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Tilsvarende ordninger i

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No que diz respeito à avaliação não tradicional feita no decorrer das aulas, os exercícios eram realizados tanto em sala quanto em casa, e, compreendiam atividades do livro, atividades extras impressas, ou exercícios no quadro, envolvendo principalmente conteúdos gramaticais e de vocabulário, conforme registros nos logs.

Com relação à nota de participação, ela difere da nota de exercícios por levar em consideração principalmente aspectos de oralidade em sala, como a produção oral deles, a participação oral na correção dos exercícios, a interação com os colegas da sala em LI e a leitura em voz alta de textos e diálogos.

No início, cada vez que o aluno mostrava o exercício feito eu sinalizava que ele fez a atividade – sem corrigir individualmente, pois os nossos encontros presenciais eram muito curtos (um encontro de 50 minutos por semana). A sinalização ocorria por meio de um ponto positivo (‘+’) no diário, ao qual os alunos chamavam de “ponto.”

Excerto 23. Diário reflexivo – Pesquisadora – 13 de junho de 2017 A gente vai ganhar ponto? (Aluna J)

Para chegar na nota de exercícios no boletim ao final do bimestre, somei todos os pontos positivos do diário e dividi pelo número total de atividades passadas. Contudo, no decorrer do curso, percebi que a sinalização das atividades com um ponto positivo, sem conferir se foram feitas de forma correta ou não, teve como consequência uma surpresa na hora da correção da primeira prova, conforme excerto a seguir.

Excerto 24. Diário reflexivo – Pesquisadora – 18 de abril de 2017

Quando eu corrigi a prova, confesso que me surpreendi pela nota de alguns alunos, que tinham realizado a maior parte (se não todos) os exercícios em sala, mas ainda assim não tiraram uma nota excelente na prova. Acredito que talvez eu devesse repensar com relação ao registro de pontos positivos no diário, na realização dos Exercícios, pra tentar acompanhar melhor o desenvolvimento deles e não me assustar com as notas da prova.

A disparidade entre a nota de Exercícios e Participação e a nota da Avaliação Escrita pode ser vista no boletim da aluna A, conforme a Figura 5:

Figura 5 – Boletim 1° bimestre Aluna A Fonte: a autora

Em uma tentativa de mudar esta disparidade, pensei em mudar minha prática e dar o “ponto” apenas quando a resposta estava correta.

Excerto 25. Diário reflexivo – Pesquisadora – 13 de junho de 2017

Na aula de hoje fizemos uma atividade que eu chamo de Password. Pra eles poderem entrar na sala, eles tem que responder algum comando que eu faço em inglês. Sempre faço mímicas até que eles entendam. A pergunta dessa vez foi: “what time do you have lunch?” Quando o aluno respondia certo, eu marcava o seu ponto positivo no diário.

Contudo, nem sempre eu conseguia corrigir individualmente os exercícios de todos os alunos a tempo. A fim de não prejudicar os alunos que não conseguiram responder corretamente até o momento anterior à correção no quadro, eu deixava que eles me mostrassem seus cadernos com as respostas copiadas do quadro, e dava o “ponto” para eles. Entendo que a tentativa nem sempre reflete uma aprendizagem bem-sucedida, mas eu acredito que o esforço deve ser valorizado, principalmente em termos de motivação e autoestima, corroborando o que Shin e Crandall (2014, p. 253) consideram como fundamentais: a avaliação de LEC deve “motivar os estudantes e aumentar sua autoconfiança.” O boletim do 2° bimestre da mesma aluna A pode ser observado na Figura 6.

Figura 6 – Boletim 2° bimestre Aluna A Fonte: a autora

Como a disparidade na nota de Participação diminuiu do primeiro para o segundo bimestre, acredito que a minha opção por aguardar antes de dar o ponto positivo tenha sido proveitosa. No entanto, ainda não considero esta a prática mais ideal, pois não acredito que o esforço sempre reflete o aprendizado. Desta forma, tendo como base o que Shin e Crandall (2014) elencam como as orientações gerais que devem guiar a avaliação de LEC, apesar da avaliação dos exercícios durante as atividades em sala de aula poder ter motivado o estudante, eu julgo que ela falhou em refletir o aprendizado.

No caso das avaliações planejadas, e por acreditar na avaliação formativa, contínua, integrada e válida, elaborei as provas tendo em vista o meu entendimento sobre avaliação formativa, a regulamentação da escola e os objetivos do curso.

Ao final de cada bimestre foi realizada uma prova, requerida pela escola e elaborada por mim. A prova do primeiro bimestre foi aplicada no dia 18 de abril, e a do segundo bimestre realizou-se no dia 27 de junho. As provas serão melhor explicadas mais adiante.

Ao fim da avaliação do segundo bimestre, perguntei a eles o que eles tinham achado e quem tinha estudado para a prova.

Excerto 26. Diário reflexivo – Pesquisadora – 27 de junho de 2017 Eu pensei que ía tá (sic) difícil mas tava (sic) bem fácil. (Aluna C) (...)

Eu geralmente não estudo, só faço o dever. (Aluna K) [APÊNDICE D]

Tanto a aluna C quanto a aluna K tiraram nota máxima na prova do segundo bimestre, e o comentário delas me fez pensar sobre o que a aluna K considera “estudar.” Para mim, ao fazer o dever de casa de inglês já se está, por si só, estudando, principalmente porque os exercícios do dever de casa se assemelham aos exercícios da prova. Mesmo assim, apesar de ter anotado em meu diário [APÊNDICE G] que a maior parte dos alunos realizava os deveres de casa, quando perguntei quem tinha estudado para a prova apenas cinco deles levantaram a mão.

Excerto 27. Diário reflexivo – Pesquisadora – 27 de junho de 2017

Eles consideraram que a prova tinha sido fácil, e dos 14 estudantes, cinco disseram que estudaram (só porque tinha prova), seis afirmaram que estudaram um pouco, e três alegaram não ter estudado.

A fala da aluna K e a resposta da turma podem indicar que alguns dos alunos que disseram que estudaram pouco podem, na realidade, ter estudado continuamente durante o semestre, a partir da realização dos deveres de casa, mas não se debruçaram sobre o livro e o

caderno no dia anterior à prova; por isso não consideram que tenham estudado. Também é interessante perceber que cinco alunos estudaram porque tinha prova. Este fato pode indicar que essas crianças já estão acostumadas a estudar para a prova. Nesta perspectiva, se não houvesse um momento de avaliação formal, elas provavelmente não dedicariam tempo à disciplina em casa. Esse fato pode justificar a utilização de instrumentos tradicionais de avaliação em um ambiente em que a educação e as práticas de ensino/aprendizagem em todas as outras disciplinas ainda é tradicional.

Excerto 28. Diário reflexivo – Pesquisadora –13 de junho de 2017

Durante a aula, tinha uma atividade no material didático que trazia uma musiquinha, e nós chegamos a cantá-la juntos. Quando perguntei se eles queriam criar uma coreografia, a aluna J perguntou (...):

Aluna J: A gente vai ganhar ponto? Eu: Não...

Aluna J: Então não.

Nesta perspectiva, a prova, além de ser um instrumento avaliativo que traz informações valiosas para o professor, também funciona como um incentivo para os alunos estudarem, e o ponto positivo é realmente a moeda de troca, o que Barcelos (1995, p. 85) aponta como o “salário” do aluno.

Assim que me tornei a professora do curso investigado, meu questionamento principal era pensar em formas de avaliar que pudessem de fato refletir a aprendizagem das crianças, da forma mais adequada para a faixa etária deles. Imaginava que não haveria o interesse desproporcional por pontos positivos, tão fortemente presente nas turmas dos anos subsequentes, uma vez que a disciplina não era obrigatória e, consequentemente, não acarretaria em uma recuperação ou reprovação. No entanto, deparei-me com crianças acostumadas às formas tradicionais de avaliação, e que faziam coisas apenas pelo ponto positivo. Elas foram treinadas para esta forma de avaliar; foi a maneira histórica que os professores encontraram de manter a ordem em sala.

Após a análise das minhas práticas e de suas consequências, percebo a dificuldade de mudar a cultura de aprender, avaliar e ser avaliado. Em tempo, na próxima subseção discorro sobre a avaliação formal que realizei durante o 1° semestre de 2017, e minhas reflexões durante o processo.

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