• No results found

E oil E Coal

AIR 66 strength) of these gases into CO 2 -equivalents

3.3. Trends in regional concentrations of pollutants

Um dos objetivos dessa dissertação é verificar como a estratégia ocorre em MPME´s atuantes no setor de jornais impressos. Para tanto faz-se necessário entender e procurar conhecer em primeira instância o campo de estudo e sua teoria. Portanto apresentar seu contexto acadêmico e histórico é fundamental.

Os estudos sobre gestão estratégia têm seu início nos Estados Unidos, na década de 1960, com enfoque econômico da perspectiva da era clássica, prevalecendo o caráter cientifico e a aplicação de práticas meramente quantitativas. O filósofo Toulmin (1990; 2001), relata que a partir dos anos 1970, inicia-se um processo de mudanças significativas em relação aos estudos sobre gestão estratégia; as ciências sociais passam a atuar no campo a partir das ideias oriundas do iluminismo, propondo um racionalismo baseado na imparcialidade, na quantificação e no elitismo cientifico da época do modernismo.

O Quadro 15 apresenta as perspectivas em gestão estratégica, ao longo do tempo, entre as teorias clássica, moderna e pós-moderna, apresentando as mudanças / complementações ao longo do tempo.

Clássica Moderna Pós-moderna

Do topo para a base Da base para o topo / do topo para a base. Multiagente Planejamento Experimentação Fazer sentido

Analítica Incremental Cognitiva

Racionalidade perfeita Racionalidade local Racionalidade substantiva

Quadro 15: Teorias: perspectivas estratégicas. Fonte: Volberda (2004)

As perspectivas teóricas são definidas por diversos autores como Andrews (1971) e Chandler (1962), que conceituam as perspectivas da teoria clássica como sendo metas,

alocação de recursos e principalmente planos, através de planejamentos deliberados, iniciado pela cúpula, baseado em análise industrial elaborada, e focado no desenvolvimento de uma estratégia corporativa coesa e ambiciosa.

As perspectivas modernas de estratégia por sua vez, são apresentadas como um processo complexo, desconexo e desordenado, definidas por Lindblom (1959), Mintzberg (1978) e Quinn (1980), através de pesquisas descritivas, fundamentadas em conceitos de limitações cognitivas da racionalidade, assim como proliferação desordenada de classificação sobre preferências e visões divergentes entre a relação de causa e efeito. Já as perspectivas pós-modernas, segundo Chaffee (1985); Prahalad e Bettis (1986); Johnson (1987) e Bettis e Prahalad (1995), são definidas por esquemas estratégicos ou por modelos de referência, permitindo que a organização e o ambiente sejam compreendidos pelos stakeholders, onde o planejamento passa a ser descrito por processos que devam fazer sentido.

Essas mudanças abrem espaço para uma discussão a respeito do campo de estratégia: busca-se responder se há fragmentação, integração ou síntese. Nas perspectivas em relação às estratégias clássica, moderna e pós-moderna, que têm como base de sustentação as teorias descritas no Quadro 16, nota-se que em cada uma delas emergem perspectivas quanto a criação de vantagem competitiva, em função do grande número de estratégias que surgem constantemente nas organizações.

Estratégias Teorias Vantagem competitiva

Clássica Sistemas; Cibernética; Contingência; Organizações. Planos claros;

Processos de planejamento superiores;

Posicionamento bem definidos para a empresa.

Moderna Evolucionistas; Comportamentais da agência; Escolhas estratégicas; Aprendizagem.

Habilidades diferenciadas de aprendizagem; Visão empreendedora.

Pós-moderna

Cognitivistas; Complexidade: Interação simbólica.

Previsões de mercado diferenciadas; Mapas mentais

Quadro 16: Vantagem competitiva das estratégias clássica, moderna e pós moderna. Fonte: Desenvolvido pelo autor, a partir do artigo de Volberda (2004).

Analisando o Quadro 16 é possível verificar fragmentações em relação ao campo da estratégia, onde segundo Camerer (1985) ela existe pela ausência de disciplina em metodologia na gestão estratégica, muitos conceitos são ambíguos, falta clareza nas definições, a distinção entre estratégia e política é muito vaga, e ainda segundo Camerer (1985) as teorias carecem de maior quantidade de teste de campo, além da comparação entre teorias rivais.

Teece (1990) argumenta que na gestão estratégica é possível haver progresso somente com o desenvolvimento de programas dominantes de pesquisa, com as tradicionais perspectivas das “forças competitivas” ou perspectivas “baseadas em recursos”. Se Camerer (1985) ressalta uma abordagem metodológica disciplinada, Teece (1990) volta a pesquisa para programas dominantes. Mahoney (1993) diferente de ambos e acredita que a integração, através da harmonização entre as perspectivas rivais em gestão estratégica, seja a melhor alternativa.

Buscando um novo foco Schoemaker (2001) afirma que o campo da estratégia está muito além da fragmentação ou da integração, evidenciado pela pluralidade de conceitos, teorias e abordagens, onde um novo contexto para progresso do campo é a síntese de estratégia, pois apesar de menor alcance do que a integração, ela não procura desenvolver um paradigma único, sem a pretensão de explicar todo o campo da estratégia.

Whitley (1984) e Schendel (1991) são defensores da utilização da síntese para o desenvolvimento do campo da estratégia em detrimento da fragmentação, principalmente por definir que a preferência por uma ou outra escola ou teoria não resolverá os problemas do campo; e ainda se difere da integração, por se basear em teorias de diversas disciplinas, está relacionada a um conjunto de áreas problemáticas, e também por desenvolver ferramentas de solução de problemas baseadas em um conjunto de teorias selecionadas, como fica explicito no Quadro 17.

Itens Escola das “Fronteiras

Organizacionais” Escola das “Competências Dinâmicas” Escola das “Configurações” Questões

- Onde desenhar a fronteira organizacional;

- Como gerenciar os limites das fronteiras

organizacionais.

- Com quem e como as empresas competem; - Como sustentam vantagem competitiva ao longo do tempo. - Quais são as contingências; - Quais configurações estratégicas são efetivas; - Quais são as dimensões subordinadas às

Disciplinas/teorias base

- Teoria da agência (economia/ psicologia); - Teoria dos custos de transação; - Organizações industriais; - Teorias de controle (sociologia); - Teorias de tomada de decisão (psicologia).

- Teoria da firma baseada em recursos (economia); - Empreendedorismo (economia);

- Teorias sobre inovação (teoria organizacional); - Teorias de aprendizado (comportamento organizacional). Ciências Sociais História; Modelos de equilíbrio (biologia); Teorias da catástrofe (matemática). Ferramentas solucionadoras de problemas - Processo de suprimento de estratégias (VENKATESAN, 1992); - Cadeia de valor de Porter (1980); - Raízes da competitividade (PRAHALAD; HAMEL, 1990); - Matriz de Competências (SCHOEMAKER, 1992). - Arquétipos (MILLER; FRIESEN, 1980); - Tipos estratégicos (MILES, SNOW, 1978); - Método FAR (VOLBERDA, 1998). Novos direcionamentos - Criação de estratégias; - Criação de valor agregado; - Construção de confiança; - Aprendizado sobre as fronteiras organizacionais. - Co-evolução entre competências e competitividade; - Dimensões gerenciais das competências dinâmicas. - Tipologias conceitualmente derivadas; - Taxonomias empiricamente baseadas; - Configurações como fontes de vantagem competitiva. Quadro 17: Escolas que compõe a síntese do campo estratégia como prática.

Fonte: Adaptado de Volberda (2004).

Segundo Volberda (2004), a escola das Fronteiras Organizacionais está relacionada a problemas de terceirizações, parcerias, alianças, organizações virtuais e diversificação, e a forma com a qual a organização reage a esses desafios, que implicam diretamente em seu posicionamento, na criação de estratégias e também de ferramentas a fim de serem competitivas no mercado que atuam.

Prosseguindo Volberda (2004) afirma que a escola das Competências Dinâmicas define estratégia como sendo um processo de aprendizado coletivo, buscando o desenvolvimento de capacidades distintas, difíceis de serem copiada. Uma característica marcante dessa escola é a diversidade de suas competências, focada em recursos físicos, mas iniciando a busca por recursos intangíveis e conhecimentos implícitos, onde forças e fraquezas são correlacionadas a competências chave das empresas.

teórica para a gestão estratégica, tendo como foco questões relacionadas à análise de contingência nas quais as configurações estratégicas sejam efetivas, e a definição de dimensões que visam explicar a variedade das configurações estratégicas.

Por fim pode-se concluir que a escolha pela síntese dessas três escolas apresentadas no Quadro 17, resulta em uma tentativa de saída para o dilema diferenciação e integração e para estudo da estratégia como prática, onde a busca por uma definição única não acontece, assim como o acúmulo de conhecimento passa a ser possível em um campo fragmentado, baseado na sobreposição das posições centrais dessas três escolas em questão, que se utilizada de maneira eficiente, pode ser vista como novas fontes de vantagens competitivas.