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7. ATTITUDES TOWARDS ENVIRONMEN- ENVIRONMEN-TAL ISSUES

Resta-nos, agora, entender como se entifica esse processo no Brasil. A

formação particular da acumulação capitalista brasileira

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no seu “ser e ir sendo”

83 Ibid.p.463. 84 Ibid.pp.503-510. 85

“A sociedade atual é a sociedade capitalista que existe em todos os países civilizados, ‘mais ou menos’ expurgada de elementos medievais, ‘mais ou menos’ modificada pela evolução histórica particular de cada país, ‘mais ou menos’ desenvolvida. O ‘estado atual’, pelo contrário, muda com a fronteira. É diferente no Império prussiano-alemão e na Suíça, na Inglaterra e nos Estados Unidos. O ‘estado atual’ é pois uma ficção. No entanto, os diversos estados dos diversos países civilizados, não obstante a múltipla diversidade das suas formas, têm todos em comum o fato de que assentam no terreno da sociedade burguesa moderna, ‘mais ou menos’ desenvolvida do ponto de vista capitalista.

conforma-se de forma subordinada e, o capital financeiro, carrega e realimenta sua

herança colonial, acumula com base numa estrutura débil de produção, e por isso

mesmo tem as portas escancaradas às mais estapafúrdias peripécias da especulação,

do imperialismo do cartão de crédito do mercado mundial. Portanto, a conciliação

pelo alto, a parceria do capital atrófico com o oligopólio mundial é a forma particular

de reprodução em escala ampliada do capital. A forma particular de relação

intercapitalista que se alimenta da expropriação da mais-valia, lógica imanente do

capital.

Ao problematizar os impasses da “via colonial”

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do capitalismo, Chasin

aponta:

“A América Latina, África e parte da Ásia – na generalidade e sob muitas singularizações, das quais não pode ser abstraída uma infinidade de distinções qualitativas e quantitativas no traçado concreto de cada caso – constituem espaço induzido da efetivação capitalista: a objetivação pela via colonial do capitalismo, que particulariza formações sociais economicamente subordinadas, socialmente inconsistentes e desastrosas, politicamente instáveis em sua natureza autocrática e culturalmente incapacitadas de olhar para si com os próprios olhos e traçar um horizonte para seus dilemas específicos na universalidade dos impasses mundiais. Sob os influxos e refluxos do capital metropolitano, produzem e reproduzem a miséria de sua incontemporaneidade, armada sobre a incompletude de seu

É o que faz com que certos caracteres essenciais lhes sejam comuns”. MARX, K. Crítica do Programa de Gotha. apud. CHASIN, J., A Via Colonial de Entificação do Capitalismo, pp.37-38. “/.../ Tais determinações ficam ainda mais adensadas quando atentamos para que, no fragmento da Crítica inicialmente citado, há algo mais, um outro aspecto que nos interessa muito de perto: a sociedade pode se apresentar mais ou menos desenvolvida do ponto de vista capitalista, mais ou menos expurgada de elementos pré capitalistas, mais ou menos modificada pelo processo histórico particular de cada país. De maneira que há modos e estágios de ser, no ser e no ir sendo capitalismo, que não desmentem a anatomia, mas que a realizam através de concreções específicas”. CHASIN, J. A Via Colonial de Entificação do Capitalismo, pp.37-38.

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Sobre a Via Colonial necessário é que se tome pela raiz a trama das relações mundiais, para que se compreenda sua densidade. “É sabido que a mundialização do capital subsume formações sociais distintas e engendra desenvolvimentos desiguais e combinados. A universalização capitalista, não sendo uma expansão uniforme de lava homogênea, mas a irradiação da lógica substantiva de um modo de produzir, compreende um bom número de variações e índices de efetivação. Com ela não se processa, a não ser formalmente, é óbvio, uma igualização internacional, mas a constituição de uma cadeia de elos muito desiguais, cuja dinâmica constitutiva, grau de configuração, capacidade de auto-sustentação e potência reprodutiva são profundamente distintos. Diversidade necessária pela própria legalidade do capital, uma vez que a expansão em tela é uma forma da reprodução ampliada de certos capitais circunscritos, que ultrapassam seus limites à procura de circunscrições mais alargadas, para efeito de suas exercitações. Movimento, pois, que requer campos receptivos ou que sejam configuráveis como tais, portanto, diversos dos primeiros, embora com estes obrigatoriamente articuláveis. Em síntese, espaços característicos da universalidade do capital, porém diferentes e hierarquicamente dispostos, sem o que a conexão entre eles não atenderia à finalidade que os combina.” CHASIN, J. A Sucessão na crise e a crise na Esquerda: os impasses da via colonial do capitalismo, pp.213-214.

capital incompletável e, por isto, sobre a natureza invertebrada de suas categorias sociais dominantes e, por decorrência, sobre a inorganicidade de suas categorias sociais

subalternas.”87

Assim, as crises mais virulentas emergem como uma crise estrutural

particular e universal na via colonial. No entanto, são a expressão do que o próprio

Chasin chamou de crise estrutural do capitalismo

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, enquanto entificação material da

incompletude desses capitais que repõe sua subordinação em escala cada vez maior

e, a crise total do pós capitalismo

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, que reitera a ilusão da perenidade da

sociabilidade do capital enquanto relação social sui generis.

Vejamos, agora, os ecos históricos do estranhamento no Brasil.

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CHASIN, J. A Sucessão na crise e a crise na Esquerda: os impasses da via colonial do capitalismo, p.212.

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Crise estrutural do capital, isto é, “orgânica e permanentemente, para qual não há possibilidade de superação no interior da lógica do capital, de modo que ambos, crise e sistema, estão fundidos de modo definitivo, condenando a sobrevivência do capital ao metabolismo crítico que na atualidade o caracteriza. Assim, viver e sobreviver para o capital tornou-se existir na e através da crise. De cada crise do capital não tem brotado o novo, mas a reiteração de si próprio em figura agigantada, de igual ou maior problematicidade. Em palavras diversas: a reprodução ampliada do capital, contemporaneamente, o reproduz em proporções inauditas, ao mesmo tempo em que reproduz em tamanho correlato sua crise constitutiva”. CHASIN, J. A Sucessão na crise e a crise na Esquerda: crise nos dois Subsistemas do Capital, p.181. Essa problematização será retomada e melhor desenvolvida ao longo de nossa dissertação a partir do contexto histórico no qual ela se apresenta.

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A referência que aqui se faz é ao fracasso do Leste Europeu em sua tentativa de superação do sistema do capital. Esta será uma questão trabalhada ao longo do texto, por agora fica somente sua indicação.