3 Resultater og Diskusjon
3.2 Vannbindingsevne
ilustrados pela apresentação de um caso teórico.
Passo 1: Definição do âmbito da avaliação
O primeiro passo é definir o que se pretende avaliar, isto é, se a atenção recai sobre um tema específico ou uma área particular de interesse ou se o que se pretende é uma avaliação de âmbito global. O objetivo da avaliação é o de procurar relações bidimensionais tal como indicado na figura 4.3, ou seja relações híbridas que se estabeleçam entre as dimensões “economia-ambiente” ou “economia-social”.
A empresa “A” pretende avaliar o impacte entre o capital económico e o ambiental nas suas emissões de CO2..
Preocupação As alterações climáticas por representarem um dos mais importantes desafios ambientais globais (Stern, 2008; Guest, 2010) Âmbito da avaliação
Tema Mudança climática Área
Geral
Motivo Emissões de carbono antropogénico - CO2
Híbrido a analisar Eco-Amb Sim
Eco-Soc
Passo 2: Definir os dados
Os dados para a análise dependerão da finalidade definida no passo 1. Os dados são traduzidos por indicadores e devem corresponder às dimensões do TBL. Esta informação pode ser obtida através dos sistemas de gestão (por exemplo: normas ISO, FTSE4GOOD, EMAS) ou relatórios publicados pelas empresas (por exemplo: relatórios anuais, de progresso, ambientais, de RSC, de Sustentabilidade e Integrados). Existem diversas abordagens que apresentam baterias de indicadores pré-definidos para as dimensões do TBL. Temos, por exemplo, o GRI adotado pelas empresas para avaliarem e reportarem o seu desempenho sustentável (Azapagic, 2004; GRI, 2011; Roca & Searcy, 2012); o Sustainability Balanced Scoredcard (Dias-Sardinha et al., 2002; Hubbard, 2009); Tecnology Assessment (Assefa & Frostel, 2005); Modelo Operacional (Labuschagne et al., 2005).
Com o objetivo de permitir a comparabilidade dos dados, estes deveram ser normalizados sempre que necessário em função da natureza da sua informação. Para este efeito existem normativos e protocolos internacionalmente aceites (por exemplo, para a energia existem o WRI e WBCSD, 2004). Um outro aspeto que deve ser tido em consideração é o de verificar se os dados estão consolidados ou não entre os indicadores das diferentes dimensões. Isto permite evitar divergências e distorções na eficiência entre indicadores. Por exemplo, se estivermos a realizar uma relação híbrida “economia-social” em que pretendemos avaliar o impacte de aspetos financeiros comparativamente a resultados de formação profissional (dimensão social), os dados financeiros apresentam-se regra geral sempre consolidados, assim os dados referentes às ações de formação devem coincidir com os níveis de consolidação financeira, seja por conjunto de empresas ou áreas operacionais (Sturm, et al., 2003).
No nosso exemplo temos os seguintes:
Origem dos dados Dados relatados segundo as diretivas do ISO 14001 e 9001, dados de relato financeiro Ano de relato Pode ser considerado um ano específico ou conjunto de anos Tipo de dados Qualitativos e quantitativos
Dimensão económica
ECO1 Valor Económico direto gerado (Vendas líquidas, Total dos ativos, Resultado operacional, ROI) ECO2 Implicações financeiras devido a alterações climáticas
Dimensão ambiental
AMB1 Consumo de energia direta AMB2 Consumo de energia indireta
AMB3 Variação do consumo de energia versus ano anterior
AMB4 Fornecimento de produtos e serviços energeticamente eficientes AMB5 Iniciativas para a redução do consumo de energia
AMB6 Emissões de gases com efeito de estufa (GEE) AMB7 Outras emissões indiretas de GEE
AMB8 Iniciativas de redução das emissões de GEE
A empresa pode complementar esta análise com outro tipo de dados tais como, por exemplo, critérios GRI ou Six Sigma.
Passo 3: Conteúdo da relação híbrida
É nesta fase que se determina quais os indicadores que detêm algum tipo de afinidade e se relacionam entre as dimensões em causa. Se para alguns casos as escolhas parecem evidentes, em outros não se afigura tão fácil. Relações bidimensionais foram identificadas em alguns trabalhos (Azapagic, 2004; Wang & Lin, 2006; Lozano, 2013).
Existem diversas técnicas que podem ser utilizadas para auxiliar nesta escolha. Ibáñez-Forés el al. (2014) apresentam com detalhe diferentes metodologias e situações em que podem ser
utilizadas. Destacamos, entre elas, o Multi Criteria Decision Making (MCDM) - métodos que estão associados à resolução de problemas de tomada de decisão envolvendo múltiplos critérios e processos de decisão iterativa, isto é, classificação e seleção de alternativas (Kucukvar et al., 2014) - e o método Fuzzy Logic que tem em conta a incerteza e a complexidade inerente envolvida no processo de modelagem (Kucukvar et al., 2014; Rabbani et al., 2014). Outras abordagens como, por exemplo, processos de inferência, análise de correlação e análise de conteúdo podem igualmente ser utilizadas (Krippendorff, 2012).
Para o nosso exemplo foi observada para cada indicador a existência ou não de informação qualitativa ou quantitativa e sua relevância em ações presentes ou futuras, obtendo-se, assim, os indicadores significativos para as relações híbridas pretendidas.
Relações híbridas Economia (Eco) – Ambiente (Amb) Dimensão económica
ECO1
Vendas (proveitos operacionais das vendas) Relevante Retorno do capital (vendas por ativo total) Relevante
ROI Relevante
Dimensão ambiental
AMB6 Emissões de gases com efeito de estufa (GEE) Relevante AMB7 Outras emissões indiretas de GEE Relevante AMB8 Iniciativas de redução das emissões de GEE Relevante
Passo 4: Análise de resultados
As relações que se estabelecem entre os indicadores selecionados podem contemplar variáveis de sobreposição parciais ou totais dependendo da natureza dos indicadores. Assim, o âmbito dos resultados da hibridação pode ser de quatro tipos:
I. Certas relações (indicadores) não são consistentes e os seus resultados inconclusivos, correlações fracas;
II. Observa-se relação de compromisso “trade-offs”, perda de alguns fatores e ganho de outros;
III. Sinergias entre indicadores potenciadores de resultado; e
IV. Complementaridade apesar da diferença entre os indicadores, observando-se um efeito subsidiário.
Os resultados obtidos podem ser utilizados na tipificação da empresa. No capítulo três foram definidas um conjunto de características que permitem tipificar a empresa em função da amplitude e correspondência às dimensões de sustentabilidade. São elas a capacidade e nível de implementação, resultados e níveis de eficiência e eficácia, compromisso e capacidade de investimento e valor de mercado e/ou valor sustentável.
Como referimos na figura 3.1 a criação de valor estará dependente do contributo corporativo para a sustentabilidade, este contributo está relacionado com o compromisso assumido pela
empresa em função das medidas absolutas ou relativas que venha a definir (como se mostra na figura 4.2).
Os resultados obtidos podem ser comparados com os objetivos predefinidos pela empresa em função de metas, de estratégias, de objetivos definidos para o sector, de políticas nacionais ou dos acordos internacionais.
No exemplo que temos estado a seguir escolhemos a eco-eficiência corporativa como objetivo de avaliação. Baseamo-nos na proposta e equação apresentada por Figge e Hahn (2013). Esta equação conjuga a relação entre o valor de mercado (shareholders) e o valor sustentável. Na figura 4.8 apresentam-se os resultados da análise híbrida deste tipo. Isto permite avaliar o desempenho da empresa para o tema escolhido, realizar análises de sensibilidade e planificação de ações futuras para aumentar a eficiência económica e/ou ambiental, assim como possibilita obter dados para tipificar a empresa em função do seu nível de comprometimento sustentável.
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