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Abstrakt mangelsvurdering

3 Kontraktsregulering av smidig programvareutvikling

3.7 Risikofordeling og kontraktsbrudd

3.7.4 Mangelsvurderingen

3.7.4.4 Abstrakt mangelsvurdering

O que poderia ser de difícil categorização, educação para a saúde, foi, de facto o que se consegui caracterizar com menor número de categorias e de forma quase equitativa pelos estudantes do1º e 4º anos.

ÁREA E1;F1;P1 ESTADO E1,E4;F1,F4;P1,P4 BEM/VALOR E1;F1;P1,P4 DESEQUILÍBRIO E1,E4;F1,F4;P1,P4 AUSÊNCIA E4;F4;P4 MAU-ESTAR E1,E4;F1,F4;P1,P4 ALTERAÇÃO FUNCIONAMENTO E1,E4;F1;P1,P4 CONCEITO E1,E4;F1,F4;P1,P4 TIPO E1:F1,F4;P1,P4 SENSAÇÃO P1,P4 TRATAMENTO F1;P1 ALTERAÇÃO BEM- ESTAR E4;F4,P4 CAUSA E1,E4;F1,F4;P1

DOENÇA

Os participantes incidiam sobretudo nas categorização de educação para a saúde em:

acção, foco de acção, no processo, e publico a quem se dirige. Com menor incidência,

educação para a saúde foi categorizada no contexto e no meio.

Debruçando-nos na educação para a saúde como foco de acção, este é definido por unidades de registo que podem ser referenciadas como intervenção em diferentes níveis de: promoção, prevenção, manutenção e tratamento. O foco de acção pode ser analisado em duas vertentes distintas: salutogénica, quando as concepções valorizam a procura de elementos que conduzam o indivíduo para a promoção ou manutenção da saúde, e patogénica, quando é valorizado o pathos (mal), em que a intervenção tem como finalidade procurar destruir o mal, podendo, ser consideradas mais intervenções direccionadas para a vertente de doença do que de saúde (Antonovsky, 1987, cit in Nunes, 1999).

Na perspectiva salutogénica, os nossos participantes descrevem actividades de promoção de hábitos, estilos de vida e comportamentos saudáveis. Orientações sobre conceito de saúde ou outros, cuidados de saúde, e recursos da saúde que ajudam a “promover a saúde”

(E1,28) e com o sentido de “responsabilização individual, transmitir ao ser humano a importância que a saúde de cada um tem” (P1,13).

Desta forma, a educação para a saúde é encarada como um processo que promove a participação do indivíduo, “incute responsabilidade perante o indivíduo” (E1,18) e

comunidade, para o aumento da longevidade, para melhorar o bem-estar individual e social. Componente que promove o aumento da qualidade de vida e contribui para o desenvolvimento de “ganhos” na saúde para melhorar a saúde publica.

Ao abrigo da vertente patogénica ficam as actividades que visam a prevenção, diagnostico, sinais e sintomas, adaptação e tratamento de doenças.

Ao descreverem educação para saúde desta forma, vão de encontro com o que alguns autores propõem: educação para a saúde “é a transmissão de conhecimentos relativos à

saúde individual e colectiva tendo, como objectivo fazer o sujeito activo e responsável em todos os processos de promoção, prevenção, recuperação, reabilitação e reincerção, relacionados tanto com a sua saúde como a família e comunidade” (Nardiz, 1989: 65).

1º 4º 1º 4º 1º 4º

Enf Fisi Podo

Patogénico Prevenção Patogénico Diagnostico Patogénico Sinais/sintomas Patogénico Adaptação Patogénico Tratamento Salutogénico Promoção Salutogénico Hábitos Salutogénico Estilos de vida Salutogénico

Comportamentos

Figura nº18 - Unidade de registo foco acção da categoria educação para a saúde

Pela leitura da figura 18 a perspectiva salutogénica é a que tem maior representatividade em todos os cursos e em cause todos os anos. Com a formação nota-se uma mudança significativa dos estudantes de Enfermagem em que no 1º ano a vertente patogénica tinha uma representatividade ligeiramente mais elevada que a salutogénica, no 4º ano a vertente salutogénica é significativamente mais elevada que a patogénica. Nos cursos de Fisioterapia e Podologia no final da formação diminui a representatividade da vertente salutogénica sendo mais evidente no curso de Fisioterapia. A vertente patogénica não sofre grande alteração.

Na visão do processo identificam várias componentes, umas activas outras passivas, autoritárias ou democráticas, sendo definido como uma actividade, acção, instrução, esclarecimento, aconselhamento, divulgação, ensino...enfim, uma imensidão de condutas que o educador pode recorrer, que visam sempre gerar novas “formas de pensar que para

educar todas as pessoas no sentido destas desenvolverem actividades e terem comportamentos saudáveis” (F1,27). É também sublinhado como “todo o processo que habilita, encaminha e esclarece qualquer indivíduo” (F4,23), tendo o cuidado de referir que é

“todo um conjunto de actividades planeadas intencionalmente” (E4,47) atendendo “às diferenças das populações” (E4,45). Este processo pode ser colocado em prática através de

diferentes estratégias como recorrendo a diferentes métodos, técnicas, meios. Dos diferentes recursos que se podem utilizar foram abordados campanhas, palestras, cartazes, conferencias, ensinos, ... utilizando sempre uma linguagem acessível à população a quem

se dirigem, sendo esta, muitas vezes grupos de risco. É reforçada esta perspectiva com “técnicas e meios utilizados para promover e melhorar a saúde das populações tornado os

indivíduos activos na melhoria da saúde e comunidade” (P4,24).

1º 4º 1º 4º 1º 4º

Enf Fisi Podo

Formação Informação Campanha Panfletos Cartazes Ensino Palestra Conferencia Rastreio

Figura nº19 - Unidade de registo processo da categoria educação para a saúde

Pela leitura da figura 19 a unidade de registo processo na categoria de educação para a saúde foi caracterizada por todos os estudantes como ensino. É o curso de Enfermagem ao nível do 1º ano que melhor o caracteriza, recorrendo a várias expressões. Com a formação encontramos descrições menos pormenorizadas limitando-se basicamente a caracterizar como ensinos, campanhas, cartazes.

Educação para a saúde caracterizada como uma acção, incide sobretudo a nível de promover, prevenir, esclarecer, ensinar, aprender, informar, incentivar, alterar, educar, sensibilizar, ajudar...esta categorização inclui directamente os técnicos de saúde e o seu papel interventivo.

Tem uma ligação directa com a categoria processo, ou seja, a acção que o educador vai promover no educando, podendo este assumir um papel activo ou passivo, em função da acção aplicada. Mesmo que em baixa representatividade, alguns dos participantes fazem referência, dizendo que o papel do educador deve ser de “aumentar o grau de escolhas das

pessoas que recorrem aos serviços de saúde” (F4,18), orientando para a “melhor opção a escolher” ou “esclarecer duvidas, em que o indivíduo intervém, activamente, pois só este reconhece realmente as suas necessidades” (E4,5).

A analise das diferentes unidades de registo desta categoria foi organizada tendo por base as diferentes classificações de gerações de educação para a saúde descritas por Moreno et

al (2000) e a tipologia “focos de atenção” referenciado por Santos (2000).

1º 4º 1º 4º 1º 4º

Enf Fisi Podo

Informativa Comportamental Crítica

Figura nº20 - Unidade de registo acção da categoria educação para a saúde

Pela observação da figura 20 conclui-se que os nossos participantes perspectivam a educação para a saúde na geração comportamental. Com a formação surgem alterações nos três cursos. No curso de Enfermagem diminui a geração comportamental e aumenta a geração informativa e a geração crítica. No curso de Fisioterapia diminui significativamente a geração comportamental e informativa, sendo esta quase nula. No que se refere ao curso de Podologia a geração comportamental ganha terreno e a geração crítica perde.

A categorização publico converge para caracterização do publico alvo da educação para a saúde e referem-se ao indivíduo na sua singularidade, á família, crianças e adultos, população, comunidade a uma sociedade, e até mesmo, aos próprios profissionais de saúde. É esclarecedor a necessidade de categorizar o publico alvo quando se afirma “pensa-se que

1º 4º 1º 4º 1º 4º

Enf Fisi Podo

Individuo Pessoas Familia População Comunidade Sociedade Crianças Jovens Adultos Prof. Saúde

Figura nº21 - Distribuição unidade registo publico da categoria educação para a saúde

Pela analise da figura 21 podemos ler que o publico a quem mais se dirige a educação para a saúde é ao indivíduo, a pessoas, à população. È ao nível do 1º ano que esta unidade de registo é mais especificada principalmente no curso de Enfermagem e Fisioterapia.

Por um menor numero de participantes, mas distribuídos pelos diferentes cursos estudados, verificamos que foi referenciada a categoria meio, que assenta essencialmente nos profissionais de saúde, nos “generalistas” e especialista. Está subjacente a parte dos recursos humanos que contribui para a educação para a saúde, fundamentalmente, com “formar mais e melhores profissionais de saúde, especialistas competentes” (P1,40).Também

se destacada, educação para a saúde, na categoria contexto, referindo que a educação para a saúde decorre em centros de saúde, hospitais, escolas e universidades.

Educação para a saúde é, sobretudo, e compilando a informação adquirida, um processo continuo e activo, que deve ser implementado pelos técnicos de saúde, com estratégias adequadas, de promoção, prevenção,....convergindo para o conhecimento de regras, conceitos e atitudes promotoras de saúde como conceito de bem estar, consigo e com os outros. A fig 22 resume as categorias da educação para a saúde.

Figura nº22 - Conceito de educação para a saúde que emerge do discurso dos três cursos ao nível do 1º e 4º ano de formação