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1. INTRODUCTION

1.3 Tumour microenvironment and metabolic stress

Inicialmente, estabeleceram-se critérios para a escolha dos restaurantes a serem pesquisados. Após várias buscas, decidiu-se estudar dois restaurantes: um franqueado e outro independente, considerando que eles apresentam culturas diferentes.

Outro critério, quando da elegibilidade dos restaurantes investigados foi a acessibilidade, uma vez que não se acreditava ser de fácil permissão a entrada da pesquisadora na ‘intimidade’ das rotinas e das instalações da organização. Neste sentido, e com o intuito de obter respostas mais conclusivas, foi necessário, por mais discreta que tenha sido a presença da pesquisadora, entrar de forma íntima e profunda nas práticas, costumes e hábitos dos restaurantes e de seus colaboradores, respaldando-se nos preceitos de Duarte e Barros (2005), que

afirmam ser imprescindível a existência de fontes capazes de ajudar na obtenção de respostas acerca do problema proposto, apresentando disposição em cooperar, a fim de que se realizasse uma boa pesquisa.

Antes da aplicação definitiva dos instrumentos de coleta de dados, foi aplicado, em um restaurante diferente e de menor porte dos que foram analisados, um teste em escala piloto. Nessa investigação foi possível aferir a estrutura e a clareza do roteiro das observações e das entrevistas que iriam ser utilizadas.

Esta foi uma etapa importante, uma vez que possibilitou ajustes e correções de algumas questões que não eram suficientemente esclarecedoras, para a consecução dos objetivos propostos para a presente pesquisa.

Após a aplicação do pré-teste, redefinidos os roteiros de observação (APÊNDICE B) e de entrevistas por pauta (APÊNDICE C), procedeu-se a pesquisa nos Restaurantes Alfa e Beta, que foi realizada entre os dias 31/03 e 16/04/2012.

Antes das visitas para observação do elenco, houve visitas in loco, com a finalidade de estreitar o contato com adereços, cenário e com o palco, onde acontecem as cenas do espetáculo, sem que o elenco estivesse presente (salvo alguém da direção). Esses dados puderam conferir à pesquisadora uma concepção do espaço onde iriam acontecer as interações.

Numa segunda etapa, sempre discreta e vestida com roupas pretas, de modo a não chamar a atenção das plateias e dos protagonistas, a autora começou a observação, sem que os atores percebessem-na como pesquisadora (visitas não identificadas), mas sim como parte do seu público, entretanto, desde o inicio a direção do espetáculo consentiu para que a pesquisa pudesse ser procedida e realizada dessa maneira.

Vale ressaltar que a pesquisadora, durante as visitas não identificadas, sendo então, parte da audiência daquele espetáculo, foi sempre acompanhada de pelo menos uma pessoa (diferente a cada visita), com a finalidade de não deixar vestígios de sua ‘fiel e/ou insistente’ frequência ao restaurante. Tais visitas permitiram depreender informações preciosas quando da interação entre os atores, entre eles e o cenário e, em especial, entre os atores e a audiência, enquanto da encenação dos espetáculos.

Após alguns dias de observação, a autora pediu autorização à direção do espetáculo, para se apresentar como pesquisadora e esclareceu ao elenco, que sua pesquisa tinha um caráter estritamente acadêmico. Neste momento, a autora pediu o consentimento aos protagonistas para fazer entrevistas, que foram previamente agendadas e apenas com os atores que se dispuseram a participar do estudo.

Ë importante ressaltar que todo o procedimento de coleta de dados teve duração de aproximadamente 40 horas em cada restaurante, tendo as observações sido feitas em horários e dias alternados. Quando feitas as entrevistas, a autora teve o cuidado de não parar de coletar as informações no momento em que a saturação das respostas foi percebida, tendo ela, portanto, insistido em entrevistar mais protagonistas com o intuído de assegurar a confirmação dos resultados obtidos.

A investigação sobre a cultura organizacional procedeu-se por meio da observação direta não participante, quando se perceberam aspetos da arquitetura e design, em termos de ergonomia e iluminação, bem como a comunicação, por meio de símbolos, sinais, ritos, linguagem, vestimentas e outros elementos, que puderam, senão evidenciar, mas dar indícios de traços da cultura daquelas organizações. Nessas ocasiões também se observou o desempenho/performance dos atores em suas funções, em relação a outros atores, em relação à plateia (ou audiência) e ao cenário de trabalho.

As entrevistas por pauta foram feitas com os funcionários ou atores – assim chamados aqui, os quais se dispuseram a colaborar de livre e espontânea vontade e foram dirigidas ao conhecimento sobre práticas de QVT, em termos de ergonomia e iluminação, adotadas nos restaurantes.

Obedecendo ao mesmo critério pontuado na seção 3.3, que tratou sobre o locus da investigação, adotou-se um sistema para codificação dos atores entrevistados. Tal ‘código’ foi composto por três elementos. O primeiro deles foi a letra maiúscula ‘E’, que significou ‘ator entrevistado’, na sequência, um algarismo cardinal (de 1 a 10), indicando a ordem em que foram sendo entrevistados, e por último, o símbolo que representa a letra do alfabeto grego, que deu origem ao nome do restaurante (‘α’ ou ‘β’). Por exemplo, os protagonistas do Restaurante Alfa foram codificados, da seguinte maneira: ‘E1α’, ‘E2α’, e assim sucessivamente até o ator ‘E10α’, e para os do Restaurante Beta, seguiu-se o mesmo critério, tendo

unicamente sido trocada a letra do alfabeto grego, pela sua equivalente, a saber, a letra grega ‘beta’, como por exemplo, ‘E1β’, ‘E2β’, ‘E3β’ etc.

Sobre a análise de documentos pode-se constatar que poucas informações foram retiradas do único documento que foi permitido acesso: o site dos restaurantes, inclusive foi feito um questionamento como cliente e não como pesquisadora nesse canal virtual de atendimento de ambos os restaurantes e até o final da pesquisa não se obteve resposta alguma.

Num momento posterior à coleta dos dados, fez-se o cruzamento das informações obtidas in loco com a análise dos sites das organizações examinadas.

A seção seguinte versa sobre as técnicas de análise dos dados desta pesquisa.