4. Analyse av resultater fra delphi-studien
4.2 Refleksjon over resultater i fase 2
O capital de risco é uma forma particular de financiamento providenciada para empresas emergentes que não oferecem garantias adicionais. Assim, financiar torna-se um risco elevado. Na maioria dos países, incluindo o Canada e os EUA, as empresas de alta tecnologia constituem a grande maioria dos beneficiários do capital de risco.
Os governos estimularam o desenvolvimento do capital de risco através de medidas financeiras e regulamentares de forma a aumentar o emprego e reduzir as barreiras à entrada nas indústrias de alta tecnologia. Na OCDE afirmaram-se três tipos de programas públicos para o capital de risco (OCDE, 1997):
i) Fornecimento directo de capital através das agências governamentais;
ii) Incentivos financeiros para estimular empresas privadas a investir no capital de risco, como créditos fiscais ou deduções nos impostos para contribuintes individuais ou colectivos;
iii) Regulamentações que facilitam a entrada de instituições particulares no mercado do capital de alto risco, como aquelas que permitem fundos de pensões como investimento em capital de alto risco.
Estes programas diferem de país para país. A maioria das políticas incluem um conjunto de recomendações, como a criação de um ambiente legal e fiscal apropriado que permite aos contribuintes individuais e colectivos assim como aos fundos de pensões investir no capital de risco, e ainda comporta a criação de instituições apropriadas que permitem aos investidores uma variedade de opções, incluindo novos mercados de capital de risco (Chudnovsky et al., 1999).
Uma razão para a ajuda governamental às empresas é o facto de os programas públicos de capital de risco poderem desempenhar um papel importante na certificação das empresas perante investidores estrangeiros (Lerner, 2002).
O mercado de capital de risco e as empresas que foram criadas recorrendo a ele são actualmente grandes empresas e “jóias da coroa” da economia americana. Além de representarem um importante motor no crescimento da economia e na criação de emprego, estas empresas são líderes na comercialização de alta tecnologia, quer no ramo Farmacêutico e Biotecnológico, quer pelo seu importante papel no surgimento e desenvolvimento da Internet. Gilson (2003) referiu que o mercado de capital de risco é pois, uma grande ligação do mundo financeiro à Inovação, dotando as empresas de tecnologia de ponta, financiado por capital de risco, mas em actividades com elevado potencial de retorno do investimento.
2.3. Conclusão
Os países da OCDE encontram-se num processo de transformação de economias baseadas em recursos para economias baseadas no conhecimento, em que a inovação é o maior motor do crescimento económico, do desenvolvimento social e da criação de emprego e a principal fonte de competitividade no mercado mundial.
A capacidade da maior parte das empresas para sobreviver e gerar mais empregos depende cada vez mais da sua capacidade de colocarem a inovação no centro das suas estratégias empresariais.
Mas, os requisitos do sucesso nesta “corrida para a inovação” estão a mudar, o que tem consequências de vulto para as políticas governamentais, no que respeita à sua lógica, orientação estratégica e instrumentos, como se demonstra na figura seguinte (figura II.3.):
Figura II.3. Política de inovação em transição
Nota: as áreas a sombreado indicam a maior especificidade dos países. Fonte: Guinet (1999), pág.54.
Determinantes
● Globalização e desregulamentação dos produtos e mercados financeiros ● Queda abrupta dos custos de acesso e processamento da informação ● Alteração dos padrões de consumo, necessidades e atitudes sociais em evolução (por exemplo: envelhecimento da população, preocupações ambientais e éticas, final da guerra fria, exclusão social);
● Novas formas de criação de conhecimento (baseadas crescentemente na recombinação de contributos multidisciplinares)
● Linear, nacional
● Recuperar atrasos ou liderar
● I&D, ênfase na tecnologia e sectorial ● Promovido por grandes organizações de investigação públicas e privadas
● Interactivo, pluridimensional ● Manter o passo
● Recursos humanos, ênfase em clusters e empresas
● Concentração empresarial de
oportunidades tecnológicas e de mercado Modelo de inovação
● Falhas de mercado ● Falhas sistémicas na criação e utilização
do conhecimento Lógica da política
Associação de três modelos básicos: ● Modelo dos bens públicos (“impulso da Ciência”)
● Modelo de orientação para missões (“orientação pela procura pública”) ● Modelo orientado para a difusão (transferência de tecnologia)
● Gestão da distribuição do conhecimento e dos sistemas de aprendizagem
Estratégia da política
● Subsidiar a I&D
● DPI – Direitos de propriedade intelectual
● Instituições de transferência num sentido
● Centros públicos de investigação especializada
● Aquisição pública orientada para a defesa
● Condições envolventes ● Coordenação de políticas ● DPI, política de concorrência ● Parcerias público/privado
● Instituições de ligação nos dois sentidos ● Centros de excelência pluridisciplinares ● Centros tecnológicos
● Tecnologias duais
● O governo enquanto principal utilizador civil
A política de inovação em sentido lato é uma acção pública que influencia a mudança técnica e outros tipos de inovações. Inclui as políticas de inovação, políticas tecnológicas, políticas de infra-estruturas, políticas regionais e políticas de educação. Isto significa que a política de inovação vai atrás da política de C&T, que se centra principalmente na estimulação da ciência básica como um bem público do lado da oferta.
A política de inovação inclui também acção pública influenciando as inovações de lado da procura. Um importante instrumento da política da inovação do lado da procura é o “procurement” tecnológico público, isto é, quando as agências públicas encomendam produtos que ainda não estão desenvolvidos, significando isto que, para a sua entrega ainda é necessário proceder a inovações (Edquist, Hommen e Tsipouri, 2000).