vais fazer um treino aqui assim e tal, só temos uma vaga - era mentira, aquilo estava vazio - e o miúdo: - Eu não tenho calções. Eu comprei-lhe os calções, dei-lhe os calções e ele foi… e foi um percurso fantástico, e o que nós queremos agora é replicá-lo, não é fácil, para ter uma ideia levámos 4 miúdos para cima, e no dia a seguir no balneário desapareceram as sapatilhas todas, portanto eles não estão habituados, aquilo para eles é um paraíso - eu nunca vi tanta sapatilha porque é que eu não hei de levar… O que é que vamos fazer?

Eu queria ver se começava já na próxima semana, ao sábado, que há uma turma que é de miúdos só daqui, vamos chamar de problemáticos, não sei se eles são se não são, mas vamos chamá-los assim, eu percebo porque é que eles não podem estar com os outros, não é? São miúdos com défice de atenção… é assim, o que nós não temos são condições para miúdos com necessidades educativas especiais, porque os outros nós temos, no meio de 10 ou de 15 se eu os colocar em cima agora, aquilo nunca mais ninguém se entende, e já está tudo tão organizadinho… nós precisamos de trabalhar com 10 à parte e perceber que destes 10 quem são os 2 ou 3 que têm condições para! Quem tiver necessidades educativas especiais nós não vamos conseguir chegar lá, quem tiver défice de atenção, quem já estiver metido na droga, estes não vão conseguir chegar lá, podemos identificá-los ou seja, há aqui muitos para trabalhar, os outros nós aproveitamos e damos seguimento, porque se eu de 5 em 5 anos conseguir transformar 2 ou 3… Eu fui escuteiro durante muitos anos e portanto Baden Powell diz-

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nos que convém deixar o mundo um bocadinho melhor do aquilo que encontrámos e se nós formos fazendo a nossa parte acaba por se tornar fácil, e isso para dizer que o Hugo foi de facto um exemplo que nós queremos aproveitar para dar seguimento a isso. Tanto é que depois montámos um projeto, com a Direção Regional da Juventude, que também nos apoia pontualmente, que é agarra-te a nós, agarra-te à vida, agarra-te a um desporto, ou ao contrário agarra-te a um desporto, agarra-te à vida, agarra-te a nós, são estas 3 frases, pusemos o Hugo lá na piscina, pusemos a malta toda com uma fotografia enorme e desenvolvemos o projeto durante um ano, a ideia é deixa aquilo que ninguém quer, agarra-te à vida, ao desporto, a nós, e pusemos o Hugo como imagem dessa campanha, as coisas funcionaram, pusemos os outdoors aqui, pronto, não pressionamos muito porquê? Porque é outra questão que as pessoas esquecem-se que é, os pescadores vivem muito dentro desta questão, eles não sabem estar bem, se eles estão bem eles arranjam um conflito, vivem num conflito interno, eles estão bem numa hora, estão ali a conversar mas basta beber um bocadinho de álcool que eles vão buscar uma qualquer coisinha e aquilo começa logo... Então o que é que acontece, o Hugo tem um pai que é um pai problemático, quando olhamos para o Hugo, vão estar a olhar para o Hugo mas vão-se lembrar do pai... Se eu tivesse aqui 4 ou 5 pessoas de uma certa família que até podiam estar a pensar colocar os seus miúdos na natação, só pelo facto de estar ali Hugo associado, já não iam os miúdos, esta malta vive muito assim, mas estou a falar de pessoas com uma pobreza de espírito muito grande. Então é preciso perceber estas pequenas condicionantes, e o Hugo, atenção que o pai do Hugo não é nenhum bicho, não é isso que estou a dizer, mas é aquela pessoa que não reúne consensos, então houve algum cuidado em passar a imagem do Hugo mais para o exterior do que para o interior, mais para consumo externo do que interno, mas no meio dessa história, ainda conseguimos passar aqui a ideia certa, o que é importante no meio de tudo isto, conseguiu-se passar a ideia de trabalho e da campanha. Nós não fomos buscar muitas mais pessoas, mas também não é fácil porque as pessoas aqui têm um modo de vida completamente diferente, os miúdos, primeiro, estamos a rivalizar com o futebol, e se eu tivesse a idade deles eu tinha ido para o futebol, porque sou fanático por futebol, portanto, não havia essa competição, primeiro um campo de futebol é num sítio qualquer, põe-se dois postes está feito o futebol, pões duas pedras, os miúdos jogam em cima daquilo. A natação obriga a uma piscina coberta, obriga a um custo diferente, eu estou-me aqui a desviar da conversa porque estou aqui a explicar porque é que nós não conseguimos ter as coisas a preço zero.

Na natação, para os miúdos cá de baixo, eles pagam 2 € por mês, ou seja, não há nada de graça no Clube Naval, eu não acredito em nada de graça, eles têm que perceber que muito do que lhes aconteceu hoje em dia foi por culpa do governo, dos governos todos, das politicas todas, porque se habituaram, olhe eu vou calar a boca aos pescadores dando euros, e quando se dá, estamos a incitar ou levar as pessoas a pensarem deixar de produzir, se me dão porque é que me hei de chatear? E isso dado durante muitos anos é loucura total – porque as pessoas habituam-se, porque é que me hei de chatear se me dão? Porque eu se calhar no lugar das pessoas fazia exatamente a mesma coisa, se me dão, eu não preciso de trabalhar, tenho o rendimento mínimo. Eu faço um bocado de barulho dão- me o motor para o barco, eu faço um bocado de barulho dão-me não sei quê, dão, dão, dão… e o Clube Naval não dá nada a ninguém, e os meninos se querem comprar uma colcha ou um boneco novo vão à loja e ninguém vos dá aquele bonequinho novo, vocês podem brigar, fazer barulho que ninguém

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vos dá aquele boneco e no Clube Naval é a mesma coisa ou seja, não me digam que não têm 2€ por mês, porque têm sim senhor. A quota de sócio é 24€ por ano e o que é que nós fazemos, o sócio paga 24€ e automaticamente o cônjuge e os filhos têm direito a utilizar… isso são sócios, o que é nós fazemos? O miúdo tem 14, tem 15 anos, o pai paga a quota de sócio, faz um documentozinho a dizer que não tem condições, assina, só para evitar que as pessoas todas façam isso, e então o miúdo automaticamente faz as atividades, o pai é que está pagar os 24€ e trazer os 2€ por mês, não faz mal a ninguém, nós gastamos muito mais do que 2€ mês seja lá com quem for, e a ideia é passar… mas mesmo assim ainda há muitos que não pagam e não é por causa disso que deixam de fazer, mas a gente passa sempre a ideia que eles estão a pagar… e eles sabem que têm que pagar, eles sabem que estão em incumprimento, vale o que vale mas é passar a ideia de que não há facilitismo, esse facilitismo é que fez com que ficasse assim, em parte, ou seja, ninguém se quis chatear a sério.

Acha que sim, que foi a questão de dar, do facilitismo que fez com que não tenham outros objetivos?

Não tenho a mínima dúvida. Isto tem um reflexo em temos de comunidade, somos uma comunidade que não há aqui tiros… portanto se ninguém desse, o dinheiro ia ter que aparecer de alguma forma, eu não tenho a mínima dúvida, que se fizesse aqui uma ação a sério em termos de perceber com o que é que podemos contar dessa comunidade… nós teríamos aqui barraquinhas como o brasil, teríamos aqui favelas e teríamos aqui assaltos porque as pessoas teriam que sobreviver, agora o que é que acontece, em termos de pesca aqui divide-se… o que aconteceu aqui foi mais ou menos isso, ou seja vocês vão pescar, vocês põem o peixinho aqui em terra que nós vamos consumindo isso, vamos dividindo aqui