5.1 Analyse
5.1.7 Ytterstemmer og melodi
Com o objectivo de determinar o efeito da actividade física diária na força muscular dos membros inferiores do idoso, foram aplicados questionários e realizada uma avaliação isocinética da força a um grupo de sujeitos com idade superior a 60 anos, que se encontram em maior detalhe mais à frente neste capítulo.
Este estudo é de natureza transversal, tendo os testes sido aplicados uma única vez antes de iniciar qualquer tipo de programa de actividade física, por forma a isolar a actividade física diária e estudar apenas o seu efeito na força muscular do idoso, sem influencia da actividade física formal e organizada.
3.1. Amostra
A amostra foi constituída por 90 idosos voluntários de idades compreendidas entre os 60 e os 81 anos, não praticantes de actividade física formal há pelo menos 2 anos. Os sujeitos viviam de forma independente no seu quotidiano, eram razoavelmente saudáveis e sem problemas que condicionassem a sua participação nos testes.
Foram realizadas observações a todos os indivíduos onde foi avaliado o seu peso numa balança digital SECA 708 e a sua altura num estadiómetro SECA 220/ 221.
A amostra foi classificada com base no questionário de Baecke Modificado (em análise mais à frente), e dividida em três grupos em função do seu nível de actividade física diária, através dos tertis.
No quadro 1 estão apresentados os valores de actividade física diária apresentados pelos três grupos estudados e a constituição de cada um deles.
Quadro 1 – Valores médios da actividade física diária dos grupos A, B e C e a sua constituição.
Esta divisão teve como objectivo permitir a análise das diferenças nos níveis de força muscular entre grupos com diferentes níveis de actividade física.
As principais características dos três grupos de idosos estão descritas no Quadro 2.
Quadro 2 – Principais características dos grupos A, B e C (média ± Desvio Padrão).
Grupo N Idade Altura Peso
A 27 68.3±4.2 1.56±6.8 68.2±9.6 B 32 69.2±3.8 1.55±7.4 66.7±10.8 C 31 68.7±5.6 1.59±7.2 68.7±8.4
A análise do quadro acima representado sugere que não existem diferenças estatisticamente significativas entre os três grupos em nenhuma das variáveis analisadas. Assim, podemos observar que o grupo A é constituído por 32 indivíduos com uma média de idade de 68.3±4.2 anos, um peso médio de 68.2±9.6 kg e uma altura média correspondente a 1.55±6.8 m, o grupo B envolve 27 indivíduos com uma média de idade de 69.2±3.8 anos, um peso médio de 66.7±10.8 kg e uma altura média correspondente a 1.55±7.4 m e
Grupo N Actividade física diária
A 27 3.6±0.8
B 32 5.8±0.8
finalmente no grupo C estão incluídos 31 indivíduos com uma média de idade de 68.7±5.6 anos, um peso médio de 68.7±8.4 kg e uma altura média correspondente a 1.59±7.2 m.
3.2. Questionário
Com o objectivo de caracterizar a actividade física diária de cada um dos idosos, foi aplicado através de uma entrevista pessoal o questionário de Baecke Modificado validado para a população idosa por Vorrips (1991). Este questionário incidiu sobre a actividade diária do último ano e foi composto por quatro partes em que a primeira se referiu à identificação dos sujeitos, a segunda inquiriu acerca das suas actividades domésticas habituais, a terceira incidiu sobre a prática de actividade desportiva e a quarta abordou questões relativas às actividades de tempo livre.
Para avaliação das actividades domésticas, foram realizadas questões com 4 ou 5 possibilidades de resposta situadas entre o inactivo e o muito activo. Os itens da actividade desportiva e de tempos livres foram avaliados com base no tipo de actividade, horas despendidas na actividade e no período de tempo durante o ano em que a mesma é realizada. Todas as actividades tiveram uma classificação de acordo com a postura e tipo de movimentos, tendo por base a tabela de códigos para o Questionário de Baecke Modificado (anexo1).
A actividade total do idoso foi determinada através do somatório dos diferentes índices (actividade doméstica + actividade recreativa), não tendo em conta a actividade desportiva, uma vez que foi considerado como critério de inclusão a ausência de prática desportiva há pelo menos 2 anos.
3.3. Avaliação da Força Muscular
Foi utilizado um dinamómetro (Biodex System 2, USA) para a avaliação isocinética da força dos musculos extensores e flexores do joelho em ambos os membros inferiores em duas velocidades distintas: 60º/seg. (1.05rad.seg -1) e 180º/seg. (3.14 rad.seg-1).
O alinhamento das articulações para flexão/extensão do joelho e a postura do sujeito foram realizados de acordo com as instruções definidas para este
equipamento pela Biodex Medical System, Inc (wilk, 1991). De seguida, e para restringir o mais possível o movimento à flexão e extensão do joelho, colocaram-se as bandas bem ajustadas ao nível do tronco, bacia e coxa. O eixo de rotação do dinamómetro foi alinhado com o epicôndilo femural e a carga de resistência foi colocada cerca de 2 cm acima do maléolo interno. A referência anatómica angular da articulação do joelho introduzida no dinamómetro foi obtida mediante a utilização de um goniómetro. Os possíveis erros induzidos no torque pela força da gravidade foram corrigidos com base no peso do membro inferior a 0º/seg. e calculados pelo próprio “software” do equipamento.
Antes da realização do teste máximo, os sujeitos tiveram um período 5 minutos de aquecimento numa bicicleta ergométrica (Monark, Sweden) a 60 rpm, sendo utilizada uma carga correspondente a 2% do peso corporal. Os sujeitos tiveram ainda um período de habituação ao dinamómetro, realizando 10 repetições submáximas de extensão / flexão do joelho a 180º/seg. e cinco repetições a 60º /seg., sendo depois realizado um período de repouso de 2 minutos.
Durante o teste, os sujeitos realizaram 5 repetições máximas a 180º/seg. e três a 60º/seg., existindo um período de repouso de 2 minutos entre os testes. Foi- lhes pedido para exercerem o máximo de força possível tanto na extensão, como na flexão do joelho.
A totalidade do movimento inferior foi requerida desde a posição de flectido (90º) até à máxima extensão possível, por forma avaliar a força máxima. Durante o teste, os sujeitos não tiveram quaisquer “feedbacks” visuais, sendo apenas verbalmente encorajados a desenvolver a sua força máxima.
Nesta avaliação foi considerado o momento máximo (peak torque – PT- Nm); a razão flexores/extensores (isquiotibiais / quadricípites – IT/Q - %), que representa a razão entre o momento máximo da flexão e o momento máximo da extensão do joelho; comparação bilateral (défice bilateral -%) do PT que representa a diferença percentual entre o momento máximo do membro dominante e o momento máximo do membro não-dominante.
Pode ainda referir-se que nenhum dos participantes sentiu dores musculares durante o protocolo experimental, tendo sido o teste isocinético bem tolerado por todos.
3.4. Procedimentos estatísticos
Foram utilizadas as medidas descritivas média e desvio padrão para a descrição das variáveis em estudo. A subdivisão da amostra em três grupos (menos, razoável e mais activos) foi realizada com base nos tertis.
Com o objectivo de analisar a normalidade da distribuição e presença de “outliers”, foi realizada uma análise exploratória dos dados. A análise das diferenças entre os grupos foi efectuada a partir da ANCOVA tomando como covariável o sexo, e do Paired samples T-Test (t- teste medidas emparelhadas).
O nível de significância considerado foi de p 〈 0.05.
Os cálculos foram realizados no programa de estatística SPSS e no programa Excel, versão para Windows XP.