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Sammenligning av kvinnefunksjoner i Heimskringla og Gesta Danorum

Toda a coleta de dados foi realizada pela investigadora, com caráter voluntário das respostas.

Com vista a melhorar a qualidade e pertinência das questões propostas, no sentido da obtenção de informação concisa e rigorosa, foram administrados previamente, nove questionários aos alunos do 3º ano da Licenciatura em Enfermagem Veterinária. O pré- teste foi executado numa sala de aula, na ESAB, na presença da própria. Foram expostos os objetivos e a natureza da investigação, lido oralmente todo o questionário e explicadas as questões verbalmente antes do preenchimento. Optou-se por efetuar uma breve introdução oral sobre as dez componentes da rede ACES, já que se tornaria morosa e entediante para os alunos, a leitura prévia de um documento explicativo sobre as mesmas. Todo este processo teve a duração de duas horas.

Tabela 7.6: Sintetização das questões aplicadas aos alunos do curso de Enfermagem Veterinária

MARCO ACES Pretenderam-se captar os elementos:

I. Complexidade: formas de olhar o mundo

análise histórica e epistemológica da disciplina, sua importância para o curso e relação com as outras disciplinas

interpretação complexa da realidade

estímulo à imaginação e criatividade nas interpretações/soluções para os problemas reais visão dinâmica dos fenómenos ocorridos no planeta

debate e atitude crítica e construtiva

espírito crítico e incerteza na construção do conhecimento

II. Ordem disciplinar: flexibilidade e permeabilidade

participação de professores de diferentes áreas de conhecimento

participação de profissionais exteriores à ESAB em atividades disciplinares e não disciplinares

III. Contextualização: abordagem das temáticas em diferentes escalas de tempo e espaço

temáticas a nível local e global

problemáticas de outras áreas de conhecimento (sociais, culturais, económicas, políticas, tecnológicas, ambientais, históricas…)

organização de eventos (congressos, semanas temáticas,…) em parceria com outras instituições

IV. Considerar o sujeito na construção do

conhecimento

organização do plano curricular do curso

importância/relação entre as disciplinas na formação metodologias adotadas na formação

participação dos alunos na avaliação do curso

importância da opinião dos alunos na escola, nas disciplinas e no curso

V. Considerar os aspetos cognitivos, afetivos e de ação das pessoas

reforço de habilidades sociais (respeito, tolerância, diálogo, cooperação…), atitudes de entreajuda, atividade autónoma e autoestima nos alunos

oferta de bolsas, projetos e estágios aos alunos prestação de apoio económico, psicológico e pedagógico

fomento da ética ecológica nos alunos (conceitos, procedimentos e atitudes)

VI. Coerência e reconstrução entre teoria (discurso) e prática (ação)

coerência do docente no discurso e na ação

coerência do docente na articulação entre a componente teórica e prática das disciplinas

VII. Orientação prospetiva de cenários alternativos: respeito pelas gerações futuras

comportamentos ecológicos dos alunos

formação de profissionais preocupados com a sustentabilidade ambiental abordagem crítica ao conhecimento tecnocientífico que afeta cenários futuros trabalho interdisciplinar para solucionar desafios atuais e futuros

VIII. Adequação metodológica

adequação metodológica

utilização de metodologias de reflexão e participação para a resolução de problemas reais realização de trabalhos em grupo, trabalhos de campo, visitas de estudo e análise de estudos de

caso com múltiplas perspetivas

IX. Gerar espaços de reflexão e participação democrática

participação ativa dos alunos em debates que conduzam à mudança, trabalhos e outras atividades, no contexto escolar e extraescolar

oferta de espaços de diálogo para debate de questões ambientais, científicas, sociais, políticas…

X. Compromisso com a transformação das relações sociedade-natureza

ações e projetos sustentáveis da ESAB (compromisso político, económico e de ação nas relações sociedade-natureza) em que os alunos participem

promoção de valores que motivem os alunos a participar ativamente na proteção e melhoria do ambiente

preparação para a mudança, de modo a contribuir para a melhoria da qualidade ambiental e da qualidade de vida da sociedade

O questionário sofreu uma série de alterações após o pré-teste, ganhando em percetibilidade. As questões de difícil interpretação, imprecisas ou de interpretações ambíguas foram posteriormente reformuladas, ou eliminadas, quando se considerou pertinente. Esta fase foi crucial para a correção de outros aspetos relacionados com a terminologia do questionário.

foi administrado em janeiro de 2012 aos 29 alunos do 3º ano, numa das salas de aula da ESAB, na presença da investigadora. Foram igualmente explicadas previamente as questões, as 10 componentes da rede ACES e esclarecidas algumas dúvidas durante o preenchimento do questionário.

Tabela 7.7: Sintetização das questões aplicadas aos docentes do curso de Enfermagem Veterinária

MARCO ACES Pretenderam-se captar os elementos:

I. Complexidade: formas de olhar o mundo

análise histórica e epistemológica da disciplina, sua importância para o curso e relação com as outras disciplinas

construção do conhecimento segundo uma visão sistémica assunção da teoria da complexidade nas formas de olhar o mundo

estímulo à imaginação e criatividade nas interpretações/soluções para os problemas reais visão dinâmica dos fenómenos ocorridos no planeta

assunção da multicausalidade e da incerteza nos fenómenos estudados estímulo ao debate e atitudes críticas e construtivas dos alunos

II. Ordem disciplinar: flexibilidade e permeabilidade

participação do docente em reuniões de coordenação com professores de disciplinas afins participação de profissionais e instituições externas em atividades disciplinares e não

disciplinares

coordenação interdisciplinar das unidades curriculares

III. Contextualização: abordagem das temáticas em diferentes escalas de tempo e espaço

abordagem de problemáticas de outras áreas do conhecimento no âmbito local e global organização de eventos em parceria com outras instituições

participação do docente em projetos de inovação de diferentes temáticas resposta aos desafios da sociedade atual nas aulas

IV. Considerar o sujeito na construção do conhecimento

participação do docente em reuniões de avaliação do curso estrutura e organização do plano curricular do curso adequada adequação dos conteúdos programáticos

adequação da metodologia aos objetivos da(s) disciplina(s) e do curso existência de horário de tutórias/dúvidas

carga horária das disciplina(s) adequada número de alunos em sala adequado

importância da opinião dos docentes na escola, nas disciplinas e no curso importância da opinião dos alunos por parte dos docentes

V. Considerar os aspetos cognitivos, afetivos e de ação das pessoas

promoção de um sentido de pertença dos alunos à comunidade académica

reforço das habilidades sociais e atitudes de entreajuda entre os alunos, favorecendo a realização de trabalhos em grupo e individuais

fomento da atividade autónoma e a autoestima dos alunos valorização da pluralidade cultural e diferentes tipos de linguagem fomento da ética ecológica nos alunos (conceitos, procedimentos e atitudes)

VI. Coerência e reconstrução entre teoria (discurso) e prática (ação)

coerência entre o discurso e a ação do docente

coerência e articulação entre a componente teórica e a componente prática das disciplinas investigação da realidade na sala de aula

apoio às iniciativas dos alunos

VII. Orientação prospetiva de cenários alternativos: respeito pelas gerações futuras

comportamentos ecológicos dos docentes

abordagem crítica ao conhecimento tecnocientífico que afeta cenários futuros reforço do trabalho interdisciplinar

sensibilidade dos docentes para a realização de um plano de sustentabilidade curricular para as suas disciplinas

VIII. Adequação metodológica

adequação das metodologias adotadas

utilização de metodologias de reflexão e participação para a resolução de problemas reais análise de teorias apoiadas em referências concretas

realização de trabalhos em grupo, trabalhos de campo, visitas de estudo e análise de estudos de caso com múltiplas perspetivas

IX. Gerar espaços de reflexão

e participação democrática promoção da participação dos alunos nos debates, trabalhos de grupo… oferta de espaços de diálogo para debater questões ambientais, científicas, sociais, políticas…

X. Compromisso com a transformação das relações sociedade-natureza

fomento, pela ESAB; da responsabilidade de todos contribuírem para um futuro melhor incentivo aos alunos para a formação ao longo da vida

abordagem crítica aos problemas sociedade-natureza

preparação de agentes de mudança para a melhoria da qualidade ambiental e qualidade de vida da sociedade

presença de ações e projetos sustentáveis na ESAB (compromisso político, económico e de ação nas relações sociedade-natureza) em que os alunos participem

Os questionários administrados aos docentes foram igualmente validados por meio de um pré-teste a dois docentes com larga experiência na área da investigação social, visando testar a qualidade, a clareza, a relevância e a pertinência das questões. Em resultado reconheceu-se a necessidade de alterar a ordem de algumas questões, introduzir algumas modificações de semântica e aperfeiçoar algumas questões relacionadas com as características da rede ACES, visando uma melhor contextualização do questionário e rigor nas respostas. Sugeriu-se ainda fornecer um pequeno texto explicativo em suporte de papel, juntamente com o questionário, onde se definiram as dez componentes da rede ACES (ver Tabela 5.1).

Para contrariar a tendência atual de proliferação de inquéritos via correio eletrónico (que vêm provocando alguma saturação e desinteresse) optámos por dar preferência à distribuição personalizada. Após preenchidos os questionários, os mesmos foram devolvidos pessoalmente, ou via correio interno da Escola.

Três docentes solicitaram a presença da investigadora na elaboração de algumas respostas enquadradas no Marco ACES, no sentido de melhor compreenderem o objetivo das mesmas. Não se tratou aqui de falta de clareza das perguntas, mas da necessidade de recontextualizar a pertinência das questões para uma área científica em particular. Este facto permitiu mitigar o risco de ‘não-respostas’ ou de respostas do tipo ‘não se aplica à disciplina/curso’.

Os questionários aos docentes foram administrados entre abril e maio de 2012.