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Neste trabalho optou-se por metodologia quantitativa, com recurso ao inquérito por questionário. Paralelamente, utilizou-se uma pesquisa bibliográfica, com o propósito de sintetizar os conhecimentos relativos à temática. Segundo Gil (2002, p.20) “a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos”, sendo para o próprio autor a sua principal vantagem, “permitir ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela que poderia pesquisar diretamente” (Gil 2002, p.27).

O questionário utilizado foi a Escala Likert que permitiu auferir um conjunto de

informações sobre o grau de percepção sobre o tema.

Esta, de acordo com Cunha (2007) é uma escala de resposta psicométrica usada comumente em questionários, e é considerada a escala mais usada em pesquisas de opinião.

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Ao responderem a um questionário baseado nesta escala, os respondentes especificam seu nível de concordância em uma afirmação. Para este autor,

“Uma escala tipo Likert é composta por um conjunto de frases (itens) em relação a cada uma das quais se pede ao sujeito que está a ser avaliado para manifestar o grau de concordância desde o discordo totalmente (nível 1), até ao concordo totalmente (nível 5, 7 ou 11)” (Cunha 2007, p.24).

Conforme mencionado anteriormente, foi encaminhado aos participantes da amostra um correio eletrônico, no qual os mesmos foram convidados a participarem da pesquisa

através de questionário do “Google Forms12” (Apêndice B). A pesquisa inicia-se com

perguntas simples e de baixa complexidade, explorando aspectos pessoais e profissionais da população até as perguntas mais complexas e específicas a problemática da pesquisa. Na elaboração do questionário, para obtermos respostas mais mensuráveis, nos preocupamos em garantir o anonimato dos participantes.

O questionário foi dividido em duas partes, totalizando 28 questões. Na primeira parte,as questões relacionavam-se ao perfil do profissional através de variáveis independentes: idade, sexo, escolaridade, período de capacitação, tempo de serviço público e outras, através de perguntas de múltipla escolha. Na segunda parte, buscou-se auferir informações acerca do objeto de estudo, sendo então, elaboradas questões por intermédio da escala tipo Likert, constituída por cinco níveis, a saber: Concordo totalmente; Concordo; Nem concordo/nem discordo; Discordo e; Discordo totalmente. Nesta segunda etapa, o intuito era obter um conjunto de informações sobre o grau de conhecimento e o interesse dos trabalhadores na EaD; dificuldades, vantagens, e benefícios da Ead na visão deles; além das principais mudanças ocorridas na vida profissional após a capacitação por e-learning/ educação a distancia.

Os participantes, gestores e colaboradores da área de Gestão de Pessoas da SESAU, respeitando a dimensão ética da pesquisa, responderam ao questionário anonimamente para uma base de dados do Google Forms, aonde os dados recolhidos da pesquisa foram inicialmente tratados estatisticamente. Posteriormente, os dados foram inseridos em planilhas do Microsoft Excel, para que pudessem ser apresentados através de gráficos, ferramenta importante para visualização dos resultados obtidos. Na fase da interpretação dos dados, dada a natureza da investigação, foram utilizadas a análise de conteúdo e a estatística.

12 Ferramenta de criação e aplicação de formulários de pesquisa disponível gratuitamente para quem dispõe de uma conta Google.

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Para Minayo (2011, p. 74) a análise de conteúdos “é a análise de informações acerca do comportamento humano, permitindo uma aplicação bastante variada”, onde as hipóteses são verificadas e os conteúdos investigados, sendo utilizada tanto em pesquisas qualitativas como quantitativas.

Para a análise estatística foram utilizados os dados lançados nas planilhas do Microsoft

Excel, cujos resultados auferidos foram analisados, comparados e interpretados.

Da amostra da pesquisa definida para o presente estudo composta por 114 trabalhadores, obtivemos um total de 76 servidores que responderam à pesquisa. Usando a ferramenta da Calculadora Online do Google, verificou-se que a pesquisa apresentou um erro amostral de 8%, um nível de confiança de 95% e um percentual máximo de 50%. Entendemos ser significativa então a amostra recolhida, garantindo um bom grau de confiança.

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CAPÍTULO V

ANÁLISE DE DADOS E RESULTADOS

Os questionários estruturados foram aplicados com o intuito de perceber a visão dos trabalhadores da área de Gestão de Pessoas em relação ao uso da Educação a Distancia para o seu desenvolvimento profissional.

Na primeira parte do questionário buscou-se realizar um perfil sócio-demográfico da população estudada.

Em relação à caracterização dos entrevistados, pode indicar-se que dos 76 entrevistados, 75% são do gênero feminino e 25% do gênero masculino.

Esses dados relatam a força da participação das mulheres no mercado de trabalho em saúde, pois conforme dados relatados pela pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) as mulheres, no setor público, ocupam 55,3% das vagas, enquanto 44,7% são ocupadas pelos homens. (De Emprego - PME, 2012).

Para Fontenele & Mourão (2006, como citado em Mourão & Galinkin, 2008):

É no setor público que as mulheres têm tido maiores chances de ocupar postos de trabalho e, também, posições de chefia. Isto se deve, em parte, ao fato do Estado prover serviços que são culturalmente considerados femininos como educação, saúde e assistência social. Além disso, as contratações são menos discriminatórias uma vez que o ingresso ocorre por concurso público.

Quanto à idade dos entrevistados, verificamos que a maioria está na faixa etária de 41 a 45 anos (23,7%); 18,4% compreendidas entre 36 a 40 anos, empate nas faixas etárias de 31 a 35 anos e de 46 a 50 anos, com 17,1% cada; 14,5% situados entre 51 a 60 anos e apenas 9,2% situados entre 20 a 30 anos. Estes números indicam claramente que 76,3% dos respondentes se enquadram numa faixa etária entre os 31 a 50 anos de idade.

A faixa etária de maior freqüência encontrada na pesquisa acima comparada a percentagem a nível nacional da força do trabalho, apresentará algumas discordâncias, pois

segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD13 do Instituto Brasileiro

de Geografia e Estatística (IBGE), realizada no final do 4º trimestre de 2016, no Brasil, a maior parcela das pessoas em idade de trabalhar está no grupo de 40 a 59 anos, com 31,7%, enquanto que o grupo etário de 25 a 39 anos representa 28,6%. A referida pesquisa se

13 PNAD - É uma pesquisa por amostra probabilística de domicílios, de abrangência nacional,

planejada para atender a diversos propósitos. Visa produzir informações básicas para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do País e permitir a investigação contínua de indicadores sobre trabalho e rendimento. Fonte: site IBGE

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encontra disponível no site do IBGE14.

Outras caracterizações pesquisadas dos entrevistados dizem respeito ao seu nível de escolaridade e ao seu tempo de atuação no serviço público, cujos dados são apresentados nos Gráfico I e II:

Gráfico I

No que concerne ao nível de escolaridade, a grande maioria pertence ao grupo com especialização completa (48,7%), seguido pelo nível de superior completo (17,1%) e superior incompleto (10,5%), sendo que o número de profissionais cursando mestrado incompleto também chega a casa dos 10,5%, os que têm mestrado completo atingem 5,3%, nível médio com 6,6% e apenas 1,3% possui especialização incompleta.

Segundo Nota Técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE, 2014) que apresentou os principais resultados da Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego (Rais- MTE), tendo como base o ano de 2013, “os dados de escolaridade evidenciam a manutenção da trajetória de elevação do nível de instrução formal dos trabalhadores.” Ainda segundo a Nota Técnica “verifica-se ligeira elevação da participação dos vínculos formais de empregos ocupados por trabalhadores

14 Site /Link do IBGE:

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/pesquisas/pesquisa_resultados.php?id_pesquisa=149

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com ensino médio completo, que alcançaram 45,2%, e com ensino superior completo, que responderam por 18,5%”. Vale ressaltar que a Rais-MTE incluir na categoria Superior completa as seguintes escolaridades: superior completa, mestrado e doutorado.

Gráfico II

Quanto ao tempo que cada entrevistado atua no serviço público, a grande maioria, 48,7%, tem de 11 a 15 anos de serviço; 21,1% de 06 a 10 anos, 15,8% de 01 a 05 anos, contabilizando o tempo entre 16 anos até mais de 35 anos, atingimos 14,4%.

Os dados nos relatam que 69,8% se encontram entre 06 a 15 anos de prestação de

serviço público o que diverge do emprego formal15 no Brasil, pois conforme DIEESE

(2014) o trabalho formal se apresenta com tempo de permanência curto.

O mercado de trabalho formal no Brasil é marcado por uma alta rotatividade. Uma das evidências é o curto tempo de permanência do trabalhador em um posto de emprego. Em 2013, 65,5% dos vínculos de trabalho encerrados no ano tiveram tempo de duração inferior a um ano completo, sendo que 30,3% não completaram três meses. Estes dados não diferem substancialmente de ano para ano (DIEESE, 2014).

15 Emprego formal: - é o trabalho com benefícios e carteira profissional assinada. Consiste em trabalho fornecido por uma empresa, com todos os direitos trabalhistas garantidos. O papel ocupado ou a função que a pessoa desempenha em alguma atividade econômica lhe confere uma remuneração.

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Gráfico III

Verificada a periodicidade com a qual os entrevistados costumam se capacitar pode dizer que os destacados são aqueles que participam de capacitações de 01 a 02 vezes ao ano (36,8%) e aqueles que não possuem uma freqüência definida, com 38,2%. Os que se capacitam continuamente durante o ano são 13,2%, de 03 a 04 vezes ao ano 7,9%, a cada dois anos 2,6% e finalmente 1,3% se capacitam mais de 04 vezes ao ano.

Traçando um perfil para o nosso trabalhador da área de gestão de pessoas da SESAU, podemos defini-lo, em sua maioria, sendo do sexo feminino (75%), situado numa faixa etária entre os 31 a 50 anos de idade (76,3%), em relação à escolaridade com especialização completa (48,7%), com tempo de prestação no serviço público entre 06 a 15 anos e que costumam se capacitar de 01 a 02 vezes ao ano (36,8%) ou não possuem uma freqüência definida (38,2%).

Segundo dados do censo Ead (2015), realizado pela Associação Brasileira de Educação à Distância – ABED, as mulheres aparecem em maioria na Educação a Distância, representando 56% dos alunos dessa modalidade em 2015, diferentemente do cenário presencial, composto por 53% de homens. Com relação ao perfil da faixa etária, a Educação a Distância concentra 49% dos alunos entre 31 e 40 anos e 42% entre 21 e 30 anos.

Realizando uma analogia entre os perfis das pesquisas acima mencionadas constatamos que a presença feminina hoje no mercado é condizente com a procura do público feminino por uma melhoria no seu processo educacional em conjunto com uma maturidade proveniente do aumento da sua faixa etária.

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Segunda etapa da pesquisa:

Nesta segunda etapa, as questões foram levantadas para obter informações sobre o grau de conhecimento e o interesse dos trabalhadores na EaD; dificuldades, vantagens, e benefícios da Ead na visão deles; além das principais mudanças ocorridas na vida profissional após a capacitação por e-learning/ educação a distancia.

As cinco primeiras afirmações buscaram responder ao objetivo de verificar a percepção dos trabalhadores em relação a um curso de Ead, como também o seu interesse em participar da modalidade de ensino a distancia. As afirmações se encontram descritas abaixo, e as freqüências das respostas e seu respectivo percentual na tabela I.

Afirmativa 1: Um curso de Educação a Distancia se apresenta ao trabalhador como uma nova possibilidade de capacitação.

Afirmativa 2: Os cursos de educação a distancia são atraentes, pois utilizam várias tecnologias modernas, despertando a curiosidade em relação aos ambientes virtuais.

Afirmativa 3: Em um curso de Educação a Distancia o aluno gerencia com autonomia o seu horário e local de estudo, permitindo que o acesso seja mais flexível.

Afirmativa 4: Por meio de um curso de Educação a Distancia o profissional pode aperfeiçoar a sua metodologia de trabalho.

Afirmativa 5: A redução nos custos com deslocamento e eventual hospedagem se apresentam como benefícios adicionais na Educação a Distancia - EaD.

TABELA I

RESPOSTA FREQ. % FREQ. % FREQ. % FREQ. % FREQ. %

CONCORDO TOTALMENTE 42 55,3% 23 30,3% 34 44,7% 22 28,9% 45 59,2%

CONCORDO 32 42,1% 40 52,6% 40 52,6% 46 60,5% 28 36,8%

NEM CONCORDO, NEM DISCORDO 2 2,6% 10 13,2% 2 2,6% 5 6,6% 3 3,9%

DISCORDO

-

-

3 3,9%

-

-

3 3,9%

-

-

DISCORDO TOTALMENTE

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

AFIRMATIVA 1 AFIRMATIVA 2 AFIRMATIVA 3 AFIRMATIVA 4 AFIRMATIVA 5

Fonte: Elaborado pela pesquisadora

Observamos que as características apresentadas no questionário sobre um curso de Educação a Distancia se mostraram atrativas para a população estudada, pois 97% dos respondentes consideram realizar uma capacitação profissional por intermédio de um curso de EaD; 83% visualizam a tecnologia e os ambientes virtuais dos cursos de educação a distancia como interessantes; 97% concordam totalmente ou concordam com a autonomia para

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gerenciar horário e local de estudo na Ead, assim como o seu acesso flexível; 89% acreditam que por meio de um curso de EaD o profissional pode aperfeiçoar a sua metodologia de trabalho e 96% consideram que os benefícios adicionais na EaD, como a redução nos custos com deslocamento e eventual hospedagem, se apresentam como vantagens na realização do ensino a distância.

De acordo com Lago & Santos (2005, como citado em Teixeira et al, 2015),

A flexibilidade de acesso à tecnologia, proporcionada pelos cursos e-learning, é uma das principais vantagens para os treinados, por não ter de cumprir horários predeterminados, nem se deslocar diariamente a um local específico. Além disso, proporciona ao aprendiz um melhor aproveitamento do curso.

Para Matta (2003, p.02) “a grande demanda por cursos EAD está concentrada em alunos que livremente buscam programas de formação e capacitação de forma aberta, procurando escolher seus cursos de acordo com suas necessidades” o que reforça Viana (2015), nd) ao comentar que “a EaD vem democratizando o ensino e proporcionando formação de qualidade e de acordo com a disponibilidade de cada aluno. Estes fatos têm contribuído para o aumento da demanda por esta modalidade de ensino”.

Concluída a investigação das cinco primeiras afirmações selecionadas e com o objetivo de eleger aqueles que já vivenciaram um curso à distância, foi feita uma pergunta de múltipla escolha, onde o investigado de acordo com a sua resposta prosseguiria ou não respondendo a pesquisa.

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Analisando o gráfico IV identificamos que 76% dos respondentes realizaram pelo menos um curso na modalidade de EaD, enquanto que 24% não realizaram.

Os dados acima condizem com a afirmação do que a educação a distância se fortalece cada vez mais no cenário nacional, conforme nos mostra a edição do Censo EAD-BR, com números referentes a 2015 e divulgado em setembro de 2016 pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED).

Conforme a divulgação do censo, a educação a distância contabilizou cinco milhões de alunos em 2015, o que representa 1,1 milhões a mais de estudantes registrados pelo

levantamento de 2014. Em um depoimento16, dado ao SENAC17-BR e publicado no site da

própria instituição, a responsável pela coordenação técnica do censo, Betina Von Staa, afirma que:

A EAD vive não apenas um momento de expansão, mas também de independência, no sentido de não se comparar tanto ao presencial. Inclusive, temos acompanhado diversas estratégias de EAD que começaram a ser implantadas em cursos presenciais, como o uso de conteúdos variados, vídeos, diferentes ambientes de aprendizagem, metodologias e tecnologias diferenciadas.

A partir deste momento os pesquisados que responderam “Sim” foram convidados a continuaram a responder o questionário, enquanto que aqueles que responderam “Não” foram agradecidos sua participação na pesquisa. Esta divisão teve como finalidade, como já foi dito anteriormente, de permitir que continuassem na pesquisa apenas os trabalhadores que já tinham vivenciado um curso de EaD, com o propósito de o pesquisador selecionar dados que respondam aos seguintes objetivos específicos: investigar quais foram as principais dificuldades, vantagens, benefícios e resultados obtidos no decorrer dos cursos de educação a distancia, analisar quais as principais mudanças ocorridas na vida profissional após a capacitação por e-learning/ educação a distancia e averiguar se os profissionais têm interesse em realizar novos cursos e-learning/ educação a distancia.

Nessa última etapa da pesquisa voltamos a utilizar a escala de Likert, de cinco opções (concordo totalmente, concordo, nem discordo nem concordo, discordo e discordo totalmente).

16 O depoimento se encontra na matéria intitulada Censo sobre EAD aponta expansão do setor no Brasil, do dia

26/09/2016, acedido em 04 de março de 2017, disponível em:

http://www.ead.senac.br/noticias/2016/09/censo-sobre-ead-aponta-expansao-do-setor-no-brasil/

17 SENAC - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial. Instituição brasileira de educação profissional

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Na sétima afirmativa da segunda parte da pesquisa, procuramos identificar, junto ao trabalhador, se a falta de concentração em casa, com todo o conforto e formas de lazer disponíveis, se tornou uma dificuldade natural em conseguir permanecer concentrado no curso de EaD.

GRÁFICO V

Nessa abordagem percebemos dois opostos com percentuais bem próximos, aqueles que Concordam, com 40,3%, e aqueles que Discordam, com 32,3%. Estes dados nos leva a refletir que a capacidade de concentração variar de pessoa para pessoa em um ambiente familiar, não sendo possível avaliar neste primeiro momento as causas que podem interferir na meditação do investigado.

Na oitava afirmativa pensamos em perceber se a administração do tempo pode ser considerada como uma vantagem, mas também como um desafio, pois em determinados momentos não é possível administrar o tempo de forma correta e atividades importantes acabam sendo comprometidas. O resultado é apresentado no gráfico VI.

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GRÁFICO VI

Verificou-se que as opiniões referentes à administração do tempo, onde Concordo aparece com 59,7%, e Concordo Totalmente com 32,3%, representando nesta situação 92% dos respondentes, registram a dificuldade dos entrevistados em organizaram seus horários de estudo e muitas vezes comprometendo a entrega de atividades importantes. Apesar da dificuldade em administrar o tempo, 97% concordam totalmente ou concordam com a autonomia para gerenciar horário e local de estudo na Ead, conforme demonstra os dados da tabela I da pesquisa.

As cinco afirmações seguintes buscaram responder ao objetivo de investigar quais foram as principais dificuldades e vantagens percebidas pelos trabalhadores em realizar um curso de EaD. As afirmações se encontram descritas abaixo, assim como as freqüências das respostas e seu respectivo percentual na tabela II.

Afirmativa 1: Disciplina para atribuir regras a você mesmo como determinação de

horários, definição do conteúdo a ser estudado e do tempo de descanso foram alguns dos desafios encontrados na EaD.

Afirmativa 2: A falta de acompanhamento e de contextualização no conteúdo podem ser considerados como agentes de desmotivação para o aluno em um curso de EaD.

Afirmativa 3: A dificuldade de adaptação a metodologia da EaD é um dos fatores que você indicaria como um dos problemas na realização do curso.

Afirmativa 4: Durante o curso de EaD a interatividade entre alunos, professores e tutores ocorreu de forma satisfatória, contribuindo para o alcance dos objetivos.

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Afirmativa 5: A pedagogia do curso de EaD foi inovadora e possibilitou um melhor conhecimento do tema estudado.

TABELA II

Analisando a tabela II, em relação a Afirmativa I, registramos que 91,8% dos entrevistados concordam totalmente ou concordam que ter disciplina para atribuir regras a você mesmo como determinação de horários, definição do conteúdo a ser estudado e do tempo de descanso, foram alguns dos desafios encontrados na EaD, enquanto que 3,3% nem concordou, nem discordou e apenas 4,9% discordaram. Com relação a segunda afirmativa, se questionou se a falta de acompanhamento e de contextualização no conteúdo podem ser considerados como agentes de desmotivação para o aluno em um curso de EaD. Os dados nos mostram que 48,4% concordam; 14,5% concordam totalmente; 14,4% nem concordam, nem discordam; e 17,7% discordam.

Na terceira afirmativa foram inquiridos se a dificuldade de adaptação a metodologia da EaD é um dos fatores que o trabalhador indicaria como um dos problemas na realização de um curso em EaD, 45,2% concordam; 9,7% concordam totalmente; 16,1% nem concordam, nem discordam e 29% discordam. Na quarta afirmativa se buscou identificar o nível de satisfação do discente em relação à interatividade entre os alunos, entre alunos e professores e entre aqueles com os tutores, e se esta comunicação ocorreu de forma satisfatória, contribuindo para o alcance dos objetivos. Percebemos que o grau de satisfação que os trabalhadores discentes têm em relação à interação no curso de EaD e sua contribuição no objetivo final foram satisfatórios, uma vez que: 67,8% está entre os que concordam totalmente ou concordam; 14,5% nem concordam, nem discordam e 17,7 discordam.

A quinta afirmativa aborda a pedagogia do curso de Ead, nela buscamos perceber se a didactologia foi inovadora e se a mesma possibilitou um melhor conhecimento do tema estudado, os resultados são animadores, uma vez que 77,4% dos profissionais questionados

AFIRMATIVA 1 AFIRMATIVA 2 AFIRMATIVA 3 AFIRMATIVA 4 AFIRMATIVA 5

RESPOSTA FREQ. % FREQ. % FREQ. % FREQ. % FREQ. %

CONCORDO TOTALMENTE 18 29,5% 9 14,5% 6 9,7% 7 11,3% 10 16,1% CONCORDO 38 62,3% 30 48,4% 28 45,2% 35 56,5% 38 61,3% NEM CONCORDO, NEM

DISCORDO 2 3,3% 12 19,4% 10 16,1% 9 14,5% 12 19,4% DISCORDO 3 4,9% 11 17,7% 18 29% 11 17,7% 2 3,2%

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concordam totalmente ou concordam com a afirmativa, 19,4% nem concordam, nem discordam e apenas 3,2% discordam.

Resumindo a análise das afirmativas contidas na Tabela II, no que diz respeito as principais dificuldades encontradas dos nossos trabalhadores em um curso de EaD, podemos afirmar que o principal obstáculo, com 92% dos entrevistados concordando totalmente ou concordando, foi definir o tempo de estudo e de lazer, assim como a definição do conteúdo a