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6 EMPIRIEN - FORTELLINGER FRA ET KVINNELIV

6.4 WANDA, - PRINSESSEN SOM INGEN KUNNE VINNE

6.4.3 Wandas bakgrunn og oppvekst

De modo a sintetizar as informações obtidas no inventário gerado pelas pesquisas aos periódicos, foi elaborado o APÊNDICE D41. Os 240 produtos e serviços identificados

foram separados em 25 categorias, que os agrupam conforme a similaridade do material, da técnica ou da função para as quais são desenvolvidos (Gráfico 2).

Como se pode verificar no APÊNDICE D, além do número de publicações em que cada um dos produtos ou serviços aparece, foram levantados: os segmentos de aplicação (público-alvo), as normas técnicas, os selos, processos ou certificados relativos ao seu desempenho, o local de fabricação, a abrangência e os locais de maior expressividade na venda e também os argumentos que são utilizados nas publicações como fatores de distinção deles em relação aos demais produtos considerados convencionais.

40 As únicas referências à facilidade de instalação de determinado material se restringem aos anúncios

de pisos laminados, que por se tratarem de revestimentos e não de uma tecnologia construtiva não fazem parte do escopo desta pesquisa. Além disso, a menção a “evolução” de revestimentos e materiais de acabamento aparece nos demais periódicos, mas devido ao elevado número de anúncios publicitários e ao fato de que esse conteúdo pouco acrescenta à discussão da dissertação, já que não versa significativamente sobre os modos de trabalho, não é contemplado no inventário.

41 De maneira a facilitar a análise dos dados apresentados ao longo desse capítulo, o inventário geral

Gráfico 2- Inovações apregoadas no setor da construção civil

Fonte: elaborado pela autora

Com base na primeira análise dos termos que se referem às inovações e alternativas construtivas aos sistemas tradicionais (APÊNDICE B), são considerados relevantes todos os argumentos associados a algum indício de modificação, ou, introdução de novas práticas nos canteiros de obra, sejam elas relacionadas às tecnologias construtivas ou às relações de trabalho da mão de obra. Tais argumentos estão expostos no Gráfico 3 com suas respectivas porcentagens de recorrência.

Gráfico 3 - Argumentos mais expressivos

Fonte: elaborado pela autora

O termo mais presente, em 18% das publicações, refere-se à rapidez construtiva ou à redução no tempo de execução de atividades que empregam aquele produto. Esses argumentos podem ser facilmente associados à redução de custos e ao aumento da produtividade, que juntos representam 7% dos produtos. Os termos estão presentes em todas as categorias elencadas no Gráfico 3, demonstrando como a questão da produtividade na construção civil é relevante na atual conjuntura econômica do país, em que:

Entre os anos de 2007 e 2012, o PIB da construção civil cresceu 1,8 vezes mais do que o PIB nacional. O setor imobiliário, especialmente, viveu um dos melhores ciclos de sua história, com farta oferta de crédito e amplos programas habitacionais. O volume de obras, porém, gerou sérios problemas de produção, num setor defasado tecnologicamente, com mão de obra escassa e mal treinada. Passado o boom, construtoras e incorporadoras têm hoje o desafio de manter taxas de rentabilidade com menos obras em um cenário

Racionalização 6% Pré- fabricação 6% Redução de custos/economia 7% Redução de mão de obra ou economia na mão de obra em geral

3% Inovação 14% Rapidez construtiva (montagem) / redução no tempo de execução de tarefas 18% Sustentabilidade 7% Evolução construtiva 1% Segurança dos operários 1% Alternativa construtiva aos métodos ou sistemas tradicionais 3% Leveza da estrutura 2% Especialização/ treinamento de mão de obra 1% Reciclagem 2% Redução de resíduos/desperdício 6% Facilidade/ simplificação/ praticidade de execução de tarefas 5% Redução/menor impacto ambiental 2% Modulação 1% Flexibilidade 2% Aumento da produtividade 4% Industrialização 10%

de crescente pressão de custos. Para isso, a única saída é o aumento da produtividade. (PINI, 2014, p.1)

O aumento da produtividade das empresas construtoras é considerado um fim para a manutenção do PIB do setor, já alguns dos meios aos quais se devem recorrer para atingir a tão almejada lucratividade correspondem, na análise das revistas, à

industrialização, racionalização e pré-fabricação, que agrupados abarcam 22%

das reportagens, propagandas e notas inventariadas.

A inovação também considerada como uma solução para o aumento da produtividade do setor é a segunda expressão mais citada nos periódicos. Mas isso não significa afirmar que a construção civil esteja, de fato, implementando novas tecnologias ou processos de trabalho. Segundo dados da FVG/Firjan mais de 46% dos agentes da construção (construtores, especialistas e fornecedores) consideram que o setor construtivo e, sobretudo, o segmento produtor de edificações se apresenta em um estágio intermediário de desenvolvimento tecnológico, enquanto mais de 25% o consideram atrasado (LIMA, 2014). Mesmo que diversas soluções sejam apontadas para o desenvolvimento do setor, um estudo demonstra que um procedimento básico, como o uso de indicadores de produtividade, ainda não é utilizado por mais de 40% das empresas construtoras (MARIANE, 2014), sinalizando que não há real pretensão dessas empresas, ou de quase metade do setor, em superar as condições de atraso e estagnação a eles atribuídos.

A sustentabilidade é um argumento significativo, presente em 7% das divulgações. A questão da redução de resíduos e desperdícios, assim como do impacto ambiental, também tem espaço nas revistas e a elas, muitas vezes, se associam os selos e certificações ambientais. Isso evidencia uma estratégia para agregar valor e, consequentemente, aumentar a venda desses produtos, ditos, diferenciados e que apelam para um público específico, um nicho da construção, baseado em consumidores brasileiros, dos quais “28% [...] estão dispostos a gastar até 30% a mais em produtos e serviços verdes” (FIGUEIREDO, 2015).

Termos menos expressivos tratam dos aspectos de flexibilidade e de modulação, correspondendo respectivamente a 2 e 1% das publicações. Já a alternativa

construtiva compreende apenas a 3% e é atribuída, majoritariamente, aos sistemas

ANTAC, IPT e INFOHAB. Porém, elas também são veiculadas aos produtos que substituem os componentes tradicionais, como é o caso do Drywall em detrimento das vedações de alvenaria. E, além disso, aos métodos que alteram relações de trabalho como concretos, argamassas e gessos industrializados e projetados, que cada vez mais ganham espaço no setor por promoverem redução no tempo de execução de algumas atividades.

A simplificação de tarefas é um importante fator de distinção dos produtos alternativos aos convencionais. A questão da redução de mão de obra aparece em complemento a uma maior facilidade de execução com elementos ou estruturas racionalizados, exaltando ainda a mão de obra especializada como uma das qualidades inerentes à industrialização do setor. Na produção racionalizada não há mais espaço para a autonomia do operário, a fragmentação do canteiro e o esfacelamento do conhecimento não só se faz presente, como também imprescindível para “evolução” da construção civil:

O contexto mudou, os atores mudaram e produzir mais, em menos tempo com menores recursos, com a qualidade requerida ao longo da vida útil do edifício e de forma sustentável somente é possível com os princípios da industrialização da construção que vão além da padronização, coordenação modular e mecanização. Eles prevêem: projeto do produto aderente às exigências do mercado, incorporando inovações e respeitando as exigências do desempenho e sustentabilidade; projeto detalhado de todas as partes do produto, considerando-se a “construtibilidade” do edifício; processo de construção previamente definido, com planejamento e logística, eliminando decisões no canteiro; treinamento na mão de obra em curto espaço de tempo e em grande escala, evitando o uso de tecnologias com dependência do “saber fazer ”operário e privilegiando as de fácil aprendizado. (BARROS e CARDOSO, 2011). Nota-se, portanto, que há uma tendência em se implementar tecnologias com base na supremacia do conhecimento científico sobre o conhecimento empírico, ou seja, uma dominação e, por consequência, anulação da autonomia e do saber-fazer do operário.

A Enquanto a facilidade de execução, a especialização de tarefas e redução de

mão de obra estão presentes em 9% das publicações, questões como leveza da

estrutura e segurança do operário, juntas representam apenas 3% das pesquisas. Esses dados demonstram quais são, de fato, as características mais importantes a serem promovidas na divulgação de um produto “inovador”.