3. Avgrensninger og definisjoner
3.3. Utdypning av problemstillingen
Diante da necessidade de se refletir sobre a sustentabilidade ambiental, as práticas interdisciplinares surgem como ferramentas pedagógicas auxiliares no processo de tomada de consciência que deve ocorrer com o educando durante sua vida escolar. Como pressupõem os PCNs e DCNEM, a proposta interdisciplinar consiste em estabelecer ligações de complementaridade e interconexões entre os conhecimentos e é nesse sentido que o currículo deve garantir ao educando a compreensão da relação entre conhecimento teórico e a aplicação prática dele em sua vivência cotidiana, permitindo que o aluno seja protagonista em sua própria aprendizagem. Neste sentido, foi desenvolvido o presente texto sobre “Práticas laboratoriais e o ensino de química: uma abordagem a partir do ensino por investigação” com o fito de leva professores e alunos a utilizarem as práticas laboratoriais de modo crítico e reflexivo.
4.4.1. Práticas laboratoriais e o ensino de química: uma abordagem a partir do ensino por investigação
A química constitui uma área do conhecimento que em diversos momentos permite o diálogo interdisciplinar com as mais diversas áreas. Nesse sentido, as práticas de laboratório de química têm por função despertar no educando o interesse pelo assunto a ser trabalhado, uma vez que o aluno tem a oportunidade do contato direto como o objeto a ser estudado, promovendo a construção do conhecimento de forma lúdica. De tal forma, as práticas de laboratório, além de promoverem o desenvolvimento de competências e habilidades por parte dos alunos, como pressupõem os PCNs e DCNEM, possibilitando a ressignificação do espaço e a relação com este,
Contribuem para a formação de cidadãos conscientes, aptos para decidirem e atuarem na realidade socioambiental de um modo comprometido com a vida, com o bem-estar de cada um e da sociedade local e global. Para isso, é necessário que, mais
do que informações e conceitos, a escola se proponha a trabalhar com atitudes, com formação de valores, com o ensino e a aprendizagem de habilidades e procedimentos. E esse é um grande desafio para a educação (PCN, 1997, p. 187).
Conforme Saraiva (2013, p. 172), as atividades laboratoriais alternativas priorizam o contexto histórico, repensando as relações entre sociedade e natureza, discutindo assuntos como, por exemplo, a desigualdade social e seu elo com as questões ambientais. Assim sendo, as práticas de laboratório de química com enfoque ambiental visam promover reflexões que levarão o educando a refletir conscientemente sobre suas ações, onde este deve se perceber como extensão do meio, capaz de atuar ativamente neste espaço, observando que todos os prejuízos que são causados ao espaço natural vão refletir sobre a vida humana que habita o planeta Terra. Conforme os PCNs (1999), o tratamento contextualizado do conhecimento é o recurso que a escola tem para retirar o aluno da condição de espectador passivo, promovendo a aprendizagem significativa.
O conteúdo de Química, para a grande maioria dos alunos, sempre se apresentou como um assunto de difícil compreensão e, ao longo dos últimos anos, tem-se procurado contextualizar tais conhecimentos, como propõem os PCNs e DCNEM. Assim, a aplicação da técnica de pesquisa se caracteriza pelo método indutivo onde foi feito o estudo de campo para verificar se os alunos ao final da educação básica têm os conhecimentos básicos de EA como pressupõe os PCNs e DCNEM. De acordo com as informações trazidas no próximo capítulo, os alunos que estão concluindo o Ensino Médio na unidade escolar em questão não compreendem os métodos e procedimentos próprios das ciências naturais e não conseguem aplicá-los em diferentes contextos, não conseguindo relacionar informações apresentadas em diferentes formas de linguagem e representação usadas nas ciências físicas, químicas ou biológicas, como textos discursivos, gráficos, tabelas, relações matemáticas ou linguagem simbólica. Nesse sentido, a sugestão das práticas de laboratório surge como instrumento pedagógico capaz de auxiliar o educador e o educando no processo de construção do conhecimento interdisciplinar e contextualizado.
Assim, o ensino de química atualmente se caracteriza pela busca da resolução de situações-problemas que se apresentam no cotidiano do educando promovendo uma aprendizagem que passe a ter significado para o mesmo no seu dia a dia. Chassot (1993) adverte sobre a importância de se ensinar Química dentro de uma concepção em que se destaque o papel social da mesma na busca da resolução de problemas que se apresentam na realidade vivenciada pelo educandos. Cabe ao professor, através do desenvolvimento do seu
papel de agente transformador, promover e despertar no aluno a capacidade de intervir e melhorar a realidade do planeta através do conhecimento científico.
Nesse contexto, estudar questões relacionadas a problemáticas ambientais possibilita aos alunos uma reflexão crítica sobre o mundo. Chassot (1993, p. 30) afirma ainda que “A química também é uma linguagem, assim, o ensino de química deve ser um facilitador da leitura do mundo. Desse modo, ensina-se química para permitir que o cidadão possa interagir melhor com o mundo”.
O ensino de química deve então ser caracterizado pelo estudo por investigação, onde educador e educando são motivados a refletir conjuntamente sobre problemas que se apresentam nas comunidades local e global e, dessa forma, são levados a buscar soluções para as mesmas. Nesse sentido, a utilização da experimentação apresenta-se como ferramenta indispensável ao Ensino de Química, principalmente aquelas que apresentam caráter investigativo. O presente trabalho teve então como proposta possibilitar reflexões sobre o Ensino de Química através da sugestão de práticas de laboratório, objetivando uma maior aprendizagem de conteúdos de Química, através de experimentos envolvendo análises de práticas laboratoriais com enfoque ambiental.
Conforme declara Stuart et al (apud Ferreira, 2012, p. 02 ) “o ensino das ciências em uma abordagem problematizadora amplia os conhecimentos dos estudantes para outros, como os procedimentais e os atitudinais”. Nesse contexto, Chassot (1993) chama a atenção para as diferentes leituras do mundo, possibilitada às pessoas pelo conhecimento químico quando trabalhado de forma interdisciplinar e contextualizada a realidade do aluno. Essa visão mais ampla permite que os indivíduos integrem-se à sociedade de forma mais ativa e consciente. Assim, com o conhecimento científico à sua disposição, cada indivíduo atua de forma específica sobre a natureza, modificando-a e modificando-se, segundo as teses do pensamento dialético.
É nesse contexto que estudos mostram que o ensino de Química, quando trabalhado de forma tradicional, centralizando-se na simples memorização e repetição de nomes, fórmulas e cálculos, totalmente desvinculados do dia-a-dia e da realidade em que os alunos se encontram, torna-se uma disciplina maçante, fazendo com que os próprios estudantes questionem o motivo pelo qual estão estudando. Nesse contexto, o desafio do ensino de química e do professor da disciplina na visão de educar para mundo, deve levar o educador a aperfeiçoar-se, fazendo uso de situações-problemas na sua prática pedagógica, motivando no
aluno o sentimento de descoberta junto com o auxílio da experimentação, para que ele possa responder aos questionamentos que surgem antes e depois da investigação.
Observou-se a partir da análise dos questionários que as questões que apresentaram maior transversalidade, como é o caso das questões ligadas aos problemas mais presentes no cotidiano do educando e que não exigiam conhecimentos mais específicos relacionados ao conteúdo de química, foram mais bem apreendidas. Esse resultado se ampara na constatação de que 80% dos alunos responderam que o professor de Química trabalha de forma interdisciplinar com as outras disciplinas das áreas de ciências da natureza (Física, Biologia e Matemática). Já as questões que exigiam o conhecimento de assuntos mais específicos, bem como as competências e habilidades fundamentais dispostas pelas DCNEM não foram alcançadas, uma vez que o educando não conseguiu perceber a relação interdisciplinar do que se aprende em sala de aula com a realidade da vida cotidiana.
Assim, o Manual de Práticas Pedagógicas em Educação Ambiental Aplicado ao Ensino de Química foi criado com o objetivo de auxiliar na contextualização do conteúdo de Química, como propõem as DCNEM, a fim de que o aluno consiga fazer a ponte entre o que se aprende na teoria e os fatos cotidianos. Ele é composto de oito práticas de Química com conotação ambiental, onde cada uma das práticas divide-se nas seções que seguem: do conteúdo de química com as competências e habilidades a serem desenvolvidas, do conteúdo de educação ambiental, objetivos, material e método, atividades programadas e as questões de Enem.
Segue abaixo a lista de práticas trazidas em anexo: Reciclagem de papel;
Reciclagem de óleo residual;
Reciclagem de Lixo Radioativo: uso de pilhas e baterias; Buraco ou espaçamento na Camada de Ozônio;
O Uso do Petróleo: Fabricação de Manufaturados e os problemas ambientais; Reaproveitamento do Pó de Pneu: processo de vulcanização da borracha.
Em resumo, a experiência docente tem mostrado aos educadores que o conteúdo de Química é mais bem apreendido pelo aluno quando este tem a possibilidade de exercitá-lo na prática. Assim, o presente livro de práticas educativas sobre EA, associado ao ensino de Química, dirigido para o Ensino Médio, com o uso de práticas laboratoriais, tem em vista
levar os alunos a compreenderem a problemática da EA nos termos exigidos pelos PCNs e DCNEM.