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Mødrenes roller i Gesta Danorum

2.7 Mødrenes roller

2.7.2 Mødrenes roller i Gesta Danorum

Em consonância com o exposto, o objetivo geral da presente investigação é analisar em que medida a sustentabilidade curricular está contida no ensino-aprendizagem da licenciatura em Enfermagem Veterinária da Escola Superior Agrária de Bragança. Para concretizar o objetivo geral foram definidos os seguintes objetivos específicos:

Conhecer e interpretar os conhecimentos dos alunos e dos docentes sobre conceitos e aspetos relacionados com o ‘Ambiente’ e o ‘Desenvolvimento Sustentável’;

Saber em que medida as dez características preconizadas pela rede de Ambientalização Curricular do Ensino Superior estão presentes nas disciplinas e na docência do curso de Enfermagem Veterinária;

Analisar a estrutura do plano curricular do curso de Enfermagem Veterinária;

Averiguar, se uma proposta para fortalecer a sustentabilidade curricular do curso, seria bem recebida por parte dos docentes e dos órgãos decisores;

Apontar estratégias de Educação Ambiental que contribuam para reforçar a sustentabilidade curricular da licenciatura.

As hipóteses de investigação estão subjacentes ao processo epistemológico que levou à sua estruturação, (…)na medida em que o modelo de análise pode ser visto como um sistema de hipóteses articuladas entre si (Quivy et al., 2005:138).

Para fundamentar as hipóteses assumidas nesta investigação, partimos de um quadro global de referências científicas e eventos internacionais, que exibem a problemática da Educação Ambiental no ensino superior.

Assim, as hipóteses de investigação radicam na leitura e interpretação de diversos estudos científicos (Weenen, 2000; Rychen e Salganik, 2003; Fouto, 2002; Cachapuz et al., 2003; Martins et al., 2003; Junyent et al., 2003; Geli et al., 2003, 2004; Couto et al., 2004, 2005, 2006; Hidalgo, 2007; Barth et al., 2007; Madeira, 2008; Martínez, 2008; Minguet e Solis, 2009; Marcomin e Silva, 2009; Barrón et al., 2010; Aznar, 2013; Murga-Menoyo, 2013; entre outros) e em recomendações de âmbito nacional e internacional para o desenvolvimento sustentável subscritas por diversos países.

Pese embora os documentos derivados de diversas instituições internacionais para a sustentabilidade no ensino superior (Declaração de Talloires, Declaração de Halifax, Declaração do Rio, Declaração de Swansea, Declaração de Quioto, Carta Universitária para o Desenvolvimento Sustentável, Declaração Thessalónica, Declaração de Luneburgo, Declaração de Ubuntu, Recomendações de Rhodes, Recomendações de Gotemburgo, Comunicado de Londres e Declaração de Bolonha), são raras as instituições de ensino universitário e politécnico português que incorporam a Educação Ambiental, de modo coordenado e transversal, nos planos curriculares dos cursos que lecionam (Fouto, 2002 e Couto et al., 2004; 2005; 2006).

Os estudos sobre o papel da universidade na transição para a sustentabilidade, centrados nas universidades signatárias das Declarações de compromisso com o desenvolvimento sustentável, revelam uma forte ênfase da abordagem alicerçada na componente ambiental da sustentabilidade por parte das instituições que mais

avançaram. Muitas não foram além das intenções, pois não utilizam o seu compromisso como instrumento de comunicação institucional, disponibilizando pouca ou nenhuma informação sobre as suas actividades e avaliação das mesmas (Couto et al., 2006:27). Relativamente à produção de conhecimento partilhada com a sociedade, Couto et al. (2005:27), delimitam o quadro atual do ensino universitário português ao ‘estádio de infância’; um estado incipiente de maturação com (…)um ‘gap’ de conhecimento, cujo aspeto crítico parece não se situar na qualidade e relevância dos conhecimentos produzidos, mas sim na falta de integração dos mesmos. Madeira (2008:177), refere-se igualmente ao papel que as instituições de ensino superior poderiam ter na disseminação e implementação da sustentabilidade nas próprias instituições e na sociedade em geral, bem como, às diversas declarações a nível mundial, mas que poucas (…)as assinaram e, de entre esse grupo, algumas só o fizeram com o objectivo de se auto-promoverem. Por outro lado, ao longo da atividade letiva, no decurso do ensino oficial, docentes e alunos passaram por um processo de aprendizagem baseado em programas curriculares fragmentados e redutores da realidade, limitando a sua visão global e sistémica dos fenómenos ocorridos no planeta (Reigota, 1994; Costa, 1998; Carneiro 1999; Silva et al., 2006; Pereira, 2009). Para colmatar esta lacuna, as instituições internacionais para o desenvolvimento, no âmbito de diversas conferências internacionais sobre a educação ambiental para o desenvolvimento sustentável (Estocolmo, Belgrado, Tbilisi, Rio, Thessaloniki, Joanesburgo, entre outras), recomendam a ecoalfabetização em todas as etapas da vida humana. Quanto a este particular, Chávez (2011), refere que os professores são uma peça basilar para a Educação Ambiental nas escolas, e, portanto, devem ser portadores de conhecimentos adicionais aos das suas áreas de competência. De acordo com o referido, elencam-se de seguida as hipóteses de investigação:

Hipótese 1: A Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança, apesar de ter assumido diversos compromissos internacionais, como o Programa de Bolonha e o Programa COPERNICUS, para oferecer aos estudantes uma educação para o desenvolvimento sustentável, não possui um plano de sustentabilidade curricular ajustado aos conteúdos programáticos dos cursos que leciona.

Hipótese 2: Os docentes da licenciatura em Enfermagem Veterinária da ESAB carecem de preparação para lecionar segundo o processo de ensino-aprendizagem preconizado pelos programas de Bolonha e COPERNICUS. A carência de competências e estratégias metodológicas na área da Educação Ambiental implica que os docentes não considerem temáticas importantes (ou o façam superficialmente) durante o processo de ensino- aprendizagem.

Hipótese 3: Os docentes são portadores de uma visão redutora da realidade em conceitos tais como ‘Ambiente’ e ‘Educação Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável’, que implica que durante a atividade de ensino-aprendizagem os problemas socioambientais não sejam considerados na apresentação dos conceitos científicos. Hipótese 4: Os alunos do 3º ano da licenciatura em Enfermagem Veterinária possuem uma visão redutora da realidade, relativamente aos conceitos de ‘Ambiente’ e ‘Desenvolvimento Sustentável’.

Hipótese 5: O processo de ensino-aprendizagem da licenciatura em Enfermagem Veterinária é cumprido de acordo com uma aplicação limitada ou insuficiente das dez características preconizadas pela rede ACES.

As presentes hipóteses de investigação assentaram na lógica teórica da problemática do projeto de investigação, pelo que serão testadas através de recolha de informação primária e secundária.