3 Omfanget av pengespill i befolkningen
3.2 Spesialisering eller spredning?
Segundo o autor, problemas experienciados pelas famílias podem ser derivados de sua relação com a religião, ou seja, elas podem usar suas crenças, valores, práticas religiosas ou associações com grupos religiosos de forma positiva ou negativa.
Existem famílias que utilizam a religião como suporte e o desenvolvimento da prática religiosa é fator de crescimento e de coesão familiar.
Shafranske entende que deve haver sensibilidade por parte do psicólogo para, por meio de avaliação da religiosidade, perceber que crenças e práticas ajudam as famílias e facilitam o processo terapêutico e quais dificultam ou impedem seu crescimento. Segundo ele, as crenças religiosas que, geralmente, ajudam as famílias a se desenvolver são aquelas que se identificam com sentimentos de amor, medo, esperança, perdão, graça, reconciliação e salvação. Considera que, ao se identificarem com esses aspectos, podem transportá-los para a relação familiar, facilitando a compreensão, a expressão de necessidades e a harmonia doméstica. Destaca também o fato de que a associação a grupos religiosos pode fortalecer as famílias, reduzindo a solidão e o isolamento e intensificando sentimentos de pertencimento e de esperança.
Refere, ainda, que existem famílias que utilizam suas crenças religiosas de uma forma que as prejudica. Isso acontece quando fazem uso de uma doutrina muito rígida, insensível às necessidades humanas, chegando a negá-las. Ou seja, muitas famílias, por fatores religiosos negam fatos como planejamento familiar, sexualidade, divórcio e segundo casamento. Prosseguindo nessa direção, afirma que crenças religiosas que propõem julgamentos muito severos para os atos das pessoas estimulam sentimentos de culpa, levam o indivíduo a ter baixa auto-estima e enfatizam os papéis de gênero patriarcal, por exemplo. Enfim, influenciam o comportamento geral das famílias e trazem prejuízo ao relacionamento entre seus membros.
O autor defende a tese de que as famílias que utilizam a religião como uma das formas de se desenvolver e crescer, tendem a encorajar a responsabilidade de cada um de seus integrantes, incentivando-os a formular os próprios julgamentos, não percebem as mudanças como ameaça e são capazes de respeitar os limites e as diferenças individuais.
O oposto disso é o que ocorre com famílias que se apegam a religião de forma não reflexiva e dogmática. Desse modo, Shafranske estabelece uma relação direta entre a maneira como a pessoa se relaciona com a religião e a maneira como conduz sua vida e se relaciona com os membros da família.
Para tentar explorar tais aspectos, Shafranske propõe avaliação da religiosidade, que pode ser formal ou informal. Do ponto de vista formal, Shafranske sugere, entre outras, as sete categorias de Pruyser (1976):
Descrição e Dimensão
I. Consciência do sagrado: O que é uma força ou um poder sagrado? O que se pode venerar?
II. Providência: O que é crível ou produz esperança na vida do cliente? III. Crença: Para que ou para quem o cliente entrega a si mesmo?
IV. Graça ou agradecimento: A quem o cliente agradece? Sente que tem sido gratificado ou tem sido esquecido?
V. Arrependimento ou pecado: Como tem lidado com seus erros?
VI.Comunhão: De quem o cliente cuida ou por quem se sente cuidado?
VII.Senso de vocação: Que satisfação ou objetivo o cliente encontra em sua vida e em seu trabalho?
Cada uma dessas categorias é composta por questões e a avaliação das respostas individuais pode revelar atitudes e práticas das pessoas.
Do ponto de vista da avaliação informal, para Shafranske o psicólogo deve indagar sobre o lugar de Deus, da religião, da igreja, da comunidade e da oração na vida do cliente. Deve averiguar também de que modo essas questões influenciam sentimentos, pensamentos e comportamento no sistema familiar.
As avaliações sugeridas por Shafranske, tanto as categorias formais quanto a avaliação informal, abordam a religiosidade de forma implícita e explícita e verificam se é substantiva e funcional. Parecem possuir caráter evolutivo, suportam a exploração significativa de conteúdos religiosos trazidos pelo cliente, ao mesmo tempo em que permitem que ele expresse o que deseja comunicar. São propostas holísticas, na medida em que tentam relacionar religião, cultura, família e saúde, com o aspecto religioso dos clientes. Nesse modo de avaliar não está implícita a noção de normalidade ou anormalidade, mas, sim, a busca da identificação de quais conceitos religiosos fazem bem ou mal para as pessoas e/ou famílias. Não é uma avaliação passível de mensuração e nem enfatiza a autoridade do psicólogo. Por meio dessa avaliação é possível perceber se as crenças religiosas são vividas em
comunidade e nos relacionamentos em geral, especialmente o familiar. É aplicável em contextos plurais, mediante entrevistas semi dirigidas.
Parece-me que a compreensão informal é a que mais se identifica com meus objetivos neste trabalho. Não se trata de estruturar um questionário com a finalidade de mensurar, nem de classificar as crenças religiosas ou a própria religião do indivíduo como patológicas ou não; trata-se de propor a exploração de temas que possibilitem a descrição e a percepção de como o sistema de crenças religiosas está sendo utilizado e que efeitos produz naquela família. Trata-se de conhecer o universo familiar e a constelação de signos e significados atribuídos à religiosidade, a partir dos quais a criança e a família, objeto de estudo no Psicodiagnóstico Interventivo Fenomenológico-Existencial, se constituem e se desenvolvem. Enfim, tem a finalidade de pesquisar se crenças e práticas religiosas favorecem ou não a integração e o crescimento dos clientes.
Para melhor compreensão dos modelos propostos, organizei o quadro que segue.
QUADRO COMPARATIVO DE MODELOS DE AVALIAÇÃO DA