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DEL 1 Innledende betraktninger

1.2 Rammeverket

1.2.2 Forskningshistoriske perspektiver

O impacto da segurança dos pacientes em todos os países

Em 2002, os Estados Membros da OMS entraram em acordo acerca de uma resolução da Assembleia Mundial de Saúde sobre segurança do paciente, reconhecendo a necessidade de reduzir os danos e o sofrimento dos pacientes e de suas famílias e os benefícios econômicos de melhorar a segurança do paciente. A extensão do dano ao paciente tinha sido demonstrada pela publicação de estudos de diversos países, incluindo Austrália, Canadá, Dinamarca, Nova Zelândia, Reino Unido (UK) e os Estados Unidos da América (EUA). As preocupações relativas à segu- rança do paciente são internacionais e, em geral, sabe-se que os eventos adversos são subnotificados com frequência considerável. Embora a maioria das pesquisas sobre segurança do paciente tenha sido realizada na Austrália, no Reino Unido e nos Estados Unidos e em uma série de outros países europeus, defensores da segurança do paciente desejam vê-la adotada em todos os países ao redor do mundo, e não apenas naqueles que tiveram recursos para estudar e publicar iniciativas sobre o tema. Essa internacionali- zação requer novas abordagens para a formação dos futuros médicos e profissionais da saúde.

Globalização

O movimento global de enfermeiros, médicos e ou- tros profissionais de saúde tem gerado muitas opor- tunidades para melhorar o ensino de pós-graduação e o treinamento na área da saúde. A mobilidade de estudantes e professores e a interligação de espe- cialistas internacionais em elaboração de currículos, métodos de ensino e de avaliação, combinados com campus local e ambientes acadêmicos e clínicos locais, levaram a um consenso em relação ao que constitui um bom ensino em cuidados à saúde [1]. A OMS tem apontado para um deficit global de

4,3 milhões de profissionais de saúde. A “fuga de cérebros” na área dos cuidados à saúde aprofunda a crise nos países em desenvolvimento.

Há evidências de que os países em desenvolvimen- to que investiram na formação das futuras gera- ções de profissionais de saúde viram seus talentos serem roubados pelo comportamento predatório dos sistemas de saúde de países com economias avançadas ou em transição, durante os períodos de escassez da força de trabalho nesses locais [2]. A globalização dos serviços de cuidados clínicos forçou os educadores da área a reconhecer os desafios de preparar todos os estudantes das carreiras de saúde, não somente para trabalhar no país de formação, mas também para trabalhar em outros sistemas de saúde. Harden [3] descreveu um modelo tridimensional da formação médica, re- levante para todo ensino profissional de cuidados à saúde, com base no:

• estudante (local ou internacional); • professor (local ou internacional);

• currículo (local, importado ou internacional). Na abordagem tradicional de ensino e aprendiza- gem de segurança do paciente, os estudantes e pro- fessores locais usam um currículo local. No modelo internacional ou do estudante estrangeiro, alunos de um país buscam um currículo ensinado em outro país e desenvolvido por professores de um terceiro. No modelo de campus satélites, estudantes, geral- mente locais, têm um currículo importado, minis- trado por professores internacionais e locais. A segunda consideração importante na inter- nacionalização do ensino de cuidados à saúde é o custo das tecnologias de ensino on-line que permitem uma interconectividade global em que o fornecedor de um recurso de ensino, o professor do recurso e o estudante não precisam estar no campus, em um hospital ou em uma comunidade simultaneamente.

O estilo antiquado de currículo enfatiza a mo- bilidade de estudantes, professores e currículo

através das fronteiras entre dois países, mediante um acordo mútuo, com grandes expectativas de que o país onde será realizado o exercício profis- sional fornecerá a maior parte do treinamento aos estudantes após se formarem.

A nova forma que envolve a internacionalização da educação da segurança do paciente é integrada e incorporada a um programa curricular e envolve a colaboração entre várias instituições de ensino em diferentes países. Nessa abordagem, os princípios da segurança do paciente são ensinados em um con- texto global em vez do contexto de um único país. Esse modelo oferece uma gama considerável de desafios e oportunidades para a colaboração inter- nacional no ensino de segurança do paciente. Este Guia Curricular serve como uma excelente base para essa colaboração. É importante que as normas internacionais das instituições internacionais de ensino de saúde sejam revisadas para assegurar a inclusão dos princípios de segurança do paciente. Em nível mais local, é importante que os países personalizem e adaptem os seus materiais. Um bom exemplo de abordagem internacional para a educação dos cuidados à saúde é a experiência com escolas de medicina virtuais [4]. Aqui, diversas universidades internacionais colaboraram para formar uma escola médica virtual dedicada ao ensino e à aprendizagem avançados. Esse modelo poderia ser adaptado à segurança do paciente. O

People’s Open Access Education Initiative: Peoples-uni

(http://www.peoples-uni.org/ ; acesso em 17 de fevereiro de 2011) elaborou um currículo on-line de segurança do paciente para profissionais de saúde que não têm condições de fazer cursos de pós-graduação mais dispendiosos.

Componentes comuns de um currículo virtual de segurança do paciente são:

• uma biblioteca virtual que forneça acesso a recur- sos atualizados, a ferramentas e a atividades de aprendizagem, e a literatura internacional sobre segurança do paciente (por exemplo, os tópicos); • um recurso “pergunte-ao-especialista” que dá

acesso on-line a especialistas em segurança do paciente de diferentes países;

• um banco virtual de casos de segurança do pa- ciente, com ênfase em riscos éticos, transparên- cia e pedido de desculpas;

• uma abordagem de segurança do paciente cultural- mente consciente e que respeite as competências; • um banco de avaliação dos elementos de seguran-

ça do paciente para compartilhamento (por exem- plo, o Hong Kong International Consortium for Sha-

ring Student Assessment Banks, que é um grupo de

escolas de medicina internacionais que mantém um banco formativo e cumulativo de elementos de avaliação de acompanhamento e verificação dos itens em todos os aspectos de cursos de medicina).

São poucos os especialistas e desenvolvedores de produção que trabalham em conteúdo peda- gógico de segurança do paciente. Eles trabalham distantes uns dos outros e, muitas vezes, de forma isolada. Isso impede o compartilhamento de informações, inovações e desenvolvimentos, o que muitas vezes, resulta em duplicação desnecessária de recursos e atividades de aprendizagem. Uma abordagem internacional da formação em segu- rança do paciente garantiria uma genuína capaci- tação em ensino e treinamento da segurança do paciente no mundo inteiro.

Essa é uma maneira pela qual os países desenvolvi- dos podem compartilhar seus recursos curricula- res com aqueles em desenvolvimento.

Referências

1. Schwarz MR, Wojtczak A. Global minimum essential requirements: a road towards com- petency oriented medical education. Medical

Teacher, 2002, 24:125-129.

2. World Health Organization, Working together

for Health, The World Health Report 2006

(http://www.who.int/whr/2006/whr06_en.pdf; accesso em 15 de junho de 2011).

3. Harden RM. International medical education and future directions: a global perspective. Aca-

demic Medicine, 2006, 81 (Suppl.): S22-S29.

4. Harden RM, Hart IR. An international virtual medical school (IVIMEDS): the future for medi- cal education? Medical Teacher.

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Parte B