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Tem dengo no remelexo, meu bem Tem dengo no falar também...

Quando se diz que no andar tem dengo Tem dengo, tem dengo, tem dengo tem Quando se diz que no sorrir tem dengo Tem dengo, tem dengo, tem dengo tem Quando se diz que no sambar tem dengo... Quando se diz que no bulir tem dengo... Quando se diz que no olhar tem dengo... É no mexido, é no descanso, é no balanço É no jeitinho requebrado que essa nega tem Que todo mundo fica enfeitiçado

E atrás do dengo dessa nega todo mundo vem

Dorival Caymmi, “O Dengo da Mulata”

A linguagem gestual provavelmente é um dos elementos mais importantes no processo de construção da imagem sensual da brasileira e na escolha do famoso bumbum como a parte corporal que a representa.

Ao caminharmos pelas ruas do Brasil notamos uma grande diversidade de formas e tamanhos das nádegas das mulheres brasileiras. Ter um bumbum arredondado, empinado e saliente não é uma qualidade presente no corpo de todas as mulheres do Brasil. Porém, existe um “sotaque do corpo” que permeia a gestualidade das mulheres brasileiras e que imprime sobre o caminhar um gingado ondulante, no qual as nádegas em evidência desenham traços sinuosos pelo espaço. É justamente esse sotaque ritmado do corpo da brasileira que contribui para a construção da imagem de uma mulher sensual, sexualizada e detentora de quadris e nádegas altamente sedutores.

A gestualidade do corpo em movimento também funciona como memes que são assimilados e propagados através dos tempos. Dawkins cita, em seu livro Capelão do Diabo, um exemplo que nos mostra como assimilamos essas heranças gestuais:

Certa vez, quando ainda era estudante, eu estava conversando com um amigo na fila do almoço da faculdade. Ele me olhava com um ar de divertimento e de curiosidade cada vez mais intenso e então me perguntou: “Por acaso você esteve com Peter Brunet?”. Eu tinha estado, realmente, mas não podia imaginar como é que ele sabia disso (...) eu acabara de sair de uma reunião de orientação com ele. ‘Eu logo vi’, riu meu amigo. “Você está falando como ele; sua voz está soando exatamente como a dele”. “Eu havia, ainda que brevemente, ‘herdado’ as entonações e a maneira de falar de um professor que eu admirava (...) (DAWKINS, 2005: 213)

Essa herança do corpo em movimento é essencial para compreendermos o processo de construção da imagem da mulher brasileira, mesmo numa época em que ela não havia se tornado um símbolo cultural. Nesse momento estava se estabelecendo a rede relacional que suscitou as interpenetrações culturais presentes na sociedade brasileira contemporânea.

A gestualidade da brasileira carrega toda a sensualidade apresentada em suas representações. O sistema gestual se constrói, assim como os outros elementos culturais brasileiros, a partir da mestiçagem cultural dos diversos povos que vieram para o nosso país. Nesse caldeirão cultural encontravam-se diferentes hábitos e maneiras de se relacionar com o corpo. Esses, ao serem incorporados, são traduzidos através da gestualidade. A cultura de cada sujeito é materializada pelo gesto; assim, a cultura extrojetada corporalmente configura-se como mais um tipo de fenótipo estendido que é replicado e, consequentemente, alimenta as representações da mulher com suas informações. Sejam esses gestos recheados com sentidos perceptíveis conscientemente ou apenas compostos por traços borrados de dramaturgias não decodificáveis racionalmente.

O simples ato de “caminhar” é de extrema importância para o processo de construção do meme da mulher brasileira. Ao observarmos uma ou mais pessoas caminhando, podemos notar os discursos sociais escritos no corpo de cada uma delas. Esses discursos co-evoluem com a cultura e, portanto, carregam vestígios das relações

traçadas entre o processo histórico, o corpo e os ambientes pelos quais esse sujeito passou e viveu durante a sua vida.

São as sensações geradas pelo movimento do outro que permitem reconhecer um estrangeiro que está no Brasil. Eles parecem saltar aos nossos olhos quando passeamos pelas ruas, seja em cidades turísticas como o Rio de Janeiro e Salvador ou em uma pequena cidadezinha do Interior onde eles não são vistos com tanta frequência.

Existe um sotaque no corpo das brasileiras, uma espécie de ritmo que imprime uma cadência, um gingado, que permeia as ações cotidianas e que nos permite reconhecê-las e diferenciá-las das mulheres estrangeiras que transitam por nossas terras. Essa cadência do movimento seria uma das formas do comum citado por Muniz Sodré (2006). É justamente esse comum gestual, instaurador do vínculo que nos interessa neste momento. Esses sotaques do corpo em movimento criam similaridades entre as diferenças culturais e perpassam o corpo das brasileiras atraindo os olhares.

Provavelmente não encontramos nos corpos das estrangeiras a estimulante sensualidade rítmica que transita pelos corpos brasileiros. Esses atos simples do cotidiano carregam traços da nossa história e do nosso pensamento. Traços não delineados compõem o material das diversas poesias do corpo que desfilam sobre os continentes, os países, as cidades, os bairros etc.

Os índices e gestos corporais vivem contaminados pelo processo histórico e cultural da sociedade, assim como as técnicas econômicas, as ciências e as leis sociais. O corpo é corpomídia, uma vez que:

O corpo não é um meio por onde a informação simplesmente passa, pois toda informação que chega entra em negociação com as que já estão. O corpo é o resultado desses cruzamentos, e não um lugar onde as informações são apenas abrigadas. É com esta noção de mídia de si mesmo que o corpomídia lida, e não com a ideia de mídia pensada como veículo de transmissão. A mídia à qual o corpomídia se refere diz respeito ao processo evolutivo de selecionar informações que vão constituindo o corpo. A informação se transmite em processo de contaminação. (GREINER, 2005: 131).

É importante notarmos que a construção do conhecimento não ocorre apenas de maneira acadêmica. O conhecimento faz-se presente em diferentes contextos e ambientes, como nos objetos da cultura, nas lendas, no vestuário, nas universidades,

na culinária, na tradição oral e na gestualidade. A gestualidade, assim como as outras formas de linguagem humana, está recheada de signos culturais que interagem entre si e se colocam em movimento. O sujeito, ao entrar em contato com esses sistemas sígnicos, os assimila e os traduz criativamente em imagens culturais.

Como já citado anteriormente, diferentes formas de se relacionar com o mundo possibilitam a construção de pensamentos e crenças diferenciados e esses se refletem em nossos gestos e costumes do dia-a-dia. Klauss Vianna24, dançarino, coreógrafo e pesquisador brasileiro, dizia que a gestualidade humana é uma espécie de revelação do que as pessoas são e pensam e que os índices e gestos corporais surgem em consonância com o processo histórico e cultural de uma sociedade. Portanto poderíamos afirmar que o corpo nos apresenta formas de pensamento e carrega em si discursos e pontos de vista; ou seja, o corpo é um ato político.

Qual a importância dessas políticas do corpo na construção das representações da mulher brasileira?

As diferentes culturas que vieram para a colônia trouxeram contribuições importantíssimas para o desenvolvimento da linguagem gestual da mulher brasileira. Os povos africanos, indígenas e europeus, ao se encontrarem num mesmo ambiente, iniciaram um processo contínuo e infinito de fricção e transcriação, o qual acarretou a mestiçagem cultural da gestualidade. A linguagem gestual brasileira se encontra nesses corpos donos de um sotaque mestiço e movediço.

Assim, a organização gestual do brasileiro fez-se a partir de um mosaico relacional no qual se encontram elementos ressignificados das organizações corporais dos povos que vieram para o Brasil.

24 Para conhecer com maior profundidade o trabalho desenvolvido por Klauss Vianna ler “A dança”, autor

Klauss Vianna em colaboração com Marco Antonio de Carvalho – São Paulo: Summus, 2005 ou entrar no site www.klaussvianna.art.br

Título: Danse Guerrière et religieuse dês Tupinambás Autor: Ferdinand Denis, 1846

Nos povoados indígenas predominavam movimentos com forte enraizamento dos pés no solo. O vetor de movimento direciona-se para o centro da terra, os gestos são fortes e precisos — neles a coluna responde a um alinhamento orgânico e o quadril permanece quase que constantemente alinhado com a coluna. A proximidade do corpo e da gestualidade com a terra é simbolicamente importante para esses povos.

Entre a maioria dos povos africanos os movimentos estão marcados por uma grande versatilidade das articulações corporais. A dança encontra-se presente no dia-a- dia dos africanos, podendo ser observada em diversos rituais, festas e inclusive na religião. Os movimentos respondem ao som dos tambores e são, na maioria das vezes, quebrados. Os quadris requebram freneticamente e os braços serpenteiam pelo espaço. Os ombros requebram desenfreadamente no contrapasso do resto do corpo. Os pés migram da ponta para um forte enraizamento no chão, direcionando o vetor do movimento para o centro da terra. A gestualidade africana e o ritmo das suas músicas são marcantes na construção do gesto das brasileiras. A sensualidade e o ritmo das danças africanas marcam expressivamente a cultura e o corpo brasileiro.

site: http://diamantina0.spaces.live.com/blog/ (acesso 10/02/2010 às 14:52 horas)

Na civilização urbana europeia predomina a domesticação do corpo. Esse tenta enquadrar-se em duras regras de etiqueta e nos dogmas católicos. Em algumas danças, como o balé e a valsa, dilui-se o vetor do movimento para o centro da terra. Nessas, o contato com o divino, que se localiza no céu e além da terra, rege alguns hábitos gestuais, trazendo para o corpo um eixo alinhado e com movimentos direcionados para cima, como se o corpo pretendesse elevar-se ao céu. As bailarinas passam anos aprendendo a dançar apoiando-se apenas na ponta dos dedos dos pés.

É a partir do encontro e da fricção entre esses sistemas gestuais que eclodem novas configurações do movimento corporal no Brasil. Na colônia, a domesticação do corpo sob os dogmas católicos é penetrada pela gestualidade africana e indígena. Esses discursos não se encontram apenas no corpo que dança, mas também no corpo cotidiano.

Os gestos no dia-a-dia se organizam como uma linguagem, porém é importante lembrarmos que essa não responde a um padrão estático. O que podemos notar é, por exemplo, uma facilidade de mover os quadris nos gestos cotidianos, uma relação de proximidade com o outro, menor taxa de pudores em relação ao toque do corpo, maior disponibilidade para demonstração dos laços afetivos etc. É claro que existem exceções e que essas linguagens se alteram infinitamente, porém existe um modo de agir, de se mover e de se relacionar com o outro e com os objetos ao nosso redor que difere de cultura para cultura.

Cada indivíduo, cada grupo social, em ressonância com seu meio ambiente, cria e é submetido a mitologias do corpo em movimento que constroem quadros de referência variáveis à percepção. Consciente ou não, esses quadros são sempre ativos (...) No entanto, é possível reconhecer certas constantes, não nos indivíduos ou nas figuras que eles produzem, mas nos processos operadores do movimento e de sua interpretação visual (...) (GODARD, 2001: 11)

Uma das características da mulher brasileira, conhecida mundialmente, são as curvas corporais e, dentre todas as curvas, a que mais se destaca é o famoso bumbum brasileiro. Conhecido por todo o mundo, ele já virou tema de concursos. Em novembro de 2008 a brasileira Melanie Nunes Fronckowiak ganhou o título de bumbum mais bonito do mundo.

Site: www.risadaforcada.net/2008/11/miss-buzanfa-universo-brasileira.html (acesso: 18/01/2010 às 12:00 h)

A seleção das nádegas como a expressão da mulher brasileira elabora, através da imagem, uma construção metonímica que elege uma parte do corpo para representar o todo. Neste caso, o bumbum como a representação da mulher brasileira.

A metáfora e a metonímia são processos de natureza diferentes. A metáfora é principalmente um modo de conceber uma coisa em termos de outra, e sua função primordial é a compreensão. A metonímia por outro lado, tem principalmente uma função referencial, isto é, permite- nos usar uma entidade para representar outra. Mas a metonímia não é meramente um recurso referencial. Ela também tem a função de propiciar o entendimento (LAKOFF e JOHNSON, 2002: 93).

Essa “escolha” é essencial para a construção da significação do todo. No caso da mulher brasileira, existem vários aspectos que poderiam ser selecionados. Apenas nas partes corporais, existe uma gama de opções, como por exemplo: pernas, braços,

cabeça, cintura, olhos, pescoço, entre outras. Durante o processo evolutivo do meme da brasileira, a parte corporal que se reproduziu com maior intensidade ao longo dos tempos foram as nádegas. Não podemos dizer especificamente qual foi o motivo dessa escolha, porém podemos pensar em algumas possíveis situações que atraíram o olhar para essa região do corpo.

Os corpos das mulheres sambam nas festas, requebram ao caminhar, gingam nas rodas de capoeira e pelas ruas da cidade. Esses discursos imprimem sobre os quadris um ritmo e um gingado sensual, que atrai os olhares e os colocam, mesmo que indiretamente, em destaque. O requebrado do samba, do funk e das danças populares brasileiras encontra-se internalizado em nossos corpos, mesmo sem participarmos desses eventos culturais ou termos qualquer identificação com esses ritmos. Essas sonoridades e a qualidade de movimento sugerida por elas estão presentes no nosso dia-a-dia, nos sotaques do corpo dos nossos pais, parentes e amigos, e o simples fato da convivência com eles possibilita a internalização e apropriação de alguns dos seus elementos rítmicos. É esse ritmo e “sotaque sensual do corpo” que atrai a atenção para as nádegas, ao ponto de elas serem assimiladas e propagadas imageticamente com uma alta taxa de replicação. Essa replicação veloz a transforma em um meme de sucesso que alimenta a maioria dos discursos e das imagens acerca da mulher brasileira.

A obra a seguir, elaborada pelo caricaturista Lan, evidencia a gestualidade e o requebrar dos quadris das brasileiras em uma noite de samba.

Nessa imagem podemos observar a proposta de uma gestualidade através da análise da composição das linhas corporais em relação ao espaço. Os traços do artista nos propõem uma gestualidade sinuosa, que ressalta os movimentos dos quadris das mulatas e as curvas corporais. Essa gestualidade espiralada coloca os quadris em evidência e sugere ao observador movimentos sensuais dos corpos, que serpenteiam durante uma noite de samba.

A sensualidade está presente no caminhar da brasileira, no seu gingado, no seu olhar, nas curvas de seu corpo, no cacheado dos cabelos, na mistura de cores dos alimentos, no perfume e nos sabores das frutas.

O ambiente em que começou a vida brasileira foi quase de intoxicação sexual.

O europeu saltava em terra escorregando em índia nua, os próprios padres da Companhia precisavam descer com cuidado, senão atolavam o pé em carne. Muitos clérigos deixaram-se contaminar pela devassidão25. As mulheres eram as primeiras a se entregarem aos

brancos, as mais ardentes indo esfregar-se nas pernas desses que supunham Deuses. Davam-se para o europeu por um pente ou um caco de espelho.

Lãs mujeres andan desnudas y no saben negar a ninguno mas aun ellas mismas acometen y importunan los hombres ballandose côn ellos en lãs redes; porque tienen por honra dormir com los Xianos. (FREYRE, 2005:

162)

Ao dizermos que a brasileira é sensual, estabelecemos uma relação direta entre a brasileira, a sensualidade e a sexualidade. A compreensão acerca da sensualidade também varia de cultura para cultura. Assim, essa simples relação entre mulher e sensualidade pode ser decodificada de diferentes maneiras, variando de acordo com o sistema de valores de cada cultura, subcultura e de cada sujeito que se encontra imerso nesses sistemas culturais.

De maneira geral que valores são priorizados é parcialmente uma questão da subcultura na qual se vive e, parcialmente, dos valores pessoais de cada um. As várias subculturas de uma cultura dominante compartilham certos valores básicos, mas lhes dão prioridades diferentes (...) Os indivíduos, como grupos, fixam prioridades diversas e definem o que é bom ou virtuoso para eles de diferentes maneiras.

25 Era comum os portugueses, devido a diferença cultural para com os costumes indígenas, olharem a

relação com o corpo e com o sexo entre os integrantes dessa cultura de modo devasso e pecaminoso. Para tanto, olhavam o outro através de seus próprios costumes empregando sobre o outro leis e pensamentos que não possuíam nenhuma relação com a cultura e com o modo de construir o pensamento local.

Nesse sentido, eles são subgrupos de um grupo. Com relação ao que é importante para eles, seus sistemas de valores individuais são coerentes coma as principais metáforas da cultura dominante. (LAKOFF e JOHNSON, 2002: 73)

As imagens sexualizadas da mulher brasileira multiplicam-se nos veículos midiáticos porque são esses memes que se replicaram com maior eficiência ao longo dos séculos. É justamente esse imaginário assimilador do diverso (SODRÉ, 2006: 69) que resiste e se imprime com maior potência nas imagens da mulher brasileira.

CONCLUSÃO

Ao invés de escrever uma conclusão reafirmando todas as relações discutidas ao longo desta dissertação, pretendemos expor algumas questões que envolvem o futuro deste material acadêmico.

A cada ano inúmeras pesquisas de grande relevância são realizadas nas universidades brasileiras e a dúvida que paira entre a maioria dos pesquisadores é:

O que fazer com esse material? Como gerar novas redes de circulação do saber, de modo a evitar o isolamento dessas informações ao selecionado e reduzido público que frequenta as universidades e as bibliotecas acadêmicas? Como levar o conhecimento acadêmico para a sociedade?

Essas questões me incomodaram durante todo o processo de desenvolvimento desta pesquisa. As discussões traçadas nesta dissertação propõem novos olhares acerca dos estereótipos e, em especial, do estereótipo da mulher brasileira. Observar a construção imagética através do pensamento evolucionista rompe com a hipótese que identifica a mídia como um agente manipulador que fabrica estereótipos do real e insere tais representações em encadeamentos evolutivos mais complexos, construídos através da contaminação do imaginário humano. Este olhar diferenciado propõe que, ao observarmos as representações do real, atravessemos as “verdades” aparentes engendradas pelos estereótipos, com o intuito de encontrar sistemas relacionais complexos que propiciaram a formação desses memes de sucesso.

Esta pesquisa só faz sentido se proporcionar a transformação dos olhares sobre os diversos contextos estudados e, para tanto, é preciso ativar redes sociais para além da universidade. Este trabalho também pode ser considerado, ele mesmo, um meme que, para replicar-se, precisa contaminar as mentes humanas, gerando consequentemente novos fenótipos estendidos que evoluam. Para tanto, é preciso pensar estratégias de difusão do sistema mêmico identificado nesta pesquisa. Desta maneira evitaremos o isolamento deste material em ambientes e produtos exclusivamente acadêmicos.

Discutir o processo evolutivo da imagem da mulher brasileira não se limita à mera defesa do espaço da mulher, mas propõe um novo olhar acerca do povo, da história e da cultura brasileira. Para tanto, temos como objetivos futuros criar

estratégias de difusão midiática e artística. A partir do formato audiovisual, pretendemos conceber um documentário que aborde essa discussão de maneira envolvente, de modo a gerar uma tradução artística desta pesquisa num formato extra-universitário. Assim, através da tradução para as artes visuais, buscaremos ampliar o campo de propagação desse sistema memético e aumentar a quantidade de sujeitos afetados por esse meme.

Temos também o intuito de publicar um livro e de dar continuidade à pesquisa acadêmica, observando ainda outras representações estereotipadas acerca da cultura brasileira. O objeto a ser analisado ainda é incerto, mas buscará aprofundar as pontes teóricas estabelecidas nesta pesquisa: meme, mestiçagem e Teoria do Corpomídia.

BIBLIOGRAFIA

Internet – Sites Pesquisados

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ALFONSO-GOLDFARB, Ana Maria – La Ruta Salvador-Calicut. Um Encuentro entre Dos Mundos; Madrid:Universidade Autônoma de Madrid/Doce Calles: 1993.

BHABHA, Homi K. – O Local da Cultura; tradução de Myriam Ávila; Belo Horizonte: