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Trois problèmes : l’énonciation, l’érudition et la ressemblance

In document « Penser quelque folie » (sider 54-58)

3 L’amour au féminin : pour une poétique labéenne

3.1 Existe-t-il une poétique labéenne ?

3.1.1 Trois problèmes : l’énonciation, l’érudition et la ressemblance

O questionário que foi formulado para recolha de dados através da inquirição de uma amostra de estudantes das IES de São Luis do Maranhão, possibilitará o entendimento sobre o percurso sócio educacional e antecedentes familiares (habitus, práticas e capitais) dos estudantes beneficiários e não beneficiários das políticas públicas de acesso e financiamento, antes e depois dos seus ingressos nas IES (Institutos de Ensino Superior). Também se visou obter dados sobre sua inserção na vida escolar (universitária), o estilo de vida, o capital econômico, social, cultural, simbólico e linguístico e núcleo familiar dos inquiridos, sua apreciação e entendimento. As perguntas foram estruturadas de modo a que, na fase de análise de dados, se pudessem caracterizar e entender a camada social e os hábitos culturais de cada estudante respondente, ingressado numa IES, fosse ela pública ou privada, bem como a sua experiência de vida e a sua integração no meio acadêmico. Dada a grande dimensão da amostra que se pretendeu questionar, esperava-se que os resultados permitissem identificar e comparar subgrupos dentro da população inquirida, através da detecção de relações de associação entre características inquiridas. O questionário também incluiu questões visando caracterizar o perfil da família, uma maneira de permitir não só associar os habitus de origem às origens familiares, além das escolas de origem, mas também detectar as possíveis mudanças culturais adquiridas pelo estudante durante seu percurso estudantil, numa espécie de “aculturação”. Estes dados serão importantes para entendermos o processo do habitus desde a origem familiar até a escolha do curso e à

155 vivência na universidade. Pretendia-se, com base neste estudo, buscar entender de alguma forma os graus de êxito (ou perspectivas de êxito) percebidos pelos estudantes, uma maneira de entender a causalidade do provável. Como afirma Bourdieu (2014, p. 73) “... é preciso distinguir a irrealidade que a experiência do estudante deve ao fato de que a sua condição é um métier somente por analogia do irrealismo ao qual predispõem desigualmente [as] condições de existência mais ou menos favoráveis”.

Aplicamos um questionário aos alunos da rede privada superior, incluindo bolsistas Prouni, beneficiários de empréstimos FIES e outros, pagantes por conta própria e por conta de outrem. Aplicamos outra versão do mesmo questionário, com as adaptações necessárias, aos alunos da rede pública de ensino superior, incluindo alunos com ajuda de custo providenciada por programas universitário, cotistas (ingressados por cotas de vagas reservadas para afrodescendentes), bolsas de iniciação à pesquisa e alunos em geral. Contactamos e pedimos permissão de acesso às IES de maior dimensão da cidade de S. Luiz, com envio do projeto, recomendações pessoais e institucionais e várias visitas para apresentação do projeto de pesquisa de campo, no ano de 2016. Do setor privado, foram contactadas: a Faculdade Pitágoras (se recusou a informar o número de alunos), pertencente ao chamado Grupo Educacional Kroton, a qual recusou o acesso apesar de cinco insistências; a Faculdade D. Bosco (recusou a informar o número de alunos) que recusou o acesso apesar de quatro insistências; o UNICEUMA (12.309 alunos), que, inicialmente relutante, solicitou ao investigador que submetesse um projeto específico para a instituição – além daquele aprovado pela CAPES e, tendo-o estudado, gentilmente aceitou abrir portas para inquirição dos seus alunos; a Faculdade Santa Teresinha (2.090 alunos) que, tendo solicitado e apreciado o projeto aprovado pela CAPES, prontamente aceitou a inquirição de seus alunos; finalmente, o Instituto Superior S. Francisco de Assis (2.100 alunos) que, logo ao primeiro contacto, abriu amavelmente as suas portas ao pesquisador para que também inquirisse seus alunos.

Além das IES privadas, S. Luiz tem três universidades pertencentes ao setor público: a UFMA, Universidade Federal do Maranhão (13.955 alunos) que, depois do primeiro contacto com a reitoria, remeteu o pesquisador, com parecer favorável, para os quatro coordenadores dos Centros de Cursos, tendo todos eles emitido livre passe para o pesquisador ministrar o inquérito; a UEMA, Universidade Estadual do Maranhão (10.997 alunos) que, depois do contacto inicial com a pró-reitoria de extensão e pesquisa, prontamente autorizou o acesso aos alunos de todos os cursos, via coordenadores de curso; IFMA, Instituto Federal do Maranhão (não foi contactado) que, por escassez de tempo não foi possível o pesquisador visitar, pelo que, infelizmente, os seus alunos não puderam ser inquiridos. Percorremos assim, sistematicamente, todos os departamentos e coordenações dos cursos aos quais conseguimos obter acesso e

156 inquirimos todos os alunos que nos foi possível confrontar em cada uma, sala a sala, turma a turma, durante cerca de seis meses.

O questionário é uma excelente ferramenta estratégica para coleta dos dados e informações necessárias em projetos de pesquisa estruturada, cujo referencial teórico é possível estabelecer anteriormente: “o questionário é um importante e popular instrumento de coleta de dados para uma pesquisa social. Trata-se de um conjunto ordenado e consistente de perguntas a respeito de variáveis e situações que se deseja medir e descrever” (Martins, 2009, p. 93). Por sua vez, Quivy (2013, p. 189) afirma que a pesquisa por inquérito, através da ministração de questionários e análise dos dados recolhidos, dá “a possibilidade de quantificar uma multiplicidade de dados e de proceder, por conseguinte, a numerosas análises de correlação”.

O número de perguntas inseridas no questionário (46 em ambas as versões do questionário) foi mantido manejável, mas suficiente para caracterizar socialmente os elementos da amostra (sistemática) e responder cabalmente às questões de pesquisa, nomeadamente entender o processo da participação, avaliação e acesso do estudante, ingressado por meio das políticas públicas ou não, e descrever e entender até que ponto estará em curso um processo de rompimento da hegemonia da reprodução do habitus, ou da sua transformação, tanto pelas classes favorecidas como pelo Estado com sistema reprodutor de direitos e deveres, pesquisando as origens sociais dos estudantes e as suas disposições relativamente às razões e à valia da sua frequência do ensino superior e expectativas futuras. Nogueira (2011, p. 158) afirma a importância da família no percurso estudantil dos filhos, “O papel ativo da família nos processos de escolarização foi, durante muito tempo, negligenciado pela Sociologia da Educação, que, reduzindo a família à variável “pertencimento social”, focaliza sobretudo as relações de proximidade ou de distanciamento entre as formas de socialização das diferentes classes sociais e as exigências colocadas pela escola”.

O propósito da pesquisa de campo foi fazer a caracterização da origem e do habitus familiar e individual de uma amostra significativa de estudantes do ensino superior participantes dos Programas de Políticas Sociais como Prouni32, Lei de Cotas33, Enem34, Sisu35 e outros, em S. Luis do Maranhão, através da análise dos dados obtidos por um questionário dirigido aos alunos e ex-alunos das IES privadas (mas também públicas) e ministrado in loco. Pareceu-nos que a melhor maneira para obtermos dados que nos permitissem entender o processo de interação dos habitus herdados e daqueles confrontados no ambiente de formação educacional

32 ProUni – Programa Universidade para Todos – Criado pelo Governo Federal no ano de 2004.

33 Lei de Cotas para o Ensino Superior – Criado pelo Governo Federal no ano de 2012 – Lei nº. 12.711/2012.

34 Enem – Exame Nacional do Ensino Médio – Criado pelo Governo Federal no ano de 1998. 35 Sisu – Sistema de Seleção Unificada – Criado pelo Governo Federal no ano de 2012.

157 do ensino superior, cobrindo um número relativamente grande de informantes, seria através de questionários ministrados a uma amostra relativamente grande de estudantes sobre a vida escolar de indivíduos, uns participantes, outros não, das políticas públicas sociais, objeto deste estudo. Complementarmente, fizemos um número adequado, mas limitado, de entrevistas iniciais exploratórias, cujos resultados nos serviram para validar as perguntas do questionário e verificar a consistência dos entendimentos delas por parte dos inquiridos de diversas escolas e cursos e camadas sociais. Por outro lado, esse melhor conhecimento do entendimento das questões colocadas pelos inquiridos, permitiu-nos maior segurança mais tarde, na fase de análise de dados para procurar e interpretar relações entre variáveis, obtidas com os resultados dos questionários. Metodologia semelhante foi usada por Pierre Bourdieu na pesquisa empírica em que baseou o seu livro “A distinção”, também feita por entrevistas e inquéritos e cujos aspectos técnicos ele relata em seu livro, Bourdieu (1979, pp. 587 e seguintes), além dos dados estatísticos nacional pelos órgãos responsáveis do censo Francês.

Para Bourdieu (2014, p. 80), no primeiro momento os estudantes se mantêm igualmente no mesmo ambiente educacional, mas logo depois são separados pelos habitus de origem que cada um apresenta ao grupo e aos lideres (professores, coordenadores, instituição), “mas nem todos os estudantes mantém igualmente, com sua condição presente, uma relação enganosa, pois o futuro não é igualmente irreal, indeterminado ou desencantador para todos”. Para alguns, o momento presente é enganoso e não é perceptível, principalmente pelo processo versus experiência do habitus, até certo ponto não é compreendido. No caso brasileiro, o estudante das classes trabalhadoras de baixa qualificação e com menos acesso econômico e social, incluindo trabalhadores rurais não permanecem nem frequentam os mesmos ambientes escolares, os motivos são situados mais à frente em nossa pesquisa. O ambiente universitário, o ‘campus’ também tem e fortalece o seu habitus, mais ou menos próximo do habitus “dominante”, dependendo do seu posicionamento social e de mercado, e criam-se alguns novos capitais enquanto se fortalecem antigos capitais de alguns. Por isso é importante entender a estrutura sistemática da pesquisa de Bourdieu e de seus autores contemporâneos sobre habitus,

campos e capital. A história familiar de cada indivíduo vai sendo reforçada pelos habitus

familiares, atitudes e práticas presente, com incorporação do passado, história de cada individuo e sua herança familiar, além dos habitus reproduzidos pelos padrões sociais de origem social.

No questionário optamos por coletar várias informações que nos possibilitariam entender de que forma o habitus seria praticado e reproduzido pelas famílias beneficiadas e como surge e se fortalece no campo. As perguntas colocadas inquirem cada aluno acerca da sua origem familiar, escolar, vida social, trabalho, amigos, laser, informação, entretenimento e político, vida social dos pais e tipo de profissão dos pais. Resulta assim um retrato sociológico

158 de cada individuo que participa (ou não) dos programas sociais de acesso ao ensino superior e sua família. Tentamos reunir diversos dados sobre características do público estudado, sua relação com a universidade e com os outros estudantes, sua vida financeira antes e depois do programa político social de acesso universitário (se aplicável), sexo, etnia e idade. Averiguamos também o processo de entrada na universidade, via exame institucional ou de critérios da política social do Ministério da Educação do Brasil.

Entretanto, Bourdieu (2014, p. 40-41), declara que mesmo com o êxito escolar, o estudante desabonado passa a ter ações e comportamentos parecidos com os estudantes das classes privilegiadas, um tipo de indícios, merecimento pela sobrevivência durante o percurso estudantil, (quando, através de uma causalidade pontual, alcança uma vaga dentro das universidades renomadas e cursos renomados com garantias de emprego), “se os próprios interessados raramente vivem sua aprendizagem como renúncia e renegação, é porque os saberes que devem conquistar são altamente valorizados pela sociedade global e essa conquista simboliza a ascensão à elite”, um degrau na pirâmide da hierarquia social trabalhadora. A existência do sistema do habitus não é obvia nem para os estudantes, nem tão pouco para a grandíssima maioria da sociedade. Assumem que para os dois grupos, os esforços são iguais, tanto para um estudante privilegiado como o não privilegiado, a diferença seriam os esforços de cada um dentro e fora de sala de aula. Porém Bourdieu alegou que:

“Já que o acesso ao ensino superior é considerado por alguns como uma sequência interrompida de milagres e esforços, a igualdade relativa entre sujeitos selecionados com um rigor muito desigual pode dissimular as desigualdades que o fundam. Ora, a cultura da elite é tão próxima da cultura da escola que a criança originária de um meio pequeno-burguês (e a fortiori camponês ou operário) só pode adquirir laboriosamente o que é dado ao filho da classe culta, o estilo, o gosto, o espírito, enfim, esses saberes e esse saber-viver que são naturais a uma classe, porque é a cultura dessa classe. Para uns, a aprendizagem da cultura da elite é uma conquista, pela qual se paga caro; para outros, uma herança que compreende ao mesmo tempo a facilidade e as tentações da facilidade” (Bourdieu, 2014, p. 41).

Para o estudante de classe privilegiada, a formação superior é uma continuidade esperada, ainda que mais exigente, de sua cultura social escolar adquirida no ensino médio, embora, individualmente ou junto dos familiares próximos, ele possa confrontar sentimentos confusos na compreensão da relação entre aquilo que “quer” vir a ser e a escolha do curso. Ele sabe que sua família dispõe de capitais econômicos e sociais que pode disponibilizar caso sua decisão sobre o curso ou estabelecimento de ensino seja mudada ulteriormente. Pelo contrário, o aluno proveniente de classe ou segmentos de população com baixos capitais sabe que se ulteriormente mudar, após o ingresso no curso, sua expectativa quanto às suas possibilidades integração, de sucesso ou de acesso a emprego ou carreira, muito improvavelmente ele terá possibilidade de ingresso em formação superior alternativa, além de estar muito sujeito, em qualquer caso, a que seu percurso acadêmico possa ser interrompido por mudanças em políticas

159 nacionais de acesso, desemprego e outros fatores fora do controlo dele e sua família. Estes grupos (frações de classe) encontram-se mais sujeito a desequilíbrios e perturbações que ocorrem nas instáveis instituições político-econômico-sociais do país. A não observação por parte dos estudantes e das famílias não abonadas e para alguns da classe média alta, a reprodução do habitus por parte do Estado não existe, mas o que observamos e o que afirmam alguns teóricos como Bourdieu, Lahire, Nogueira, o Estado é o principal reprodutor das práticas do habitus, todo o sistema educacional universitário, onde tem a possibilidade de formar profissionais para o mercado de trabalho, logo depois atuam na sociedade e que em boa parte são contratados pelo Estado e outros, são moldados pelos valores meritocráticos reproduzidos pelo próprio Estado e seus stakeholders, uma autêntica dimensão cultural dos valores de reprodução da prática dos capitais, fortalecendo privilégios na famosa pirâmide social.

Tinha-se em vista fazer uma análise (quantitativa) do conteúdo com contagem das frequências com que ocorrem certos termos, situações e expressões indiciadores, por exemplo, de causalidade, ou valoração de comportamentos, habitus ou eventos para verificar de modo dedutivo se são verificados ou não os referenciais teóricos sugeridos na literatura corrente, tratados por Bourdieu, habitus, capital social, capital econômico, capital linguístico, capital simbólico e cultural. Entretanto Bourdieu afirma a existência de uma concepção relacional e sistêmica do social. (Setton 2010), a estrutura social é vista, pois como um sistema hierarquizado de poder e privilégio, determinados tanto pelas relações materiais e ou econômicas (salário, renda, idioma e imóveis) como pelas relações simbólicas (status) e ou culturais (saberes e conhecimentos reconhecidos por diplomas e títulos) entre os indivíduos, que são vistos como recursos (ou poderes/forças e suscetibilidades). Continuando com as afirmações de Bourdieu através das observações de Setton (2010), se entendem mais especificamente o capital econômico, o capital cultural, o capital social (relações sociais que podem ser revertidas em capital, relações que podem ser capitalizadas) e, por fim, mas não por ordem de importância, o capital simbólico, (o que vulgarmente chamamos prestígio e ou honra). Assim, a posição de privilégio ou não privilégio ocupada por um grupo ou indivíduo no campo social é definida de acordo com o volume e a composição de um ou mais capitais adquiridos e ou incorporados ao longo de suas trajetórias sociais, que podemos chamar de habitus.

Também utilizamos de meios, através do questionário, para entender a relação do aluno versus qualidade da universidade (na opinião do aluno), programa de política social de acesso ao ensino superior, Prouni, FIES, Cotas e outros, como procuramos entender a relação que existe entre a escolha do curso com a influência familiar, ou mesmo com a formação educacional e ocupação dos pais, renda familiar, acesso aos meios de informações, tipo de escola na conclusão do ensino médio. São formas que encontramos para analisar o motivo que designou este aluno na escolha do curso de conformidade com os habitus e capitais praticados e

160 apresentados. A autora Luchiari (1996, p.90), nos diz que “O jovem, quando está no momento de escolher, é mais suscetível de ser influenciado pelas expectativas familiares”. Entre os jovens das camadas mais pobres o valor do diploma torna-se um resgate aos degraus do acesso social, visto pelos pais como uma porta de entrada aos direitos sociais e humanos estabelecidos pela sociedade. Para a família um depositário de confiança, inteligência e valores éticos e morais, alguém que cumprirá honestamente suas necessidades de direitos político e social. Nogueira (2011, p. 142), partilha do mesmo conhecimento quando diz que, “Sociólogos da família e sociólogos da educação vêm discutindo, nos últimos anos, a necessidade com a qual se defrontam as famílias contemporâneas, de instrumentalizar seus filhos para as diferentes situações de competição que estes deverão enfrentar na vida, enfatizando, dentre elas, a competição pelo capital escolar, cuja importância na determinação do destino ocupacional e da posição social do indivíduo, é cada vez maior”.

Sendo assim foi-nos necessário trabalhar com o SPSS no cadastro e manuseio das variáveis que nos possibilita informações estatísticas sobre a vida universitária do estudante inquirido. Marôco (2014, p. 7) diz que “no processo de análise estatística, o investigador depara-se sempre com ‘algo’ que precisa medir, controlar ou manipular durante o processo de investigação. Este ‘algo’ designa-se por ‘variável’. Assim, o objeto do estudo estatístico é as variáveis e a informações que estas podem nos fornecer”. Para a análise estatística dos dados recolhidos, escolhemos usar o programa IBM SPSS, versões 22 e 24 (a primeira versão foi inicialmente fornecida pela escola e subsequentemente foi substituída pela segunda).

Optou-se pelo uso de um inquérito por dois questionários muito similares, um ministrado aos estudantes de IESs privadas e o outro aos das públicas, diferindo apenas nas questões referentes aos benefícios disponibilizados pelo estado para uns e para os outros. A maior parte das questões avaliativas, subsequentes às de índole sociodemográfica, foram formuladas em escalas de Likert dentro de um ambiente de grupo focal. As questões sociodemográficas, como afirma (Quivy and Campenhoudt 1998) tratam de “colocar a um conjunto de inquiridos de uma população, uma série de perguntas relativas à sua situação social, profissional ou familiar, às suas opiniões, à atitude em relação a opções ou a questões humanas e sociais, às suas expectativas, ao nível de conhecimentos ou de consciência de acontecimento ou de um problema”, a ministrar através de um questionário dentro do ambiente universitário, de conjunto com programas informáticos de gestão que analisa os dados de inquéritos e estatística descritiva e análise estatístico de dados, consultando os alunos e antigos alunos e as IES (Instituições de Ensino Superior) pública e privada, respondendo sobre os esclarecimentos das práticas do Programa Social (Prouni, FIES) e Lei de Cotas, quanto a empregabilidade, status, herança do habitus, isto é, acesso efetivos a emprego, mudança social e profissão até dois

161 anos depois da conclusão dos estudos. As vias para ministrar os questionários no ambiente universitário utilizados foram por meios facultados pelos alunos e IES.

Nosso foco principal foram os estudantes participantes dos programas político social adotado pelo Governo Federal nos últimos 15 anos, no que tange o acesso, inclusão/vaga do estudante no ensino superior e os meios de causalidades que o levaram ao acesso a graduação. As ferramentas estratégicas nos auxiliam por meio de software de análise de dados para uma melhor análise social (outputs) dos entrevistados. No primeiro momento pretendemos recolher informações para melhor entender contexto escolar dos estudantes inquiridos (seu campo académico na conceituação de Bourdieu): os cursos escolhidos por cada um, forma de ingresso, localidade de nascimento, tipo de família (agregada ou de origem), tipos de trabalhos (da família e do estudante), meio social, cultural e de lazer. Em sua pesquisa de campo Bourdieu (2014, p. 42) nos diz que, “se as vantagens ou as desvantagens sociais pesam tão fortemente sobre as carreiras escolares e, geralmente, sobre toda a vida cultural, é porque, de forma percebida ou despercebidamente, elas são sempre cumulativas. Por exemplo, a posição do pai na hierarquia

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