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REITORIA DIRETORES OU CHEFES DE DEPARTAMENTOS DIRETORES MANTENEDORES I E S

Segundo Neves (2002):

Quanto mais bem treinada e educada a força de trabalho, melhor desempenho da economia, mais qualificados os empregos, mais justa a distribuição de renda (BELLUZO, 2001 apud NEVES, 2002:31-32).

Com a implantação do SINAES, ficou evidente a participação do Estado por meio do credenciamento, recredenciamento e a avaliação institucional, dando maior importância a itens antes deixados de lado, como o documento da IES e a busca de um novo modelo de gestão alinhado a eles.

As IES particulares passam, pois, a avaliar qual a estratégia que traz resultados após a sua implantação e se transforme em vantagem no processo de concorrência e competitividade existente, fazendo-a permanecer no mercado. Temos, então, na prática, a excelência acadêmica como um dos caminhos e com certeza o melhor, projetando, também, melhorias desejáveis para outros itens como o de infra-estrutura.

Resta às IES investirem no ensino, na pesquisa e na extensão, aumentando assim, os subsídios para a geração de novos conhecimentos.

2.5. Uma nova forma de administração das IES: aspectos a

serem destacados para uma gestão universitária

As conseqüências de um processo de globalização da economia e da internacionalização, permitindo ao país participar de forma ativa nesse movimento internacional, de valorização e melhoria da qualidade, atingiram também o ensino superior, promovendo uma concorrência desenfreada e totalmente desprovida de ética entre as IES, na disputa de um espaço no mercado, como podemos observar nas publicações científicas veiculadas até o presente.

Ao nos referimos às IES na década passada, percebemos que o ambiente a que estavam acostumadas era muito mais tranqüilo, sossegado e confortável.

O clima competitivo não era agressivo, respeitavam normas, valores e princípios e, especialmente, os seus objetivos: qualidade na educação superior e qualidade do ensino superior.

As IES operavam no mercado não globalizado de forma mais convencional. Acreditamos que uma das causas para o que assistimos hoje é a massificação do ensino para atender à demanda e a certeza da incapacidade do governo em atuar no campo do ensino superior, o que pode ser comprovado pelos censos realizados e publicados pelo INEP.

A outra causa é a falta de credibilidade do ensino fundamental e médio por ele oferecido, que, a cada ano, torna-se mais deficiente, fazendo com que a classe mais pobre seja obrigada, para continuar seus estudos, a buscar as IES privadas, enquanto que as demais classes, que têm acesso ao ensino particular, beneficiam- se do ensino superior público.

No século XX e neste início do XXI, assistimos a transformações ocorridas no enfoque dado às IES, que passaram a ser vistas e dirigidas pelos mesmos moldes aplicados às empresas. Esse novo enfoque faz com que elas se voltem a questões sociais e ambientais, como, por exemplo, à responsabilidade social.

A política ocupa papel importante no cenário acadêmico, fazendo com que os alunos e professores ocupem, também, um lugar de destaque em função de conceitos empresariais que agora permeiam a gestão das IES como eficiência e eficácia.

O termo gestão universitária apresenta uma evolução histórica que relataremos de forma sucinta para entendimento da sua importância para a educação Superior.

A Reforma concebida por Francisco Campos, em 1931, pela primeira vez valoriza a expressão gestão universitária, referindo-se às necessidades das universidades seguirem um padrão determinado pelas políticas públicas e que até hoje observamos no controle exercido pelo governo, no que tange à qualidade da educação superior, incluindo as IES particulares (NETO, 2001, p. 237).

Em 1996, a LDB permitindo às universidades optar por sua própria estrutura, levando em consideração a sua cultura e a sua especificidade, permite a adoção de um modelo de gestão condizente com a sua atuação, seu dimensionamento e também o seu meio ambiente.

A implantação do sistema de Departamento é um dos destaques da lei, permitindo às particulares privilegiar os resultados, apresentando uma gestão de projetos, atendendo às necessidades resultantes das transformações acontecidas.

Em 2004, a Lei número 10.861, de 14 de abril, que estabeleceu o novo sistema de avaliação do ensino superior, o SINAES, que busca:

assegurar, entre outras coisas, a integração das dimensões internas e externas, particular e global, somativo e formativo, quantitativo e qualitativo e os diversos objetos e objetivos da avaliação”. (MEC,2004: 81 - 82)

Passando, também, a priorizar documentos considerados oficiais como o PDI e o PPI, que articulados, também com as dimensões do novo sistema, passaram a indicar um novo modelo de gestão universitária a ser implementado nas IES.

Assim, a IES deve implantar um novo modelo de gestão universitária, voltado às suas necessidades e que permita a plena consecução dos seus objetivos, apresentando vantagens as que já se profissionalizaram e, assim, encaram da melhor forma o pensamento empresarial tão importante para o sucesso do novo sistema. (MARBACK NETO, 2001)

Temas como planejamento, logística, custos, entre outros, antes em lugar comum nas empresas, passaram a ser utilizado pelas IES, definindo o desempenho tanto acadêmico quanto administrativo-financeiro, fazendo com que a gestão universitária, nas IES particulares, apresente uma estrutura muito abrangente que, segundo Freitas Junior (2003,), apoiando-se em Finger (1997), classifica-as em três níveis, a seguir:

a) Administração superior – onde se enquadram os conselhos superiores (universitário, curadores, ensino, pesquisa e extensão) responsáveis pela formação das diretrizes, organização e supervisão de implementação e decisões da administração superior o reitor, vice-reitor, os pró-reitores e suas respectivas estruturas administrativas de apoio;

b) Administração acadêmica – abrange a direção de centros, faculdades, escolas, institutos, chefias de departamento e coordenadores de cursos;

c) Administração da atividade-meio – órgão que desenvolve atividades não-instrucionais e que serve de apoio às atividades-fim da organização (departamentos de recursos humanos, departamento financeiro, entre outros). FREITAS JUNIOR (2003, p. 21,22)

Para melhor expor nossa reflexão, elaboramos a figura que segue: