6. Oppsummering og konklusjoner
6.3. Avslutning
DSC - 1ª pergunta:
O CJ Olho D’água continuou e está até hoje desenvolvendo ações de EA, com foco na formação das COM-VIDA. Com o tempo, o CJ foi agregando outros jovens e vem sempre atuando em parceria com a CREDE e a Prefeitura de Horizonte. Outras mobilizações foram feitas na escola como a construção de uma horta, e oficinas de reciclagem, envolvendo jovens da COM-VIDA e do CJ. Após a formação das primeiras COM-VIDA, elaborou-se um plano de ação planejando, realizar formação de COMVIDA em todas as escolas da região, e apesar de já terem sido realizadas muitas dessas ações planejadas, ainda restam algumas demandas.
DSC - 2ª pergunta:
Apesar da participação em outros grupos estudantis, só agora ocorre o envolvimento com movimentos ambientalistas. Assistir a documentários ou vídeos que tratam de questões ambientais contribuiu para despertar o interesse por essa temática que sempre chamou minha atenção. Mas o incentivo do delegado e dos outros meninos do CJ de Horizonte fez esse envolvimento se tornar maior, principalmente quando o delegado se refere às dificuldades sofridas na infância com as doenças oriundas da fumaça causada pelas queimadas na sua região.
DSC - 3ª pergunta:
Considero que as Conferências Infanto Juvenis tiveram grande impacto nessa região, pois motivaram alguns jovens, a desenvolver um trabalho ambiental no seu município Mesmo que nem todos esses jovens tenham continuado a atuar quando voltaram aos seus municípios o que se comprova pelo pouco número de CJ e projetos que existem. Uns podem até ter ficado com uma consciência ambiental, mas não promoveram ações em Educação Ambiental, não realizaram o que tinha sido proposto na conferência, nem todos se interessam em dar continuidade. Dos seis jovens delegados da região de Horizonte, apenas o delegado nacional desenvolveu projetos de EA. Foram investidos recursos públicos, que não foram bem utilizados, pois estes jovens passaram dois dias num hotel, e quando voltaram as suas regiões não desenvolveram o que foi proposto. Parece que para alguns foi uma coisa de momento e isso precisa ser repensado. Os delegados precisam assumir as responsabilidades a que se comprometeram. Admiro bastante um delegado de Sobral, que não foi eleito para a etapa nacional, mas desde a Conferência Estadual, vem participando da RECEJUMA, formou um CJ em Sobral e várias COM-VIDA nas escolas. Outro exemplo são os membros do CJ Olho D’água, que não participaram de nenhuma etapa da III CNIJMA e continuam atuando mais que os delegados regionais. Por isso sinto-me também fruto das conferências. Quem organiza as conferencias precisa pensar numa metodologia que ajude o jovem a desenvolver no seu município uma ação concreta na área ambiental. É importante compreender que é preciso ser elaborado um plano de acompanhamento aos jovens que saem das Conferências, porque não adianta formar os jovens, investir neles, propiciar o conhecimento para que eles multipliquem e não continuar acompanhando.
DSC - 4ª pergunta:
A CREDE de Horizonte faz um acompanhamento ao CJ e às COM-VIDA da região. Esta tem dado um amparo muito grande às formações e ao processo de Conferência. No entanto, o futuro é preocupante, pois a cidade de Horizonte é uma cidade industrial, e a gestão não parece preocupada com as questões ambientais. A formação da COM-VIDA tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida na escola e na comunidade e os alunos participantes podem também participar de Coletivos, principalmente os que demonstrarem maior vontade de continuar desenvolvendo essas ações a médio e longo prazo. CREDE e CJ devem formar COM-VIDA em todas as escolas, dos outros municípios dessa região, mas com acompanhando para ver se estão funcionando. O II Encontro de Juventude pelo Meio Ambiente, realizado em 2011 contou com a participação de vários delegados que ainda não tinham um CJ formado no município e essa participação motivou a formação de novos CJ. Hoje a RECEJUMA conta com oito CJ e abrange todo o estado do Ceará.
DSC - 5ª pergunta:
A principal dificuldade está na questão dos horários, pois como trabalho e desenvolvo outras atividades fica difícil se reunir com o grupo, então as reuniões são realizadas nos finais de semana, para se traçar os planos do CJ, mas nem sempre isso é possível. Outro problema é que as pessoas pensam que só porque sou jovem, não posso ajudar, existe certo preconceito, não existe muito apoio dos adultos a esse trabalho e isso desestimula muito. Em alguns momentos é preciso tirar do próprio bolso para comprar o que precisa para desenvolver alguma ação. Tenta-se superar alguns problemas buscando apoio da prefeitura que tem se limitado a contribuir com o deslocamento para as reuniões em Fortaleza ou aos Encontros da RECEJUMA, mas não pode fazer nenhuma doação tendo em vista as questões legais. Como este grupo é formado por jovens, não se pode tem CNPJ, uma pessoa Jurídica que represente. A maior ajuda vem da CREDE, com material, deslocamento e apoio às ações, mas recursos é difícil de conseguir. Outra dificuldade são as nossas diferenças pessoais, pois cada um do grupo tem sua personalidade, e às vezes surgem discussões, porque as ideias se chocam. É difícil, mas é necessário lidar com isso, pois todos no grupo são amigos e tem que conviver com essas diferenças. Essa diversidade de ideias, não é encarada como barreira, mas como solução, como oportunidade, do contrário seria muito monótono. No município as maiores dificuldades estão relacionadas questão da imigração, pois como Horizonte está se tornando uma cidade industrial. Trabalhar com os adultos também não é fácil, pois suas ideias já estão formadas e é difícil mudar seu comportamento.
DSC - 6ª pergunta:
O mais importante é ajudar os novos delegados para que não cometam os mesmos erros que foram cometidos, e estimulá-los a formar COM-VIDA e Coletivo Jovem, a participar das Redes de Juventude. Para isso é importante estar conscientizando dentro da escola antes mesmo destes chegarem à fase municipal da Conferência, tendo em vista que a IV Conferência já está iniciando, pois assim as pessoas já estarão sensibilizadas. Tenho que fazer valer cada Conferência, tanto a municipal, quanto a regional e a estadual. Se a sensibilização começar só na fase municipal poderá ser tarde, então se deve começar a falar a partir da escola, mobilizar os jovens que realmente estejam interessados, que queiram se engajar, mobilizar também a sociedade, para que esta possa observar e apoiar todo oe os jovens envolvidos.
4.1.2. Interpretando os Discursos do Sujeito Coletivo do Grupo Focal da