• No results found

5. Discussion and conclusion

5.2 Agency in immigrant women – social capital

Wallace Silva do Nascimento; Andréa Soares de Araújo; Lúcia de Fátima Moura Cavalcante; Herquiles Lima dos Santos; Sathyabama Chellappa.

INTRODUÇÃO

As bacias hidrográficas sob o domínio do Bioma Caatinga apresentam características peculiares, como regime intermitente e sazonal de seus rios, reflexo direto das precipitações escassas e irregulares, associadas à alta taxa de evaporação hídrica (AB’ SABER, 1995). Estes fatores exercem importante papel na organização e funcionalidade dos ecossistemas aquáticos. Segundo Rosa et al. (2003), o conjunto de espécies de peixes de água doce que ocorre na Caatinga representa o resultado de processos históricos de especiação vicariante, de processos ecológicos e de processos antrópicos.

O número de espécies nos ecossistemas aquáticos continentais brasileiros ainda é impreciso e difícil de ser estimado, entre as dificuldades destacam-se: o número de bacias hidrográficas jamais inventariadas a insuficiência no número de pesquisadores e na infra-estrutura necessária para a amostragens, o reduzido número de inventários efetuados. A dispersão das informações que freqüentemente são de difícil acesso e a necessidade de revisão taxonômica para vários grupos (AGOSTINHO et al., 2005).

Levantamentos ictiofaunísticos realizados nos rios do estado do Rio Grande do Norte são escassos. Além disso, não existe consenso acerca do status taxonômico de muitas espécies listadas nestes levantamentos. Estes fatos refletem o estado atual de carências da sistemática de peixes de água doce no Brasil, conferindo certo grau de imprecisão nas listagens de espécies.

Este trabalho representa o primeiro estudo da ictiofauna do Rio Acauã. Assim a necessidade imprescindível de contribuir com conhecimento da fauna de peixes dessa região motivou esta investigação no sentido de suprir uma carência de trabalhos neste campo de pesquisa.

MATERIAL E MÉTODOS

As coletas foram realizadas no período Setembro de 2008 a Janeiro de 2009 no Rio Acauã, após o barramento, localizada em Acarí-RN (36° 36’ 17’’ W e 6° 26’ 11’’ S). O rio está inserido na bacia Piranhas-Assú e atravessa o município de Acari em sua porção central, alimentando o açude público Gargalheira (40.000.000m3), principal fonte de abastecimento de água da sede e de seu entorno.

Os peixes foram capturados com auxílio de redes de espera com malhas de diferentes tamanhos, tarrafas, picarés (rede de arrasto) e anzóis. Os peixes após a captura foram fixados em formol a 4% e transportados ao Laboratório de Ictiologia, DOL, UFRN. Os peixes foram identificados taxonomicamente no Laboratório de Ictiologia DSE-UFPB (Britiski, et al., 1984).

Para calcular a constância das espécies coletadas, foi utilizado o índice de Dajoz (1973), através da seguinte equação: C = n / N x 100, onde: C = constância; n = número de vezes que a espécie x foi coletada; N = número total de coletas efetuadas. A partir da freqüência de ocorrência de cada espécie nas coletas, obtém-se: espécie constante, para C > a 50%; espécie acessória, para 25 < C < 50 % e espécie ocasionais, para C < 25.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram capturados 112 peixes, distribuídos em 2 ordens (Characiformes - 82% e Siluriformes - 18%) e 5 famílias (Characidae - 34%, Prochilodontidae - 24%, Curimatidae - 22%, Loricariidae - 18% e Erythrinidae - 2%) e 9 espécies sendo: Astyanax bimaculatus (piaba), A. fasciatus (piaba), Hypostomus pusarum (cascusdo- barbudo), Prochilodus brevis (curimatã), Serrasalmus sp.(piranha), Psectrogaster rhomboides (branquinha), Hoplias malabaricus (traíra), Pseudancistrus papariae (cascudo), Triportheus angulatus (sardinha). Das espécies relacionadas, P. brevis foi a mais abundante (24%), seguida pela P. rhomboides (22%) e T. angulatus (21%).

Segundo Lowe-McConnell (1999) e Britski (1972), a alta freqüência da ordem Characiformes registrada no presente estudo reflete a situação descrita para os rios neotropicais e lagoas temporárias. Esse predomínio é também descrito por Souza et al. (2008) analisando a composição da ictiofauna de um rio perene da Caatinga e Cannan (1993) estudando a ictiofauna da lagoa de Boa Cicca-RN.

A maioria das espécies capturadas apresentou-se: constantes no ambiente (A. bimaculatus, P. papariae, P. rhomboides, P. brevis, T. angulatus) e as demais acessórias (A. fasciatus e H. malabaricus), sendo apenas duas ocasionais (H. pusarum e Serrasalmus sp.).

Tem sido hipotetizado que espécies constantes podem ser residentes, mas apresentando flutuações e a ocasionais são aquelas migrantes, as quais entrariam esporadicamente para se alimentarem ou se reproduzirem (SANTOS, 1999).

CONCLUSÃO

O estudo realizado após o barramento do Rio Acauã demonstrou que a ordem Characiformes foi a mais representativa, com as espécies A. bimaculatus, P. papariae, P. rhomboides, P. brevis, T. angulatus dominando no sistema e apresentando-se constantes durante todo o período de estudo.

REFERENCIAS

AB´ SABER, A. N. The Caatinga Domain. In: S. Monteiro & L. Kaz (eds)

Caatinga-Setão, Sertanejos. Rio de Janeiro: Editora Livroarte, 1995. 47-55 p.

AGOSTINHO, A. A. et al. Conservacion of the biodiversity of Brazil’s inland

waters. 19. Conservation Biology, 2005. 646-652 p.

BRITSKI, H. A. et al. Manual de identificação de peixes da região de Três

Marias (com chaves de identificação para os peixes da Bacia do São Francisco).

BRITISKI, H. A. Peixes de água doce do Estado de São Paulo. In: Poluição e

Piscicultura.Comissão Interestadual da Bacia Paraná-Uruguai. Faculdade de Saúde

Pública da USP, 1972. 9-108 p.

CANAN, B. Aspectos biológicos dos peixes de valor econômico da lagoa de

Boa Cicca, Nísia Floresta, RN. Monografia (Especialização). Natal: Universidade

Federal do Rio Grande do Norte, 1993. 90p.

DAJOZ, R. Ecologia geral. Petrópolis: Editora Vozes, 1973. 471 p.

SOUZA, Liliane de L. G. et al. Composição da Ictiofauna de um rio perene

da Caatinga.. In: Simpósio de Biologia RN (UERN/SIMBIO/RN). Mossoró: Anais

do Simpósio de Biologia RN (UERN/SIMBIO/RN), 2008.

LOWE-McCONNELL, R. H. Estudos Ecológicos de Peixes Tropicais. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1999. 534 p.

SANTOS, G. S. 1999. Estrutura de comunidades de peixes de reservatório

do sudeste do Brasil, localizados nos rios Grande e Paranaíba, bacia do Alto Paraná.. Tese (Doutorado em Ciências). São Carlos: Programa de Pós-Graduação em

Ecologia e Recursos Naturais, Universidade Federal de São Carlos. 1999. 166 p. ROSA, R.S. et al. Biodiversidade e conservação da Caatinga. 135-180 p. In:

LEAL, I. R., TABARELLI, M. & SILVA, J. M. C. (Editores). Ecologia e Conservação da Caatinga. Recife: Editora da UFPE, 2003. 822 p.

Anexo 6b: Trabalho apresentado de forma de painel no XII Congresso Nordestino de

Anexo 6c: Certificado de apresentação do trabalho no do XII Congresso Nordestino de

Anexo 7a: Trabalho expandido publicado nos ANAIS do XII Congresso Nordestino de

Ecologia, realizado de 13 a 16 de outubro/2009 em Gravatá/PE.

LEVANTAMENTO DAS PRINCIPAIS ESPÉCIES DE PEIXES