6. R ESULTATER AV SAMARBEID
6.3. Hva består de største problemene i?
Atualmente, a maior parte das pessoas consome informações na internet, em celulares e computadores. De acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia 2015 (BRASIL, 2014), a maioria dos entrevistados (71%) o faz via computador, seguido pelo celular (66%). As empresas tradicionais já perceberam que não dá mais para ignorar o ambiente digital, mas esbarram na forma de distribuir o conteúdo e de forma rentável, pois a forma de distribuição da informação mudou muito, até mesmo na internet.
14“La principal consecuencia editorial de todos estos cambios se concreta en que los periodistas embarcados en un proceso de convergencia pasan poco a poco de trabajar para un solo medio a distribuir sus informaciones a través de múltiples plataformas o medios. y no solo eso. Lo hacen empleando los lenguajes periodísticos propios
Utilizar apenas sites e portais para ser digital não traz o retorno necessário, uma vez que o público que migrou para a internet não foi somente para esses espaços, ele está espalhado pelos ambientes online, e é preciso encontrar formas de atingi-lo. Como afirmam Anderson, Bell e Shirky (2013, p.35-36), “hoje, a preguiça favorece a dispersão; em muitos sites jornalísticos de interesse geral, a categoria mais comum de leitor é aquela formada por gente que confere um único artigo por mês.”
Compartilhar é uma das ações de maior força na internet para a distribuição de informação. As redes sociais da internet popularizaram esse comportamento, que permite que os conteúdos sejam distribuídos de um usuário para o outro, a partir do engajamento do primeiro que se interessou pelo conteúdo, e assim por diante, gerando a superdistribuição. Como afirma Caio Túlio Costa, “O aprender a cooperar é fundamental no desenho do novo modelo de negócio para os jornais. Nenhum negócio de notícia fica de pé sem o entendimento da superdistribuição.” (COSTA, 2014, p.83).
Assim, é compreensível que os veículos busquem estimular essa superdistribuição, criando suas contas nessas redes. Dados da Pesquisa Brasileira de Mídia 2015 apontam ainda que entre as redes sociais e os programas de trocas de mensagens instantâneas mais usadas estão o Facebook, o WhatsApp15, o Youtube16 e o Instagram17, como no Gráfico 1, a seguir.
O ciclo de mudanças na internet é tão constante, que em 2010 nenhuma das redes sociais citadas era utilizada com frequência pelos brasileiros. As redes e os programas de troca de mensagem utilizados, segundo o Relatório Pesquisa Quantitativa Hábitos de Informação e Formação de Opinião da População Brasileira (GOVERNO FEDERAL, 2010, p.33), eram o Orkut18 com 65,4% e o MSN19 com 64,7%, ambas em desuso atualmente.
Assim, estar nas redes sociais é importante para criar relações com o público leitor presente nelas, e também monitorar seu comportamento para ter ideias de pautas, além de metrificar reações e desenvolver estratégias que possam engajar potenciais leitores. Como
15 Aplicativo que oferece suporte ao envio e recebimento de mensagens de texto, imagens, vídeos, documentos, localização e chamadas de voz. Começou como uma alternativa ao sistema de SMS e hoje é usado por mais de um bilhão de pessoas, em mais de 180 países. Disponível em: < https://www.whatsapp.com/about/>
16 YouTube é um site que permite que os seus usuários carreguem e compartilhem vídeos em formato digital. Foi fundado em fevereiro de 2005 e hoje pertence a mesma controladora de Google Inc.
17 Rede social em que o usuário pode aplicar filtros e compartilhar fotos e vídeos de tempo determinado. Hoje pertence a Facebook Inc. Disponível em: < http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2012/04/entenda-curta-historia- do-instagram-comprado-pelo-facebook.html>.
18 Site de rede social e discussões operado pelo Google. Foi inativado em setembro de 2014.
afirmam Anderson, Bell e Shirky (2013, p.38): “Com a superdistribuição – a propagação de conteúdo por redes sociais –, um artigo importante de uma publicação minúscula pode chegar
a um público enorme sem custo adicional.”
Gráfico 1 - Redes sociais e programas de trocas de mensagens instantâneas mais usadas utilizados, segundo Pesquisa Brasileira de Mídia 2015
Fonte: elaborado pelos autores.Índice de utilização de redes sociais e mensageiros por parte dos usuários de internet no Brasil.
Para Costa (2014, p.85), monitorar o que falam de sua marca nas redes sociais é a regra número um para determinar boas estratégias de posicionamento. A partir desse monitoramento é possível definir comportamentos que favorecerão a instituição que quer se destacar no ambiente digital. Segundo Caio Túlio Costa (2014),
As pessoas falam nas redes sobre o que leem nos jornais. As pessoas falam sobre os jornais. Mais: as pessoas falam de assuntos e de notícias que interessam aos jornais. Ainda mais importante: as pessoas compartilham as informações com outras. É a superdistribuição em plena ação. (COSTA, 2014, p.85)
Além disso, como cita Emily Bell (2016), o jornalismo se tornou uma pequena atividade do grande negócio das plataformas digitais. A internet e as redes sociais tornaram o jornalismo um modelo de negócio praticamente inviável. Não só porque os conteúdos em sua maioria estão disponíveis nesses espaços gratuitamente, mas também porque as instituições perderam o monopólio de produtoras e distribuidoras de conteúdo - já que os consumidores pagam pela
infraestrutura que utilizam e não pelo acesso ao conteúdo e a linguagem em links e feeds
favorece a dispersão (ANDERSON, BELL, SHIRKY. 2013, p.35).
As redes sociais ainda abrigam as publicações e monetizam com isso, algo potencializado pelos dispositivos móveis, pois quem lerá jornais e revistas quando “o telefone que levamos no bolso é nosso portal para o mundo”. (BELL, 2016, p.58). A concentração de poder, que antes estava na mão das grandes instituições, como Globo20 e Abril, por exemplo, é muito maior atualmente, nas mãos das empresas digitais, como Google e Facebook.
Percebendo que o público dedica boa parte do tempo de consumo nas redes, as empresas criaram espaços para a divulgação de notícias, como o Facebook Instant Articles21, entre outros. Mas ao mesmo tempo em que surge uma oportunidade positiva para os veículos, algumas redes permitem que o usuário bloqueie publicidade, barrando também com a possibilidade de rentabilizar.
Assim, fica sugerido que apostar em um só espaço não é o melhor caminho. Como afirma Bell, “o equilíbrio crítico entre destino e distribuição é, provavelmente, a decisão de investimento mais difícil que meios tradicionais de comunicação precisam tomar no momento” (BELL, 2016, p.60).
Alguns veículos que querem manter o impresso então, procuram apostar nos mais diversos espaços possíveis, sempre direcionando o consumidor aos seus sites e páginas e à publicação impressa. A revista Claudia, da Editora Abril, por exemplo, em suas primeiras páginas da edição impressa indica todos os seus perfis nas redes sociais. A publicação possui páginas no Facebook, no Twitter, no Instagram, no Pinterest22 e no Youtube, não só republicando o conteúdo do impresso, mas produzindo materiais com linguagens e formatos específicos para esses espaços, aplicando a convergência já antes citada.
Esse parece ser o comportamento da maioria dos veículos que buscam continuar no mercado em sua versão impressa: ter um site e produzir conteúdo para os mais diversos espaços, buscando atingir o público que se dispersou. Mas esse negócio em transformação nem sempre foi assim. Quando não havia internet, muitos jornais e revistas eram o espaço que os leitores utilizavam para se informar e se entreter, como detalharemos melhor no próximo capítulo.
20 O Grupo Globo é um conjunto de empresas de comunicação e entretenimento com origem no Brasil. Atua nos mais diversos ramos, da TV, ao cinema, à música, ao rádio e ao impresso. Disponível em:<http://www.grupoglobo.globo.com/>
21 Serviço que permite a criação de artigos interativos no próprio Facebook, tornando o acesso rápido e responsivo. Disponível em:< https://instantarticles.fb.com/>.