Chapter 4: Methodology and Research Design
4.3 Study Sites
Idealizado como um sistema integrado, o SINAES se configura em quatro avaliações distintas, porém, concatenadas e norteadas pelas Dez Dimensões descritas anteriormente. Entre essas avaliações está a Avaliação in loco, que tem por objetivo averiguar a qualidade do ensino dado aos estudantes, no tocante ao projeto político e pedagógico, corpo docente e as instalações físicas oferecidas pelo curso. Essa avaliação é aquela que se debruça sobre o curso e avalia suas reais condições de funcionamento.
Na operacionalização da Avaliação in loco foi criado o Instrumento Único de Avaliação de Cursos de Graduação que é utilizado para o reconhecimento e renovação de reconhecimento dos cursos de Bacharelado, Licenciatura e Tecnológicos, nas modalidades presenciais e à distância. Assim, tem como características o alcance e a flexibilização necessários para assegurar uma avaliação fidedigna dos cursos, respeitando suas peculiaridades contempladas nas Diretrizes Curriculares Nacionais de cada curso, a diversidade regional e a identidade institucional (BRASIL, 2006).
A Avaliação in loco tem, como elemento nuclear, uma matriz cujo eixo estrutural é capaz de gerar o instrumento único supracitado que contempla três grandes categorias. Nelas estão presentes indicadores relacionados às dez dimensões postuladas na Lei do SINAES (BRASIL, 2006). A figura 3 mostra como essa matriz está representada, bem como as categorias definidas junto com o grupo de indicadores de cada uma delas.
É oportuno observar que a figura 3 é uma matriz que serve para orientar a construção do instrumento de avaliação utilizado na Avaliação in loco. No entanto, ela não apresenta todos os indicadores pertencentes a cada categoria separadamente. Essa descrição será objeto de discussões de subseções posteriores, onde cada indicador será apresentado através de quadros informativos.
Figura 3 – Instrumento de Avaliação Sinaes: Matriz Orientadora do Processo e Suas Categorias
Fonte: INPE (2006)
O Processo de Avaliação, conforme essa matriz, é ancorado na atribuição de um conceito a cada um dos grupos de indicadores correspondentes às categorias de avaliação, bem como aos indicadores correspondentes de cada grupo. Uma descrição mais detalhada de cada categoria se faz necessário, então, para possibilitar, ao leitor, um entendimento mais aprofundado dele. Nesse sentido, segue uma explanação detalhada do Instrumento Único de Avaliação de Cursos de Graduação.
Para a consecução do processo de avaliação, o instrumento supracitado foi concebido com 3 categorias de avaliação, Organização Didático-pedagógica, Corpo Docente/Corpo Discente/ Corpo Técnico-administrativo e instalações físicas.
CATEGORIA 1 – Organização Didático-pedagógica –
Correspondente à organização didático-pedagógica do curso no qual é elencado o maior número de indicadores. É a categoria que tem o maior peso no instrumento de avaliação, representando 40% do conceito a ser atribuído. Nela são avaliados os aspectos concernentes
à administração acadêmica: coordenação do curso e colegiado; ao Projeto Pedagógico do Curso – PPC: concepção do curso, currículo e avaliação; as atividades acadêmicas articuladas à formação prática profissional e/ou estágio, trabalho de conclusão de curso (TCC) e atividades complementares; e o ENADE. Existem, nessa categoria, 9 grupos de indicadores, compreendendo 43 indicadores de avaliação. CATEGORIA 2 – Corpo Docente, Corpo Discente e Corpo Técnico- administrativo – Corresponde aos aspectos relacionados ao Corpo Docente: perfil e suas atuações nas atividades acadêmicas; Corpo Discente: atenção aos discentes; e ao Corpo técnico-administrativo: atuação no âmbito do curso. Nessa categoria, encontram-se elencados 4 grupos de indicadores, com um total de 14 indicadores.
CATEGORIA 3 – Instalações físicas – É composta por 4 grupos de indicadores. Nessa categoria é importante ressaltar que, desses, os grupos 3.2, 3.3 e 3.4 têm indicadores semelhantes que se repetem, totalizando 47 indicadores. Os aspectos avaliados estão relacionados à biblioteca: adequação à proposta do curso; instalações especiais e laboratórios específicos: cenários/ambientes/laboratórios para a formação geral/básica; para a formação profissionalizante/específica; para a prática profissional e prestação de serviços à comunidade. Essas categorias então definidas no Instrumento Único de Avaliação de cursos de Graduação, contemplam as dez Dimensões postuladas na Lei do SINAES e servirão de guia para a atribuição do conceito do curso a ser avaliado. No entanto, ao serem incorporados os grupos de indicadores e os respectivos indicadores de cada grupo, o instrumento abre espaço para adequações de acordo com as especificidades de cada curso. Assim, respeitam-se as identidades e diversidades dos cursos avaliados e das instituições aos quais fazem parte.
Ainda segundo esse instrumento, é importante conceituar os termos definidos para orientar os avaliadores e as próprias IES, bem como, que sejam indicadas normas para a sua aplicação. Assim, são definidas as Categorias, os Grupos de indicadores e os Indicadores (BRASIL, 2006):
Categorias são agrupamentos de grandes traços ou características referentes aos aspectos do curso sobre os quais se emite juízo de valor e que, em seu conjunto, expressam sua totalidade. Nesse instrumento, as três categorias consideradas contemplam, em seus indicadores, as dez dimensões preconizadas pelo SINAES.
Grupo de indicadores é o conjunto de características comuns usadas para agrupar, com coerência e lógica, evidências da dinâmica acadêmica dos cursos. Entretanto, não são objeto de avaliação e pontuação.
Indicadores são aspectos (quantitativos e qualitativos) que possibilitam obter- se evidências concretas que, de forma simples ou complexa, caracterizam a realidade dos múltiplos elementos institucionais que retratam.
Como se trata de um instrumento único, observa-se a existência de indicadores imprescindíveis, cujo atendimento é considerado prioritário. Esses indicadores são estabelecidos na legislação e determinam as diferenças na aplicação do instrumento aos diversos cursos de graduação no país. Essas diferenças serão discutidas na subseção abaixo, que trata da aplicação do instrumento ao curso de Administração.