Kapittel 7: “Fra hode til handling”; Hva kan DUÅ-programmet lære oss om kvalifisering for
7.2 DUÅ-programmet drøftet ut fra “transfer av læring”
7.2.4 Undervisnings - og arbeidsformene
Os saberes da experiência de Rosângela e o conhecimento acadêmico se relacionavam, e ela não conseguia dimensionar muito bem o que acontecia. Por que a formação docente em Matemática envolvia saberes além do saber escolar? Como relacionar um e outro e ter uma visão do conhecimento mais abrangente, um conhecimento científico, experiencial e acadêmico?
E essa também era a relação que Rosângela estabelecia com o curso de licenciatura em Matemática. Questionava a todo o momento o porquê de aspectos tão densos da Matemática serem trabalhados na formação de professores. Isso se aproximava de uma visão imediatista do conhecimento. Ou seja, vivenciava e provocava, na prática cotidiana escolar, uma desconstrução da Matemática “acadêmica”, para que conseguisse ensinar algo aos alunos e para que eles aprendessem. Como poderia aceitar que a formação de professores, em sua visão, era ainda mais distante do saber escolar, que era o que ela procurava legitimar?
Ela via poucos pontos de encontro entre esses saberes, pois acreditava que o saber da experiência deveria ser o fio condutor do saber acadêmico, principalmente por quem já acumulava essa experiência. Entretanto, ela avaliava que alguns aspectos eram positivos no curso de Matemática, como um maior uso de tecnologias, e isso talvez por ser um curso à distância.
Rosângela relatou que, em um dos fóruns de discussão propostos pela plataforma Moodle, o tema era: „As diferentes maneiras de lidar com a Matemática e suas dificuldades‟. Ela achou bem interessante, principalmente o aspecto levantado sobre a possibilidade de o computador poder ajudar ou não nesse sentido.
Percebendo que a tecnologia poderia ser uma aliada no ensino de Matemática, ela tentava fazer um trabalho diferenciado (ainda sem o uso do computador) ao ensinar
179 Matemática, a partir de suas próprias dificuldades, quando foi aluna na Educação Básica. Incluía jogos e desafios nas aulas, provocando os alunos a fazer relações entre o conhecimento matemático e o cotidiano. Sabia que o que fazia era diferenciar metodologias no ato de ensinar, mas que não garantiria aprendizado efetivo, pois dependeria de outros fatores associados.
Nesse sentido, ela afirmava que “ninguém sai da escola pronto e acabado, é só um rumo”. Um outro significado para a Matemática na escola pode até acontecer, mas ela achava que isso, se acontecesse, seria algo a longo prazo.
(...) quem está ensinando lá em cima, já é calejado. As pessoas têm que aprender a gostar da Matemática de forma ampla. Algumas pessoas não aprendem, só memorizam para algo imediato e ainda tiram nota 80, 90, 100.
(Excerto de 2ª. etapa de entrevista – 28/11/08) Em tom de denúncia, afirmava que, na maioria das situações que conhecia, o ato de aprender Matemática era pouco comum. As pessoas, praticamente, não aprendiam, só memorizavam, e talvez fosse o que ela também sentia diante de sua condição discente no curso de Matemática.
É... É... Quem nunca vivenciou a Matemática, nunca, é... pegou geometria...assim, pegou lá de quinta a oitava, no segundo grau, fizeram geometria, mas fizeram tocado, né, que o professor sempre deixa geometria lá pro final do curso, e chuta aquele trem, porque nenhum professor gosta de geometria, acho que só eu que gosto, entendeu? (risos).
(Excerto de 1ª. etapa de entrevista -16/08/08) Ela destacava em sua fala a Geometria pelo „trânsito‟ que tinha com a área devido à sua formação nos cursos técnicos e em seu exercício docente.
Em relação a outros conteúdos do curso dos quais ela não tinha domínio, parecia vivenciar as dificuldades discentes que a incomodavam. Citou que tinha dificuldade em aprender muitos tópicos das matérias trabalhadas no curso devido à pressa com que os módulos eram desenvolvidos. Ela relatou que fazia tudo o que era pedido, mas nem sempre aprendia. Acabava por copiar muitas atividades de outras pessoas também. Esses aspectos sinalizam uma aparente contradição nas falas de Rosângela ao ressaltar a
180 „pressa‟ do curso e a dificuldade em ter um melhor aprendizado, e, ao mesmo tempo, a declaração de que não tinha tempo para estudar, para fazer um curso mais bem feito. Mas ela acreditava que, se quem rege a formação de professores no Brasil propusesse uma forma de trabalho mais pautada em atividades investigativas, com projetos, com modelagem e o uso de tecnologias, o sentido de educar, de aprender e ensinar Matemática poderia melhorar. Mas “como os professores vão fazer nas escolas aquilo que nem sequer vivenciaram em sua formação”?
Mesmo assim, continuou a afirmar que, para cada lugar/contexto, um tipo de saber é melhor adaptado. Para ela, relacionar o saber da experiência com o saber acadêmico e criar novas possibilidades de aprender era ainda um grande desafio, pois não acreditava nessa possibilidade.
Rosângela procurou, a meu pedido, relatar algumas de suas experiências no curso e destacar possíveis aprendizados, mesmo tão resistente a percebê-los. Preferi apresentá- los nessa seção por perceber algumas pistas de uma possível relação entre os saberes. Uma das atividades desenvolvidas por ela no curso foi na disciplina de Modelagem Matemática. Ela estudava os textos propostos, discutia-os junto com outros colegas nas videoconferências, as quais eram conduzidas pela professora da disciplina (remotamente) e posteriormente produzia um material escrito a respeito do assunto, como era solicitado.
A respeito dessa atividade, uma citação foi colocada sobre o tema e aberta a discussão no fórum virtual. A partir dessa citação, Rosângela relatou parte de sua experiência e como articulava o conhecimento „novo‟ a experiências vividas anteriormente.
DISCIPLINA: Modelagem Matemática Citação:
“Modelagem Matemática é uma representação do chamado mundo real
através da linguagem matemática, levando a uma previsão de fatos. Dá- se através de muitos passos, sendo que exige que se faça um teste rigoroso a cada um desses passos. Através da MM definem-se as estratégias de ação na realidade, sendo a própria Modelagem uma
alternativa de se buscar o conhecimento” (ANASTÁCIO, 1990). ”
Participação da Rosângela:
Estudei na escola Polivalente, uma escola que pelo que me parece é uma escola que trabalhava modelagem matemática. Tínhamos oficinas na
181 parte da tarde onde aplicávamos os conhecimentos da matemática, desde se fazer uma horta, como plantar, calcular espaços entre canteiros e mudas a serem plantadas.
Nas aulas de educação para o lar, na cozinha da sala calculávamos volume relacionávamos um objeto que substituísse o outro com o mesmo volume sem saber o que estávamos fazendo, na oficina de práticas industriais com projetos de eletricidade, calculando e fazendo trabalhos com madeira, metal.
Nossa e nas artes gráficas onde riscávamos fazendo sacolas, envelopes. Separávamos tipos confeccionávamos xilogravuras e hoje sei que isso é modelagem matemática. Com nossas esculturas calculávamos equilíbrio formas. Nossas aulas de ciências também possuía um laboratório que tudo que era falado podíamos confrontar na pratica observando fazendo relatórios . Lembro-me que era muito divertido e estimulante. Ficávamos loucos para ir à aula no outro dia. Os alunos sentiam prazer no que faziam e amavam a escola que até hoje é lembrada com muito carinho por todos nos.
Sabe professora estou muito feliz de perceber como é interessante essa matéria e o quanto ela já me ajudou, pois eu fui professora de artes industriais com 17 anos, eu havia acabado de me formar em técnico metalúrgico e me chamaram para trabalhar nesta disciplina por causa da pratica que tive quando estudei na mesma escola referida. E o quanto a minha pratica me ajudou. Hoje com o término das escolas Polivalentes posso colocar alguns entraves por parte de algumas escolas e professores pois não oferecem a mesma infra- estrutura de lá.
(Excerto de material desenvolvido na plataforma de educação à distância pela aluna. Acesso ano de 2009)
Rosângela usou os fóruns para relacionar os saberes acadêmicos propostos com sua experiência discente e docente. Sua formação no ensino de Matemática e sua avaliação do ensino de Matemática eram balizadas pela vivência na área e a partir dessa experiência é que ela buscava articular novos conhecimentos. A ampliação do debate com os professores e colegas do curso era um cenário propício para evidenciar sua percepção sobre o assunto, e, através de ferramentas do curso à distância, ela se sentia ouvida.
Outra atividade foi proposta como tema de seminário sobre a Modelagem Matemática. Após terem feito o estudo de texto, questões orientadoras sobre o assunto foram propostas para que os alunos respondessem e criassem uma forma de discussão no curso.
182 Foram cinco questões e Rosângela se posiciona, sobretudo, em relação à quinta questão, articulando-a com a sua vivência.
Disciplina EAD512 - Seminário I: Modelagem Matemática como uma abordagem metodológica para o ensino da Matemática
1- Como o autor conceitua/define: a) artefatos e b) mentefatos (...)
2- Qual é o pensamento de D'Ambrosio sobre estratégias de ação sobre a realidade?
(...)
3- Como D'Ambrosio define Modelagem Matemática? (...)
4- Elabore algumas linhas sobre o pensamento do autor a respeito de modelo matemático.
(...)
5- Escreva sua opinião sobre o texto (a partir dele você passou a entender melhor sobre Modelagem Matemática? Por quê?).
Meu interesse por questões relacionadas à modelagem matemática provém de minha experiência como professora de matemática no Ensino Fundamental para o EJA cuja proposta de desenvolvimento curricular baseava-se na resolução de problemas. (...)
(Excerto de atividade desenvolvida pela aluna em plataforma de Educação à Distância do curso de licenciatura em Matemática, 2009)
Rosângela mais uma vez, em uma tarefa do curso, articulou sua experiência com a „metodologia de projetos‟ relacionando-a com à „Modelagem Matemática‟ e buscando sentido no processo de ensino e aprendizagem da disciplina. Mesmo percebendo uma linguagem diferenciada entre suas produções de uma atividade e outra, Rosângela buscou compreender ou enxergar a Modelagem Matemática em atividades já realizadas em suas experiências discentes e docentes.
Constata-se de que maneira ela incorpora conceitos sobre a matéria estudada, seu saber experiencial e sua perspectiva de novos olhares sobre a Matemática a partir da Modelagem.
183 Em outra atividade, Rosângela se posicionou sobre o uso de Tecnologias na Educação Matemática. Isso é destacado, pois a maioria dos alunos teve maior contato com a tecnologia utilizada no processo ensino-aprendizagem no curso de Matemática à distância.
Prática de utilização de TIC’s na Educação Matemática
1) O que você espera desta disciplina para que você se sinta melhor