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12. FUNDAMENTAL VERDSETTELSE

12.5 A NALYSE AV USIKKERHET I VERDIESTIMATET

12.5.2 Simulering

Código

da US Linguagem da entre-vista Primeiras interpretações Fala Articulada

P2.01 P: [...] quando eu menciono o nome disciplina de Análise, do que você se recorda...? Qual é a primeira... P2: Aversão.

P: ...a primeira coisa que vem?

Quando questionada acerca da primeira coisa que se lembrava ao ouvir o nome disciplina de Análise, a entrevistada menciona aversão.

Aversão: 1. sentimento de repugnância em relação a pessoa ou coisa; repulsão, antipatia; 2. rancor, ódio.

Repugnância: sentimento de aversão, de repulsa; asco.

Aversão é um sentimento que se manteve presente na recordação da entrevistada. P2.02 Aversão. Horrível. Eu não entendia nada do que aquela professora tava passando. Eu

copiava.

Horrível: muito ruim ou desagradável; horroroso, péssimo.

Entender: 1. perceber ou reter

pela inteligência; compreender, captar; 2. ter

conhecimento de; conhecer, saber.

Nada: coisa nenhuma.

Copiar: 1. produzir cópia de, por transcrição; 2. fazer cópia de, por imitação.

P2.02a: Afirma que

tinha aversão à disciplina de Análise, que esta era horrível e que não entendia nada dos conteúdos que a professora apresentava. P2.02b: Afirma que, por não compreender os conteúdos apresentados pela professora da disciplina de Análise, somente os copiava. P2.03 [...] porque Análise é só demonstração em prova, só demonstração, o que eu lembro era só isso. Eu não tenho nenhuma

facilidade, nada, eu

não sei decorar. Você

imagina como foi o meu curso.

Demonstração: ato ou efeito de demonstrar; 1. qualquer recurso capaz de atestar a veracidade ou a autenticidade de alguma coisa; prova; 1.1. raciocínio que torna evidente o caráter verídico de uma proposição, ideia ou teoria. Prova: trabalho escolar, ger. composto de uma série de

Afirma que as avaliações da disciplina de Análise eram baseadas somente em demonstrações e que, por não ter facilidade em decorar, teve dificuldades com a disciplina.

perguntas, que tem por finalidade avaliar os conhecimentos do aluno; teste, exame.

Facilidade: 1. característica do que se faz sem dificuldade; 2. ausência de obstáculos ou dificuldades; 3. disposição natural; aptidão, dom.

Decorar: guardar na memória; memorizar, gravar.

Você imagina como foi o meu curso: Analisando a totalidade do descrito, vemos que essa indagação remete a dificuldades que a entrevistada teve ao cursar a disciplina de Análise.

Analisando a totalidade do descrito, é interessante notar que o termo decorar aparece naturalmente no momento em que a entrevistada se refere ao termo demonstração.

P2.04

Então eu tenho muita dificuldade nisso, e com isso meu curso de Análise foi péssimo.

Nisso: Analisando a totalidade do descrito, o termo nisso refere-se à ação de decorar as demonstrações apresentadas na disciplina de Análise. Também parece coisificar a prática de demonstrar teoremas.

Péssimo: Extremamente mau.

Afirma que por ter muita dificuldade em decorar demonstrações, seu

curso de Análise foi péssimo.

P2.05

Análise pra mim era terrível, terrível, terrível, terrível.

Terrível: 1. que infunde ou causa terror; assustador, temível; 2. que importuna; fastidioso, maçador.

Afirma que a disciplina de Análise era terrível.

P2.06

P2: Aversão. Mesmo se

eu fosse fazer hoje como ouvinte eu não gostaria de assistir Análise não.

P: Você acha que não seria uma experiência muito boa?

Função: 1. atividade natural ou característica de algo (elemento, órgão, engrenagem etc.) que integra um conjunto, ou o próprio conjunto; 2. uso a que se destina algo; utilidade, emprego, serventia.

Ver: 1. tomar conhecimento de, descobrir, entender, dar-se

Afirma que não vê função para a disciplina de Análise em um curso de licenciatura em matemática.

P2: Não, eu não vejo

função naquilo. conta;

Naquilo: Analisando a totalidade do descrito, o termo

naquilo refere-se à disciplina

de Análise como um todo. Além disso, podemos tomar o termo como coisificação da disciplina de Análise, utilizado em tom pejorativo.

P2.07

P: Certo. Se você fosse elencar as disciplinas mais significativas para um professor da educação básica, a Análise faria parte desse rol?

P2: Não.

P: Por quê?

P2: Magina. Por causa

de tudo isso que eu falei, não tem nem como.

P: Não é significativa de maneira nenhuma? P2: Nada. Pode excluir,

pode excluir a Análise

do conteúdo da

licenciatura, pelo menos.

Excluir: 1. pôr de lado, afastar, separar; 2. deixar de admitir; não conceder direito de inclusão; omitir;

Conteúdo: aquilo de que algo é constituído, formado. Afirma que a disciplina de Análise não é significativa para um professor da educação básica e que poderia ser excluída do conteúdo abordado em um curso de licenciatura em matemática. P2.08 P: [...] como você definiria a matemática [conteúdo] que é trabalhada na disciplina de Análise?

Definir é muito forte... Como você explicaria? P2: Não sei, eu teria

uma palavra só:

teoria.

Teoria: 1. conjunto de regras ou leis, mais ou menos sistematizadas, aplicadas a uma área específica; 2. conhecimento especulativo, metódico e organizado de caráter hipotético e sintético.

Afirma que o conteúdo da disciplina de Análise pode ser sintetizado em uma só palavra: teoria.

P2.09

P: Eh... O que é necessário Roberta, para quem está fazendo a licenciatura lá, compreender e ter

Associar: estabelecer uma correspondência entre (dois conjuntos).

Sentido: 1. faculdade de sentir

Afirma que, para que um aluno compreenda e tenha

um bom desempenho na

um bom desempenho na disciplina de Análise, em sua opinião?

P2: Pra mim é aquela

associação que eu falei: associar – por isso que eu acabei de pedir pra você – associar o que eu estou vendo com o que eu já vi. Pra mim, não fazia nada de sentido.

ou perceber, de compreender, de apreciar; senso; 2. aquilo que se pretende alcançar quando se realiza uma ação; alvo, fim, propósito.

disciplina de Análise, é necessário que haja

uma associação entre aqueles conteúdos que estão sendo vistos na disciplina e aqueles que já foram vistos por este aluno.

P2.10

Sinônimo de Análise era decorar.

Sinônimo: diz-se de ou palavra que tem com outra uma semelhança de significação que permite que uma seja escolhida pela outra em alguns contextos, sem alterar a significação literal da sentença. Decorar: guardar na memória; memorizar, gravar.

Era: Analisando a totalidade do discurso, ao empregar o termo era a entrevistada está se referindo ao passado, nos mostrando o que foi necessário para que a compreensão, item de fundamental importância para Roberta, pudesse ocorrer no ensino e aprendizagem de Análise.

Afirma que cursar a disciplina de Análise significava ter que decorar.

P2.11

Eu não sei nem o que é Análise Real, pra falar a verdade pra você. O que é Análise Real?

Saber: 1. conhecer, ser ou estar informado; ter conhecimento de; 2. poder explicar; compreender.

Afirma que não sabe o que é Análise Real.

P2.12

P: Então uma boa técnica para passar na prova era decorar, então? P2: Ah era, era a melhor, a única. P: Tinham outras técnicas? P2: Colar.

Melhor: 1. que, por sua qualidade, caráter, valor, importância, é superior ao que lhe é comparado; 2. que possui o máximo de qualidades necessárias para satisfazer certos critérios de apreciação. Única: 1. de que só existe um no seu gênero ou espécie; que não tem outro igual; 2. que é incomum, raro; excepcional, exclusivo, incomparável,

Afirma que decorar era a melhor técnica para conseguir a aprovação em uma avaliação na disciplina de Análise, seguida pela técnica de colar.

P: Tinha bastante?

P2: Também colavam

muito; eu não sei colar. Ou eu sei ou eu não sei

superior.

Colar: copiar, ouvir de outrem ou ter consigo indevidamente (o examinando) as soluções dos problemas propostos em exame escrito, para, por esses meios, ter o desempenho de um bom aluno.

3.6 Tânia

3.6.1 Contexto da entrevista

A entrevista com Tânia ocorreu às 17h do dia 18 de fevereiro de 2012. Conheço Tânia desde a época da graduação, quando esta foi minha professora em algumas disciplinas.87 No início de 2012 estabelecemos contato através de email, e como a distância entre nossas cidades é considerável, além de Tânia estar super atarefada em praticamente todos os dias da semana, optamos por realizar a entrevista por meio telefônico. O microfone do gravador foi anexado ao fone e foi possível gravar a conversa sem nenhum problema. Desta maneira, com cada um no aconchego de seus lares, iniciamos a nossa conversa, a qual durou 1h 8min 14s.

3.6.2 A experiência com a licenciatura e com a profissão docente

Cursei licenciatura plena em matemática no período noturno durante quatro anos. Quando ingressei na graduação, em 1994, estava com dezenove anos. Ingressei direto do ensino médio, sem cursinho nenhum – tanto é que foi um susto para mim, pois não esperava que fosse conseguir. Eu prestei o vestibular sem muita expectativa, pois não imaginava que meu curso de ensino médio tivesse me dado base suficiente para um vestibular em nível de uma universidade pública. Mas, mesmo assim, acabei passando e não acreditei; só depois que iniciei o curso é que fui ter certeza de que era verdade.

Sobre o curso, me lembro de que era específico para licenciandos e, desta forma, separado do curso dedicado aos futuros bacharéis. Mesmo sendo separadas, existiam algumas disciplinas que eram cursadas simultaneamente pelo pessoal das duas modalidades, mas aí eram disciplinas mais da área da matemática, que não eram muito voltadas para a licenciatura – era mais a parte teórica mesmo, como Cálculo e essas coisas todas. Esses alunos que tinham a liberdade de assistir aula junto com a gente eram aqueles que pegavam alguma dependência, pois como meu curso era noturno e eles cursavam as aulas do bacharelado durante o dia, eles aproveitavam para fazer a dependência à noite no curso de licenciatura. Mas aulas comuns às duas modalidades, as quais todos poderiam assistir, não existiam. Era Cálculo, era Análise só para a licenciatura e depois outra aula, com outros professores, para o bacharelado.

* * *

Lembro-me de que no primeiro ano de faculdade já comecei a dar aulas em uma escola particular para o ensino fundamental, de Desenho Geométrico. Eram poucas aulas, duas por semana em cada classe, por causa da matéria que peguei; mesmo assim, eu trabalhava todas as manhãs.

Também é legal falar que, antes da graduação, na época da escola ainda, dava aulas particulares; não era nada oficial, era tudo em casa, com amigos e conhecidos meus. Comecei a dar aulas particulares quando estava na sétima série, por indicação de minha professora de matemática. Alguns pais iam procurar essa professora, querendo saber se ela não podia dar aulas particulares para os filhos deles, e ela falava que não – pois geralmente a gente não dá aula particular para os próprios alunos, a gente sempre recomenda alguém. Aí, como ela não tinha nenhum conhecido, ela me recomendava. E assim eu comecei, devia ter uns treze ou catorze anos.

É importante ressaltar que nesse tempo eu já tinha ideia de qual curso iria fazer; já sabia que seria na área de exatas e tinha uma vaga ideia de trabalhar em banco – mas era uma ideia muito remota, que seria realizada em último caso. Tinha vontade mesmo de ir para a licenciatura, pois já tinha a noção de que eu iria ser professora de matemática.

Acredito que esse incentivo de minha professora na sétima série tenha influenciado bastante essa minha escolha. Se ela não tivesse me arrumado esses alunos particulares, talvez não tivesse tido vontade de seguir o magistério. Só sei que quando comecei a dar aulas, não consegui parar mais; e foi graças a ela, foi culpa dela...

* * *

Sobre minhas motivações em escolher o curso de licenciatura em matemática, acredito que já tinha isso em mim – eu sabia que queria ser professora e, graças a Deus, não tive nada que me afastasse disso, nada que tirasse isso de minha cabeça ou que me frustrasse. Nunca houve um professor ou alguma outra coisa que me tirasse essa ideia e que me fizesse pensar: “Nossa, isso é horrível, não quero”. Eu sempre quis e nunca tive nada que me atrapalhasse. Então o que me motivou não foi o salário ou o dinheiro, nada destas coisas. Era vontade mesmo; é uma coisa que eu sempre gostei.

Lembro-me de que sempre tive a pretensão de trabalhar em curso superior; a minha ideia, quando comecei a faculdade, de cara assim, era trabalhar em nível superior. Era uma vontade minha. Trabalhei até, por muito tempo... Sempre trabalhei com os três níveis de ensino. Mas outras pretensões, além de tudo isso, como trabalhar com pesquisa, essas coisas, não tinha.

Entretanto, com o passar do tempo, percebi que dar aula no ensino superior não era muito aquilo que eu pensava no começo. Tanto é que fiz mestrado e não fiz doutorado, exatamente por conta disto, de não me sentir atraída pela carreira acadêmica. Desta forma, acabei optando por trabalhar com a molecadinha, com o ensino fundamental. Nada de trabalhar em universidade, com pesquisa e essas coias.

É interessante dizer que, antes de ingressar na licenciatura, eu não tinha a menor ideia do que seria um curso destes. Eu só sabia que gostava muito de matemática e que tudo aquilo me atraía muito

– mas eu não fazia a menor ideia, por exemplo, da parte que o pessoal brinca muito, qual seja, da indagação de ter tanta letra em matemática já que matemática é só número. Lembro de que, quando a gente chegou, levamos aquele choque do Cálculo e de todas as outras matérias que tinham na época. A única coisa que era light mesmo era Fundamentos, que parecia ser tudo aquilo que a gente tinha visto até o ensino médio. Mas, de resto, foi um choque: eu não tinha a menor ideia do que a gente iria enfrentar.

* * *

Sobre minha experiência como professora, como disse a tenho desde 1994, quando ingressei na graduação e comecei a lecionar a disciplina de Desenho Geométrico; trabalhava só com desenho e não tinha nada voltado para cálculos. Era trabalhar com o material mesmo, com os instrumentos. Após este início, tive que parar minha atividade docente por pouco mais de dois anos por conta da iniciação científica, pois comecei a receber bolsa e não podia ter outro ganho. Após este intervalo de praticamente três anos, voltei a dar aulas e nunca mais parei. Hoje, atuo nos ensinos fundamental e médio, tanto no Estado como na rede particular de ensino, mas até o ano passado tinha ficado um bom tempo somente com o ensino fundamental. É importante dizer que não tenho preferência em trabalhar no ensino fundamental ou no ensino médio; para mim os dois têm o lado bom e o lado ruim.

Creio que ser professor de matemática seja uma arte. Temos que fazer malabarismos, pensar nas várias possibilidades, como é que o aluno aprende e qual a melhor maneira de se ensinar. Às vezes ensinamos de uma maneira, às vezes acreditamos que é a melhor maneira; mas não é. Depois temos que repensar toda essa história...

Além de ser uma arte, acredito que é muito difícil ser professor de matemática, principalmente pela quantidade de alunos diferentes que temos; é uma quantidade heterogênea muito grande – é oito ou oitenta. Então, em uma sala de aula, você tem que trabalhar com o muito bom e com o muito fraco... com muitos tipos de problemas. Então, o que é mais complicado é isso, ou seja, você conseguir preparar uma aula pensando nas várias pessoinhas que estão lá dentro.

Sobre isso, é importante dizer que agora estamos com um monte de alunos que não têm condições nenhuma de aprender – sabemos inclusive que não vão aprender, pois existem laudos médicos que dizem isso. Temos sempre que trabalhar dentro das possibilidades deles e isso assusta muito a gente; é muito complicado, principalmente porque a gente não recebeu nenhum respaldo disto. Desta maneira, a gente vai aprendendo com os erros, vai fazendo, tentando de um jeito, de outro... Não é o conteúdo, não é a matéria que torna a profissão docente mais complicada, mas é como ensinar e para quem a gente vai ensinar.

Quando digo que não recebi respaldo, estou me referindo à faculdade mesmo. Em minha época, o curso de licenciatura não ensinava a dar aulas; ensinava simplesmente a parte teórica e formava o licenciado mais para a pesquisa do que para qualquer outra coisa. Então, para a parte pedagógica mesmo, não tínhamos nenhum respaldo. Saíamos sem saber nada. É claro que as

disciplinas pedagógicas existiam, mas acho que era muito superficial, com a carga horária muito pequena e com pouco tempo dedicado à discussão dessa parte.

Posso dizer que, simplesmente, a gente aprende a dar aulas com o dia a dia. Até estava conversando sobre isso com uma amiga esse dias, e ela também tem essa mesma reclamação: ela disse que só aprendeu quando foi trabalhar na monitoria de uma escola particular. Como ela era obrigada a assistir várias aulas, ela foi aprendendo; mas ela também saiu da faculdade sem saber dar aula.

* * *

Hoje, acerca de meu curso de licenciatura penso que, da parte de conteúdos, acho que foi excelente, não tenho o que reclamar. Acho que tudo o que sei hoje foi graças ao curso... tudo o que sei devo ao que aprendi na faculdade. Mas, na parte prática, na parte pedagógica, muito do que aprendi foi dando a cara à tapa. Mas, mesmo assim, não tenho reclamação nenhuma na questão de conteúdo.

Sobre isto, é comum ver que tem um monte de profissionais que saem das faculdades com uma boa parte pedagógica – pois hoje eles estão melhorando muito isso. Mas a parte de conteúdos, a pessoa não sabe. É enorme a quantidade de coisas erradas que você vê acontecendo em relação aos conteúdos, com professores passando várias informações incorretas. Desta maneira, não consigo pensar o que é melhor: se como era em minha época, com uma forte carga de conteúdos e pouca ênfase na parte pedagógica, ou o contrário, como é feito hoje.

Não me recordo se as contribuições das disciplinas para minha prática pedagógica foram apresentadas durante a licenciatura; creio que não foram. Não consigo me lembrar de algum professor citando: “Olha, isso tudo aqui você vai usar em tal momento pra trabalhar tal assunto, isso você pode abordar desse jeito em tal série”. Mesmo nas disciplinas teóricas, como a de Fundamentos, que a gente utiliza muito aqui na educação básica, não me recordo. A professora chegava, jogava o conteúdo e falava: “É isso, esse assunto, a gente vai trabalhar isso...” Ela explicava e tal, mas dar um enfoque para determinada série, nada disso.

Creio que estas contribuições sejam importantes para o professor da educação básica, pois quando ele chegar na escola para começar a trabalhar realmente como professor, ela já chega diferente. Lembro que cheguei perdidinha, sem saber o que e como fazer; ensinar o assunto eu sabia, mas a maneira de ensinar eu não tinha a menor ideia. Por isso que é muito importante demonstrar essas contribuições durante o curso.

* * *

Acerca de tudo o que me foi apresentado durante o curso de licenciatura em matemática, acredito que utilizo hoje somente o conteúdo, ou seja, aquilo que aprendi de parte teórica – teórica que eu digo é em relação ao conteúdo mesmo. De resto, nada mais. Posso dizer que de todas as disciplinas tenho alguma contribuição, por exemplo, o Cálculo – que contribui muito, não com a parte de limite e de derivada, mas na parte de análise de gráficos. Creio que cada uma das disciplinas contribui um pouquinho para minha prática.