4. STRATEGISK ANALYSE
4.3 P ORTERS F IVE F ORCES
4.3.1 Trussel om etablering
A partir do protocolo dos estudantes constatou-se uma grande homogeneidade nas respostas dos alunos provenientes de escolas particulares e públicas, a respeito de várias questões, o que é intrigante, já que os estudantes de escolas públicas, em muitos dos casos aqui pesquisados, não usufruem dos mesmos benefícios relativos ao uniforme escolar.
Outro dado curioso é o fato de mais da metade dos alunos afirmarem estar satisfeitos com o uniforme e depois revelarem o contrário, quando indagados a respeito de questões especificas, as quais serão analisadas a seguir.
A partir da constatação de que a baixa utilização do fardamento fora do ambiente escolar não tem qualquer relação com o grau de satisfação, entende-se que o aluno, realmente, não tem a intenção de utilizar esta peça fora do período obrigatório, o que é ratificado pelo resultado da última questão do questionário, que evidenciou que dois terços dos estudantes declaram que nem mesmo se gostassem dos uniformes os usariam ao longo do dia em suas demais atividades. Desta forma, percebe-se que não é necessário projetar as peças do vestuário escolar de forma que estas atendam as necessidades do usuário fora do horário de aula.
Com base nas questões que foram averiguadas, de forma independente, concluiu-se que os quesitos mais problemáticos, sob o ponto de vista dos estudantes, são a falta de funcionalidade e a característica de retenção de calor das peças.
Sobre a funcionalidade, constatou-se que 65,5% dos estudantes pesquisados julgam que os uniformes escolares não são práticos, pois não atendem parte de suas necessidades específicas. Nesta questão, os alunos das instituições particulares mostraram-se mais exigentes em relação ao vestuário escolar.
Já a segunda questão mencionada, acima, aponta que 76,5% dos alunos encontram-se insatisfeitos com o tecido do uniforme escolar no que diz respeito à propagação do calor do corpo. O resultado desta questão mostrou-se bastante homogêneo entre os estudantes, pois estes apontaram que a situação é agravada apenas durante as atividades físicas.
Entre os quesitos que obtiveram as melhores avaliações, constam as questões sobre o conforto da peça e o conforto tátil proporcionado pelo material dos uniformes, itens que alcançaram uma média de aprovação de 67% e 61,5%, respectivamente.
Uma das questões levantadas, que investigou a facilidade de manutenção das peças, apresentou resultado inconcluso; outras quatro apresentaram opiniões divididas, como ocorreu no caso das perguntas sobre as cores empregadas, sobre a durabilidade das peças, sobre as opções de modelos disponíveis e sobre a estética dos uniformes escolares, já que todas estas questões obtiveram resultados próximos de 50%.
Apesar destes resultados não serem, expressivamente, negativos ou positivos, entende-se que ter metade dos estudantes insatisfeitos a respeito de alguma propriedade do uniforme representa a existência de uma problemática a ser considerada.
Dentre estas quatro questões, duas evidenciaram pontos que merecem uma observação mais detalhada. Um destes casos é o fato de os alunos de escolas particulares terem se mostrado, sensivelmente, mais insatisfeitos do que os demais, quando questionados sobre as opções de modelos disponíveis, apesar de terem uma variedade maior de peças de uniforme à sua disposição, o que demonstra um maior nível de exigência por parte deste grupo.
O outro caso refere-se à questão pertinente à estética das peças. Nesta, que obteve uma média geral de 55% de desaprovação por parte dos estudantes, faz-se necessário ressaltar que as escolas públicas que apresentaram os dois piores resultados foram as que não realizam alteração há mais tempo.
Todas estas informações levantadas a partir do protocolo dos alunos podem ser verificadas no quadro a seguir (Quadro 6):
Quadro 6: Quadro síntese da discussão do protocolo dos estudantes
ANÁLISES EFETUADAS
Informações Gerais
Há grande homogeneidade nas opiniões dos alunos provenientes de escolas particulares e públicas em relação ao uniforme escolar, apesar destes não usufruírem dos mesmos benefícios empregados nas peças.
Mais da metade dos alunos afirmam estar satisfeitos com o uniforme e quando indagados a respeito de questões especificas, revelam o contrário. A baixa utilização do fardamento fora do ambiente escolar não tem qualquer relação com o grau de satisfação.
O aluno não possui a intenção de utilizar esta peça fora do período
obrigatório, logo, não é necessário projetar as peças do vestuário escolar de forma que estas atendam as necessidades do usuário fora do horário de aula.
Os alunos de escola particular mostram-se mais exigentes que os demais em relação às opções de modelos disponíveis, apesar de possuírem uma variedade maior de peças de uniforme à sua disposição.
As escolas públicas que apresentaram os dois piores resultados em relação à estética dos uniformes escolares foram as que não realizam alteração há mais tempo.
Pontos problemáticos
Funcionalidade - 65,5% dos estudantes pesquisados julgam que os uniformes escolares não são práticos, pois não atendem parte de suas necessidades específicas.
Calor - 76,5% dos alunos encontram-se insatisfeitos com o tecido do uniforme escolar no que diz respeito à propagação do calor do corpo, e apontam que a situação é agravada apenas durante as atividades físicas. Pontos bem
avaliados
Conforto da peça - média de aprovação de 67%.
Conforto tátil proporcionado pelo material dos uniformes - média de aprovação de 61,5%.
Resultado
inconclusivo Questão relativa à facilidade de manutenção das peças. Opiniões divididas
(Resultados próximos de 50%)
Questão relativa às cores empregadas nos uniformes escolares. Questão relativa à durabilidade das peças.
Questão relativa às opções de modelos ofertadas pelas instituições. Questão relativa à estética dos uniformes escolares.