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Risikofordelingen ved bruk av smidig metode

3 Kontraktsregulering av smidig programvareutvikling

3.7 Risikofordeling og kontraktsbrudd

3.7.1 Risikofordelingen ved bruk av smidig metode

O instrumento de colheita de informação é “o utensílio utilizado pelo investigador para

recolher a informação válida e pertinente à realização do trabalho de pesquisa” (Gil,

1989:91).

Tendo em conta o tipo de estudo, bem como o campo em que o nosso trabalho se iria desenvolver, os seus actores participantes e metodologias utilizadas. E, ponderando ainda a opinião de outros autores: que nos dizem qualquer que seja a tecnica de recolha, esta deve possibilitar uma compilação de dados tanto quanto “possível em profundidade e em

consoância com os objectivos e suporte teorico utilizado” (Martins, 2002:169).

Neste sentido, procuramos construir e utilizar um instrumento de recolha de informação que nos pareceu mais indicado e adequado, capaz de nos dar as respostas procuradas. Pareceu-nos útil recorrer a um questionário, sendo este “ um instrumento de medida que

traduz os objectos de um estudo com variáveis mensuráveis. Ajuda a organizar, a normalizar e a controlar os dados de tal forma que as informações procuradas possam ser colhidas de uma maneira rigorosa” (Fortin, 1999:249), permite “colher informação junto dos participantes relativos aos factos, às ideias, aos comportamentos, às preferências, aos sentimentos, às expectativas e às atitudes” (Fortin,1999:245).

Este método de colheita de informação necessita de respostas escritas a um conjunto de questões por parte dos actores participantes. O questionário que construímos comporta questões fechadas, ou de escolha fixa, em que se forneceu uma serie de respostas entre as quais os sujeitos fizeram uma escolha, e questões abertas, ou de resposta livre, nas quais os sujeitos participantes tiveram a liberdade de responder, não tendo que escolher respostas pré-determinadas (anexo I). O instrumento a que nos referimos foi construído especialmente para este estudo tendo em conta a revisão bibliográfica em que se basearam os capítulos precedentes.

O questionário constituiu-se em varias partes, organizado por 18 questões estruturadas de modo diverso e com diferentes objectivos.

A iniciar, surgia a nossa apresentação, referencia ao enquadramento do estudo, seus objectivos, pedido de colaboração com o seu preenchimento e garantia de confidencialidade e anonimato. Esta breve apresentação terminava com agradecimento aos participantes pela sua disponibilidade e colaboração.

No inicio do questionário apresentamos cinco questões e com as mesmas pretendemos obter uma sumária caracterização das nossa amostra no que se refere a alguns dados sociodemográficos, como: sexo, idade, estado civil, curso que frequentava e se o curso que frequentava foi a sua primeira opção aquando da sua candidatura no ensino superior.

As questões seis, sete e oito eram questões abertas, pretendemos com as mesmas compreender diferentes concepções de saúde, doença e educação para a saúde, as quais iram contribuir para a compreensão destes conceitos.

Com a pergunta nove pretendeu-se conhecer qual a importância atribuída pelos alunos às actividades de educação para saúde. Questão fechada com cinco possibilidades de resposta, escala tipo Likert.

Todas as questões que foram descritas até este momento foram comuns ao primeiro e quarto ano dos diferentes cursos. A partir da questão numero dez só foi colocada aos alunos que frequentam o quarto ano das diferentes licenciaturas em estudo.

Na questão numero dez foi nosso objectivo saber que opinião é que os estudantes tinham sobre a adequação da sua formação global, como futuros educadores. Questão fechada, também ela com cinco possibilidades de resposta, escala tipo Likert.

A questão numero onze avaliou quais as áreas teóricas ou práticas que mais contribuíram para a formação dos estudantes como educadores para a saúde. Na construção desta questão fundamentamo-nos numa analise prévia dos conteúdos das diferentes unidades curriculares, de cada curso, sendo dirigida à posterior especificamente para cada curso. Foi nossa intenção agrupar algumas disciplinas conforme o tipo de conteúdos ministrados. Algumas disciplinas são comuns aos três cursos.

Questão dicotómica (escala nominal) com possibilidade de resposta: Sim, não, sem opinião.

A questão numero doze avaliou a capacidade de intervir como educador para a saúde. Questão fechada com cinco possibilidades de resposta, escala tipo Likert.

Ainda dentro do mesmo assunto, na questão numero treze, quisemos saber se os alunos durante o seu processo de formação tiveram oportunidade de implementar actividades de educação para a saúde, e em caso afirmativo onde o fizeram. Questão fechada com cinco possibilidades de resposta, escala tipo Likert, tendo possibilidade de escrever onde realizaram as actividades de educação para a saúde.

A questão numero catorze avaliou o entendimento de educação para a saúde. Questão composta por nove afirmações, onde em cada afirmação o aluno poderia escolher uma resposta dispunha de uma escala de Likert.

Semelhante apresentava-se a questão numero quinze. Pretendemos avaliar como é que os estudantes fazem o planeamento das acções de educação para a saúde. Questão com doze afirmações onde em cada afirmação o aluno poderia escolher uma resposta, dispunha de uma escala de Likert.

Na questão numero dezasseis avaliamos a frequência com que os estudantes utilizam algumas técnicas, métodos e meios. Questão com oito afirmações onde em cada afirmação o aluno poderia escolher uma resposta dispunha de uma escala de Likert.

Como faziam a avaliação da sua intervenção foi avaliada na questão numero dezassete. Esta questão tinha quatro afirmações e a possibilidade de resposta foi também baseada numa escala de Likert.

Finalmente, com a questão numero dezoito avaliamos quais as principais dificuldades sentidas pelos estudantes na realização de actividades promotoras de saúde. Questão com sete afirmações e a possibilidade de resposta foi também baseada numa escala de Likert.

Pelo descrito pode-se verificar que este instrumento permitir-nos caracterizar a amostra e medir as variáveis em estudo. A opção pela utilização de um questionário com questões predominantemente tipo Likert prende-se com o facto de “medir a intensidade das

opiniões e as atitudes da maneira mais objectiva possível” (Gil, 1989:134), e com a

facilidade da sua aplicação na fase de recolha de dados, uma vez que não é necessário o contacto directo entre o investigador e o inquirido, e ao mesmo tempo permite a recolha de informações de um numero relativamente mais significativo de participantes.

PRÉ TESTE

Alguns autores defendem a necessidade de se realizar o pré-teste ao instrumento de colheita de informação “como forma de assegurar que os inquiridos entendem as

perguntas que são feitas e as opções de resposta previstas recobrem adequadamente o que eles pensam” (Foddy, 1999:10). Deste modo, o pré-teste pode ser entendido como “um ensaio de um instrumento de medida ou equipamento, antes da sua utilização em maior escala” (Fortin, 1999:373). Com o mesmo pretendeu-se verificar:

 Se as questões eram entendidas da mesma forma;

 Se existiam perguntas inúteis, inadequadas á informação pretendida, demasiado difíceis ou a que um grande número de sujeitos se recusa a responder;

 Se os inquiridos consideram o questionário demasiado longo, aborrecido ou difícil. Este procedimento, permitiu também averiguar as condições em que o questionário foi aplicado, a sua qualidade gráfica e as instruções que o acompanham. Foi também nossa

intenção avaliar a validade do conteúdo, verificar a adequação das perguntas com base na informação fornecida.

O questionário que descrevemos anteriormente, foi testado na sua totalidade, para tal solicitamos a colaboração a um grupo de estudantes do 2º ano de Licenciatura em Enfermagem, 3º Curso da Escola Superior de Saúde do Vale do Ave. Deste procedimento resultou um plano amostral constituído por 61 participantes. Alunos que pertencem à população em estudo mas que não fizeram parte da nossa amostra. A escolha desta turma foi feita com base na semelhança dos alunos com os da população a ser estudada. O critério de selecção prendeu-se com a disponibilidade dos alunos naquele momento.

O procedimento ocorreu em sala de aula após o convite à participação, exposição oral dos objectivos e propósitos. Foram dadas garantias éticas e em relação ao anonimato.

A maioria dos inquiridos manifestou boa receptividade e disposição em participar. Não foi eliminado nenhum questionário, por insuficiência do seu preenchimento ou qualquer outro motivo. O preenchimento levou entre dez a vinte minutos.

Deste ensaio verificou-se que: a linguagem usada era adequada às características da população a estudar, no entanto foi necessário realizar correcções e alterações necessárias nas seguintes perguntas:

Linguagem da 14 d) passa a educação para a saúde como processo que vai de encontro com as necessidades de um indivíduo ou comunidade;

A pergunta numero dezasseis foi reorganizada, tendo-se alterado a disposição das alíneas e reagrupadas em subgrupos passando a ter 16.1(a técnica); 16.2(o método), e 16.3 (os meios).

Efectuou-se uma analise simples dos dados colhidos. Das questões abertas procedemos à analise de conteúdo. Técnica privilegiada para tratar material não estruturado, tornando possível, por exemplo, mostrar a importância atribuída pelos participantes a certos temas e ou significados que lhes estão subjacentes (Fortin, 1999), no nosso caso analisar concepções de saúde, doença e educação para a saúde.

Na nossa análise seguimos as orientações que Bardin preconiza “em torno de três pólos

cronológicos: a pré-análise; a exploração do material e tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação”(Bardin, 1979:95).

Assim, após a colheita de todas as abordagens qualitativas procedemos á organização dos dados, construímos quadros com a informação referente a cada caso(participante) e por pergunta, ou seja, construímos o nosso corpus de analise. Posteriormente, numa fase de pré-análise dos dados, leram-se todas as respostas com o intuito de “estabelecer contacto

com os documentos a analisar e conhecer o texto deixando-se invadir por impressões e orientações”(Bardin, 1976:96). Como resultado das várias leituras do corpus de analise foi

possível identificar palavras-chave, procedeu-se então à fase de categorização definiram-se as categorias “rubricas significativas, em função das quais o conteúdo será classificado e

eventualmente quantificado”(Grawitz, 1993 cit in Carmo 1998:253), e unidades de registo

“segmento mínimo de conteúdo que se considera necessário para poder proceder à

analise, colocando-o numa categoria” (Carmo, 1998:257). Para melhor sistematização e

analise organizaram-se em quadros (anexo III). Neste exercício efectuamos também uma analise quantitativa, recorrendo a analise de frequência das diferentes unidades de registo encontradas. Da inferência e interpretação dos dados foi curioso averiguar como definem saúde doença e educação para a saúde os alunos do 2º ano de Enfermagem, da Escola Superior de Saúde Vale do Ave (Anexo IV)

Os restantes dados (das questões fechadas) foram introduzidos numa folha do programa SPSS3-win versão 10 e procedeu-se à analise dos mesmos, servindo também para a validação do instrumento.

VALIDADE

A validade de um instrumento é, fundamentalmente, uma questão empírica que revela da sua capacidade efectiva de medir aquilo para o qual foi criado, e pressupõe os mesmos resultados em várias experiências.

Para validação do nosso instrumento recorremos a analise do alfa de Cronbach, sendo este uma das medidas mais usadas para a verificação da consistência interna de um conjunto de variáveis (itens), podendo ser entendida como a correlação que se espera obter entre a escala usada e outras escalas do mesmo universo, com igual numero de itens, que meçam a mesma característica. Varia entre 0 e 1, considerando-se como indicador de boa consistência interna ser superior a 0,8 (Pestana; Gameiro, 2000).O valor de coeficiente

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encontrado nos itens por nós analisado variou de 0,4650 / 0,8286, para o coeficiente de alfa de Cronbach, para os diferentes grupos em analise (anexo V).

Para a validação nas escalas tipo Likert cada item foi pontuado de 1 a 5. A atribuição a cada item foi atribuída tendo em conta uma direcção positiva, ou seja, atribuímos valor 5 à resposta mais positiva (Muito/Sempre) e 1 à mais negativa (Nada/Nunca).

Após a realização deste pré-teste procedeu-se à redacção definitiva do nosso questionário (anexo II), que foi anexado ao pedido de autorização para a sua aplicação.