3. METODE
3.3 H ISTORISK METODE
3.3.1. Utvelgelse av data
Com o objetivo de identificar quais foram as principais variações na estrutura da narrativa da telenovela, a partir da inserção de experiências transmidiáticas e interativas, buscamos definir, com base nos postulados resgatados nos capítulos anteriores desse trabalho, categorias e subcategorias para analisar a Morfologia Narrativa, Narrativa Transmídia e Narrativa Interativa.
5.1.1 Morfologia Narrativa
Para analisar, descrever e comparar a Morfologia Narrativa das telenovelas selecionadas utilizaremos três categorias: Personagens, Intrigas e Extensão (ver Tabela 3). Para efeito desse trabalho, a primeira permite identificar as funções, os papéis e as principais características dos personagens de uma história. A segunda permite diferenciar os modelos de intrigas priorizados pela instância de produção para desenvolver ou movimentar as tramas principais e secundárias da telenovela. A terceira categoria possibilita identificar como a instância de produção organizou a narrativa. As subcategorias apresentadas se baseiam nos princípios apresentados no Capítulo 3.
Tabela 3 - Categorias e subcategorias para analisar a Morfologia Narrativa
Categorias Subcategorias
Personagem Papel Actancial Função Índice
Intriga Punição Evitada Conversão Repetição
Extensão Princípio Meio Fim
Fonte: Tabela de elaboração da Autora.
I. Personagem
a) Papel Actancial: Essa subcategoria se baseia no Modelo Actancial definido por Algirdas Greimas (1976) e estabelece que toda narrativa deve apresentar personagens com papéis obrigatórios – Destinador, Destinatário, Adjuvante, Oponente, Objeto e Sujeito. Esse princípio foi escolhido porque também abrange os animais, objetos e conceitos como personagens de uma história e não apenas os seres humanos. Desse modo, é necessário
identificar se a instância de produção apresentou na narrativa da telenovela esses papéis obrigatórios.
b) Função: Essa subcategoria se baseia no conceito de Vladimir Propp (2010) e identifica o que os personagens realizam de importante para o desenvolvimento da narrativa. Para efeito desse trabalho, também devemos lembrar que Roland Barthes (2011) considera que tudo apresentado tem que ter alguma funcionalidade para a movimentação da história, ou seja, não pode haver ruídos ou unidades perdidas. Desse modo, é necessário observar se os personagens apresentados pela instância de produção tiveram funções definidas na história.
c) Índice: Essa subcategoria se baseia no nível proposto por Roland Barthes (2010) e é definida como as principais características dos personagens. Os Índices ajudam intensificar a atmosfera ou dar autenticidade à história. Desse modo, é necessário observar quais foram os principais Índices utilizados pela instância de produção para caracterizar os personagens.
II. Intriga
a) Punição Evitada: Essa subcategoria se baseia na Estrutura da Narrativa Ideal (rever Figura 4) definida por Tzvetan Todorov (2011) e estabelece que a história começa com uma situação estável que é desequilibrada por uma força contrária. O estado de desequilíbrio, porém, é restabelecido no final.
b) Conversão: Essa subcategoria também se baseia na Estrutura da Narrativa Ideal (rever Figura 4) definida por Tzvetan Todorov (2011) e estabelece que a história deva começar com um estado de desequilíbrio que é restabelecido.
c) Repetição: Essa subcategoria se baseia em Vladimir Propp (2010) e estabelece que algumas narrativas possuem mais de uma intriga, ou seja, a partir da resolução do primeiro conflito outro é iniciado.
III. Extensão
a) Princípio: Essa subcategoria se baseia no postulado de Aristóteles (2014), no entanto, para efeito desse trabalho, vamos considerar que Vladimir Propp (2010), Renata Pallottini (2012) e José Roberto Sadek (2008) afirmam que logo no início da história deve haver a apresentação dos personagens. Desse modo, deve-se observar como a instância de produção apresenta os personagens, conflitos e ambientes no início da trama.
b) Meio: Essa subcategoria também se baseia no postulado de Aristóteles (2014), no entanto, para efeito desse trabalho, vamos considerar as observações da pesquisadora Renata Pallottini (2012), ou seja, deve-se observar se as narrativas apresentam alguma novidade ou movimentação nos capítulos.
c) Fim: Essa subcategoria se baseia no postulado de Aristóteles (2014), no entanto, para efeito desse trabalho, será necessário considerar as observações da pesquisadora Renata Pallottini (2012), ou seja, deve-se observar se a instância de produção procura resolver os conflitos e mostrar o destino dos personagens no término da trama.
5.1.2 Narrativa Transmídia
Para identificar se a história pode realmente ser definida como Narrativa Transmídia utilizaremos três categorias: Plataforma, Narrativa e Público (ver Tabela 4). Para efeito desse trabalho, essas categorias permitem identificar se a instância de produção utilizou os principais princípios para a criação e desenvolvimento de uma telenovela transmidiática. As subcategorias apresentadas se baseiam nos princípios apresentados no capítulo 4.
Tabela 4 - Categorias e subcategorias para identificar uma Narrativa Transmídia
Categorias Subcategorias de Análise
Plataforma Multiplataforma Particularidades Entrada-Retorno
Narrativa Compreensão Adicional Universo Ficcional Totalidade
Público Prosumidor Gaming Produtos
Fonte: Tabela de elaboração da Autora.
I. Plataforma
a) Multiplataforma: Essa subcategoria se baseia nas premissas dos pesquisadores Henry Jenkins (2003; 2009a), Carlos Alberto Scolari (2012) e Jeff Gomez (2003) e estabelece que a narrativa principal obrigatoriamente seja expandida ou fragmentada em mais de
uma plataforma midiática. Dessa forma, é necessário identificar se o conteúdo principal é exibido na televisão e as extensões estão em uma página na internet e um livro, por exemplo.
b) Particularidades: Essa subcategoria se baseia nas premissas dos pesquisadores Robert Pratten (2011), Carlos Aberto Scolari (2013) e Nuno Bernardo (2014) e estabelece que as potencialidades e funções (rever Tabela 2) de cada plataforma utilizada para expandir ou fragmentar a narrativa seja levada em consideração antes de criar o conteúdo, pois cada plataforma pode ajudar a atingir o objetivo ou oferecer a experiência adequada. Dessa forma, é necessário observar se a instância de produção está utilizando as plataformas de forma conveniente ou aleatória.
c) Entrada-Retorno: Essa subcategoria se baseia nas premissas dos pesquisadores Henry Jenkins (2003; 2009a) e Nuno Bernardo (2014) e estabelece que após o contato com as plataformas utilizadas é possível que a instância de recepção entre ou retorne para a plataforma original. Nesse trabalho, porém, será observado se a instância de produção utiliza as plataformas a fim de levar ou retornar o público para a narrativa principal, mas também para as extensões disponibilizadas em outras plataformas.
II. Narrativa
a) Compreensão Adicional: Essa subcategoria se baseia no conceito definido pelo designer de jogos Neil Young (2003) e estabelece que as expansões ou fragmentações devam apresentar conteúdos diferenciados ou exclusivos para cada plataforma utilizada. Dessa forma, é necessário observar se a instância de produção está disponibilizando informações adicionais ou apenas reaproveitando os conteúdos da narrativa original.
b) Universo Ficcional: Essa subcategoria se baseia nas premissas dos pesquisadores Henry Jenkins (2003; 2009a) e Carlos Scolari (2012) e estabelece que os elementos principais (personagens, cenários, trilha sonora, artes gráficas ou figurinos) da narrativa original devem ser mantidos nas extensões da narrativa. Dessa forma, é necessário identificar se a instância de produção mantém alguns desses elementos nas demais plataformas utilizadas.
c) Totalidade: Essa subcategoria se baseia nas premissas dos pesquisadores Robert Pratten (2011) e Henry Jenkins (2003) e estabelece que os conteúdos disponibilizados nas demais plataformas devam contribuir com a narrativa principal, ou seja, as extensões devem completar a história. Dessa forma, é necessário observar se a instância de produção está disponibilizando conteúdos que contribuem significamente com a narrativa ou esses textos são criados apenas para mostrar que estão sendo produzidos conteúdos para outras mídias.
III. Público
a) Prosumidor: Essa subcategoria se baseia no conceito do pesquisador Alvin Toffler (1980) e estabelece que a instância de recepção também possa produzir textos relacionados com o conteúdo (telenovelas, séries e livro, por exemplo). Dessa forma, é necessário identificar se em algum momento da narrativa a instância de recepção é estimulada a participar ou criar conteúdos relacionados com o universo ficcional.
b) Gaming: Essa subcategoria se baseia na proposta do pesquisador Robert Pratten (2011) e estabelece que a instância de produção proponha algum objetivo ou meta para a instância de recepção alcançar. Dessa forma, é necessário observar se os produtores estão criando desafios (jogos, concursos e promoções, por exemplo) para estimular o público.
c) Produtos: Essa subcategoria se baseia nas premissas dos pesquisadores Henry Jenkins (2009a) e Jason Mittell (2012b) e estabelece que a instância de produção disponibilize produtos (camisetas, livros, brinquedos e CDs, por exemplo) para o consumo do público. Dessa forma, é necessário observar se os produtores estão criando produtos relacionados com o universo ficcional da narrativa para venda.
5.1.3 Narrativa Interativa
Para analisar, descrever e comparar as experiências interativas das telenovelas selecionadas utilizaremos os conceitos e categorias de Oferta Interativa, Processos de Interação e Eventos Interativos (KIELING, 2009; 2012). A partir dos pressupostos apresentados por Alex Primo (2008) e Richard Reisman (2002), o pesquisador Alexandre
Kieling (2009) define em sua tese de doutorado que a interatividade está presente em dois eventos interativos: Ofertas Interativas e Processos de Interação.
As primeiras promovem a interação homem-máquina e, como meio, permitem a mediação entre produtor e receptor na construção e publicação do conteúdo. E os segundos resultam das trocas simbólicas e produção de sentido das quais resultam os textos (enunciações, discursos) construídos pelos sujeitos da comunicação nessa ambiência. (KIELING, 2009, p.86).
As Ofertas Interativas são as características dos dispositivos que permitem que haja a interação do homem com a máquina e como o meio pelo qual a audiência pode responder aos estímulos do produtor de conteúdo. Kieling (2009) também apresenta três níveis de Ofertas Interativas:
a) Assimetria: admite o recebimento de conteúdos por meio direto ou download, mas também existe a oportunidade de contribuir por mensagens, escolhas ou upload.
b) Autonomia: permite a possibilidade de escolher o que assistir. Para essa pesquisa, porém, será necessário caracterizar esse nível como Autonomia do Público, que é caracterizada por permitir que o público tenha acesso a determinados conteúdos onde, quando e por quanto tempo quiser.
c) Serviços: disponibiliza informações úteis sobre a programação. Isto é, acontecimento dos próximos programas, bastidores, divulgação de contatos, venda de produtos e serviços públicos.
Os Processos de Interação já obedecem às dinâmicas da troca de informações mediadas pela mídia entre a instância de produção e de recepção, e que podem resultar na produção de sentido. Os três níveis de Processos de Interação apresentados por Kieling (2009) são:
a) Interação Reativa: a instância de recepção só pode realizar atividades que já foram predeterminadas e testadas anteriormente, ou seja, não é possível fazer algo que não foi planejado previamente.
b) Interação Mútua Coativa: permite que as instâncias de produção e recepção estabeleçam contato por meio do telefone, e-mail, redes sociais e outros. No entanto, as opiniões e as contribuições da audiência podem ou não serem atendidas pelo produtor do conteúdo.
c) Interação Mútua Pró-Ativa: modificações ou determinações são realizadas pela instância de produção a partir da contribuição da instância de recepção.
A partir desses dois conceitos, Kieling (2012) aprofunda sua perspectiva e apresenta o conceito de Evento Interativo. Os Eventos Interativos podem ser entendidos como a interseção entre Interatividade (oferta tecnológica) e Interação (processo participativo). Isto é, as Ofertas Interativas podem mobilizar um processo de troca de informações, provocando consumo e troca de conteúdo e que resultam na produção de sentido para ambos. Portanto, uma emissora pode divulgar ou transmitir esses conteúdos produzidos, os reenviando de volta para o ambiente midiático. Essa relação de leitura pelo receptor, resposta, leitura pelo produtor, republicação é considerada um Evento Interativo (ver Figura 17).
Figura 17 - Representação da Dinâmica de Eventos Interativos
Fonte: Vitório (2012)
Podemos, então, compreender que a instância de produção pode oferece um espaço interativo (Oferta Interativa), que pode ou não ter manifestações do público (Processos de Interação). Caso haja a reação da audiência, a emissora pode ou não republicar a participação do público no ambiente midiático, por exemplo. Essa republicação da reação da audiência é o que se chama de Eventos Interativos. A partir do conceito de Evento Interativo definido por Kieling (2012), Vitório (2012) apresenta três níveis:
a) Nível 1 - Promessa: é baseado no conceito de François Jost (2010) e é entendido como o estimulo para incentivar a participação em algo que ainda será ou está sendo oferecido pela instância de produção.
b) Nível 2 - Narrativa Transmídia: é baseado no conceito de Henry Jenkins (2003) e é entendido como a possibilidade de que a instância de recepção tem para acompanhar todo o percurso narrativo através de mais de uma plataforma.
c) Nível 3 - Economia Afetiva: é baseado no conceito de Henry Jenkins (2009a) e é atingido quando se estabelece a fidelização do público e assim, o fã pode acessar todos os conteúdos ou produtos gerados pelo produtor.
Tabela 5 - Categorias, subcategorias ou níveis de Oferta Interativa, Processo de Interação e Evento Interativo
Categorias Níveis
Oferta Interativa Assimetria Autonomia do Público Serviço
Processo de Interação Reativa Mútua Coativa Mútua Pró-Ativa
Evento Interativo Promessa Narrativa Transmídia Economia Afetiva
Fonte: Kieling (2009; 2012); Vitório (2012).
5.2 FLOR DO CARIBE
Flor do Caribe foi transmitida na Rede Globo entre os dias 11 de março e 13 de setembro de 2013. Os 159 capítulos foram exibidos na faixa das 18 horas. A telenovela de Walter Negrão se passa em Vila dos Ventos, vila fictícia de pescadores localizada no litoral do Rio Grande do Norte, e na Guatemala. A história é dividida em duas fases: a primeira se passa em 2009, enquanto a segunda se desenvolve em 2013.
O enredo principal de Flor do Caribe trata sobre amizade, amor, ciúmes e justiça. Ao todo, a telenovela é composta por 11 núcleos de personagens (ver Apêndice A), no entanto, devido ao objetivo desse trabalho descreveremos apenas aqueles relevantes para a narrativa ou que estiveram envolvidos, em algum momento, nas experiências transmidiáticas ou interativas.
A trama principal é composta por três núcleos – Família Albuquerque, Família Soares e Família Schneider – e envolve três amigos de infância que formam um triangulo amoroso. Os três amigos são Cassiano Soares (Henri Castelli), Ester Schneider (Grazi Massafera) e o Alberto Albuquerque (Igor Rickli). Cassiano é piloto da aeronáutica e noivo da bugueira
Ester. O empresário de diamantes Alberto, porém, também é apaixonado por Ester e procura se livrar do amigo para ficar com a amada.
Para ficar com Ester, Alberto pede para Cassiano entregar na Guatemala uma encomenda de diamantes para o traficante Dom Rafael (Cesar Troncoso), mas juntamente com os diamantes, o empresário mistura cristais de sal. Ao verificar a encomenda, Dom Rafael percebe que nem todas as pedras eram diamantes e acaba prendendo Cassiano, conforme o empresário já havia combinado com o traficante.
Preocupada com o desaparecimento de Cassiano, Ester vai com Alberto para a Guatemala em busca de notícias. Ao chegar à casa de Dom Rafael, Ester descobre sobre a troca das pedras e recebe a notícia que Cassino estava morto. Entretanto, a morte de Cassiano havia sido forjada pelo falsário Duque (Jean Pierre Noher) a mando de Dom Rafael. Na prisão, Duque e Cassiano se tornam amigos e combinam de fugir. A primeira fuga, porém, não dá certo e os dois se tornam escravos de Dom Rafael.
Logo após voltar da Guatemala para o Brasil, Ester descobre que estava grávida de Cassiano e Alberto se aproveita da situação para pedir a bugueira em casamento. Ester, inicialmente, rejeita o pedido, mas depois de alguns dias acaba aceitando a proposta do amigo. Sete anos se passam na trama e Cassiano e Duque finalmente conseguem fugir com ajuda de Amaralina (Sthefany Brito) e Cristal (Moro Anghileri). Amaralina é uma jovem aventureira que vive viajando pelo mundo em busca do avô desaparecido, enquanto Cristal é uma jovem cantora que fugiu da casa dos pais – Dom Rafael e Amparo (Martha Nieto) – para realizar seu sonho.
Ao retornar à Vila dos Ventos, Cassiano descobre que tinha um filho e que Ester estava casada com Alberto. Durante toda a trama Cassiano e Ester tentam ficar juntos, mas Alberto sempre atrapalha os planos do casal com golpes e chantagens. No último capítulo Ester e Cassino conseguem se casar, Alberto enlouquece e tenta se matar, porém, é salvo pelos amigos de infância.
Entre as tramas secundárias de Flor do Caribe, devemos destacar a que envolve o núcleo da Família Trindade. Esse núcleo está presente desde a primeira fase da telenovela e é composto por Dona Veridiana (Laura Cardoso), Candinho (José Loreto), Lino (José Henrique Ligabue), Dadá (Renata Roberta) e Maria Adília (Inez Viana). A parteira Dona Veridiana é uma senhora que cuida dos três netos desde a fuga de sua filha Maria Adília. A escritora de cordel Maria Adília fugiu de casa para proteger seus filhos das ameaçadas do empresário Dionísio Albuquerque (Sérgio Mamberti), pai de Candinho, e voltou para casa depois de ser
procurada e localizada por sua família. Candinho é um jovem que sofreu um trauma quando criança e dono da cabra Ariana. Dadá é uma jovem solteira que vive em busca de um namorado. Lino é um tímido rendeiro que se tornou um estilista de sucesso após o apoio da namorada Carol (Maria Joana). O conflito principal desse núcleo é a busca por Maria Adília.
A fim de representar a trama de Flor do Caribe e auxiliar na identificação das possíveis variações na estrutura narrativa da telenovela Flor do Caribe, apresentamos abaixo um diagrama de Curvas Dramáticas45 (ver Figura 18). Esse diagrama é composto pela trama principal e a trama da Família Trindade, isso se deve a relação com alguma das experiências transmidiáticas ou interativa ofertadas. Devemos destacar que a fim de justificar o movimento de cada linha e facilitar a compreensão das Curvas Dramáticas foram utilizados números para identificar os acontecimentos vividos pelos personagens. No entanto, devido ao tamanho da tabela, a legenda do que representa cada número está apresentada nos apêndices desse trabalho (ver Apêndice G).
Figura 18 - Diagrama de Curvas Dramáticas de Flor do Caribe
Fonte: Diagrama de elaboração da Autora.
Flor do Caribe, como os demais programas da Rede Globo, possui um site oficial (ver Figura 19) hospedado, atualmente, no portal GShow46. A instância de produção oferta no
45 De acordo com o roteirista brasileiro Doc Comparato (2009), Diagramas de Curvas Dramáticas ajudam a
visualizar a estrutura e comprovar se a história pode ou não funcionar.
46 O GShow foi lançando, em 11 de janeiro de 2014, pela Rede Globo. O portal une todos os programas de
entretenimento (telenovelas, séries, programas de variedade e reality shows) da emissora, mas também oferta conteúdos exclusivos para a internet. Em 2013, todos os sites eram hospedados no portal Globo.com, mas com o lançamento do GShow os sites de entretenimento foram completamente migrados para o novo portal (G1, 2014). Devido essa migração, esse trabalho utilizará como referência os links do portal GShow e não da Globo.com (ver Apêndices D, E e F). No entanto, devemos ressaltar que o design de algumas páginas foram modificados e nesse caso descreveremos e mostraremos a página do período da Globo.com.
site47 seis páginas – Capítulos, Personagens, Por trás das câmeras, Estilo TV, Vídeos e Tudo Sobre – com serviços, informações extras, curiosidades e spoilers. A primeira página disponibiliza o resumo da semana e as cenas transmitidas anteriormente. A segunda permite visualizar os nomes e fotos dos personagens e dos atores, mas também o perfil, os vínculos e as cenas do personagem. Na terceira, há conteúdos diversos sobre os bastidores, enquanto a quarta apresenta dicas das personagens ou atrizes sobre moda, beleza, saúde e decoração. A quinta disponibiliza um arquivo com vídeos de cenas, teasers48, extras e para assinantes. A última apresenta páginas extras com informações da trilha sonora, contatos da instância de produção, mas também páginas relacionadas com a trama. Essas páginas serão descritas a seguir.
Figura 19 - Captura de Tela da página inicial do site de Flor do Caribe
Fonte: Rede Globo/Globo.com
A instância de produção da telenovela Flor do Caribe ofertou duas páginas – Fale Conosco e Fale com a Direção – para o público poder entrar em contato. A primeira é redirecionada ao site Fale Com a Rede Globo e para enviar alguma mensagem com elogios, críticas, perguntas e sugestões é obrigatório fazer um cadastro informando alguns dados: email, nome, Cadastro de Pessoa Física (CPF), data de nascimento, telefone para contato e senha. A página Fale Com a Rede Globo também oferece como alternativa um número de telefone49. A segunda forma de entrar em contato com a instância de produção não exige que o telespectador se cadastre, mas apenas informe dados para contato (ver Figura 20).
47 O site oficial da telenovela Flor do Caribe é http://gshow.globo.com/novelas/flor-do-caribe/index.html. 48 Teasers são vídeos de divulgação que antecipam cenas a fim de gerar expectativa no público.
Figura 20 - Captura de Tela do Fale com a Direção da telenovela Flor do Caribe
Fonte: Rede Globo/GShow
A produção de Flor do Caribe também disponibilizou a trilha sonora da telenovela a partir do redirecionamento para o site Música (ver Figura 21). O site faz parte do Grupo Globo e é uma espécie de rede social50 que permite a realização de um cadastro para poder colaborar, compartilhar e comentar. No entanto, devemos ressaltar que mesmo sem cadastro é possível acessar as músicas, álbuns, trilhas sonoras, letras, traduções, clipes da página e notícias.
Figura 21 - Captura de Tela do site Música com a trilha sonora da telenovela Flor do Caribe