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O Parque Ecológico “Mourão”, em Leme, da mesma forma que os três zoológicos anteriores, possui uma área de visitação bastante arborizada. Como no caso do Parque Ecológico de São Carlos, ele está localizado em uma área mais afastada do centro da cidade (figura 30).

Figura 30. Vista aérea do Parque Ecológico “Mourão”, Leme - SP.

Fonte: Imagem de satélite do Google Maps.

Na entrada da instituição (figura 31) há uma guarita com uma pessoa disposta a dar informações, mas assim como em Catanduva, o zoológico não possui material informativo e nem página própria na internet quando a pesquisa foi realizada.

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Figura 31. Entrada do Parque Ecológico “Mourão”, Leme - SP.

Fonte: fotografia feita pela autora

Segundo informações do site da prefeitura municipal, a área do Parque “Mourão” é de 16 hectares e, igualmente aos zoológicos de Ribeirão Preto e de São Carlos, ele possui uma área de proteção da mata nativa em torno de um córrego, composta de mata ciliar e fragmentos de Cerrado (LEME, 2013). Essa mata fica adjacente à área expositiva dos animais e possui uma trilha interpretativa, utilizada nas atividades de educação ambiental (figura 32).

Figura 32. Início da trilha na mata nativa do Parque Ecológico “Mourão”, Leme - SP.

Fonte: fotografia feita pela autora

Durante a entrevista ao zoológico de Leme não foi abordado, o histórico da instituição, apenas obtivemos a informação de que a instituição possui registro junto ao IBAMA. Porém,

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na entrada da instituição há uma placa informando que ele foi inaugurado em 1970, restaurado em 1978 e 1989 e reinaugurado em 1994. Também encontramos informações no site da Prefeitura Municipal de que, além do zoológico, o parque abrigava o Viveiro Municipal de Plantas Nativas e a Universidade Livre do Meio Ambiente "Souza Queiroz" (LEME, 2013).

No percurso encontramos placas sinalizando a localização dos animais, mas diferentemente dos zoológicos de Ribeirão Preto e São Carlos, elas não trazem um mapa da área expositiva. A instituição não possui um folheto informativo e nem um site específico sobre o zoológico com informações sobre a área expositiva. Porém, na entrada da instituição há funcionários da instituição dispostos a dar informações ao público e no site da prefeitura municipal foi possível encontrar algumas informações sobre os animais abrigados pela instituição (LEME, 2013).

A coleção dos animais é formada por organismos de espécies brasileiras e exóticas, incluindo animais de grande porte como o elefante indiano (Elephas maximus), o hipopótamo (Hippopotamus amphibius), o leão (Panthera leo) e o chimpanzé (Pan troglodytes). Dos animais brasileiros, havia diversas aves e mamíferos, incluindo pequenos primatas, além de jabutis (Chelonoides sp.) e o jacaré do papo amarelo (Caiman latirostris). Dentre os mamíferos predadores, havia os maiores como a onça pintada (Panthera onca) e a onça parda (Puma concolor) e pudemos observar também a presença de outros de menor porte, como: o gato mourisco (Puma yagouaroundi), a jaguatirica (Leopardus pardalis), o gato do mato pequeno (Leopardus tigrinus), o lobo guará (Chrysocyon brachyurus) e o cachorro do mato (Cerdocyum thous).

Não há divisão da área expositiva em setores temáticos e a diferenciação entre animais nativos e exóticos é feita pelas placas de identificação das espécies, não havendo também distinção nesse sentido para a área de visitação. Os recintos, em grande parte, possuem barreiras de tela ou barras de ferro e abrigos em alvenaria (figura 33). Havia alguns completamente fechados e outros apenas com cercas ou muros. Havia recintos com solo natural e outros com solo cimentado, alguns recintos aparentavam ser mais recentes e outros mais antigos.

Encontramos um recinto com a placa informativa sobre a onça parda, no entanto, durante a visita não avistamos animais nele. Esse recinto aparenta ser antigo e localiza-se junto aos recintos de pequenos felinos (figura 34). Possui solo natural, alguns arbustos, troncos para escalar e um abrigo coberto ao fundo. A barreira era feita por tela, sendo fechado em cima. No setor mais ao fundo do zoológico, há um recinto maior, em que observamos um indivíduo de onça parda (figura 35). O recinto aparenta ser mais novo e possui uma estrutura

153 em alvenaria, a barreira lateral é feita por muros e a frontal por grades de ferro, sendo aberto em cima. Possuía uma pequena cascata na área central com um tanque de água, alguns troncos para escalada, solo natural e abrigos elevados cobertos.

Figura 33. Vista da área de visitação próxima à entrada do Parque Ecológico “Mourão”, Leme – SP.

Fonte: fotografia feita pela autora

Figura 34. Recinto antigo da onça parda junto aos pequenos felinos no Parque Ecológico “Mourão”, Leme – SP.

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Figura 35. Recinto novo, que abrigava o casal mais velho de onças pardas no Parque Ecológico “Mourão”, Leme – SP

Fonte: fotografia feita pela autora

Esse recinto apresentava somente uma placa informando que estava em manutenção. Segundo a equipe ele foi construído incialmente para abrigar onças pintadas, mas passou a abrigar o casal de onças pardas mais velhas da instituição. A equipe também explicou que havia um casal mais jovem de onças pardas, mas não perguntamos se elas estavam abrigadas no recinto antigo ou em outro algum recinto do setor extra.

O Centro de Educação Ambiental estava localizado na Universidade Livre de Meio Ambiente “Souza de Queiroz”, cuja entrada fica adjacente à entrada do zoológico. De acordo com a equipe entrevistada, a Universidade Livre do Meio Ambiente já existe desde 1996 e ela sempre foi responsável pela educação ambiental no município e no zoológico. Antigamente ela pertencia à Secretaria de Meio Ambiente, e por volta de 2002, passou a ser vinculada à Secretaria de Educação. Portando, assim como em Catanduva e São Carlos, a equipe de educação ambiental está associada à Secretaria Municipal de Educação e realiza ações no Parque e em outros espaços do município.

A equipe é formada por oito professoras de ciências da rede municipal, concursadas especificamente para formar uma equipe de educação ambiental do município. Elas contam com uma sala de reuniões e trabalho na Universidade Livre do Meio Ambiente, onde guardam também materiais utilizados nas atividades e relatórios anuais de todas as ações que são desenvolvidas. Há também uma área coberta, onde são realizadas as atividades com visitantes.

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