3. Krigen i svensk erindringskultur 1945-70
3.1 Tapper nøytralitet
Visto que achámos interessante saber qual a opinião das pessoas sobre o consumidor e o consumo de droga, numa altura em que passam 15 anos sobre a entrada em vigor da lei nº 30/2000, conduzimos inquéritos nesse sentido à semelhança dos autores acima mencionados.
Mais, sabendo que os media são um dos principais formadores de opinião pública, decidimos igualmente cruzar os dados adquiridos com a quantidade de informação absorvida por esses mesmos indivíduos.
61% 38%
Feminino Masculino
Assim, depois da recolha dos resultados dos inquéritos, há que analisá-los, e comparar as respostas dadas nas diferentes perguntas. O questionário esteve disponível de 12 a 25 de agosto de 2016 e era constituído por 14 questões de resposta fechada e 4 questões de resposta aberta. Foi realizado um pré-teste para verificação do funcionamento e encadeamento das perguntas.
O questionário pode ser consultado no Anexo III e os gráficos e tabelas com os resultados podem ser lidos na totalidade no Anexo IV.
Começando pela análise sociodemográfica, das 252 respostas anónimas validadas, 62% foram concedidas por indivíduos do sexo feminino, sendo as restantes 38% do sexo masculino (Gráfico 1).
Gráfico 1 – Sexo
252 respondentes
Quanto às idades, os resultados foram divididos em classes etárias. A maioria dos respondentes pertence à categoria “46 a 55” (59 indivíduos), seguido de “18 a 25” (54 indivíduos) e “26 a 35” (53 indivíduos) (Gráfico 2, sob consulta no Anexo IV).
Passando às profissões, escolhemos enquadrá-las de acordo com a Classificação Portuguesa das Profissões (CPP/2010) do Instituto Nacional de Estatística. Porém, foi necessário criar outras categorias, a “Militar ou Forças de Segurança”, “Desempregado/a”, “Reformado” e “Doméstico/a”. A maior parte dos inquiridos
2 9 102 5 91 7 33 3 1º ciclo 2º ciclo 3º ciclo Ensino Secundário Bacharelato Licenciatura Pós-graduação Mestrado Doutoramento
insere-se na categoria “Especialista das Profissões Intelectuais e Científicas” (92 indivíduos), seguindo-se o “Pessoal dos Serviços ou Vendedor” (35 indivíduos) e “Estudante” (25 indivíduos) (Gráfico 3, sob consulta no Anexo IV).
Em relação às habilitações literárias, a maioria dos respondentes (102) detémo “Ensino Secundário” e existe também um grande número de licenciados, 91.
Gráfico 4 - Habilitações Literárias
252 respondentes
Avançando para a primeira pergunta, foi pedido aos inquiridos que escrevessem três palavras associadas ao consumo de droga. Optámos por analisar as três escolhas separadamente, de modo a perceber qual era a palavra que mais imediatamente associavam ao consumo (a primeira opção), qual associavam em segundo lugar (a segunda opção) e em terceiro lugar (a terceira opção). Para além disso, pelo grande número de diferentes respostas obtidas, decidimos agrupar algumas palavras com conotações semelhantes, ou do mesmo grupo semântico, de modo a ser mais fácil analisar e compreender os resultados.
Assim, na primeira opção, as palavras mais usadas foram “Dependência/Dependente/Toxicodependência” (59 vezes), seguidas de
“Vício/Adição/Aditivo” (43 vezes), e “Morte/Overdose” (8 vezes) (Tabela 1, sob consulta no Anexo IV).
Na segunda opção, as palavras mais repetidas foram “Viciado/Viciante/Vício” (23 vezes), seguidas de “Dependência” (17 vezes), “Doenças/Doente/Saúde” (14 vezes) e “Coca/Cocaína” (11 vezes (Tabela 2, sob consulta no Anexo IV).
Já na terceira opção, as palavras mais frequentes foram “Morte/Overdose/Suicídio” (13 vezes), seguidas de “Doença/Doente” (12 vezes) e “Vício” (12 vezes) (Tabela 3, sob consulta no Anexo IV).
De seguida, pedimos aos indivíduos que mostrassem a sua concordância ou discordância em relação a algumas afirmações. A primeira lia que “Uma pessoa que consome drogas é um delinquente”, o que a maioria dos respondentes – 198 - não concordou, já quanto à frase “Uma pessoa que consome drogas é doente”, a maioria concordou, ainda que de forma menos expressiva, 155 indivíduos. Relativamente à frase “Uma pessoa que consome drogas deve estar na cadeia” a grande maioria dos respondentes afirmou não concordar – 227.
252 respondentes
Passando à terceira pergunta, “Conhece o regime jurídico do consumo de estupefacientes?” 73% dos inquiridos respondeu que não, e apenas 27% afirmou conhecer (Gráfico 6, sob consulta no Anexo IV). Já quanto a terem conhecimento sobre a existência de Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência, 47% dos indivíduos
garantiu que sim, enquanto 53% revelou nunca ter ouvido falar (Gráfico 7, sob consulta no Anexo IV).
De seguida, perguntámos o que os indivíduos pensavam ser a pena a aplicar em Portugal para um consumidor de droga. Das opções apresentadas, 39% das pessoas consideram ser a coima/multa a pena a aplicar, enquanto apenas 7% considera ser a prisão a pena para os consumidores de droga em Portugal. A grande maioria dos respondentes, porém, escolheu a opção “Outro” (54%), elaborando depois. A maior parte dos que escolheram esta opção referem o tratamento, através de clínicas de reabilitação e acompanhamento médico e psicológico (86 indivíduos) como a pena aplicar, mas o trabalho comunitário também é uma das penas possíveis mais referidas (15 indivíduos). De resto, houve alguns respondentes que afirmaram que a pena depende da quantidade consumida e da droga em causa.
252 respondentes
Continuando para a questão seguinte, confrontámos os inquiridos com a frase: “A posse e consumo de estupefacientes até uma certa quantidade não é crime em Portugal”, e perguntámos se achavam que era “Verdadeiro” ou “Falso”. A maioria dos
respondentes, 77%, diz ser verdade, enquanto 23% acha ser falso (Gráfico 9, sob consulta no Anexo IV).
Segue-se a quinta parte do inquérito, onde tentámos apurar a influência que a informação veiculada pelos media, particularmente por jornais e revistas, tem para a formação da opinião dos indivíduos sobre este tema. Assim, a primeira questão procurava saber se os indivíduos tinham contacto com jornais ou revistas de forma regular. 87% dos respondentes disseram que sim (Gráfico 10, sob consulta no Anexo IV).
Depois, questionados sobre a regularidade média com que contactavam com jornais e revistas diários, 53% afirmou ter contacto diário, 42% respondeu “Pelo menos uma vez por semana” e os restantes 5% “Pelo menos uma vez por mês”. Já em relação às publicações semanais, 64% tem contacto “Pelo menos uma vez por semana” e 36% apenas “Pelo menos uma vez por mês”.
218 respondentes
Quisemos também saber quais os títulos mais lidos pelos inquiridos. Nesta pergunta era possível aos inquiridos escolherem mais do que uma opção. Assim, os mais lidos pelos respondentes são o jornal “Público” (mencionado 122 vezes), seguido
Gráfico 11 - Costuma ler ou ter contacto com jornais/revistas SEMANAIS com que
regularidade média?
Gráfico 12 - Costuma ler ou ter contacto com jornais/revistas DIÁRIOS com que regularidade
da revista “Visão” (106 vezes) e do “Diário de Notícias” (105 vezes) (Gráfico 13, sob consulta no Anexo IV).
De seguida, procurámos saber qual o grau de importância que os indivíduos atribuíam à informação veiculada por essas publicações para a formação da sua opinião. Poucos deles consideram as notícias que consomem como muito importantes (9%), embora bastantes – 43% - as considerem como importantes.
218 respondentes
Por último, decidimos tentar saber quantos dos respondentes já tinham consumido ou consomem drogas de forme regular. Esta pergunta é pertinente uma vez que as respostas serão baseadas numa experiência pessoal o que as diferencia do restante universo da amostra. Os resultados que conseguimos apurar dizem que 13% dos inquiridos assumem que já consumiram ou consomem droga de forma regular, sendo que 85% referem que não o fizeram (Gráfico 15, sob consulta no Anexo IV).
Gráfico 14 - Qual é o grau de importância dessas notícias para a opinião que possui sobre o consumo de droga e os indivíduos que as consomem?