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Returnees’ assessment of IOM

In document CMI REPORT (sider 66-69)

8. Findings from northern Iraq

8.11 Returnees’ assessment of IOM

Na semana seguinte, na universidade, procedeu-se a uma discussão sobre a atividade. O professor Almir considerou que ―Ficar passando de grupo em grupo repetindo tudo foi melhor do que ficar gritando lá na frente‖.

Prof. Almir – Paramos com a reprodução e estamos produzindo. Nunca mais vou para a lousa gritar para eles prestarem atenção em mim. Deu certo a institucionalização como atividade. De vez em quando eu fui à lousa explicar alguma coisa, mas foi por necessidade deles, só para responder o que muitas duplas estavam perguntando. Eu só achei difícil explicar com palavras como se faz um gráfico. Eu inverti o eixo para fazer aparecer o gráfico de barras e deu certo. Porque senão eu ia perder muito tempo explicando e, como sempre, nem todo mundo presta atenção. No começo, umas alunas disseram: ―Professor, você errou aqui no gráfico 3. Não é número de alunas no y?‖. Eu disse: ―Será que eu errei mesmo?‖. E peguei a folha, pedi para a aluna olhar no verso contra a luz. E ela disse: ―Professor, é a mesma coisa!‖.

Pelos trabalhos anteriores, observei que os alunos estavam com dificuldade para trabalhar escala. Na verdade, eles nem estavam prestando atenção nisso quando faziam os gráficos. Então ofereci para os alunos um caminho para construção do gráfico parecido com o que fiz para tabelas: cada vez mais incompleto. Primeiro só os eixos. Depois, uma malha quadriculada maior, e fui colocando mais divisões na malha nas atividades seguintes. Puxa! Fiquei contente. Não precisei forçar a barra para trabalhar escala! Saiu naturalmente!

O discurso do professor mostra sua surpresa com os avanços dos alunos em relação às dificuldades anteriores. A construção do conhecimento (conjunto de concepções) específico do conteúdo, ampliado na formação que receberam em

2008, interferiu nas concepções que configuravam o conhecimento didático desse professor. Sentir-se seguro quanto ao conhecimento do conteúdo parece ter melhorado sua criatividade para avançar no didático.

Pesq.a Carla (questionando uma das professoras-observadoras) – Como você percebe o professor Almir como observadora?

Prof.a-observadora 1 – O professor Almir tinha o trabalho na mão, os alunos na mão. A gente tem a tendência de, quando está dando uma aula expositiva, achar que o que um aluno responde é a classe toda. Quando a gente vai nos grupos é que eu vejo quem entendeu, quem não entendeu. Isso é que foi legal o tempo inteiro. Quando vamos nos grupos é que vejo que não é a classe inteira.

Podemos perceber mudanças nas concepções do professor Almir no decorrer do projeto, as quais revelam aprendizagem quanto à gestão de classe e de atividades. As duas concepções que se seguem apontam tais mudanças:

 Concepção (CD8): Uma sequência didática pode orientar a

institucionalização.

 Campo de problemas (P): Gestão da aula sobre organização e representação de dados.

 Representação (L): Linguagem oral.

 Operadores (R): O professor oferece ajuda explícita apenas quando solicitado pelos alunos.

 Estrutura de controle (Σ): É possível manter os alunos trabalhando com autonomia durante a institucionalização utilizando atividade orientada para esse fim.

Na concepção CD9, o professor explicita como se sente frente aos resultados

obtidos ao instigar seus alunos para que trabalhem com autonomia.

 Concepção didática (CD9): O professor tem instrumentos para melhorar o

processo de ensino e aprendizagem, bem como fazer algo mais pela construção da cidadania de seu aluno.

 Campo de problemas (P): Gestão da aula sobre organização e representação de dados.

 Representação (L): Linguagem oral.

 Operadores (R): Sou capaz de produzir os recursos didáticos conforme a necessidade de meus alunos, e não apenas para reproduzir o livro didático.

 Estrutura de controle (Σ): Adequação da institucionalização e forma de condução do processo.

6.2.5 Quinta sessão

A. Com os alunos

O quinto e último encontro dessa fase com os alunos ocorreu no laboratório de informática no dia 12/11/2009. O professor Almir preparou uma atividade que orientava a construção de gráficos de colunas e de barras a partir da tabela construída pelo grupo de alunos nos encontros anteriores, utilizando o programa Excel (Anexo E). Solicitou a cada grupo a comparação do gráfico elaborado em Excel com aquele que fora feito na sala de aula em encontros anteriores. Dessa forma, os próprios alunos validaram suas construções e discutiram suas respostas.

O professor Almir solicitou que os alunos identificassem no gráfico elaborado com Excel a frequência de respostas ―sim‖ e ―não‖ registradas para a primeira pergunta:

1. É importante conhecer cada um de seus colegas de sala de aula? a) ( ) Sim b) ( ) Não

Trabalhou a mudança de escala dos eixos e a inserção de linhas de grade no gráfico de modo a favorecer a leitura dos dados. Solicitou também que repetissem o processo com os demais itens do questionário. Os alunos não tiveram dificuldades com a atividade solicitada, em nenhuma de suas etapas.

De modo geral, observamos que no período destinado a essa atividade o professor Almir conseguiu desenvolver com seus alunos a construção de gráficos e tabelas e solicitou a leitura e compreensão das variáveis envolvidas na situação- problema, com questionamentos como o que se segue, em que a Figura 5 citada (Anexo E) é o gráfico de colunas para a primeira questão da pesquisa que os alunos empreenderam: ―Você consegue identificar na Figura 5 a frequência com que foi assinalada a variável sim e com que frequência foi assinalada a variável não sem o auxílio da tabela? Justifique sua resposta‖.

Pudemos observar que os alunos do professor Almir fizeram adequadamente as leituras dos dados presentes nas tabelas. Não se observaram dificuldades envolvendo confusão entre frequência e valor da variável, identificadas no professor nas primeiras etapas da formação na universidade (conforme CE1).

Notamos ainda que o professor se preocupa com aspectos educacionais gerais relevantes para a formação integral do ser humano, e não apenas com a mera instrução no tema abordado. Essa preocupação é observada em suas atitudes frente aos alunos, como já descrito, e explicitada na frase ―Sempre algo mais podemos fazer por eles‖. No entanto, não procedeu à análise dos dados e não trabalhou a percepção da variabilidade, trabalhando apenas a leitura e compreensão dos dados representados nas tabelas e gráficos.

A finalização do projeto da forma idealizada, que consistiria em apresentar os resultados à comunidade, com a análise dos dados, favoreceria o aparecimento da análise da variabilidade de forma natural.

In document CMI REPORT (sider 66-69)