1 Innledning
1.1 Bakgrunn for oppgaven
Um dos princípios fundamentais da economia ecológica postula que o crescimento económico e o desenvolvimento estão intimamente relacionados e dependem da capacidade de carga que o ambiente consiga suportar3 (Arrow et al., 1995).
Assume-se que a forma de manter a capacidade de carga do ambiente dentro de limites aceitáveis e mitigar os impactes causados pela atividade humana dependerá da prevalência de regras sócio-económicas que possibilitem níveis que permitam em cada momento a recuperação da capacidade de carga do ambiente.
Assim, é geralmente aceite que o equilíbrio que se pretende alcançar entre a dimensão ambiental e económica para não comprometer a capacidade de carga, está diretamente relacionada com o fluxo existente entre produção e consumo, sendo esta relação um problema omnipresente no desenvolvimento das atividades empresariais (Wagner & Schaltegger, 2004). É consensual a existência de uma relação sistémica entre o desempenho económico e o desempenho ambiental nas empresas (Wagner & Schaltegger, 2004; Henri & Journeault, 2010). Para Sharma e Vredenburg (1998), o desempenho ambiental no âmbito da empresa
refere-se aos processos e melhorias introduzidas nos produtos e serviços resultantes da preocupação ambiental e das decisões operacionais levadas a cabo pela empresa, assim como, considerações vindas dos stakeholders que com ela se relacionam. Os processos e sistemas devem estar relacionados com os regulamentos, políticas ambientais e objetivos da empresa e também com a regulamentação ambiental e perceções da sociedade sobre como as atividades da empresa afetam o meio ambiente (Sharma, 2003). Porém, para Sharma (2003), a forma de avaliar a relação da performance ambiental e económica no âmbito empresarial, apesar das muitas abordagens, mantem-se ainda indefinida.
Na ótica empresarial, a definição de desempenho ambiental segundo Boons e Wagner (2009) pode ser entendida como uma estrutura agregada de inúmeros fatores que estão relacionados com um contexto e permitem diversas opções e alternativas, dando origem ao desenvolvimento de forças e fraquezas que estão relacionadas e que afetam os valores contáveis e os valores de mercado das empresas.
Existe consenso generalizado de que as questões relacionadas com o ambiente influenciam de forma direta os custos e proveitos, assim como intervêm em maior ou menor grau no sucesso económico das empresas, pelo que um bom desempenho económico por parte da empresa, e desde que respeite os limites da fronteira da resiliência ambiental, indica que existirá potencial para um bom desempenho ambiental (Schaltegger & Synnestvedt, 2002).
Esta relação pode ser observada de duas formas, uma pela negativa e outra pela positiva: I. Como sendo a resultante da utilização de recursos numa abordagem tradicional,
representando benefícios para a empresa pela utilização de recursos e pela emissão de resíduos resultantes dos seus processos de produção, com custos para o ambiente (Kurucz et al., 2008);
II. Na ótica da eficiência/eficácia, em que os custos serão a resultante dos processos ineficientes de produção por parte da empresa, correspondendo aos tratamentos das suas emissões e em que os benefícios resultam da prevenção destes custos (Figge et al., 2014).
Reconhece-se que a implementação de medidas de proteção ambiental por parte da empresa como forma de mitigar os resultados da sua atividade económica está dependente de inúmeros fatores que têm a particularidade de estarem permanentemente em mudança (Wiengarten et al., 2013). São exemplos a disponibilidade dos clientes para pagar produtos que sejam amigos do ambiente, os regulamentos e imposições legais, as pressões exercida pelos stakeholders e os estádios de desenvolvimentos tecnológico e de produto, entre outros.
Para que níveis de performance aceitáveis entre a dimensão económica e ambiental possam ser atingidos, cabe à governança da empresa (Ammann et al., 2011) ser capaz de identificar o conjunto de restrições e incentivos que possam vir a condicionar as suas atividades e a implementação das medidas de proteção ambiental. A ela cabe, igualmente, avaliar as oportunidades e os riscos ambientais associados aos aspetos económicos (Schaltegger &
Synnestvedt, 2002; Orlitzky et al., 2003). A forma como a empresa faz a gestão destas oportunidades, riscos e ameaças, como as incorpora no seu planeamento e a maneira como desenvolve as suas atividades de proteção e salvaguarda permitir-lhe-ão obter potenciais benefícios económicos e vantagens competitivas (Porter & Kramer, 2006).
Como refere Boons e Wagner (2009), para as empresas a operarem em mercados competitivos onde a proteção do ambiente se reveste de alguma importância, é razoável assumir que a relação entre desempenho económico e ambiental depende do tipo de atividades desenvolvidas pela empresa. A forma como a empresa estrutura as suas estratégias para obter a melhor performance para as duas dimensões dependerá do seguinte:
I. Das estratégias definidas serem as corretas;
II. Das estratégias definidas serem ou não aplicadas corretamente;
III. Das estratégias definidas serem ou não empregues nas situações certas (ibid.). Tendo estes pressupostos como base, o desempenho económico e ambiental da empresa pode levar a resultados diferentes, dependendo da abrangência das abordagens e sistemas utilizados. Isto tem consequências no que respeita aos critérios que são utilizados para avaliar a performance do desempenho ambiental e económico, bem como aos mecanismos através dos quais as duas dimensões estão relacionadas.
No entanto, segundo Orlitzky et al. (2003) o mecanismo que liga os dois tipos de desempenho na maioria das vezes é deixado implícito, sendo o argumento para este facto a noção de que as empresas geralmente procuram manter os custos dentro de limites aceitáveis na expectativa de maximizar os seus benefícios. Este mecanismo encontra-se próximo da teoria económica convencional em que “a informação é sempre perfeita e a escolha é racional”.
A forma de compreender estas ligações passa por observar em que medida é que os seus níveis de atuação e interdependência estão relacionados. Estando as empresas a operarem em mercados que combinam diversos sistemas, níveis de produção e consumo de produtos e serviços, é imprescindível compreender como é que estas se relacionam entre si e que vínculos têm com outros sistemas. Compreender melhor estes mecanismos ao nível da empresa permitirá analisar com mais precisão as suas ligações com a sua envolvente.
Porém, Boons (2009) refere que quanto mais abrangentes forem esses níveis maior será a complexidade dos sistemas, em particular na inter-relação da criação de valor económico e ambiental. Abordagens como as da gestão de transição abordada no capítulo dois foram desenvolvidas para proporcionarem formas alternativas de observar e intervir nos sistemas deste tipo (Rotmans et al., 2001), a fim de compreender as suas ligações e possibilitarem as vias para a implementação de estratégias que visem a sustentabilidade.