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Regionforstørring

In document Kommunestruktur i Hordaland (sider 63-66)

2 Bakteppe - sentrale rammer og utviklingstrekk

3.3 Regionforstørring

Em Portugal, a população com mais de 65 anos de idade representa uma taxa bastante elevada. É, por isso, importante perceber o nível de dependência dos idosos, presente no gráfico 3, com base nos resultados do envelhecimento. O envelhecimento ativo é definido, pela WHO (2002, s.p.), como sendo “o processo que permite aperfeiçoar a otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, promovendo uma melhor qualidade de vida à medida que as pessoas vão envelhecendo”. Com o envelhecimento começam a existir algumas perdas de capacidades relacionadas com o próprio avanço da idade. No entanto, uma grande parte dos idosos tem ainda capacidade para viver nas suas casas, necessitando apenas de algum apoio e de condições apropriadas para manter a sua independência e autonomia.

Gráfico 3 - Índice de envelhecimento e dependência de idosos (PORDATA, 2016, s.p.) As perdas de capacidade afetam a pessoa de diferentes modos, tais como: - Os sentidos: visão, audição, tato;

- Mobilidade:

Força e tempo de reação; - Memória:

Esquecimento e memorização.

Por conseguinte, existem alguns problemas que podem acontecer com alguma frequência, nomeadamente a dificuldade em memorizar todos os medicamentos, a sua ordem e as horas a que deve tomar cada comprimido, refletindo-se no esquecimento e na troca dos medicamentos, o que tem a consequências negativas na saúde dos idosos. Os medicamentos, para além de serem vários, terem formas e cores diferentes, produzem também efeitos diferentes e, se não forem tomados de forma correta, poderão provocar danos irreversíveis. O tempo de reação em relação a um tipo de acontecimento ou problema também é importante. No caso dos idosos, esse tempo de reação pode estar condicionado por problemas de saúde como, por exemplo, a artrose, a doença de Parkinson, a osteoporose, entre outros.

Dadas as perdas de capacidades que sofrem, torna-se importante a recolha de informação sobre esses temas, pois, para a realização de um produto que defende um Design inclusivo e um Design centrado no utilizador, é importante perceber que existem várias dificuldades e que o produto deve conseguir responder, de forma eficaz, perante qualquer dificuldade que o utilizador possua. O produto deve, por isso, conter uma forma de sinalética visual e outra auditiva, para se adaptar aos idosos que tenham dificuldades de visão e/ ou audição, deve também possuir um interface que se adapte aos seus problemas de habilidade e que seja fácil de manusear; por fim, deve resolver o grande problema do esquecimento, através também da sinalética por luz e som.

11.5.1 - Visão

A visão é um dos sentidos que permite compreender grande parte da informação relativa ao meio em redor. Permite a cada indivíduo extrair uma imagem do ambiente exterior, analisá-la e encaminhar todas as informações captadas para o cérebro, dado que o sistema visual atua em sintonia com o cérebro (CHIN & BOYCE,s.d.,s.p.), possibilitando a interpretação da imagem que é visualizada.

Órgão do sistema visual e uma das grandes fontes de informação do ser humano, o olho, figura 8, é composto por várias partes que se ajustam entre si e que compõem diferentes funções, desde a proteção do globo ocular, contra agressões exteriores, a movimentos e à perceção do mundo exterior.

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Figura 8 - Constituição anatómica do olho (TROTTA, 2017, s.p.)

Imaginando um olho no seu perfeito funcionamento, como o deveria ser, podemos observar de perto que uma das partes constituintes do olho é a córnea, que cobre e protege todo o olho do exterior, trata-se de uma espécie de pelicula brilhante e transparente que permite a entrada de luz no olho. Esta luz é por sua vez absorvida através da pupila, uma abertura no centro da íris, a qual, para além de ser a parte colorida dos olhos, permite também regular a quantidade de luz que entra pela pupila, fazendo-a diminuir quando existe maior quantidade de luz e aumentar conforme diminui a quantidade de luz (REMINGTON, 2011). Em seguida, situado atrás da pupila, encontra-se o cristalino que orienta a passagem de luz através de vários filamentos até ao corpo ciliar, o qual, ao contrair-se, altera o formato do cristalino permitindo alterar o foco da visão.

No entanto, com o envelhecimento a visão vai perdendo algumas capacidades e alterando as que se mantêm.

8(BOYCE, 2003, p.432)

Com o passar do tempo, a visão adquire alguma sensibilidade não só por motivos de doença ou perda de capacidades, próprias do envelhecimento, mas também por ser o órgão mais exposto a fatores externos, como a luz e as partículas que

8 T.L. “(...) com o aumento

da idade existe também uma probabildade de alterações patológicas ocorrentes no olho. Estas alterações patológicas podem levar a dificuldades de visão e, em último caso, à cegueira.”

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circulam no próprio ar. (DARÉ, 2010, p.8-9) Estas alterações podem ocorrer em várias partes do olho e dar origem a determinados problemas, como:

- no caso do cristalino, este perde a sua elasticidade diminuindo a capacidade do olho focar a imagem ao perto;

- ainda no cristalino, o mesmo torna-se mais amarelado, o que diminui a capacidade da perceber e distinguir certas cores principalmente o verde, o azul e o violeta, que são as mais afetadas. (DARÉ, 2010, p.8-9)

- aumenta também a probabilidade de redução da acuidade visual, o que consequentemente reduz a velocidade com que a visão se adapta à passagem de ambientes claros para ambientes escuros, diminuindo em simultâneo a resistência a contrastes de cor e luz excessivos, provocando algum desconforto (DERUNGS, 2016, p.5 - 9)

- a absorção de ondas curtas aumenta drasticamente com a idade, o que diminui a capacidade de distinção das cores nos idosos. Esta alteração ocorre inicialmente no cristalino, o que significa que a absorção espectral do cristalino varia também dependendo do tamanho da pupila, sendo que quanto menor o tamanho da pupila, maior a absorvência (WEALE, 1991, apud BOYCE, 2003, p.430), o que poderá causar a redução da luz que chega à retina, em particular em iluminação com ondas mais curtas (BOYCE, 2003, p.430).

Porém, para além destas perdas de capacidades, também podem surgir problemas patológicos, como a catarata, o glaucoma, a retinopatia diabética e a degeneração macular relacionada com a idade (DMRI), responsáveis por perdas de capacidades de visão acentuadas (BOYCE,2003, 435). Em seguida, podem observar-se, nas figuras 9, 10, 11 e 12, imagens ilustrativas dos vários tipos de visão com os problemas anteriormente referidos.

Figura 9 - Visão com glaucoma (UNADEV, s.d., s.p. a)

O glaucoma é considerado uma doença crónica progressiva do nervo ótico que está associada a um excesso de tensão no olho. Esta tensão surge devido ao aumento e acumulação de um líquido produzido pelo olho, com o nome de

humor aquoso, entre a córnea e a iris. Em casos extremos e se não for realizado nenhum tipo de tratamento para parar a sua evolução, pode dar origem a cegueira, devido ao facto de ser uma doença progressiva e não ser possível recuperar a visão na totalidade (UNADEV, s.d., s.p.).

Figura 10 - Visão com catarata (UNADEV, s.d., s.p. b)

Outra doença visual é a catarata, uma das doenças que mais afeta os idosos, sendo que, a partir dos 65 anos, são afetadas uma em cinco pessoas e, a partir dos 75 anos, uma em três pessoas, o que significa que, em simultâneo com o aumento da idade, aumenta também o risco dos idosos serem afetados pela catarata. (VERHILLE, s.d., s.p.).

Figura 11 - Retinopatia diabética (UNADEV, s.d., s.p. c)

A retinopatia diabética é atualmente uma doença visual que afeta apenas as pessoas com diabetes, que sofrem de hipertensão ou hiperglicémia, considerada um dos grandes motivos que torna as pessoas incapacitadas. Cerca de 50% dos pacientes com diabetes são afetados. Esta doença atinge os vasos retinianos do olho, os capilares, pois, com o excesso de açucar no sangue, as paredes destes vasos capilares podem romper ou até mesmo rebentar, dando origem a uma visão como que manchada, tal como se pode observar na figura 11 (VERHILLE, s.d., s.p.).

Figura 12 - Degeneração macular relacionada com a idade (UNADEV, s.d., s.p. d)

Por último, a DMRI, outra das principais causas de perda visão nas pessoas com mais de 50 anos de idade, resulta de uma lesão na mácula, como se pode observar na figura 12. Ao longo da evolução da doença, surge no centro da visão uma área desfocada ou de certa forma enovoada, podendo esta área aumentar, ao longo do tempo, mais rapidamente ou mais lentamente, dependendo das condições de cada pessoa, provocando várias manchas brancas na visão. Para além disso, superfícies ou volumes mais brilhantes ou com mais luz podem parecer menos fortes e com menos intensidade (NEI, 2015, s.p.)

“The human visual system can be considered as an image-processing system.” (BOYCE, 2003, p.428). No entanto, com o envelhecimento podem surgir dificuldades ou até mesmo problemas. Estas dificuldades, resultado de simples perdas de capacidades bem com de doenças, surgem com mais probabilidade com o envelhecimento e têm de ser ultrapassadas através da criação de novas e boas condições no meio envolvente, começando pela boa utilização da luz e da cor.

11.5.1.1 - Luz e cor

(BRANDSTON, 2010, p.8)

A luz e a cor permitem a perceção de grande parte da informação, permitem perceber volumes, contrastes e texturas, mas não só, também podem funcionar como um meio de comunicação. Cada cor contém uma presença e impacto diferente, para além dos fatores emocionais a ela associados.

Nos idosos, como referido no tópico anterior (p.46-48), a capacidade de distinção das cores, devido ao amarelamento da visão e à diminuição da capacidade de

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distinção das cores, obriga a que seja necessário selecionar corretamente a cor das luzes em determinados objetos,

(SILVA, 2013, p.55).

Para os idosos, a importância da cor, bem como a necessidade de existir mais contraste e maior intensidade lumínica, são bastante importantes, pois, no geral, a visão do idoso necessita de duas vezes mais luz do que a visão de um adulto ou jovem sem qualquer problema de visão, (DSDC, 2003, p.18). Para além disso, para a escolha adequada da cor é importante ter em conta o comprimento de onda, que é a distância entre cada onda produzida por cada luz e paralelamente define a velocidade de propagação de cada luz e sua radiação. Cada cor contém um comprimento de onda diferente, sendo que os seus níveis situam-se precisamente entre 380 nanómetros e 780 nanómetros, definindo, por isso, se a onda é mais curta ou mais comprida, tal como se pode observar na figura 13, onde se pode verificar que a onda de maior comprimento é a cor vermelha e a de menor é a violeta. Nos idosos, o comprimento de onda também é um fator relevante porque a absorção de ondas curtas aumenta bastante com a idade, tal como referido ainda no tópico 1 por BOYCE (2003, p.430), o que significa que a força das cores que possuem um comprimento de onda mais curto torna-se mais forte, propagando mais radiação, e as ondas de comprimento de onda maior reduzem o seu impacte. Assim, conclui-se que “Light cannot correct deteriorating eyesight, but it can help to compensate, restoring self-confidence.” (DERUNGS, 2016, p.5), no caso dos idosos, de forma a conseguir apoiá-los de forma a manter uma vida independente e autónoma.

(MUGA apud DARÉ, 2010, p.10)

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Figura 13 - Luz, Cores e comprimentos de onda (CHAMBERS, 2017, s.p.).

Logo a escolha das cores é fundamental para que a mensagem seja bem transmitida, ou seja, a simbologia e o significado dessa cor para o idoso têm de fazer sentido e ser fácil de identificar, tal como nas cores dos semáforos, por exemplo, que já têm um significado associado, que é fácil e objetivo. Outra parte importante das cores é o seu contraste e distinção. Ora nos idosos, a diminuição do contraste assimilado pela visão e o amarelamento do cristalino levam a que certas cores não se distingam, como o verde e o azul ou o vermelho e o rosa. Todavia, a distinção das cores pode ser feita entre cores opostas, cores quentes e cores frias, como, por exemplo, a utilização da cor laranja e da cor azul que se distinguem uma da outra mais facilmente.

No produto, a escolha da luz azul para a luz principal de alerta para as horas da toma da medicação, teve como base o facto, anteriormente referido, de que a visão dos idosos tende a ficar mais sensível às cores com ondas curtas como o azul, o verde e o lilás, pois dado esse aumento da sensibilidade da luz azul, esta permite que seja igualmente mais facilmente captada e visível aos olhos do idoso. A luz laranja, visto ter menos intensidade aos olhos do utilizador idoso, será aplicada para o alertar para o recarregamento do produto com a medicação. Este sinal laranja aparecerá apenas ao fim de sete dias, pois o produto tem a capacidade

de armazenar a medicação para sete dias.

Por fim, a luz branca, sendo uma cor clara, terá a função de alertar para o fim de energia ou bateria do produto, tendo sido escolhida esta cor em vez do vermelho pelo simples facto de que a distinção entre as cores laranja e vermelho nos idosos não é significativa, levando a que existisse confusão e que, na maioria das vezes, fosse identificada como sendo a mesma cor.

O objetivo da escolha das cores é serem facilmente distinguíveis e que causem algum contraste e diferença de forma a chamar a devida atenção do utilizador, consoante o tipo de alerta.

11.5.2 – Audição

O sistema auditivo é o que nos permite ouvir e reconhecer os sons, através do qual “(…) chegam a nós as modificações do mundo exterior traduzidas no cérebro pelos sons” (HUMANO, s.d., s.p.), sendo, por isso, outro dos sistemas que nos permite compreender o mundo exterior, mas não só, tem também a função de manter o equilíbrio e a estabilidade da pessoa nos seus movimentos (HENDRY et al, 2012, p.38).

A audição é um dos sentidos mais importantes na aquisição e aprendizagem da fala, no início de vida, de todas as pessoas (FILIPPO, 2011, p.90).

No sistema auditivo, o órgão responsável é o ouvido. O ouvido divide-se em três partes: ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno (ROSSI, 2007, s.p.), tal como se pode ver na figura 14.

Do ouvido externo fazem parte o pavilhão e o canal auditivo, sendo que o pavilhão é a parte exterior do ouvido que está ligada a um tubo de cerca de 25 milímetros de cumprimento, o canal auditivo. No canal auditivo, estão dois grandes protetores do ouvido, pois contêm pequenos pelos e glândulas sebáceas, as quais produzem cerúmen, mais conhecido como cera. Esta cera tem como função criar uma espécie de camada protetora, impedindo a entrada de poeira ou outros organismos exteriores no ouvido. (HENDRY et al, 2012, p.38)

No final do canal auditivo, está presente o tímpano, o qual cria a separação entre o ouvido externo e o ouvido médio. Esta parte do ouvido é constituída pela bigorna, o martelo, o estribo e o tubo auditivo, que liga o ouvido à faringe. A principal função do ouvido médio é a transmissão do som exterior até á cóclea, através do tímpano que, ao vibrar, transmite a informação do som à mesma, a qual transforma o som em impulsos conduzidos através dos nervos auditivos, levando assim a mensagem até ao cérebro (EHRET & ROMAND, 1997, p.3; ROSSI, 2007, p.122). A cóclea e os nervos auditivos fazem parte do ouvido interno, bem como o labirinto.

Problemas:

Na população idosa, a deficiencia auditiva é a terceira perda de capacidade mais comum (ISLE, DENNO, & METZ, 1992, p.16). Entre os 65 anos e os 74 anos 24% das pessoas são afetadas e, tal como a idade vai aumentando, aumenta também a probabilidade de deficiencia auditiva, pois, a partir dos 75 anos, a média é de 39% de idosos afetados (SCHOW, 1980, apud ISLE, DENNO, & METZ, 1992, p.16).

A perda de audição pode ser de vários tipos: condutiva, neurossensorial ou mista. Na perda de audição condutiva, podem existir três motivos: um mau funcionamento na absorção do som por parte do ouvido externo; uma obstrução no canal externo ou a má transferência do som por parte do tímpano e dos ossículos, do qual fazem parte o martelo, a bigorna e o estribo, para a cóclea. Já a perda de audição neurossensorial pode ser provocada por uma lesão nos recetores sensoriais da cóclea ou no nervo auditivo. A perda de audição mista envolve problemas em simultâneo da perda de audição condutiva e da neurossensorial. (MEYERHOFF, 1984, apud ISLE, DENNO, & METZ, 1992, p.16)

Presbiacusia é a causa mais comum de perda de audição neurossensorial em pessoas da terceira idade, tratando-se de uma perda de audição gradual com o avanço da idade. Esta perda auditiva é maior e mais acentuada relativamente a sons com frequências mais altas, sendo que a maioria dos sons de fala apresentam uma frequência entre 300hz e 4000hz. (ISLE, DENNO, & METZ, 1992, p.16).

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11.5.2.1 - Som

Cada som produzido ou transmitido contém uma frequência diferente. A frequência divide-se entre som grave, o que significa ser uma frequência baixa, e som agudo, que tem uma frequência alta, como pode observar-se nas figuras 15 e 16. A frequência baixa é caracterizada por ter uma onda mais longa e com maior espaçamento entre ondas, ao contrário da frequência alta que é caracterizada por ter uma onda sonora mais curta e com menos espaçamento entre cada onda.

Figura 15 - Tipos de som e frequência. (LACERDA, 2013, s.p.)

Figura 16 - Espectro de frequências do som e exemplos (BLOG DO SOM AUTOMOTIVO, 2013, s.p.).

Assim, visto os idosos terem mais sensibilidade e menos resistência a sons agudos, torna-se mais agradável a utilização de um som mais grave, de forma a não causar desconforto na audição. Num sinal sonoro do produto, a utilização de um som mais grave e com menor utilização de agudos será a melhor opção e mais percetível pelos idosos; todavia, este som deve ser distinto e sobressair quando toca, através de um volume passível de ser regulado de acordo com a necessidade ou preferência do utilizador.

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