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Motiver for samarbeid

5. M OTIVER FOR SAMARBEID OG KRITERIER FOR VALG AV PARTNER

5.1 Motiver for samarbeid

Desde a invenção da prensa de Gutemberg, em meados de 1455, surgiu um modelo de negócio jornalístico que passou anos sendo aprimorado, dando ao jornalismo respaldo entre os consumidores. As empresas que compunham essa indústria viviam em uma fase estável, pois conseguiam compor receitas provenientes de publicidade e venda de jornais (COSTA, 2014). Nos últimos anos, no entanto, essa receita começou a cair, problema que, de uma forma ou de outra, atinge a indústria tradicional, em especial os jornais.

A atual fase, traduz-se um pouco na afirmação de Costa (2014, p.54): “Cortes de custos, queda do faturamento com publicidade, perda de leitores e diminuição do tamanho vêm sendo uma constante neste negócio nos últimos anos – desde a emergência das novidades trazidas pela tecnologia e pela comunicação em rede.”.

9 O Google.com é registrado como um domínio em 15 de setembro de 1997. O nome faz referência ao termo "googol", que na matemática indica o número representado pelo numeral 1 seguido por 100 zeros. Isso reflete a missão de Larry Page e Sergey Brin, os fundadores, de organizar uma quantidade de informações aparentemente infinita na Web. Hoje, além do mecanismo de busca, o Google oferece inúmeros serviços a pessoas e empresas, como blogs, ferramentas de análise, espaços para anúncios, plataformas de redes sociais entre outras. No segundo semestre de 2016, a receita consolidada da empresa controladora do Google subiu para US$ 21,5 bilhões. Disponível em: < https://www.google.com.br/about/company/history/>.

10 Facebook é uma rede social lançada em 4 de fevereiro de 2004, operada e de propriedade privada da Facebook Inc.. Em 4 de outubro de 2012, o Facebook atingiu a marca de 1 bilhão de usuários ativos, sendo por isso a maior rede social em todo o mundo. Comandada por Mark Zuckerberg a empresa hoje detém as subsidiárias WhatsApp Inc. e Instagram, entre outras. Em julho de 2016, a receita total da empresa subiu 59,2% para US$ 6,44 bilhões. Disponível em: < http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/07/receita-do-facebook-supera- estimativas-e-chega-us-6-bilhoes.html>.

A indústria jornalística tradicional dominava 100% da cadeia de valor de seu negócio. Ela é movida por uma operação que, para Caio Túlio Costa (2014), envolve quatro áreas: 1 - produção de conteúdo - que envolve redações, fotografia, diagramação, edição; 2 - administração - que envolve finanças, recursos humanos, gráfica; 3 - publicidade - que envolve vender espaços publicitários em páginas nobres e oferecer espaços para anúncios; 4 - circulação e distribuição - que envolve distribuir nos pontos de venda, captar e recuperar assinantes, além de estudos que indicam as melhores praças e as melhores formas para distribuir o produto de forma que ele venha a ser consumido

Essa cadeia, embora ainda funcione, não consegue atingir tantos leitores quanto antes, uma vez que o número de consumidores de jornais e revistas caiu, desde que a internet tornou- se um meio de consumo de informação, como corroboram os dados citados anteriormente da Pesquisa Brasileira de Mídia 2015. Para Castells (2003),

A internet está transformando a prática das empresas em sua relação com fornecedores e compradores, em sua administração, em seu processo de produção e em sua cooperação com outras firmas, em seu financiamento e na avaliação de ações em mercados financeiros. (CASTELLS, 2003, p.56)

Caio Túlio Costa cita o caso do jornal New York Times, que estava com receita em queda, mas conseguiu reverter a situação utilizando paywall poroso - forma de cobrar do leitor internauta pelo consumo do conteúdo, após disponibilizar algumas notícias e reportagens gratuitamente - que se reverteu em assinaturas para o online e para o impresso. Mas ressalta (2014, p.54),

No entanto, esse algo estava sendo feito de acordo com a antiga cadeia de valor da indústria jornalística. Seus executores apenas transpuseram para os meios digitais a velha fórmula gutenberguiana, o mesmo modelo do negócio. Primeiro, publicaram em seus sites a mesmíssima produção de conteúdo jornalístico. Segundo, rechearam essa produção com publicidade (ou o que restava dela) e, terceiro, a distribuição do produto passou a ser feita por meio da comercialização das assinaturas digitais. (COSTA, 2014, p.54).

Assim, mesmo essa estratégia não sendo tão eficiente, por se basear num modelo de negócio que não se adequa ao digital, inúmeros veículos no mundo todo, incluindo o Brasil, apostaram em ofertar conteúdo pago, como um passo para vencer a crise. Em setembro de 2013, 3 dos 10 maiores jornais do País, a saber Folha de S. Paulo, O Globo e Zero Hora; já adotavam a estratégia, fora os que utilizavam algum outro sistema de pagamento (PAYWALL..., 2013)11.

11 Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/09/1348209-paywall-ja-chega-a-9-dos-30- maiores-jornais.shtml>.

O relatório do Instituto Reuters (2016, p.82) afirma que, em 2015, os jornais impressos perderam muitos leitores, enquanto houve crescimento de acesso digital - ao mesmo tempo em que muitos sites apostaram em paywall.

As revistas brasileiras não seguiram por esse caminho, buscando outras alternativas para o meio digital, como por exemplo apostar nas redes sociais (ver tópico 3.4). Para Anderson, Bell e Shirky (2013, p.35), “não há uma solução universal: qualquer saída para ter mais receita do que custo é uma boa saída [...]”.

A Editora Abril foi uma das instituições que sofreram com as mudanças advindas com a internet. Se antes era grande o número de publicações vendidas avulsas em bancas, hoje as assinaturas é que dominam o espaço com quase 90% das vendas. Ainda segundo o relatório do Instituto Reuters (2016, p.82),

A busca por novas fontes de receita é crítica para a mídia impressa, que foi duramente atingida pela contração do ano passado na economia brasileira, a pior recessão em 25 anos. Mais de 1.400 profissionais da comunicação social perderam seus empregos em 2015. Exemplos de redução incluem o gigante Editora Abril, que encerrou a publicação de três títulos e vendeu sete outras marcas em 2015, e do jornal sobre o setor financeiro Brasil Econômico, de propriedade do grupo Português Ongoing, que fechou o ano passado. (REUTERS INSTITUTE, 2016, p.82, tradução nossa)12

Na Cosmopolitan Brasil, o valor de vendas avulsas era de 11,47% do total, em 2015. Passando por situações assim, uma das estratégias da Editora foi transformar a revista para adolescentes Capricho, que já tinha 60 anos no mercado impresso, em publicação para

smartphones, focando assim no público jovem e que consome informação pelos celulares. Na publicação, é possível interagir, acessar vídeos, fazer compras e salvar papéis de parede, tudo ao toque dos dedos.

Esse é um exemplo de como fazer jornalismo totalmente focado no digital. Mas ainda existem veículos que continuam apostando no impresso, e nesses casos são necessárias estratégias que consigam conquistar leitores. Como Salaverría e Negredo (2008, p.21) apontam, as empresas tradicionais apostam em fazer uso de sua credibilidade informativa conquistada ao longo dos anos, e têm como objetivo rejuvenescer sua audiência.

12 “The search for new sources of revenue is critical for the print media, which was hit hard by last year’s contraction of the Brazilian economy, the worst downturn in 25 years. More than 1,400 media professionals lost their jobs in 2015. Examples of the current downsizing include the magazine giant Abril, which ceased publishing three titles and sold seven other news brands in 2015, and the financial newspaper Brasil Econômico, owned by

Caio Túlio Costa (2014, p.61) considera as mudanças tecnológicas e a internet componentes disruptivos. Do latim disruptio, a palavra disruptor significa espedaçar, romper, destruir. Assim, a internet foi o elemento que rompeu o curso normal de muitos processos, entre eles a produção das mídias e as formas de comunicação entre as pessoas.

A indústria do jornalismo, seja por questões geracionais, seja por questões de negócio, seja por mera incompetência, levou muito mais tempo para entender o momento disruptivo pelo qual passa do que levaram, por exemplo, a indústria das telecomunicações, que soube recriar-se no ambiente sem fio; a indústria da música, que está se refazendo no ambiente digital; ou mesmo o varejo tradicional, que está se superando no comércio online. (COSTA, 2014, p.61)

Ou seja, as empresas de jornalismo tradicional demoraram a perceber que era preciso realizar mudanças efetivas no fazer jornalístico, incluindo na internet. Caio Túlio Costa, assim como Anderson, Bell e Shirky e outros autores citados, afirmam que o erro, ao não perceber o momento disruptivo, era levar a fórmula de negócio do impresso para o digital.

Mas considerando que a internet é uma realidade presente, o caminho que alguns veículos impressos vêm tomando é o de utilizar estratégias no impresso que o aproximem do digital, caminho que também passa pela convergência das mídias, já que de acordo com Caio Túlio Costa, um dos efeitos mais disruptivos da internet foi o de combinar modelos de meios e de comunicação num único canal. (COSTA, 2014)