• No results found

SURVEYS AND CERTIFICATION REQUIREMENTS FOR ANTI-FOULING SYSTEMS REGULATION 1

In document Overenskomster med fremmede stater (sider 83-97)

Uma estrutura de rede é um sistema que pode ser considerado dinâmico e suscetível de inovação, voltado para a flexibilidade e a adaptabilidade, numa cultura de construção e reconstrução, segundo Castells (1999). As redes são caracterizadas por estruturas de colaboração e cooperação, em que as organizações se aliam estrategicamente para obter soluções mais eficientes e adequadas, na busca de objetivos individuais e coletivos, combinando recursos, conhecimentos e competências específicas.

Quadro 2.3: Síntese dos atributos de redes Características Descrição

Fluidez Capacidade de flexibilidade e adaptabilidade.

No espaço: agrupa unidades geograficamente dispersas. No tempo: permite a ligação entre os membros da rede.

Do ponto de vista social permite a homogeneização nas relações.

Do ponto de vista organizacional uma alternativa à forma de organização. Finalidade A finalidade dá o significado aos objetos que são trocados na rede e se

encontra por vezes incorporada aos membros da rede, orienta as escolhas da dimensão ética dentro do qual uma rede evolui e inspira seus projetos (científica política).

Capacidade de economia

A rede reduz a dispersão de esforços e permite um ganho de produtividade. Reduz o tempo de busca de novos objetos. A interconexão entre os atores proporciona agilidade no compartilhamento de objetos de interesses mútuos.

Capacidade de aprendizagem

Pode ser entendida como condições de aprendizagem dentro do contexto específico das redes através das experiências dos indivíduos que participam da rede. O que pode ser entendido que a aprendizagem coletiva apresenta a lógica do ciclo de aprendizagem, ou seja, cada um evolui em função do outro.

Fonte: Marcon et al. (2000)

Considerando a fluidez que pode ser entendida como sendo a prática de uma comunicação que requer novas competências comunicativas, principalmente, no que diz respeito ao conhecimento interorganizacional (pessoas, processos, cultura, conhecimentos e valores), uma vez que independe do seu espaço geográfico, permitindo a formação de um espaço democrático. Cria um espaço de conectividade organizado pelo discurso dos indivíduos que as integram e pelas relações sociais formadas.

A configuração dos laboratórios on-line em rede beneficia o compartilhamento de recursos e informações, permitindo a combinação de conhecimento, habilidades, recursos físicos e tecnológicos. As ligações colaborativas podem fornecer acesso a novos conhecimentos, implicando diretamente a maneira de como se aprende na rede. Os processos de ensino são das mais variadas formas, mas a aprendizagem ocorre de maneira individual, com base na troca e na construção coletiva do conhecimento.

Em vista disso, quanto maior o número de participantes, ou melhor, o número de laboratórios on-line, mais acentuado o caráter da organização em rede e maiores os vínculos de ligação, que variam quanto ao grau de integração, impactando diretamente na questão da flexibilidade e escalabilidade.

Compreende-se que a flexibilidade em uma rede deve ser otimizada para cada situação. A rede de laboratórios on-line deve se adaptar à cobertura geográfica, atendendo a demanda e adoção não previsível de novos serviços, ao aumento da banda, ao mesmo tempo em que deve ter desempenho determinístico para serviços de alto valor para seus usuários. Por outro lado, a escalabilidade da rede de laboratórios on-line refere-se à capacidade de um laboratório on-line (sistema) em suportar um aumento carga total quando os recursos são requeridos.

Sob o ponto de vista de Bondi (2000) a escalabilidade de um sistema depende das suas características que pode ser identificado a partir da definição dos requerimentos específicos de demanda é possível fazer o seu dimensionamento, o que implica diretamente no seu desempenho. Um sistema cujo desempenho aumenta com o acréscimo de hardware, proporcionalmente à capacidade acrescida, é chamado sistema escalável. Dentre os modos de medir a escalabilidade destaca-se, a saber: Carga de escalabilidade – refere-se quando um sistema distribuído deve ser de fácil expansão; Geograficamente escalável - quando o sistema mantém sua utilidade e usabilidade, independentemente de como são usados os seus recursos; Escalabilidade Administrativa - deve permanecer fácil de ser usado e gerenciado.

Como assinala Castells (1999), os novos sistemas produtivos dependem da combinação de projetos de cooperação ad hoc entre instituições e empresas, unidades descentralizadas de grandes empresas e redes de pequenas e médias empresas, as quais se conectam entre si, buscando formar alianças estratégicas. Elemento importante para a construção de uma estratégia administrativa consiste em posicionar a empresa na rede, de modo a ganhar vantagem. Fatores como flexibilidade e escalabilidade são essenciais numa rede, bem como são estruturadas.

Porém, percebe-se que existe grande diversidade de tipologias de redes intereorganizacionais, o que foi objeto da análise por Castells (1999), para quem tais redes aparecem sob diferentes formas e contextos e a partir de expressões culturais diversas. A identificação do seu modelo de rede depende do tipo de rede que se está propondo, revelando a possibilidade da existência de uma infinidade de redes interorganizacionais, com diferentes características e arranjos, distribuídos (MARCON et al., 2000).

O quadro 2.4, apresenta uma síntese da classificação das redes na visão de Marcon et al. (2000).

Quadro 2.4: Classificação das redes

Tipos Descrição

Redes verticais São as redes hierárquicas. Geralmente utilizadas pelas redes de

distribuição (bancos) que adotam esta estratégia para ficar próximo ao cliente. As relações geralmente são matriz-filial onde as filiais possuem pouca autonomia de gestão. Normalmente as empresas que adotam tal configuração têm uma abrangência geográfica.

Redes horizontais

Neste modelo existe um grande número de formas de manifestações tais como: associações profissionais, alianças tecnológicas. As relações são marcadas pela cooperação interorganizaçional, atuando sobre a lógica da cooperação. Os indivíduos e as organizações concorrentes cooperam dentro de determinado domínio limitado.

Redes formais As redes formais normalmente são formalizadas por meio de contratos

estabelecendo regras de conduta entre os indivíduos e as organizações são o caso das redes de franquias; joint-venture são exemplos de redes fortemente formalizadas.

Redes Informais As redes informais são formadas sem nenhum tipo de contrato

estabelecendo regras, agem em conformidade e com os interesses do grupo, baseados, sobretudo, na confiança entre os agentes. São redes fundamentadas na dimensão da conveniência que permitem os encontros informais entre os agentes que compõem a rede.

Fonte: Marcon et al. (2000)

As redes verticais se relacionam com a natureza dos elos gerenciais estabelecidos entre os atores da rede (redes hierárquicas). Tais elos podem representar uma atividade de cooperação ─ no caso de uma rede horizontal, como as redes de cooperação representam o grau de formalização estabelecido nas relações entre os atores. Segundo Oliveira et al. (2011), as relações interorganizacionais horizontais são construídas com base, principalmente, em trocas sociais e de informação.

Determinados fatores contingenciais definem com maior ênfase a formação das redes e, frequentemente, são a causa indutora ou motivadora que leva as organizações a estabelecerem relações interorganizacionais. Neste contexto, a formação de redes de laboratórios on-line é movida, de um lado, pelas oportunidades de cooperação interinstituições e, de outro, pelas necessidades estratégicas e operacionais da organização. Ambos os fatores contribuem para a formação de uma rede de laboratórios on-line e otimizam a natureza da rede de relacionamentos sociais interinstitucional.

Conclui-se que dificilmente existirão duas redes estruturadas de forma idêntica, dadas as peculiaridades de cada classificação. Cada organização pode se engajar no estabelecimento de uma rede. No contexto de ambientes de laboratórios on-line, tais alterações nas relações

das organizações, paralelamente à crescente complexidade da criação de valor, estão fazendo com que a colaboração seja um fator crucial de competitividade: se antes para se obter ganho era necessário atuar de maneira individualizada, agora é necessário passar a atuar em coletividade, considera-se uma característica da rede de valor.

In document Overenskomster med fremmede stater (sider 83-97)