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Kapittel 7: “Fra hode til handling”; Hva kan DUÅ-programmet lære oss om kvalifisering for

7.2 DUÅ-programmet drøftet ut fra “transfer av læring”

7.2.7 Hvordan har barnehagene fulgt opp programmet i etterkant av DUÅ-programmet?

7.2.7.2 Ledelse, organisasjon og læringsoverføring

Ao refletir sobre a relação entre conteúdos do curso de licenciatura em Matemática e suas aulas particulares de Matemática, Fernanda comentou que o que a havia ajudado muito foram os estudos que realizava para ensinar aos seus alunos, principalmente os do Ensino Médio.

198 Isso fez com que, ao se deparar com conhecimentos matemáticos que estavam sendo exigidos no curso, ela pudesse relembrar em vários momentos as aulas particulares que ministrava.

...eu vi foi com eles. É ao contrário, ao invés d‟eu ter visto no curso e

passado para eles, eu vi com eles e estou usando no curso (risos).

(Excerto da 1ª. Etapa da entrevista em 30/08/08) Mas algo também a surpreendeu: ela relatou que nem imaginava que precisava saber alguns conteúdos do curso de Matemática para lecionar. O nível de aprofundamento de teorias, a relação conceitual de fórmulas que, antes, ela julgava serem somente questão de aplicação, tudo se configurava em um saber bem mais denso.

Fernanda afirmou que, o que fazia antes, com seus alunos de Ensino Médio, era atender às suas demandas, e quem trazia o conteúdo eram eles mesmos. Portanto, sua visão sobre os conteúdos a serem ensinados e aprendidos em aulas de Matemática na escola se restringiam a uma ação bem pragmática de explanação de conteúdos, realização de exercícios e provas.

Essas afirmativas mostravam uma possível relação entre saberes que Fernanda fazia ao demonstrar como isso acontecia entre ela e seus alunos do Ensino Médio. Como agora questionava esses saberes e como avaliava essa relação do aprofundamento teórico necessário e da complexidade do conhecimento matemático que engendrava a formação do professor.

Percebia no curso de licenciatura em Matemática um discurso de valorização da docência, mas isso por parte de alguns professores. Mas sua atitude era a de fundamentar suas práticas, desenvolver novas e aprender mais. Para isso buscava estudar todos os dias; fazia o possível para relacionar conhecimentos no curso com os saberes da sua experiência. Quando se deparou com o uso de outras metodologias de ensino que poderiam favorecer a aprendizagem de assuntos como geometria, constatou que o conhecimento acadêmico mais amplo ajudava a entender e compreender o conhecimento específico, o escolar, e se relaciona com outras áreas do saber.

O „todo‟ tem me ajudado muito a ver o específico.

199 Fernanda acreditava que o curso de Matemática lhe servia de apoio em suas atividades como professora da primeira série do Ensino Fundamental. Ela comentou sobre uma maior agilidade de pensamento e que alguns projetos desenvolvidos no curso de Matemática lhe possibilitaram associar conhecimentos. Assim, mesmo que o conteúdo da geometria seja mais explícito a partir da sétima série, ela viu que é possível estudar geometria na primeira série. As novas lições que lhe eram passadas, de certa forma, eram por ela reconhecidas naquilo que já ensinava, proporcionando uma sensação de conhecimentos renovados.

Um outro projeto desenvolvido no curso a despertou para um trabalho com a Matemática financeira nas séries iniciais. Com isso, ela desenvolveu com seus alunos o „mercadinho da Matemática‟, simulando a compra e venda de produtos, os pagamentos, o troco e afins. Ela estava sempre atenta para fazer relação do que aprendia no curso com seu exercício docente do dia a dia.

...acho que agora eu só estou mesmo aprimorando e eu pretendo nos próximos anos tentar já ingressar na sala de aula da disciplina Matemática. Mas eu acho que eu já tô com a Matemática. Eu já, eu tenho praticado bastante. É claro que assim, é de um jeito no curso, porque tem hora que a gente fica é,(...) conteúdo que ta no curso, não tem muito a ver, né, com o que a gente dá em sala de aula, mas é o que eu falo: Talvez se eu não tivesse fazendo Matemática eu não passaria tempo na frente de uma tela de computador fazendo pesquisas relacionadas a Matemática. Eu só faço isso por causa do curso. Então para mim assim, de uma certa forma, o conteúdo talvez não ajude, mas o todo em si está auxiliando.

(Excerto da 2ª. Etapa da entrevista em 21/11/08) Fernanda passou a perceber que os conhecimentos envolvidos no processo ensino- aprendizagem de Matemática compreendem um universo muito maior do que aquele que ela supunha existir. Passou a perceber, também, que nem todas as matérias do curso de Matemática são diretamente relacionadas (como causa e efeito) com as matérias escolares, mas refletem um saber mais ampliado do que aquele que foi didaticamente estruturado para o ensino em sala de aula. Portanto, aprofundar nos estudos, pesquisar, conhecer mais a Matemática e suas relações com outras áreas de conhecimento a faziam uma professora melhor.

O curso continuava, e Fernanda criava estratégias diferenciadas para estudar e caminhar em direção à superação das dificuldades que tinha nesse processo de formação.

200 Esse período eu enlouqueci. Eu me vi fazendo questões assim de integrais e derivadas umas cem vezes, para ver se eu consigo memorizar pelo menos a forma de fazer. Então assim eu estou me sentindo preparada.

(...) que hoje eu ainda pretendo assim, como o professor mandou um e- mail com uma solução de uma questão que a gente estava em dúvida, lembro que, quando eu chegar em casa, eu ainda vou trabalhar, eu enlouqueço. Quando chega esse período assim, eu fico muito nervosa, numa ansiedade! Fico louca que passa, até nisso para eu saber se realmente valeu a pena, se eu aprendi alguma coisa, passar logo (...) tensão, a gente estudando, dá a impressão que quanto mais se estuda mais assim, mais você quer aprender. Antes eu não sei nada (...). Agora não, a introdução às ciências sociais eu não estou com muita coisa não, porque é mais leitura. Mas já cálculo custa a „cair‟. Deixando tanto, tanto, eu consegui ler em três dias, uma apostila do curso de pedagogia sobre os sociólogos. Eu consegui ler em três dias. Sentada num ônibus, na hora que eu vou trabalhar, então sentada num ônibus, num dia que o ônibus não está muito barulhento, porque tem dia que vai os adolescentes e tumultua, né?

(Excertos da 2ª. Etapa da entrevista em 21/11/08) Fernanda tinha consciência de suas dificuldades e procurava superá-las diante do conhecimento acadêmico que estava à sua frente. Ao mesmo tempo, suas condições de estudo, seu tempo, os deslocamentos que tinha de enfrentar não colaboravam muito. Mesmo assim, ela tentava, de alguma forma, dar conta das disciplinas e dos conteúdos específicos. O cálculo ainda era assunto que lhe parecia mais difícil.

(...) é porque, hoje eu até assim já ouvi a frase: todo mundo fica de cálculo! (...). Eu já ouvi essa frase três vezes. Mas aí eu acho que até por isso eu esteja mais ansiosa. Essa frase me deixa muito nervosa, detesto gente que só fala coisa negativa, não fala nada de bom. Cálculo todo mundo agarra, isso aí é normal! (...)

(Excertos da 2ª. Etapa da entrevista em 21/11/08) A busca de superação, de vencer dificuldades e de não corroborar estatísticas negativas sobre a formação de professores de Matemática fazia com que Fernanda não desistisse. Mas isso não a impedia de mostrar cansaço e abatimento em muitos momentos dessa trajetória de formação. Tentava motivar-se e trocava experiências com os colegas do curso, principalmente com os de seu grupo de estudos.

Algumas disciplinas do curso propuseram atividades que envolviam escolas de Educação Básica, o que representou mais uma oportunidade para Fernanda criar uma