O questionário aplicado aos encarregados de educação dos discentes de 2º CEB foi respondido 443 por indivíduos, dos quais 55,1% são do género masculino e 44,9% do feminino, cujos educandos frequentavam o 2º CEB (31,2% frequentavam o 5º ano e 68,8% o 6º), numa das cinco regiões do país estabelecidas para este estudo: 20,5% no Minho e Douro Litoral, 23,9% em Trás-os-Montes e Alto Douro, 22,1% na região Centro, 12,9% em Lisboa e Vale do Tejo e os restantes 20,5% na região do Alentejo e Algarve.
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Os inquiridos tinham idades compreendidas entre os 33 e os 50 anos, observando-se no entanto um pico etário na faixa dos 41-45 anos (41,5% dos inquiridos) e uma média de idades próxima dos 41 anos (𝑥 = 40,98 anos), tal como representado no Gráfico 25.
Gráfico 25 – Distribuição da idade dos encarregados de educação de alunos de 2º CEB (faixa etária). Quando questionados sobre as suas habilitações literárias, 78,6% dos encarregados de educação indicaram ser detentores de uma habilitação correspondente a um dos três níveis do ensino básico: 6,3% concluíram o 1º CEB, 7,7% o 2º CEB e 64,6% o 3º CEB. Além disso, 6,5% referiram ter concluído o ensino secundário, 13,1% uma Licenciatura e 1,8% o Mestrado. Em termos regionais, na região de Trás-os-Montes e Alto Douro e na região Centro registou-se o maior número de inquiridos que afirmam ter concluído apenas o ensino primário (7,5% e 8,2%, prospectivamente), enquanto o maior número de encarregados de educação que referiram ser detentor do grau de Licenciado se regista no Minho e Douro Litoral (16,5%) e Alentejo e Algarve (15,4%). Além destes 3,5% dos inquiridos da região de Lisboa e Vale do Tejo indicam ter concluído o Mestrado.
Relativamente ao conhecimento de uma língua estrangeira que lhes permita comunicar, 76,5% dos inquiridos revelaram não falar nenhum idioma além do materno e 23,5% referiram que sim. Dos inquiridos que responderam afirmativamente a esta questão, 22,1% indicaram ser capazes de comunicar em língua inglesa, 62,5% em francês, 8,7% em alemão e 6,7% num outro idioma. Os inquiridos foram ainda questionados sobre a estada num país de língua inglesa e apenas 11,3% responderam positivamente a esta questão. Questionados sobre os motivos que os levaram a fazê-lo, 8% indicaram motivos profissionais, 6% académicos e 86% férias/lazer. Verifica-se, no entanto, pela análise das respostas recolhidas que na região Centro apenas 7,1% dos inquiridos respondem afirmativamente a esta questão e todos o
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fizeram em férias, enquanto na região do Minho e Douro Litoral, 15,4% indicam já ter estado num país anglófono. Entre os motivos indicados nesta região, observa-se que quase metade dos inquiridos (42,9%) o fez por motivos profissionais (28,6%) ou académicos (14,3%).
Quanto à frequência dos educandos na aula de língua inglesa no 1º CEB, 95,5% dos inquiridos responderam afirmativamente a esta questão.
Em termos regionais, os inquiridos da região do Alentejo e Algarve foram os que mais responderam afirmativamente a esta questão (98,9%), um valor próximo do observado nas regiões do Minho e Douro Litoral (96,7%) e Trás-os-Montes e Alto Douro (97,2%), enquanto na região de Lisboa e Vale do Tejo esta percentagem não é superior a 86%, tal como ilustrado no Gráfico 26.
Gráfico 26 - Frequência educandos na aula de inglês no 1º CEB, por região, segundo encarregados de educação.
Como justificação para a frequência dos alunos na aula de língua inglesa no 1º CEB, numa tendência verificada em todas as regiões, os inquiridos indicam como primeiro motivo a importância do idioma no mundo (32,9%) seguido pela necessidade de o manter na escola (22,5%) e o enriquecimento dos conhecimentos dos educandos (21,2%). Além destes motivos, os encarregados de educação indicam que a aprendizagem do inglês no 1º CEB se afigura como um complemento às disciplinas curriculares (9,7%).
Os que não inscreveram os educandos no ensino do idioma no 1º CEB (4,5%) justificaram o facto com a forma como o programa foi implementado na escola do educando (0,8%), o horário (0,2%), a composição das turmas (0,3%), a formação do professor (0,6%) e a ocupação de tempo útil de estudo (0,6%).
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Contudo, apesar de a maioria dos educandos ter frequentado a aula de língua inglesa no 1º CEB, quando questionados sobre os benefícios da aprendizagem precoce do idioma, as respostas recolhidas denotam alguma dúvida por parte dos encarregados de educação: 57,6% consideraram ser benéfica e 41,1% o oposto. A nível regional, os inquiridos da região Centro são os que mais veem benefícios na aprendizagem precoce do idioma (62,2%), enquanto em Trás-os-Montes e Alto Douro a percentagem de respostas afirmativas a esta questão não ultrapassa os 53,8%.
Tendo-lhes sido solicitada justificação para a resposta dada, 18,8% dos inquiridos consideram que aprender inglês no 1º CEB possibilita o desenvolvimento do gosto pela aprendizagem das línguas estrangeiras e 13,8% como uma mais-valia para o desenvolvimento e conhecimento pessoal dos alunos. Além disso, 12,4% consideram a aprendizagem precoce do idioma como mais tempo de aprendizagem do mesmo e 10,2% como uma forma de sensibilização dos alunos para a aprendizagem do idioma.
Gráfico 27 - Motivos segundo os quais os encarregados de educação consideram a aprendizagem precoce da língua inglesa como benéfica.
Por outro lado, os que não consideram esta aprendizagem como benéfica indicaram que esta introdução no 1º CEB não é mais do que uma forma de manter os alunos ocupados em horário extracurricular (6,8%) e que as crianças passam demasiado tempo na escola (7%). Outros inquiridos referiram ainda que a introdução do idioma no 1º CEB se tem vindo a tornar numa forma de desmotivação para a aprendizagem futura da língua inglesa (5,6%), havendo muito tempo para se iniciar a aprendizagem desta língua (5,5%) e sendo considerada como uma menos-valia para a aprendizagem dos educandos (3,6%).
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No que concerne a aprendizagem do idioma no 2º CEB, a maioria dos encarregados de educação (68,4%) referiram que os seus educandos não gostam de aprender inglês e 31,6% afirmaram o oposto. Regionalmente verifica-se que 24,5% dos inquiridos da região de Trás-os- Montes e Alto Douro responderam afirmativamente a esta questão sendo, por isso, a percentagem mais baixa registada seguida pela observada na região do Alentejo e Algarve, onde 30,8% dos encarregados de educação indicaram que os educandos gostam de aprender inglês.
Quanto ao auxílio prestado na aprendizagem do idioma, 47,4% dos inquiridos mencionaram que costumam ajudar os educandos e 52,6% referiram que não. Os encarregados de educação da região do Alentejo e Algarve são os que mais mencionaram ajudar os seus educandos, enquanto na região de Lisboa e Vale do Tejo, 61,4% dos inquiridos indicaram que não o fazem. Apesar de a maioria dos educandos dos inquiridos ter tido aulas de inglês ao abrigo do PGEI, apenas 35,9% dos encarregados de educação consideraram que os educandos revelaram mais facilidade na aquisição do idioma no 2º CEB.
Relativamente aos conteúdos abordados no 1º e 2º CEB, 33% dos inquiridos indicam que existe repetição, 21,9% indicaram que não e 35,7% mencionaram não ter conhecimento dos conteúdos abordados. Na região de Lisboa e Vale do Tejo, 47,4% dos inquiridos afirmaram que existe repetição dos conteúdos contrastando com o verificado entre os inquiridos da região do Minho e Douro Litoral onde apenas 27,5% consideram que sim. Contudo, verifica-se que uma percentagem elevada de inquiridos desconhece os conteúdos que são lecionados na aula de língua inglesa nos dois ciclos de ensino sendo que estes valores são mais expressivos na região do Minho e Douro Litoral (44%) e Trás-os-Montes e Alto Douro (48,1%) quando comparados com a região de Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo e Algarve onde a percentagem destas respostas é inferior a 25%.
No que concerne a revisão das OP e do Programa de inglês para o 2º CEB, as respostas recolhidas permitem-nos verificar que os inquiridos se encontram divididos relativamente ao assunto: 29,1% indicaram que sim e 22,8% entendem que não. Contudo, estas respostas correspondem, tal como ilustrado no gráfico 28, a apenas 51,9% das respostas obtidas nesta questão, sendo que os 48,1% restantes referem desconhecer as OP e o Programa (26%) ou não respondem à questão (22,1%).
Em termos regionais, a percentagem de encarregados de educação que entenderam que se deve proceder à revisão curricular varia entre os 26,5% na região Centro e os 35,1% na região de Lisboa e Vale do Tejo, enquanto os que consideram o oposto varia entre 18,7% observados na região do Minho e Douro Litoral e os 34,1% verificados na região do Alentejo e Algarve. Os dados recolhidos permitem-nos concluir que os encarregados de educação inquiridos na região do Minho e Douro Litoral são os que mais indicaram desconhecer o programa de inglês para o 2º CEB, assim como as OP (34,1%), opondo-se claramente ao
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observado na região do Alentejo e Algarve, onde apenas 16,5% dos inquiridos respondem desta forma.
Gráfico 28 - Opinião dos encarregados de educação sobre a revisão dos programas e OP para a aprendizagem do inglês.
Para concluir o questionário, os inquiridos foram inquiridos, à semelhança dos encarregados de educação de 1º CEB e aos professores, sobre a natureza da disciplina no 1º CEB e foi-lhes solicitado que indicassem medidas que, na sua opinião, possibilitassem a melhoria do atual PGEI.
Gráfico 29 - Natureza da aprendizagem da língua inglesa no 1º CEB de acordo com opinião dos encarregados de educação de alunos de 2º CEB.
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Da observação do Gráfico 29, produzido a partir dos dados recolhidos, verifica-se que 68,6% dos inquiridos consideraram que a aprendizagem da língua inglesa no 1º CEB deveria ser curricular e apenas 13,5% indicaram que deveria manter-se nos moldes atuais. Verifica-se que os encarregados da região do Minho e Douro Litoral (72,5%) e os de Lisboa e Vale do Tejo (71,9%) são os que mais consideraram que a disciplina deveria ser parte integrante do currículo do 1º CEB, enquanto na região Centro a percentagem de inquiridos que assim respondem é de 66,3%, um valor abaixo da média verificada.
Quanto às medidas, dos 443 inquiridos apenas 798 responderam a esta questão
(17,8% do total de inquiridos). De acordo com a análise de conteúdo das respostas recolhidas, 19% dos encarregados de educação indicaram o aumento do número de horas semanais destinadas ao ensino do idioma como uma das medidas a adotar passível de melhorar o atual programa. Além desta medida, 6,3% consideraram que a disciplina deveria ser curricular, que se deveriam contratar professores habilitados e que a aprendizagem deveria iniciar-se no 1º ano do 1º CEB ou ainda durante o pré-escolar (Anexo W).
Tabela 57 – Medidas apontadas pelos encarregados de educação passíveis de melhoria do PGEI.
À semelhança do que ocorreu na análise dos inquéritos anteriores, procedemos à análise da normalidade e da homogeneidade antes da aplicação do teste de χ². A aplicação do teste de K-S e de Levene permite-nos concluir que as variáveis em estudo não seguem uma distribuição normal (Anexo Q, Tabela Q6), porque todos os valores de p são inferiores ao valor de referência de 0,05, mas são homogéneas (Anexo R, Tabela R6), porque os valores de p são superiores a 0,05.
8 Nem todos os inquiridos indicaram medidas, debruçando-se sobre questões que não se relacionavam
com o estudo. Neste sentido, estas respostas não foram contabilizadas.
Medidas apontadas Frequência Percentagem
Mais horas destinadas ao ensino do inglês por semana. 15 19,0%
Os alunos deveriam aprender mais vocabulário. 3 3,8%
Os alunos deveriam aprender estruturas gramaticais. 2 2,5% Os alunos deveriam aprender a ler e a escrever em Inglês. 3 3,8% Os alunos deveriam praticar a audição e a fala. 2 2,5%
O inglês devia ser uma disciplina curricular. 5 6,3%
As aulas deveriam ser mais lúdicas. 3 3,8%
Deveria usar-se/adotar-se um manual. 3 3,8%
A frequência deveria ser obrigatória 5 6,3%
A aprendizagem deveria iniciar-se no 1º ano ou durante o pré-escolar. 5 6,3% Deveriam ser contratados professores habilitados 5 6,3%
Não deveria haver 1 1,3%
Desconhece o PGEI 2 2,5%
Outras medidas 25 31,6%
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Após a aplicação destes testes estatísticos procedemos à correlação entre variáveis e procurámos verificar se:
- 𝑯𝟑𝟔– Os encarregados de educação, cujos educandos frequentaram a aula de inglês no 1º
CEB, consideram mais do que os outros que a aprendizagem do idioma no 1º CEB é benéfica.
Estabelecida a correlação, observa-se que das 437 respostas obtidas, 255 inquiridos (58,4% do total) consideram que a aprendizagem da língua inglesa no 1º CEB é benéfica e 182 (41,6% do total) entendem o oposto. Entre aqueles que afirmam que aprender inglês no 1º CEB é benéfico, 96,1% referem que os educandos aprenderam o idioma no 1º CEB e 3,9% indicam que não; 94,5% dos que não veem qualquer benefício na aprendizagem do idioma neste ciclo de ensino afirmam que os educandos frequentaram a disciplina e 5,5% referem que não o fizeram. Além disso, verifica-se que 58,8% dos encarregados de educação que afirmam que os educandos frequentam inglês no 1º ciclo consideram que a aprendizagem do idioma é benéfica e 41,2% entendem o oposto. Por outro lado, entre os encarregados de educação que referem que os educandos não aprenderam inglês no 1º CEB, 50% consideram que a aprendizagem é benéfica e 50% referem que não o é (Anexo S, Tabela S36).
Tabela 58 – Resultado do teste de χ² para as variáveis Idiomas Frequência na aula de inglês no 1º CEB e Benefícios da aprendizagem da língua inglesa no 1º CEB.
Teste de Qui-Quadrado Valor (graus de df liberdade) Significância assintótica (bilateral) Significância exata (bilateral) Significânci a exata (unilateral) Ponto de probabilidade Pearson χ² 0,602 1 0,438 0,490 0,291 Correção de Continuidade 0,295 1 0,587 Razão de Verosimilhança 0,594 1 0,441 0,490 0,291
Teste Exato de Fisher 0,490 0,291
Associação Linear 0,600 1 0,438 0,490 0,291 0,134
Casos Válidos (N) 437
O resultado do teste de χ² ,reproduzido na Tabela 58, permite-nos concluir que não existe uma relação entre as variáveis em estudo pelo que não podemos afirmar que os
encarregados de educação dos alunos que frequentaram a aula de língua inglesa no 1º CEB veem mais benefícios que os restantes na aprendizagem do idioma neste ciclo de ensino
(χ² (1)=0,602, p=0,490). Contudo, observa-se que a probabilidade de a frequência dos educandos na aula de inglês no 1º CEB influenciar a opinião dos encarregados de educação relativamente à aprendizagem do idioma ser benéfico é 1,42 vezes superior quando os alunos frequentaram a disciplina.
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- 𝑯𝟑𝟕– Os encarregados de educação que apoiam os seus educandos na aprendizagem da
língua inglesa são os que mais consideram que os conteúdos são repetitivos.
A tabela de contingência produzida permite-nos verificar que 60,1% dos inquiridos consideram que os conteúdos lecionados na aula de inglês no 1º e 2º CEB são repetitivos e 39,9% entendem que não. Dos encarregados que consideram que os conteúdos abordados na aula de inglês nos dois ciclos de ensino são repetitivos, 49,3% costumam ajudar os educandos na aprendizagem do idioma e 50,7% indicam que não o fazem. Quanto aos que mencionam que não existe repetição dos conteúdos, 49,5% auxiliam os educandos na aprendizagem da língua inglesa e 50,5% indicam o contrário. Por outro lado, verifica-se ainda que dos inquiridos que auxiliam os educandos na aprendizagem do idioma, 60% consideram que os conteúdos lecionados são repetitivos e 40% consideram o oposto; dos que não auxiliam os seus educandos na aprendizagem deste idioma, 60,2% consideram que os conteúdos são repetitivos e 39,8% afirmam que não (Anexo S, Tabela S37).
O resultado do teste estatístico indica-nos a inexistência de uma relação entre as
variáveis em estudo, pelo que não se pode concluir que os encarregados de educação que ajudam os educandos na aprendizagem do idioma consideram, mais que os restantes, que existe uma repetição de conteúdos lecionados no 1º e 2º CEB na aula de língua inglesa (χ²
(1)=0,001, p=0,542).
Tabela 59 – Resultado do teste de χ² para as variáveis Auxílio prestado na aprendizagem do idioma e Repetição de conteúdos. Teste de Qui-Quadrado Valor df (graus de liberdade) Significância assintótica (bilateral) Significância exata (bilateral) Significânci a exata (unilateral) Ponto de probabilidade Pearson χ² 0,001 1 0,979 1,000 0,542 Correção de Continuidade 0,000 1 1,000 Razão de Verosimilhança 0,001 1 0,979 1,000 0,542
Teste Exato de Fisher 1,000 0,542
Associação Linear 0,001 1 0,979 1,000 0,542 0,104
Casos Válidos (N) 243
Podemos acrescentar que a probabilidade de a ajuda prestada aos educandos na aprendizagem do idioma influenciar a opinião relativa à repetição dos conteúdos é 0,99 vezes superior quando os encarregados de educação não ajudam os educandos, havendo uma ligeira tendência para considerarem que não existe repetição do que é lecionado na disciplina.
Ainda relacionado com o apoio prestado pelos inquiridos aos educandos procurámos determinar se:
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- 𝑯𝟑𝟖– Os encarregados de educação com mais habilitações literárias são os que mais
ajudam os seus educandos na aprendizagem do idioma.
Segundo, a tabela de contingência produzida para a correlação entre as variáveis, verifica-se que dos 443 inquiridos, 210 (47,4% do total) afirmam ajudar os seus educandos na aprendizagem do idioma e 233 (52,6%) indicam que não o fazem. Entre os que afirmam ajudar os educandos, 67,6% têm habilitações correspondentes a um dos três níveis do ensino básico e 32,4% iguais ou superiores ao ensino secundário; entre os que não auxiliam os seus educandos na aprendizagem do idioma, 88,4% concluíram um dos níveis escolares do ensino básico e 11,6% possuem habilitações iguais ou superiores ao ensino secundário. Verifica-se ainda que 40,8% dos inquiridos com habilitações escolares correspondentes a um dos níveis do ensino básico ajudam os seus educandos na aprendizagem da língua e 59,2% não o fazem; entre os que possuem habilitações iguais ou superiores ao ensino secundário, 71,6% apoiam os seus educandos na aprendizagem do idioma e apenas 28,4% não o fazem. Observa-se ainda que os resíduos normalizados são significativos a z=1,96 nas duas categorias de resposta (z=3,4 para sim e z=-3,2 para não) quando os inquiridos possuem habilitações literárias mais elevadas, sendo que mais encarregados de educação do que o esperado revelam ajudar os seus educandos na aprendizagem do idioma (Anexo S, Tabela S38).
O resultado do teste de χ² (χ² (1)=28,347, p=0,000) indica-nos a existência de uma
relação de dependência entre as duas variáveis em estudo pelo que podemos concluir que os encarregados de educação com habilitações literárias iguais ou superiores ao ensino secundário são os que mais ajudam os seus educandos na aprendizagem do idioma.
Contudo, importa referir que a probabilidade de as habilitações literárias dos inquiridos influenciarem a ajuda prestada é apenas 0,27 vezes superior quando os encarregados de educação possuem habilitações iguais ou superiores ao ensino secundário.
Tabela 60 – Resultado do teste de χ² para as variáveis Habilitações Literárias e Auxílio prestado pelos encarregados de educação de 2º CEB na aprendizagem do idioma.
Teste de Qui-Quadrado Valor df (graus de liberdade) Significância assintótica (bilateral) Significância exata (bilateral) Significânci a exata (unilateral) Ponto de probabilidade Pearson χ² 28,347 1 0,000 0,000 0,000 Correção de Continuidade 27,126 1 0,000 Razão de Verosimilhança 28,932 1 0,000 0,000 0,000
Teste Exato de Fisher 0,000 0,000
Associação Linear 28,283 1 0,000 0,000 0,000 0,000
Casos Válidos (N) 443
- 𝑯𝟑𝟗– Os encarregados de educação que têm conhecimentos em língua inglesa são os que