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Vekst i reallønn etter skatt for utvalgte lønnstakerhusholdninger

In document GRUNNLAGET FOR INNTEKTSOPPGJØRENE 2018 (sider 113-117)

Boks 6.2 Noen begreper knyttet til husholdningenes inntekter

7 Inntektsutviklingen for utvalgte inntektstakergrupper

7.1 Vekst i reallønn etter skatt for utvalgte lønnstakerhusholdninger

Os projetos em estudo foram escolhidos entre os empreendimentos do PCS desenvolvidos em Belo Horizonte. Este foi criado pela Resolução CCFDS nº 093/2004, e visa atender às

“necessidades habitacionais de famílias de baixa renda, organizadas em cooperativas ou associações com fins habitacionais” (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, 2006, p.2).

O valor do crédito acessado pela família fica em torno de R$ 20 mil. Em Belo Horizonte os projetos inseridos no programa são desenvolvidos em parceria com a Prefeitura Municipal, que doa o terreno e parte dos recursos para construção, além da infra-estrutura urbana que porventura seja necessária. Somados os recursos disponíveis, o custo de cada unidade habitacional, excluído o terreno e a infra-estrutura urbana, deve ficar em torno de R$ 27 mil21.

A principal peculiaridade dos projetos do PCS é a autogestão. O crédito, embora destinado a cada família, especificamente, não pode ser acessado individualmente, ou seja: a família só terá acesso ao crédito se fizer parte de uma associação, e esse só é liberado quando todas as famílias do grupo estiverem com a análise de crédito aprovada.

Na autogestão pretende-se que a família participe de todas as etapas do processo, desde as fases iniciais de planejamento até a construção. Em processos desse tipo, onde todas as decisões devem ser tomadas coletivamente, fazendo com que a tarefa de conciliar tantas opiniões torne-se ainda mais difícil, o fator custo quase sempre é o definidor das decisões. Outra característica importante desses empreendimentos é que, embora estejam todos vinculados à União Estadual de Moradia Popular (UEMP) e à Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH), eles são coordenados por assessorias técnicas terceirizadas, que na maioria das vezes gerenciam um empreendimento de cada vez. É função das associações a integração entre as famílias, a articulação dos empreendimentos entre si e desses com os beneficiários. No entanto, na maioria das vezes a falta de organização e/ou experiência dessas associações, principalmente no que se refere aos aspectos técnicos de uma construção, acabam prejudicando o potencial de redução de custo das construções gerenciadas por autogestão. O papel das assessorias é justamente dar o suporte técnico de que a associação necessita. Um trabalho conjunto entre as assessorias de cada empreendimento vinculado à associação pode contribuir para auxiliar no gerenciamento das obras, principalmente no que se refere à compra de materiais. Uniformizar alguns procedimentos relativos a este gerenciamento das obras

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Valor apurado com base nos orçamentos que compõem a base de dados desta pesquisa. O valor inclui os custos diretos e indiretos.

pode ser fundamental para se conseguir a redução de custo desejada, mas depende quase exclusivamente das associações.

Embora tanto a PBH quanto a CEF possuam padrões quanto ao gerenciamento dos empreendimentos, que devem ser seguidos, alguns aspectos são dependentes das habilidades políticas da assistência técnica. Por exemplo, as formas de abordagem junto à comunidade dos assuntos referentes ao empreendimento está muito ligada às experiências dos técnicos das assessorias técnicas. Definir quais assuntos levar à discussão comunitária ou como um determinado assunto deve ser colocado para a comunidade é uma questão difícil de ser padronizada e depende exclusivamente da habilidade da assessoria técnica.

Por esse motivo a análise de custo desses empreendimentos torna-se relevante. Conhecer como determinadas decisões de projeto influenciam no custo pode auxiliar não só no direcionamento de melhores alternativas de projeto, mas também na condução das discussões com a comunidade.

A amostragem utilizada é composta por cinco empreendimentos do PCS em Belo Horizonte. Os empreendimentos selecionados para análise são os Conjuntos Castelo I, Conjunto Castelo II, Conjunto Itaipu, Conjunto Diamante e Conjunto Mar Vermelho I. É importante ressaltar que os Conjuntos Castelo I, II e Mar Vermelho I foram desenvolvidos por Instituições de Ensino de Arquitetura: o Castelo I e II − pelo Instituto Izabela Hendrix; o Conjunto Mar Vermelho I − pela Escola de Arquitetura da UFMG, inserido em um projeto de pesquisa denominado Residencial Serra Verde (RSV).

A determinação do tamanho da amostra não seguiu nenhum parâmetro estatístico. Foi utilizado, como critério de seleção, a escolha dos primeiros cinco empreendimentos financiados pelo PCS, aprovados junto à CEF e localizados na cidade de Belo Horizonte. A opção por empreendimentos financiados exclusivamente pelo PCS se deu por se situarem em uma faixa de custo reduzida, onde todas as medidas de redução de custo são levadas ao extremo e cada característica do projeto torna-se fundamental para a viabilidade do empreendimento.

4.2. (DE) LIMITAÇÕES DA PESQUISA

As informações e dados apresentados no trabalho são restritos aos empreendimentos habitacionais financiados pelo PCS em Belo Horizonte, com contrato assinado junto a CEF até o mês de dezembro de 2006.

Os dados utilizados para o estudo de caso são fundamentados nos orçamentos utilizados para aprovação dos empreendimentos junto à CEF e nos projetos arquitetônico, estrutural e de instalações prediais fornecidos pelas assessorias técnicas dos empreendimentos, com autorização da UEMP.

Tem-se por pressuposto os dados dos orçamentos relativos às composições de custo unitárias, e os quantitativos constituem uma previsão confiável e próxima à realidade de implantação do empreendimento. Retratam, portanto, os valores médios esperados para a construção desses conjuntos.

Os preços dos insumos foram atualizados, utilizando-se para isso o mesmo padrão adotado na confecção dos orçamentos originais, que é o da tabela da Superintendência de Desenvolvimento da Capital22 (SUDECAP), mudando apenas o mês de referência para os

custos.

As especificações de materiais foram mantidas conforme especificações da base de dados fornecida. Modificações que possam ter ocorrido ao longo da construção dos empreendimentos não foram consideradas.

Para a comparação de custo entre os empreendimentos foi considerado, sempre, custo (R$) por metro quadrado da área privativa23.

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A SUDECAP é uma empresa da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, que é encarregada de executar todas as obras públicas do município. Nas parcerias com as associações comunitárias, a Prefeitura exige que os índices orçamentários adotados na precificação dos empreendimentos sejam fornecidos pela SUDECAP.

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Entende-se como área privativa a área bruta da unidade habitacional, fornecida nos documentos oficiais de aprovação do empreendimento junto à CEF.

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