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Refleksjon rundt kontekstavhengighet i de 12 utvalgte suksessfaktorene

4. Analyse av resultater fra delphi-studien

4.6 Refleksjon rundt kontekstavhengighet i de 12 utvalgte suksessfaktorene

O conceito de sistema nacional de inovação centra a sua atenção nas interacções entre empresas, indivíduos e instituições e como estas afectam o fluxo de informação e tecnologia dentro da economia. A OCDE observa que, juntamente com a resposta às falhas de mercado, os governos necessitam de direccionar a sua actuação para as falhas sistemáticas que impedem os fluxos de conhecimento dentro dos sistemas de inovação e prejudicam o desenvolvimento e difusão da tecnologia (OCDE, 1999c). A importância do apoio governamental para o desenvolvimento do sistema nacional de inovação é também um tema emergente da grande revisão por parte dos governos das suas políticas para a C&T:

“Adicionalmente às suas actividades tradicionais, o governo irá crescentemente enfatizar um novo papel: o de analista de informação, disseminador do conhecimento e construtor de redes – elementos críticos na evolução bem sucedida do sistema de inovação canadiano” (Government of Canada, 1996).

Estas perspectivas esboçaram novos entendimentos acerca da natureza do processo de inovação. Elas deram reconhecimento à natureza interactiva do processo inovador, que envolve a integração de elementos de conhecimento provenientes de uma variedade de diferentes fontes. A importância do enfoque na relação entre instituições e da promoção do desenvolvimento eficiente do sistema de inovação como um todo foi enfatizado em alguma literatura (por exemplo, Metcalfe, 1995). Estudos relacionados referiram os benefícios de uma distribuição vasta do conhecimento em termos de orientação dos inventores à volta de avenidas de exploração promissoras e redução da duplicação na actividade inventiva (David e Foray, 1995).

Os governos podem promover a disseminação de descobertas da pesquisa fundamental, que possuem muitas das características de um bem público e devem ser vastamente e gratuitamente disseminadas. Eles podem ajudar a reduzir os custos de transacção e a remover barreiras, incluindo as barreiras culturais que impedem a colaboração frutífera entre investigadores em diferentes disciplinas e sectores. Também os governos podem explorar as

economias numa abordagem colectiva para acumular informação e avaliar novas tecnologias. A contribuição que os governos podem dar através da distribuição de informação que ajuda potenciais utilizadores a formar melhores expectativas acerca do benefício de adoptar novas tecnologias é discutido num artigo de Boyer, Robert e Santerre (1998). Estudos sugerem que quanto melhor informados estejam os produtores mais provável é que invistam na adopção de novas tecnologias (por exemplo, Saha, Love e Schwart, 1994).

Os governos podem significativamente fortalecer o funcionamento do sistema de inovação através de actividades como as seguintes:

i) o desenvolvimento de uma infra-estrutura que facilite a partilha de informação e o trabalho em rede entre investigadores na indústria, governo e universidades;

ii) o estabelecimento de mecanismos que facilitem a cooperação privada e privada/pública no desenvolvimento tecnológico e que permita às empresas beneficiar das economias de escala e de gama juntamente com as sinergias disponíveis provenientes das actividades de I&D conjuntas (Kumar e Magun, 1995);

iii) a criação de veículos para promover a transferência de informação sobre as novas tecnologias, incluindo os resultados da actividade inovadora que estão sob o domínio público e a informação sobre as tecnologias de ponta que podem ser adquiridas através das compras de maquinaria e equipamento;

iv) a disseminação de informação sobre os tipos de acordos/classificações organizacionais, recursos humanos e práticas de gestão que irão ajudar as empresas a posicionar-se para o sucesso numa economia baseada no conhecimento (Newton e Magun, 1998);

3.5. Conclusões

Enquanto a maior parte dos estudos económicos sobre a inovação enfatiza sobretudo os processos de inovação no sector privado, muitos dos casos de estudo sobre o envolvimento competente do consumidor nos processos de inovação lida realmente com consumidores profissionais dentro do sector público ou semi-público. A conclusão é que consumidores qualificados são importantes nos processos de inovação baseados na dinâmica da aprendizagem interactiva, sejam eles privados ou públicos. Contudo, como mencionado no

ponto sobre os estereótipos públicos e privados, a orientação específica de objectivos em direcção aos interesses públicos, onde dominam outros para além do “simples” lucro monetário privado e racionalidades de custo, distinguem instituições do sector público do sector privado em relação a possíveis “marcar de passo” dos fornecedores. Quando a procura do sector público é principalmente liderada por objectivos militares, políticos ou sociais e secundariamente por considerações de custo, “a procura orientada para a qualidade e desempenho” tende a favorecer a inovação (Dalpé, 1989). O desenvolvimento, por exemplo, da indústria de telecomunicações sueca ilustra como a padronização combinada com a procura pública podem formar uma plataforma inovadora para a concorrência mundial. O desenvolvimento da indústria dinamarquesa de aparelhos para surdos ou de moinhos de vento e a indústria ambiental são exemplos ilustrativos de como a padronização, regulamentação, esquemas de bem-estar e subsídios públicos sob certas circunstâncias (em mercados nacionais qualificados e estáveis) podem acelerar as inovações socialmente desejáveis provenientes do sector privado.

Em muitas recomendações da política industrial o papel distinto do sector público e governos é criar um “ambiente industrial dinâmico” no qual empresas privadas nacionais possam florescer. O conteúdo prático desta afirmação ou política industrial dinâmica é múltiplo. Estende-se dos impostos, subsídios directos, educação pública, instituições públicas de I&D, infra-estruturas, apoio financeiro, regulamentação, normas até à procura pública.

O processo de internacionalização desafia o papel tradicional do sector público nacional, mas não faz com que seja supérfluo. Como foi referido neste trabalho, o sector público pode desempenhar um papel importante como um árbitro estabilizador e estimulador numa situação onde o sector privado é confrontado com ambientes extremamente instáveis.

Apesar do “debate de desregulamentação”, não se pode pôr de parte que o instrumento de regulamentação possa ser um dos meios efectivos para avançar com inovações socialmente desejáveis do sector privado, sobretudo se as negociações institucionais envolvem os representantes e peritos de organizações públicas e privadas.

Existe, desde há muito, o reconhecimento da importância da mudança tecnológica e o reconhecimento de que, deixados à sua própria sorte, os mercados não levariam ao desenvolvimento óptimo e à óptima utilização da tecnologia. Todos os governos

implementaram políticas para ultrapassar ou compensar falhas no mercado para a C&T. A recente literatura sublinha a importância da mudança tecnológica para o crescimento e competitividade. Num ambiente global baseado no conhecimento, os destinos das empresas e economias estão significativamente ligados às suas capacidades para desenvolver, adquirir e efectivamente utilizar novas tecnologias. Estudos recentes também documentam a dimensão das falhas que impedem o funcionamento dos mercados privados para a C&T.

Nas economias dinâmicas, as políticas governamentais são adequadamente avaliadas não contra um ideal normativo mas em termos da sua capacidade para melhorar o bem-estar social. Na avaliação de políticas para a C&T, existe a necessidade de ter em conta os custos de implementação e as dificuldades de concepção e administração que irão, de alguma forma, reduzir a eficiência do programa. Os governos também se devem assegurar de que as suas políticas aderem aos recentes acordos internacionais e fazem sentido no contexto da crescente globalização da actividade económica.