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Kjennetegn ved bedriftene i samarbeidsundersøkelsen

3. H VA KJENNETEGNER BEDRIFTENE SOM SAMARBEIDER ?

3.3 Kjennetegn ved bedriftene i samarbeidsundersøkelsen

Neste capítulo será analisada a existência de relação independente das variáveis quantidades de transações com cartões no mercado brasileiro e do total de “depósitos mensais na poupança” com as quantidades e valores de cheques compensados no período de janeiro/2004 a dezembro/2006 e setembro/1994 a dezembro/2006, respectivamente. As análises foram realizadas em períodos mensais, a fim de que a hipótese alternativa proposta pelo modelo pudesse ser testada, sendo a análise estatística realizada através do modelo de regressão linear simples pelo método dos mínimos quadrados ordinários. Os resultados das duas regressões não foram capazes de rejeitar a hipótese nula do modelo, isto é, de que não existe relação estatisticamente significante entre as duas variáveis e os cheques compensados.

Primeiramente verificou-se o comportamento destas variáveis graficamente a partir de um gráfico de dispersão. Pode-se observar na Figura 21 que a quantidade de cheques compensados é inversamente proporcional a quantidade de cartões, ou seja, a medida que o uso cartões está aumentando, a quantidade de cheques compensados está diminuindo.

Cartões Transações E s Compensado Cheques =2,12 +08−0,172

A Tabela 28 apresenta os resultados da regressão entre as variáveis em estudo. Nela pode-se observar que os parâmetros foram altamente significativos para o modelo (p-valor= 0,000). Verifica-se ainda que 40,4% das variações de cheques compensados são explicadas pela variação dos cartões.

TABELA – 28 - Análise de Regressão Para as Variáveis Cheques Compensados e Transações com Cartões

Preditores Coeficientes Desvio Padrão T P

Constante(α) 211960037 11046649 19,19 0,000

Transações com Cartões(β) -0,17218 0,03589 -4,80 0,000

A Tabela 29 apresenta os valores da análise da variância (ANOVA) para o modelo proposto, onde pode-se observar que a estatística F=23,02 foi extremamente significativa (p-valor=0,000), o que implica que realmente existem fortes evidências de que existe uma relação entre estas variáveis.

TABELA – 29 - Análise da Variância Para as Variáveis Cheques Compensados e Cartões

Fonte de Variação Graus de Liberdade Soma de Quadrados Quadrado Médio F P-valor

Regressão 1 3,73969E+15 3,73969E+15 23,02 <0,001

Resíduo 34 5,52352E+15 1,62457E+14 - -

Total 35 9,26321E+15 - - -

A partir destes resultados estimou-se o seguinte modelo de regressão para as variáveis Cheques Compensados e Transações com cartões

(5.1)

Pode-se verificar a partir da Figura 22 a estatística do teste de normalidade para os resíduos da regressão entre Cheques Compensados e Transações com Cartões Ad=0; 407 apresentou um p-valor maior que 0,333, isto é, os resíduos apresentam normalidade.

FIGURA – 22 - Teste de Normalidade Para os Resíduos da Regressão Entre Cheques Compensados e Transações com Cartões

A regressão “quantidade de Cheques Compensados = 211.960.037 - (0,17218 x Quantidade de Transações com Cartões)” foi utilizada para os três últimos meses de 2006 e apresentou um Erro Percentual Absoluto Médio - EPAM de 1,60%, conforme Tabela 30. Esse resultado está de acordo com a situação real, uma vez que a um aumento na quantidade de transações com cartões, a quantidade de cheques compensados reduz. Foram analisados os resíduos da regressão através do Teste de Dickey-Fuller aumentado (teste ADF) e ao nível de 5% foi rejeitada a hipótese nula de que os resíduos das séries tenham uma raiz unitária e aceita a alternativa de que são estacionários.

TABELA – 30 - Erro Percentual Absoluto Médio (EPAM) para os Valores dos Cheques Compensados e Quantidade de Transações com Cartões

Mês Cartões Cheques Previsão EPAM

Out/06 371.870.657 145.011.909 147.931.347 -2,01

Nov/06 376.897.670 137.789.099 147.065.796 -6,73

Dez/06 462.630.045 137.734.980 132.304.396 3,94

-1,60

O mercado brasileiro de cartões, neste caso incluindo os cartões de crédito, débito e os de loja, vem apresentando um crescimento bastante superior ao índices do PIB. O ano de 2006 encerrou com mais de 390 milhões de cartões, um aumento de 15% em comparação a 2005, movimentando aproximadamente R$

261,8 milhões), um crescimento de 24% segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços - ABECS, mas que distribuídos entre toda a população brasileira chega à média de apenas dois cartões por habitante no Brasil. Segundo o Sr. Antonio Luiz Rios, diretor da ABECS, “esses números indicam que os brasileiros já se acostumaram a usar meios eletrônicos de pagamento”. No aspecto macroeconômico os cartões contribuem para a modernização do sistema de pagamentos no varejo, uma vez que apresentam maior eficiência com relação aos instrumentos em papel, como é o caso dos cheques.

Em 1995, do total de pagamentos no Brasil, 7% eram com cartões, 26% com cheques e 55% com dinheiro. Em 2005, a participação dos cartões subiu para 20%, a dos cheques caiu para 14% e a de pagamentos em dinheiro manteve-se estabilizada em 53%. Dados preliminares da ABECS informam que ao final de 2005 as transações com cartões foram responsáveis por 21,5% do consumo privado brasileiro, com o Brasil se consolidando como o terceiro emissor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Entre as causas para esse desempenho a ABECS considera o ainda baixo índice de ativação dos cartões, aliado ao pequeno alcance na baixa renda. A tendência é um aumento ainda consistente dos cartões, considerando o potencial do crescimento do Brasil. As empresas de cartões reconhecem que por questões de segurança, facilidades na organização do orçamento doméstico e benefícios como milhagens, a cada dia o consumidor prefere mais o cartão, em detrimento ao cheque. Somente entre 1994 e 2004 as transações com cheque caíram 49%, enquanto as transações com cartões (neste exemplo, de crédito) cresceram 536%. A consolidação dos cartões como o segundo meio de pagamento mais utilizado no Brasil, abaixo apenas das transações com dinheiro, indica ser resultado da boa aceitação entre os usuários portadores de cartões e lojistas. Atualmente, a quantidade de negócios realizados com cartões é quase o triplo dos realizados com cheques. No geral, o uso dos cheques vem caindo cerca de 7% ano, enquanto as transações com cartões aumentam 22%, sendo que o Banco Central busca continuamente incentivar o uso de meios eletrônicos de pagamento em substituição aos cheques e outros papéis.

Poupança na

Depósitos Compesados

Cheques =1.75+11−1,67

A Tabela 31 apresenta os resultados da regressão entre as variáveis em estudo. Nela pode-se observar que os parâmetros foram altamente significativos para o modelo (p-valor= 0,000). Verifica-se ainda que 88,1% das variações de Cheques Compensados são explicadas pela variação de Depósitos na Poupança.

TABELA – 31 - Análise de Regressão Para as Varáveis Cheques Compensados e Depósitos na Poupança

Preditores Coeficientes Desvio Padrão T P-Valor

Constante(α) 339484848 4020226 84,44 0,000

Depósitos na Poupança(β) 1109,56 33,74 -32,88 0,000

A Tabela 32 apresenta os valores da análise da variância (ANOVA) para o modelo proposto, onde pode-se observar que a estatística F=60,24 foi extremamente significativa (p-valor=0,000), o que implica que realmente existem fortes evidências de que existe uma relação entre estas variáveis.

TABELA – 32 - Análise da Variância Para as Variáveis Cheques Compensados e Depósitos na Poupança Fonte de Variação Graus de Liberdade Soma de Quadrados Quadrado Médio F P-valor

Regressão 1 2,44488e+17 2,44488e+17 1081,20 <0,001

Resíduo 146 3,30144e+16 2,26126e+14 - -

Total 147 2,77503e+17 - - -

A partir destes resultados estimou-se o seguinte modelo de regressão para os variáveis Cheques Compensados e Depósitos na Poupança

(5.2)

Pode-se verificar a partir da Figura 23 a estatística do teste de normalidade para os resíduos da regressão entre Cheques Compensados e Depósitos na Poupança Ad=0,627 apresentou um p-valor maior que 0,101, isto é, os resíduos apresentam normalidade.

FIGURA – 23 - Teste de Normalidade Para os Resíduos da Regressão Entre Cheques Compensados e Depósitos na Poupança

Quanto à regressão “valores dos Cheques Compensados = 339.484.848 - (1.109,56 x Depósitos em Poupança)” também foi utilizada para os três últimos meses de 2006 e apresentou um Erro Percentual Absoluto Médio - EPAM de 0,44%, conforme Tabela 33. A esse resultado se observa que ao crescimento dos depósitos mensais na conta de poupança, os valores totais dos cheques compensados continuam em queda, situação que corresponde à realidade atual. Foram analisados os resíduos da regressão através do Teste de Dickey-Fuller aumentado (teste ADF) e ao nível de 5% foi rejeitada a hipótese nula de que os resíduos das séries tenham uma raiz unitária e aceita a alternativa de que são estacionários.

TABELA – 33 - Erro Percentual Absoluto Médio(EPAM) para os valores dos Cheques Compensados e Depósitos em Poupança

Mês Cartões Cheques Previsão EPAM

Out/06 145.006.288 174.963 145.352.901 -0,23

Nov/06 136.996.174 177.738 142.273.872 -3,85

Dez/06 137.714.289 185.296 133.887.818 2,77

-0,44

O que se observa a partir de setembro/94 é um crescimento constante dos depósitos em contas de poupança, sendo que nesse mês seu valor correspondia a apenas 0,01% da quantidade total de cheques compensados, porém

atingindo em dezembro/06 o percentual de 0,13%. Com a queda da inflação a partir de meados de 1994, que era um dos maiores desestímulos a poupança no Brasil considerando outros investimentos mais atrativos, porém com a manutenção de taxas elevadas de juros o investidor foi aos poucos retornando a poupança, tendo em junho/06 essa aplicação conseguido atingir R$ 125,683 bilhões em depósitos. Historicamente o Brasil registra taxas baixas de poupança. Mesmo entre os anos 60 e 70 de elevados crescimentos a taxa de poupança doméstica foi baixa, tendo somente na década de 1980 ocorrido um aumento na poupança resultado da elevação da taxa inflacionária no período. Dados do Banco Central informam que em 2004, foram emitidos cerca de 2,5 bilhões de cheques, no valor global de R$ 2,0 trilhões, uns valores médios de R$ 781 reais por cheque. Para o período 2000/2004, os cheques emitidos apresentaram redução de 12,4% no que diz respeito à quantidade, uma média de menos 3% ao ano.