6 EMPIRIEN - FORTELLINGER FRA ET KVINNELIV
6.4 WANDA, - PRINSESSEN SOM INGEN KUNNE VINNE
6.4.6 Wanda i møte med fiskeren Hans. Når klasseskiller møtes under samme
Mais que ater às referências que descrevem o atual funcionamento da construção civil brasileira, este trabalho desenvolve um levantamento investigativo, restrito à RMBH. O levantamento de modelos relevantes ao estudo contempla casos que adotam ou já adotaram processos construtivos inovadores na produção de habitações, sendo eles: o conjunto de interesse social do Bairro Sapucaias (2000) localizado na cidade de Contagem e realizado com o sistema construtivo Tijolito (tijolo de solo-cimento da construtora Andrade Gutierrez); o conjunto do Bairro Granja de Freitas (2001) em Belo Horizonte, também composto por tijolos de solo-cimento; as habitações em aço dos conjuntos habitacionais: Alvorada e Resplendor da Vila Senhor dos Passos (1998), Zilah Spósito I (1999), Pedro II (2000), em Belo Horizonte; o Conjunto Habitacional Oswaldo Barbosa Pena (1999) em Nova Lima; as edificações da Linha Economy (segmento econômico) da empresa Empresa 1, com soluções em pré-fabricados de concreto, em diversas localidades da RMBH 50; e o sistema PREMOHAB – Sistema
Premo industrializado para construção habitacional da Empresa PREMO que desenvolve um protótipo para o PMCMV (FIG.10).
50 Linha Economy e Empresa 1 são denominações fictícias estabelecidas neste texto para manter a
Figura 10- Conjuntos da RMBH
(a) Conjunto Zilah Spósito I (respectivamente, na época da obra e no ano de 2007)
(b) Conjunto Pedro II (c) Habitações do Conjunto Granja de Freitas III
(d) Habitações do Bairro Sapucaias (e) Protótipo PREMOHAB
(f) Vila Senhor dos Passos (à esquerda Conjunto Resplendor e à direita Conjunto Alvorada) Fonte: (a) BANDEIRA (2008); (b) CENTRO BRASILEIRO DE CONSTRUÇÃO EM AÇO (2010); (c)
OLIVEIRA; CASTRO; GODINHO (2007); (d) PROCEDIMENTOS DE GESTÃO DE MUTIRÃO HABITACIONAL PARA POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA (2006); (e) PREMO (2014).
Dentre os exemplos destaca-se a experiência da Vila Tecnológica de Contagem, que em 1994 promove a construção de habitações populares com três materiais pouco difundidos: a alvenaria com bloco de escória de alto forno, os painéis autoportantes de aço com concreto celular autoclavado e o solo-cimento.
A dificuldade em encontrar informações acerca dos materiais utilizados na produção de habitações da RMBH são indícios da falta de interesse em divulgar e investigar esse tema, contribuindo para a disseminação acrítica de alguns sistemas construtivos. Na maioria das vezes, o tema nem sequer é mencionado em pesquisas acadêmicas que têm como objeto as habitações de interesse social. E nem mesmo os documentos disponibilizados na WEB pela Prefeitura de Belo Horizonte e pela Companhia Urbanizadora de Habitação de Belo Horizonte trazem a descrição dos sistemas utilizados. Dentre os 103 conjuntos habitacionais produzidos pela Prefeitura de Belo Horizonte entre os anos de 1993 e 2011, somente foi possível encontrar descrições sobre os sistemas empregados em 33 deles51. Dos 33 conjuntos, somente três não
utilizam sistemas construtivos hegemônicos. As exceções são o Conjunto Zilah Spósito I, o Residencial São José e o Granja de Freitas III. Os demais conjuntos são constituídos por alvenaria estrutural, totalizando 4.231 unidades habitacionais nesse sistema, contra apenas 454 em aço e solo-cimento. Apesar de esses exemplos e os demais expostos apontarem a utilização de diferentes materiais construtivos, desde a terra ao aço, nota-se que na totalidade eles são muito pouco significativos. Na prática, nenhum desses conjuntos representa a efetiva produção habitacional da RMBH nesse período.
Ainda que a análise de conjuntos já consolidados possa favorecer o desenvolvimento do trabalho, o estudo de caso se mostra como o método mais apropriado a esta pesquisa, cujo foco está na investigação de habitações ainda em construção. A opção
51 A análise é baseada em pesquisa na web e no mapa intitulado Produção de Conjuntos Habitacionais
após 1993, em Belo Horizonte, disponível em: <http://gestaocompartilhada.pbh.gov.br/mapas-e- estatisticas/mapas-estaticos?term_node_tid_depth=All&area=692&field_formato_tid=16>.
Os conjuntos habitacionais pesquisados foram: Conjunto Serra Verde, Laranjeiras, Marrocos, Diamante I, Deuslene, Residencial São José, Conjunto São José, Conjunto Vila Viva Califórnia 1/2/3/4, Conjunto Habitacional em Deus Há Força, Conjunto Vila Viva Califórnia 5, Conjunto Vila Viva Califórnia 6, Via Expressa I, Via Expressa II, Zurick, Mangueiras, Araguaia, Bem-te Vi II, Camomilla, Águas Claras, Conjunto Zilah Spósito I, Ipês, Juliana, Vitória, Residencial Santa Terezinha, Granja de Freitas I, Granja de Freitas II (Lotes 1,2, 3 e 4), Granja de Freitas III, Granja de Freitas IV e Granja de Freitas- Grupo.
por casos voltados a empreendimentos em fase de construção possibilita a observação do cotidiano do canteiro e subsidia o entendimento do impacto do emprego de sistemas construtivos alternativos aos convencionais, ou seja, pressupõe verificar de perto se esses sistemas alteram as condições de trabalho dos operários, a organização do processo construtivo como um todo e até mesmo se tem alguma influência na conformação das edificações. Sendo assim, o caso que a pesquisa se direciona a investigar é o da Empresa 1, visto que, além de executar as habitações, também produz os componentes de seu sistema construtivo.
Em vista desse estudo de caso, a pesquisa se direciona a investigar habitações do segmento econômico, já que são objetos essencialmente com valor de troca e são produzidos, sobretudo, para manter o controle sobre os meios de produção e aumentar a produtividade. Tais fatores, como exposto no Capítulo 3, estão intrinsicamente relacionados com o papel da construção civil nos aspectos econômicos do país. No entanto, um segundo caso se vislumbra. Trata-se das construções da empresa Empresa 2 Ltda, parte do grupo Empresa B que produz e comercializa estruturas de Light Steel Framing na RMBH, além de projetar e construir edificações com esse sistema. A Empresa 2 não produz atualmente habitações voltadas para o segmento econômico. Seu foco são as construções comerciais e institucionais, as poucas habitações produzidas são pontuais e geralmente voltadas para famílias com alto poder aquisitivo. Contudo, uma parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte e a Construtora A, coloca a Empresa 2 como uma subempreiteira para a construção de 46 Instituições de Ensino Infantil (IEI’s) 52. E ainda que não se tratem
de habitações, esse é um caso relevante, um contraponto para que compreenda o funcionamento das obras a seco e investigue a relação entre empresa contratante e sua subempreiteira53.
52 Objetivando preservar a identidade das empresas, os nomes e todas as características passíveis de
identificação estão ocultos por denominações fictícias.
53 Construtora A é uma organização que atua na construção de empreendimentos imobiliários do
segmento econômico, por meio do processo de joint venture, uma associação temporária entre empresas que permite a atuação específica em empreendimentos de habitação do segmento econômico (SHIMBO, 2008, p.138-139).