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WGBOSV National Report for Finland based upon the intersessionally agreed

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Todas as crianças, desde que nascem, estão expostas e em contacto com o meio que as rodeia. Por esse facto, estas já possuem conhecimentos prévios, saberes e um conjunto de experiências, que foram interiorizando e acumulando ao longo da sua vida. Deste modo, é papel da escola valorizar e ampliar esses mesmos saberes permitindo às

crianças “a realização de aprendizagens posteriores mais complexas”, (ME, 2004, p.

101).

No 1.ºCEB, as crianças devem ter a possibilidade de explorar o meio local, fazendo com que as aprendizagens sejam realizadas de um modo metódico e sistemático, apelando ao pensamento concreto. Sendo assim, os docentes têm a possibilidade de reestruturar o programa, pois este é aberto e flexível. Estes podem alterá-lo tendo sempre em vista os interesses e necessidades das suas crianças bem como os ritmos de aprendizagem de cada um.

Consequentemente, os docentes podem “alterar a ordem dos conteúdos, associá-

los a diferentes formas, variar o seu grau de aprofundamento ou mesmo acrescentar outros”, (ME, 2004, p.102). É papel destes proporcionar instrumentos para que as crianças possam construir o seu próprio conhecimento, fazendo com que estes se tornem observadores ativos, reflexivos e capazes de experimentar, investigar, descobrir e aprender pelos seus próprios meios, organizando e estruturando a sua aprendizagem, tornando-a mais significativa.

5.3.2.1. À Descoberta Dos Nossos Sentidos

Estas atividades decorreram no âmbito dos objetivos propostos para o Bloco 1 – À

descoberta de si mesmo, Ponto 3 – O seu corpo, onde as crianças tinham como

finalidade “distinguir objectos pelo cheiro, sabor, textura, forma…; distinguir sons,

cheiros e cores do ambiente que o cerca [vozes, ruídos de máquinas, cores e cheiros de flores…]”, (ME, 2004, p. 107). Estas atividades foram realizadas em várias semanas, nomeadamente, entre 28 de outubro e 13 de novembro de 2013 (Ver apêndice 4).

Como já foi mencionado neste relatório, na educação em ciências devem ser priveligiadas as ideias prévias identificadas nas crianças. Assim, estas desenvolvem capacidades de pensamento crítico e promovem a construção do conhecimento científico com significado, uma vez que irá permitir às crianças melhorar a qualidade da interação com o meio natural (ME, 2007).

Num primeiro momento e como motivação, foi visualizado um vídeo sobre os órgãos dos sentidos, o qual demonstra quais os sentidos e os seus respetivos órgãos. Após esta visualização foi proposto um diálogo sobre o que foi visto, apelando para a participação de todas as crianças no mesmo. Com o apoio de um cartaz que continha imagens reais dos órgãos dos sentidos, as crianças tinham de os identificar e, posteriormente, descrever qual a função de cada um.

Figura 15. Cartaz alusivo aos orgãos dos sentidos.

Num segundo momento foi feita uma revisão do que tinha sido abordado anteriormente sobre o mesmo tema. Neste dia, foi proposto uma atividade prática sobre o sentido da visão, com o propósito das crianças fazerem uma experimentação prática, em relação a este sentido. Deste modo, e segundo o ME (2007), o trabalho prático

aplica-se a “todas as situações em que o aluno está activamente envolvido na realização

de uma tarefa”, (p. 36).

Nesta atividade foram disponibilizados vários objetos por cada par de crianças, de modo a que estes pudessem identificar a forma, o tamanho e as cores dos mesmos.

Foi também disponibilizada uma tabela para que as crianças registassem o que iam observando.

Figura 16. Tabela de Registos.

Para finalizar esta atividade, foi solicitado que um membro de cada grupo mostrasse os objetos e referisse as suas características. Nesta atividade, houve uma pequena lacuna na descrição dos objetos, nomeadamente, no tamanho dos mesmos, pois não referi que era preciso relacionar os objetos entre si. Facto que apenas só foi detetado, por mim, quando refleti sobre esta atividade. Também denotei que podia ter introduzido logo o sentido do tato, pois as crianças ao manipularem os objetos disponibilizados também tiveram de utilizar o mesmo.

Posteriormente, foi realizada outra atividade prática para o sentido do paladar/gosto. Esta foi desenvolvida também em trabalho cooperativo, sendo formado grupos de quatro elementos. A questão-problema que desencadeou esta atividade foi “Que sabores os alimentos têm?”, sendo o objetivo principal que as crianças interiorizassem e experimentassem os quatro sabores básicos dos alimentos. Foi distribuido uma tabela para cada criança fazer os registos e disponibilizados copos com alimentos de vários sabores, nomeadamente, café, sal, açúcar e limão (amargo, salgado, doce e ácido).

As crianças tinham como propósito experimentar cada alimento e depois, em grupo, identificar qual o sabor que correspondia àquele alimento. A minha intervenção, nesta atividade, foi apenas na orientação e supervisionação dos grupos, recaindo sobre as crianças a total responsabilidade do desenvolvimento da atividade.

Figura 17. Folha de Registos da Atividade.

A conclusão e consequente correção dos dados foi realizada em grande grupo, sendo que cada um deles respondia à vez, que sabores se encontravam em cada copo.

Figura 18. Registo da Atividade no Quadro.

Notou-se bastante envolvimento e implicação por parte das crianças, nesta atividade, pois como estas tiveram um papel mais ativo na sua aprendizagem, tornou-se, assim, mais significativa. Existiu, consequentemente, por parte de algumas crianças, dificuldade em perceber qual era o sabor, mas esta dificuldade foi colmatada com a ajuda dos elementos do grupo, que dialogavam entre si acerca do assunto.

Num terceiro momento, e dando continuidae a esta temática, foram realizadas mais duas atividades práticas, com ênfase nos sentidos da audição e do olfato. No que concerne ao sentido da audição, foi proposta uma atividade em que as crianças teriam de adivinhar que som estavam a ouvir. Inicialmente, foi promovido um diálogo sobre a temática dos cinco sentidos, os que já tínhamos trabalhado até agora e quais os sentidos que faltavam abordar.

Foi realizada uma atividade prática, que consistia na audição de vários sons, através do computador, na qual cada criança registava numa folha de registos que som era, como por exemplo, som de um animal, da natureza, sino da igreja, etc. Após esta audição, foi escrito por mim, no quadro, as opções dadas pelos alunos sobre cada som.

Notei que algumas crianças deixaram em branco alguns sons, pois ou não conseguiram ouvir bem ou não sabiam de que som se tratava, factor que não consegui concluir. Se tivesse utilizado colunas de maior definição, estas dificuldades poderiam ter sido colmatadas.

Posteriormente, foi realizada outra atividade prática, mas neste caso para o sentido do olfato. Esta baseou-se, essencialmente, na distribuição de vários copos numerados de um a quatro pelas crianças e cada uma tinha de identificar, na sua folha de registos, o cheiro ao alimento correspondente. Denotei alguma dificuldade em muitas crianças na identificação de alguns alimentos, nomeadamente, a cebola e o alho. Por outro lado, identificaram bem o cheiro da banana e da laranja, por serem alimentos com os quais contactam com mais frequência.

No quarto e último momento, foi aplicada uma atividade para o sentido do tato. Esta também foi efetuada num molde prático, ou seja, levei para a sala vários objetos para que as crianças pudessem manipular e explorar de modo a que conseguissem identificar a diferença entre cada um deles (liso, macio, rugoso e áspero).

Esta foi uma atividade mais demonstrativa, pois, primeiramente, tive de dialogar com as crianças acerca das várias características dos materiais, antes mesmo destas iniciarem a parte prática. Como era reduzido o tempo para realizar esta tarefa, foi decidido pelo professor cooperante e por mim, que esta atividade deveria ser realizada em grande grupo. Assim, is passando pelas crianças com o material e à medida que eu referia as suas características estas iam, através do tato, experienciando o diferente material.

Para finalizar esta temática, foi solicitado às crianças que realizassem os exercícios propostos no livro de fichas de estudo do meio. Esta última parte teve como

intuito poder aferir se as crianças tinham apreendido os conteúdos abordados relativamente a esta temática, e se este tipo de atividades fora profícuo ou não (Ver Anexo 1).

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