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Setup for wavelets on the entire real line

II. B Methods

IV.2 Setup for wavelets on the entire real line

O outro momento de avaliação presente na Estratégia de Ensino e que pudemos verificar na análise dos planejamentos ocorre ao final do trabalho com o tema ensino. Sobre esse momento a professora Tulipa destaca:

[...] aspectos que eu ensino sobre um tema podem ser retomados quando eu ensino outro. Então, uma avaliação que me sugere como continuar o trabalho com as crianças mesmo quando eu mudar de tema de ensino (P. TULIPA).

Sobre esse momento avaliativo Violeta nos diz:

[...] e ao final sempre mostrar para o aluno o que ele ampliou, em relação aquele tema, fechar com alguma atividade que tenha que organizar as ideias para ele evidenciar que conseguiu apreender aquilo que foi tratado (P. VIOLETA).

Verificamos que nos planejamentos de Violeta, Azaleia e Tulipa havia também um objetivo específico e procedimentos metodológicos ao final da Estratégia de Ensino que almejavam avaliar a aprendizagem. No planejamento de Hortência não identificamos mais nenhum momento de avaliação explicitado a não ser a diagnóstica que já apresentamos.

Figura 4 Momento avaliativo final de Violeta e Azaleia

Fonte: retirada da Estratégia de Ensino de Violeta e Azaleia

Figura 5 Momento avaliativo final de Tulipa

Fonte: retirada da Estratégia de Ensino de Tulipa

Evidenciamos, também, nas observações, a concretização das ações planejadas nas Estratégias de Ensino. Na nota abaixo, Tulipa, realiza essa avaliação ao final de um sequência de, aproximadamente, quatorze aulas, nas quais desenvolveu o tema: A aula de Educação Física.

A professora pede que os/as estudantes peguem o caderno de Educação Física. Diz que vão desenhar o que eles/elas mais gostaram de fazer na aula de Educação Física do início do ano até agora e escrever o nome daquilo que desenharam. A professora fala que é para desenhar e colorir e que daqui a pouco passará olhando. Então, ela passa de mesa em mesa olhando e perguntando o que é que desenharam. Vê o que uma aluna desenhou e diz que não foi feito o que ela desenhou, que na próxima vez é para ela desenhar algo que fizeram na aula (NOTA DE CAMPO, PROFESSORA TULIPA, 30/03/2017).

Sobre essa proposta Tulipa destacou:

Eu fiquei satisfeita com os registros que eles fizeram. Claro que tem crianças que confundem, às vezes não desenham muito o que pedimos, mas isso já é

um indicativo de ficarmos atentos da próxima vez. E quando vejo que é assim, eu pergunto porque que desenhou, eu relembro o que era para desenhar. Algumas crianças refazem, já conseguem refazer no momento da aula mesmo (P. TULIPA).

A professora Tulipa apontou, na entrevista, uma proposta de trabalho avaliativo também utilizada, além da solicitação do desenho, mas que, no planejamento inicial não estava com esse objetivo. O procedimento estava descrito na Estratégia de Ensino como “O escultor/a” — logo a seguir, explicitaremos mais detalhadamente sobre essa proposta. Entendemos, assim, que a docente pode ter feito modificações em seu planejamento ao longo do processo. Para Luckesi (2008, p. 149) a execução de um planejamento “[...] deve ser uma forma de construção dos resultados esperados, não só pela realização do processo planejado, mas também por meio do reprocessamento das atividades a partir de decisões tomadas em decorrência de avaliações” (LUCKESI, 2008, p. 149). Portanto, entendemos que o planejamento e a avaliação são elementos que se encontram ou devem se encontrar intimamente relacionados, a fim de que, por meio das avaliações realizadas, caso necessário, altere-se tal planejamento, com o objetivo de alcançar as aprendizagens e conscientizar os/as educandos/as a esse respeito, por meio de propostas apropriadas.

A proposta de trabalho avaliativo utilizada por Tulipa denominada de “O/A escultor/a”, consistia em organizar os/as estudantes em duplas, em que um/a discente seria a/o escultor/a e o/a outro/a o material a ser esculpido, que se tornaria uma escultura. Assim, o/a escultor/a deveria posicionar a escultura de modo que ela representasse uma prática corporal (esportes, jogos e brincadeiras, danças, ginásticas e lutas) e o restante da turma deveria tentar nomear a prática corporal representada. Em seguida, os papéis deveriam ser invertidos, quem foi o/a escultor/a tornar-se-ia a escultura e vice-versa. Destacamos que, para uma prática de avaliação formativa, é importante que todos/as os/as educandos/as possam experimentar o papel de escultor/a.

A atividade se chama o escultor/escultora. Como não daria tempo de todo mundo fazer, a professora sorteou algumas pessoas para irem na frente fazer a escultura. A atividade funcionou da seguinte maneira: a pessoa que era sorteada convidava um/uma colega. O/A colega era o material que ela/ele iria esculpir, colocando-se na posição que o/a escultor/a quisesse. A escultura deveria que ser de alguma prática corporal. As outras pessoas da sala diziam qual prática corporal a escultura representava (NOTA DE CAMPO, PROFESSORA TULIPA, 30/03/2017).

Tulipa destaca que “o/a Escultor/a” era uma proposta de trabalho avaliativo, porque a sua ideia era não auxiliar muito os/as estudantes para identificar o que conseguiam fazer

sozinhos/as, no entanto, a professora aponta que os/as discentes tiveram dificuldades com a realização da proposta.

Eu achei que eles não entenderam muito bem a proposta, até pretendo repetir ela com outro tema de ensino depois, mas é porque achei que eles precisam ter um pouquinho mais de conhecimento, estarem mais à vontade para interagir com o colega, porque a atividade era em grupos (P. TULIPA). Notamos que a própria Tulipa fez uma avaliação da sua proposta e percebeu que ela não estava adequada ao momento em que os/as discentes se encontravam, visto que os/as estudantes tiveram dificuldades na compreensão e na execução da atividade e a docente teve que intervir, auxiliando-os/as durante o processo. Durante a observação, tivemos a mesma percepção acerca das dificuldades dos/das educandos/as em realizar a proposta. Inicialmente percebemos que eles/elas repetiam a escultura feita pela professora como exemplo ou a que o colega realizava, contudo, as últimas duplas que fizeram a atividade pareciam já estar compreendendo melhor e fizeram esculturas diferentes das que haviam sido feitas, sem necessitar da intervenção da professora.

Segundo Fernandes (2009), o papel da avaliação formativa é acompanhar as aprendizagens dos/das estudantes, buscando solucionar as dificuldades ainda durante o processo. Assim, em várias situações é possível reconhecer se houve ou não aprendizagem. E essa experiência da professora Tulipa é um momento em que ela pôde observar sobre essas aprendizagens. Contudo, pensando em uma proposta de avaliação formativa, essa ocasião pode ser melhor explorada, no sentido, de oportunizar feedbacks aos/as estudantes a respeito do que foi percebido, e/ou ainda retomar com eles/elas aqueles aspectos nos quais a docente percebeu estar as dificuldades.

Destacamos, também, que a professora Tulipa, antes de realizar essas propostas avaliativas fez no início da aula, uma espécie de revisão com os/as estudantes, recordando sobre tudo o que foi estudado e que fizeram nas aulas de Educação Física dentro da temática trabalhada.

A professora diz que hoje irão relembrar o que fizeram desde o começo do ano. Fala com os/as estudantes que no primeiro dia de aula fizeram uma brincadeira de estátua em que as crianças tinham que imitar a imagem que ela mostrava. E nessas imagens eram imagens das práticas corporais. Depois fizeram uma atividade na sala em que tinham a imagem na mão e tinham que ir ao quadro para colar, separar, o que ela representava. Diz, também, que fizeram uma ginástica chamada alongamento e depois uma experimentação de dança. A professora pergunta aos/as estudantes que música dançaram. Um discente responde. Relembra que depois fizeram um esporte e pergunta aos/as estudantes, o nome do esporte. Outro discente responde. A professora

completa, destacando que o atletismo possui três provas e que eles/elas fizeram a corrida, mas nesse esporte tem, também, saltos e arremessos. A docente continua apontando que depois experimentaram jogos e brincadeiras virtuais, e pergunta aos/as estudantes em que lugar. Alguns/Algumas dizem na quadra, mas a professora pergunta novamente se havia sido, então uma estudante responde corretamente que havia sido na sala de informática. A professora indaga qual a brincadeira que foi feita na sala de informática. Os/As estudantes respondem quebra cabeça. Tulipa continua dizendo que na aula anterior experimentaram as lutas, uma de origem indígena o cabo de guerra e uma de origem Greco romana que tinha que empurrar o/a colega para fora do espaço. E termina dizendo que experimentaram todas as práticas corporais e que vai escreve-las no quadro e que depois irão estudar uma por uma (NOTA DE CAMPO, PROFESSORA TULIPA, 30/03/2017).

Consideramos importante esse processo de revisão do que foi apreendido e feito durante as aulas, pois propicia àqueles/as estudantes que tiveram maiores dificuldades na aprendizagem, a retomada dos conteúdos. Essa dinâmica, poderia, também, ser realizada após a avaliação, em que a professora se direcionaria em retomar aqueles aspectos nos quais tenha percebido a defasagem na aprendizagem por parte dos/das discentes.

A proposta de trabalho avaliativo planejada por Violeta e Azaleia, que objetiva que os/as estudantes agrupassem imagens conforme as categorias (práticas corporais, atividades de aprendizagem e materiais), durou mais de uma aula. A de Azaleia levou três semanas para terminar (o que correspondeu a seis aulas de 50 min), enquanto a de Violeta duas semanas (o que correspondeu a quatro aulas de 50 min). Nas notas de campo, podemos verificar como a atividade ocorreu nas aulas de cada uma das professoras.

A professora fala que irá entregar uma folha para os/as estudantes, e quer que observem as imagens contida nela. [...] A professora diz que antes de recortar quer que olhem com muita atenção e que eles/elas vão identificar e colocar o nome. Ela anuncia que é para colocar o nome que as imagens representam e pergunta aos/as estudantes que nome vão colocar. Eles/Elas vão tentando responder, e a professora fala então: atividades, materiais ou prática corporal. A professora diz que não vão escrever o nome, mas vão colocar só a primeira letra de cada uma das categorias. E irão escrever nas costas bem no meio das imagens. A professora cola a folha no quadro e aponta para a primeira imagem e pergunta o que os/as estudantes estão vendo. Eles/Elas vão falando. A professora pergunta para turma então o que a imagem representa, um estudante responde práticas corporais, e ela pergunta qual. Orienta então os/as discentes a colocarem a sigla PC na imagem. A professora faz junto com os/as estudantes, perguntando, fazendo-os pensar e responder. Muitos/as discentes participam, respondendo. Ela passa auxiliando, vendo se estão colocando as letras nas imagens (NOTA DE CAMPO, PROFESSORA AZALEIA, 17/05/2017).

A professora divide o quadro em três partes e escreve em cada uma delas: prática corporal, atividades e materiais. Orienta os/as estudantes que cada parte do quadro representa uma folha no caderno. Pedindo a eles/elas que

enumerem as páginas (NOTA DE CAMPO, PROFESSORA AZALEIA, 24/05/2017).

A professora pede que os/as estudantes separem as imagens que representem as práticas corporais e colem no caderno na página correspondente, lembrando que atrás dessas imagens estão as letras PC. Quando eles/elas terminam de colar esta categoria fala que podem colar a próxima (NOTA DE CAMPO, PROFESSORA AZALEIA, 31/05/2017).

A professora Violeta registra a data no quadro e o seguinte: “Avaliando nossos conhecimentos sobre a aula de Educação Física:” Materiais: recursos que podem ser utilizados para realizarmos atividades de aprendizagem nas aulas. A professora pede para que alguém leia o que está escrito. E então pergunta o que são os materiais. Os/As estudantes vão falando. A professora dá o conceito fazendo a leitura do que escreveu no quadro e explica novamente, dando exemplos. A professora explica que entregará duas folhas sulfites para cada criança com imagens de materiais, práticas corporais e atividades de aprendizagem. “Então como anotamos materiais, você vai pesquisar nas duas folhas os materiais que tem aqui, você vai pegar a tesoura e recortar as imagens de materiais e vai colar embaixo de onde você escreveu material”. A professora avisa para que os/as estudantes que tiverem dúvida deverão chamá- la ela antes de colar (NOTA DE CAMPO, PROFESSORA VIOLETA, 26/04/2017).

A professora muda a estratégia e resolve fazer junto aos/as estudantes, pois verifica alguns/algumas deles/delas cortando imagens erradas e colando errado: “Oh, vamos fazer juntos, que eu estou até gelada de medo, porque não é para ficar tarefa feia, desorganizada de jeito nenhum”. A professora pede para todos/as os/as estudantes pegarem a primeira folha, ela pergunta na primeira folha quais são materiais que podem ser usados na aula de Educação Física. Os/As discentes respondem bambolê e bola de vôlei. A professora pede que façam junto com ela e passa de mesa em mesa olhando. Depois passa novamente em quem já colou falando que estava certo o de quem já fez (NOTA DE CAMPO, PROFESSORA VIOLETA, 26/04/2017).

A professora pergunta qual a imagem das lutas. Ela diz que vai passar na mesa para cada estudante mostrar a imagem da prática corporal luta. A professora pergunta qual é a imagem de esportes e passa de mesa em mesa pedindo os/as estudantes para apontarem para ela. E assim por diante (NOTA DE CAMPO, PROFESSORA VIOLETA, 26/04/2017).

Podemos notar que, embora seja uma proposta de trabalho avaliativo, as professoras auxiliam os/as discentes e fazem junto com eles/elas. Azaleia, desde o princípio, constrói com os/as estudantes, Violeta parece iniciar de um modo, deixando os/as educandos/as recortarem sozinhos/as, no entanto, intervém e solicita que continuem em conjunto.

Sobre esse momento a professora Violeta relata:

Para eu realmente avaliar eu acho que as imagens tem que estar do jeito que estavam no instrumental, misturadas. [...] Para mim, tem que estar tudo misturado para eu poder ver se ele dá conta de identificar. [...] Quando eu coloco lá, dou o conceito para ele, o que são os materiais, é aquilo que são os objetos, os recursos que eu utilizo para fazer as atividades na aula. Eu entendi,

que eu tinha que dar o conceito para eles poderem então, tentar ver. [...] No final, depois eu acabei não fazendo, porque você viu que eu passei só o primeiro dia o conceito para eles anotarem, e eu percebei, que a turma teve dificuldade para transcrever o conceito, porque naquele momento eles ainda não estavam com a compreensão da escrita, da leitura. E a maioria eu senti que teve dificuldade, demorou a copiar, e uns terminaram mais rápido. [...] Como teve essa discrepância, e quem estava terminando, alguns estavam até avançando, indo adiante, recortando coisa que não era para recortar, e em alguns cadernos começou a ficar errado, eu mudei de ideia. Vou só colocar o nome da categoria, verbalmente, eu falo com ele e vou ajudando, porque depois no final das contas eu senti que a tarefa estava mais difícil do que realmente ele estava com capacidade para fazer. Mas não vejo que isso seja um insucesso da prática porque eu penso que com certeza ele, também, aprendeu com aquela tarefa difícil. Ela serviu como uma avaliação para mim no sentido de que eu vi que ela estava difícil para eles. Assim, de uma próxima vez eu possa fazer ela menos difícil ou talvez a própria discussão e aquela separação, categorização, pode ter sido difícil. Então isso tudo me veio à tona, ou seja o conteúdo estava difícil e a forma foi difícil. Não foi só uma coisa. Então foi uma avaliação, também, do meu trabalho para eu poder retomar e revisar (P. VIOLETA).

“Essa atividade, essa discussão, pensamos ela no grupo, [...] no Lecef. Eu sempre faço ela e dou uma forçada, mas eu acho difícil, eu acho essa discussão difícil para o segundo ano. Ela ficou para o segundo ano na nossa microcurricularidade, mas [..] os meninos estão com muita dificuldade. Então é uma coisa que eu quero aqui depois com as meninas, nesses últimos dois anos eu não dei conta, só estou reproduzindo, não dei conta de parar e pensar, mas eu falei que no próximo ano eu quero reestruturar. [...] É como se fosse um conteúdo difícil para os meninos desse ano.” (NOTA DE CAMPO, PROFESSORA VIOLETA, 26/04/2017).

Conversando com Violeta, ela comenta que percebe que os/as estudantes conseguem falar, na hora que ela passa eles/elas mostram as imagens corretas, mas talvez a dificuldade esteja na organização, ela tenta pensar onde está o problema na atividade (NOTA DE CAMPO, PROFESSORA VIOLETA, 26/04/2017).

Portanto, percebemos que Violeta, assim como Tulipa (com a atividade do/da escultor/escultora), fez uma autoavaliação do seu trabalho, ao perceber que os/as discentes tiveram dificuldades na realização da proposta de trabalho avaliativo, ela reconhece que talvez o assunto esteja difícil para a faixa etária dos/das estudantes e ainda que a proposta possivelmente não tenha sido a mais adequada. Identifica, também, que, embora esse procedimento metodológico/proposta de trabalho avaliativo e conteúdo abordado tenha sido pensado coletivamente no Lecef, ela precisa ser retomada e reestruturada juntamente ao grupo, tendo em vista as dificuldades apresentados pelos/pelas estudantes. Nesse sentido, Romão (2001, p. 101) anuncia que a avaliação “[...] propicia ao educador a revisão de seus procedimentos e até mesmo o questionamento de sua própria maneira de analisar a ciência e encarar o mundo.”

No geral, pelas suas falas e ações, é possível perceber que a professora compreende que objetivava avaliar, mas que a proposta não foi a mais adequada, ou ainda, que os/as discentes tiveram dificuldades com o conteúdo (talvez ela tenha percebido isso já no início da atividade e por isso optou por fazer junto com os/as estudantes), e para tentar saná-las essa docente produziu um texto e fez leitura coletiva retomando os conhecimentos. Já mencionamos essa ação de Violeta, quando tratamos dos resultados da avaliação no item “Concepção de avaliação das e para as aprendizagens”, apontando, conforme Luckesi (2008) que avaliar não é somente verificar, mas tomar decisões perante os resultados, o que foi feito por Violeta.

A professora Azaleia relata que já realizou essa proposta de trabalho avaliativo em anos anteriores, e ao identificar a dificuldade que os/as estudantes possuem em realizá-la, optou por fazer junto com eles/elas, o que para ela funciona, também, como uma revisão sobre o assunto e auxilia aqueles/aquelas estudantes que possuem maiores dificuldades.

Não é o primeiro ano que a trabalhamos com essa Estratégia e com aquela atividade de identificar, recortar e colar dentro das categorias. Então, em outros anos nós só identificávamos primeiro com os meninos e não tinha o registro com as letrinhas e na hora de colar era um “Deus nos acuda”. Tinha aquele que fazia certinho, mas muitos erravam. Então hoje, já que eles estão tendo essa dificuldade, como podemos melhorar isso? Então além de identificar oralmente, que é uma revisão de tudo o que nós falamos, [...] pois você vai fazendo perguntas que acabam fazendo com que o menino entenda, que eu quero que eles identifique a prática corporal, então a minha pergunta já vai direcionando para isso, e isso é proposital mesmo. [...] Então quando eu fiz em outro momento essa atividade, eu identificava com eles e depois eles tinham que recortar e colar sem aquela identificação na imagem, era muito complicado. A colocação das letrinhas, das iniciais da categoria é para aqueles alunos que possuem mais dificuldades. Porque aqueles que não tem, conseguiriam fazer sem a colocação da letrinha, dá para perceber isso. [...] Então se fosse para eles terem feito sozinhos, eu vou te falar uma coisa, eu acho que uns cinco ali teriam dado conta, porque o restante não. Mas em momento algum, nem nesse ano, nem anos anteriores eu entreguei a folha e falei faça. Eu tenho certeza que eles não dariam conta, precisariam daquela orientação, daquela identificação coletiva que nós fizemos, porque foi uma atividade coletiva (P. AZALEIA).

Percebemos, aqui, que a professora Azaleia, ao realizar essa proposta de trabalho avaliativo, já vai observando aqueles/aquelas estudantes que estão conseguindo fazer e responder, no entanto, ela não realiza nenhuma anotação de cada educando/a individualmente do que foi percebido.

“Eu achei que foi muito bom [...] com muita segurança quem falou, eu não sei se eu induzi, talvez as minha perguntas acabam induzindo, nós acabamos induzindo a resposta. Mas o V já tinha feito quase tudo, a L tem toda condição, M não é? E aquele ali, você sabe que durante as aulas estava assim... J teve

hora que pareceu que estava sonhando, olhou para uma imagem e parou.” (NOTA DE CAMPO, PROFESSORA AZALEIA, 17/05/2017).

Portanto, podemos compreender que, ao realizar tal proposta de trabalho, o que se