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DEL 2 Fortellinger og fortolkninger

2.4 Uttrykk for tro

A notícia. O que se aplica aos médicos também se aplica aos enfermeiros especialistas: aqueles que trabalham por muito tempo como rotina, muitas vezes em horários imprevisíveis, tais como plan- tões de mais de 12 horas, cometem mais erros que aqueles que trabalham por períodos mais curtos. Essa é a conclusão do estudo financiado pelo governo federal dos Estados Unidos na edição de julho/agosto do periódico Health Affairs. Esse estu- do é um dos pioneiros na análise da relação entre os erros médicos e o cansaço entre enfermeiros especialistas, que são os que prestam a maior parte dos cuidados aos pacientes de um hospital.

O estudo. Ann Rogers, professora adjunta da Faculdade de Enfermagem da Universidade da Pensilvânia (University of Pennsylvania School of

Nursing), acompanhou, junto a seus colegas, 393

enfermeiros em tempo integral de hospitais dos Estados Unidos. Quase todos eram mulheres e a maioria era branca, de meia-idade, trabalhavam em grandes hospitais urbanos e tinham mais de uma década de experiência.

Por duas semanas, cada enfermeiro manteve um registro detalhado das horas trabalhadas, interva- los e erros cometidos. De maneira geral, 199 erros e 213 near misses foram detectados comumente pelos próprios enfermeiros. A maioria dos erros e

near misses envolveram medicação, incluindo erros

quanto à droga, ao paciente,

ao método de administração, ao horário ou até mesmo a completa omissão da medicação. Os erros e os near misses aumentaram quando os turnos dos enfermeiros ultrapassaram 12 horas por dia, quando a carga de trabalho excedeu 40 horas semanais ou quando fizeram horas extras não planejadas ao final de um plantão regular. “Enfermeiros não são diferentes dos outros grupos ocupacionais”, disse Rogers. “Quando trabalham por muito tempo, o risco de erros sobe. ” O impacto nos pacientes. Como em estudos prévios sobre residentes médicos, este não tentou vincular erros diretamente aos danos causados aos pacientes. Um estudo anterior realizado na Pensil- vânia descobriu que a inclusão de um paciente ci- rúrgico extra à carga de trabalho de um enfermeiro aumentou as chances de os pacientes morrerem ou sofrerem uma complicação grave.

Em termos mais gerais. A preocupação acerca da prevalência de erros médicos e dos efeitos da fadiga nos médicos em treinamento levou a novas regras em algumas especialidades, as quais limitam as semanas de trabalho a 80 horas, e os turnos a, no máximo, 24 horas. Alguns estados estão pensando em impor limites aos turnos de enfermeiros, que se alongaram na última década devido a cortes de pessoal pelos hospitais, bem como à escassez de profissionais de enfermagem em todo o país.

Fonte: Goodman SG. Nurses: too tired to be safe? Washington Post. Washington Post. Tuesday, 20 de julho de 2004. © 2004 The Washington Post Company.

Atividade

– Peça aos estudantes que leiam o artigo publicado no Washington Post e reflitam sobre possíveis fatores que podem estar associados a enfermei- ros cansados.

Profissional de saúde com privação de sono Após terminar seu plantão de 36 horas em um grande centro médico universitário, uma resi- dente médica do primeiro ano voltou para casa dirigindo. Durante o percurso, a residente ador- meceu ao volante e chocou-se contra um carro

conduzido por uma mulher de 23 anos, que sofreu um trauma craniano que a deixou permanente- mente incapacitada.

A mulher lesionada (parte reclamante) instaurou um processo de erro médico contra o centro médi- co, alegando que o centro “sabia, ou deveria saber,

que a residente havia trabalhado 34 das 36 horas que estivera em serviço e que sabia, ou deveria saber, que a residente estava, portanto, cansada devido às horas excessivas de trabalho e deixou o hospital com a capa- cidade de discernimento prejudicada, pois passara por privação de sono. “

Perguntas

– Você já viu alguma situação semelhante aconte- cer com algum colega de curso ou companheiro de trabalho da área de saúde?

– Caso você visse uma situação semelhante, qual seria o seu conselho a essa residente após ela completar um plantão de trabalho de 36 horas? – Você concorda que o centro médico é responsá-

vel pelos ferimentos sofridos pela mulher? – Que medidas você sugere que sejam tomadas

para prevenir acidentes semelhantes?

Fonte: Caso fornecido pelo professor Arman C. Crisostomo, Division of Colorectal Surgery, De- partment of Surgery, University of the Philippines Medical College/ Philippines General Hospital, Manila, The Philippines.

Um swab esquecido após uma episiotomia

Este caso ilustra uma falha na verificação de protoco- los em salas de operações.

Sandra, 28 anos, consultou sua obstetra, queixan- do-se de um fluxo vaginal com odor muito forte há três dias. Ela tinha dado à luz um menino 10 dias antes. Foi necessária a realização de uma episioto- mia durante o parto. O obstetra suspeitou de uma infecção do trato urinário e prescreveu antibióti- cos por cinco dias.

Sandra voltou ao obstetra uma semana depois, apresentando os mesmos sintomas. Já havia terminado o ciclo de antibióticos. Os exames va- ginais revelaram sensibilidade no local da episio- tomia e um pouco de inchaço. O obstetra revisou detalhadamente o histórico clínico de Sandra, procurando, em particular, notas relativas ao parto e à contagem de swabs. A contagem estava registrada no histórico e fora verificada por um segundo enfermeiro. O doutor prescreveu outro ciclo de antibióticos. Uma vez que os sintomas persistiam, Sandra decidiu procurar uma outra

opinião. O segundo obstetra a internou para exames com anestesia, dilatação e curetagem. Ele telefonou para o primeiro médico, após encontrar um swab esquecido durante a sutura da ferida da episiotomia.

Atividade

– Se estiver ensinando alunos de enfermagem, pergunte-lhes sobre o papel do enfermeiro na sala de operações, especialmente quanto ao swab esquecido durante o primeiro procedimento. Questione o processo de definição dos fatores fundamentais que possam estar associados ao evento adverso.

Fonte: WHO Patient Safety Curriculum Guide for Medical Schools expert consensus group. Caso fornecido por Ranjit De Alwis, Senior Lecturer, International Medical University, Kuala Lumpur, Malaysia.

Alteração das práticas rotineiras sem notificação à equipe de assistência à saúde

Este caso ilustra o efeito dos fatores humanos sobre a segurança do paciente. O incidente em pauta reflete a falta de comunicação da equipe clínica e a falha no cumprimento dos protocolos de tratamen- to acordados, o que prejudicou o atendimento ao paciente.

Mary é dentista especializada em tratamentos de canal radicular. Em geral, ela realiza todo o pro- cesso de tratamento em uma única sessão, fato bastante conhecido por sua equipe odontológica. Certo dia, sentiu-se mal durante o procedimento de tratamento de canal radicular em um molar superior de um paciente. Como não estava bem, decidiu não preencher o canal radicular do dente e deixar o restante da tarefa para outra consulta. Mary não explicou a situação ao assistente. Por sua vez, o assistente não anotou a necessidade de uma outra sessão de tratamento de canal radicular. A dentista se esqueceu do ocorrido. O paciente continuou o tratamento odontológico com outros dentistas e, visto que seu boletim médico não fora atualizado de maneira adequada, nenhum outro profissional se preocupou com o tratamento de canal radicular não finalizado. Posteriormente, outro dentista preencheu a cavidade dental, sem perceber que os canais radiculares não estavam preenchidos.

Após três meses, o paciente retornou com uma lesão significativa próximo à raiz do dente inflama- do. Naquele momento, foi necessário prescrever um tratamento antibiótico antes de extrair o molar doente.

Parte B Tópico 2. Por que empregar fatores humanos é importante para a segurança do paciente? 119

Perguntas

– Nomeie alguns fatores que podem ter contribuí- do para a documentação incompleta do trata- mento não finalizado.

– Quais os fatores que podem ter contribuído para que outros dentistas em consultas de acom- panhamento subsequentes não tenham sido capazes de verificar os canais radiculares não preenchidos?

– Discuta as responsabilidades dos diferentes membros da equipe (em sua área de atuação) no que tange à manutenção de registros e à docu- mentação.

Fonte: Caso fornecido por Shan Ellahi, Consultant, Ealing and Harrow Community Services, National Health Service, London, UK.

Avaliação do conhecimento deste tópico Muitas estratégias de avaliação são apropriadas para este tópico, incluindo perguntas de múltipla escolha, redações, pergunta breve de melhor res- posta possível, discussão de caso clínico e autoava- liações. Uma pequena discussão em grupo liderada por um aluno ou um grupo de alunos sobre alguma questão sobre fatores humanos na área clínica é uma maneira útil de aprimorar o entendimento. Se os alunos estiverem no local de trabalho, solicite que observem como a tecnologia é utilizada e quais eventos preparatórios são realizados no treina- mento de profissionais de saúde para utilizá-la. Avaliação do ensino deste tópico

A avaliação é importante na revisão dos resultados de uma sessão de ensino e como é possível fazer melhorias. Consulte o Guia do Professor (Parte A) para obter um resumo dos princípios importantes de avaliação.

Ferramentas e material de referência Segurança do paciente

National Patient Safety Education Framework, seções 4.2 e 4.5 (http://www.health.gov.au/in- ternet/safety/publishing.nsf/Content/C06811A- D746228E9CA2571C600835DBB/$File/fra- mework0705.pdf; acesso em 21 de fevereiro de 2011).

Grupo clínico de fatores humanos

http://www.chfg.org; acesso em 18 de janeiro de 2011. Este site possui uma apresentação em Po- werPoint que explica fatores humanos de maneira muito clara.

Human factors in health care. Australian Commis-

sion on Safety and Quality in Health Care, 2006

(http://www.health.gov.au/internet/safety/pu- blishi ng.nsf/Content/6A2AB719D72945A4CA- 2571C5001E5610/$File/humanfact.pdf; acesso em 21 de fevereiro de 2011).

Gosbee J. Human factors engineering and patient safety. Quality and Safety in Health Care, 2002, 11:352-354.

Este artigo está disponível gratuitamente na internet e fornece uma explicação básica sobre fatores humanos e sua relevância para a segurança do paciente.

Projeto à prova de erros

Grout J. Mistake-proofing the design of health care processes [“Protegendo o projeto de processos de cuidados à saúde contra erros” (elaborado sob um

IPA {Intergovernmental Personnel Act} com Berry College). Publicação nº 070020 da AHRQ (Agência de Investigação de Saúde e Qualidade) Rockville, MD, Agency for Healthcare Research and Quality, maio de 2007 (http://www.ahrq.gov/qual/mista- keproof/mistakepr oofing.pdf; acesso em 18 de janeiro de 2011).

Fadiga dos profissionais de cuidados à saúde Berlin L. Liability of the sleep deprived resident.

American Journal of Roentgenology, 2008; 190:845-

851. Referências

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2. Cooper N, Forrest K, Cramp P Essential guide to

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3. National Patient Safety Education Framework, seções 4.2 e 4.5 (http://www.health.aov.au/ internet/safetv/publis hina.nsf/Content/C0681 1AD746228E9CA2571 C600835DBB/$File/ framework0705.pdf; acesso em 21 de fevereiro de 2011).

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Slides para o Tópico 2: Por que aplicar fatores

humanos é importante para a segurança do paciente?

Aulas expositivas, em geral, não são a melhor ma- neira de ensinar segurança do paciente aos alunos, mas este assunto específico possui alguns princí- pios teóricos com os quais os estudantes precisam se familiarizar. Convide um engenheiro ou psicólo- go que seja especialista em fatores humanos para oferecer um panorama geral sobre esse assunto. Caso uma palestra seja a forma de exposição esco- lhida, é uma boa ideia planejar interações e discus- sões entre os estudantes. Valer-se de um estudo de caso é uma forma de gerar discussões em grupo. Engenheiros podem trazer exemplos de outros setores, como aviação e transporte. Se tais exem- plos forem utilizados, ofereça também outros que sejam relevantes aos cuidados à saúde, de forma que os alunos possam ver como a teoria é aplicada na prática. Outra estratégia é questionar os alunos quanto aos diferentes aspectos dos cuidados à saúde que salientam os problemas inerentes a esse assunto. Os slides do Tópico 2 foram elaborados para ajudar o professor na exposição do conteúdo. Os slides podem ser alterados de acordo com o ambiente e a cultura local. Os instrutores não pre- cisam usar todos os slides, e é melhor adequá-los às áreas abordadas naquela aula específica.

Parte B Tópico 3. A compreensão dos sistemas e do efeito da complexidade nos cuidados ao paciente 121

Tópico 3

A compreensão dos sistemas e do