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Inklinometermåling

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R211 Feltundersøkelser

1.2.4 Inklinometermåling

Antes de realizar as visitas, foi necessário obter mais conhecimento sobre as exposições de animais em zoológicos para poder definir critérios de análise, mesmo que em linhas gerais. No capítulo 2 demos um panorama sobre as novas tendências dos zoológicos e agora consideramos importante destacar algumas influências dessas visões na concepção da exposição dos animais.

De acordo com Hosey, Melfi e Pankhurst (2010) com o desenvolvimento da ideia de zoológico como centros de conservação, passou-se a pensar na exposição dos animais como uma exibição de ecossistemas. Coe (1986) explica que o intuito de retratar o habitat na exposição dos animais não foi exclusiva dos zoológicos, o movimento aconteceu também nos museus de história natural e o autor relata uma passagem em 1918, em que um funcionário do Museu História Natural de Denver, nos Estados Unidos, ajudou na construção de um recinto no zoológico dessa cidade.

Segundo o autor, no início do século XIX surgiram as primeiras tentativas de trazer o habitat para a exposição em ambos, mas elas só fortaleceram entre o final do século XIX e início do século XX. Nos museus foram desenvolvidos os dioramas, dispositivos que apresentam os animais taxidermizados em uma cena naturalística e com um cenário representando o habitat. Nos zoológicos, as jaulas deram lugar a áreas mais amplas, sem grades e com elementos naturais ou que imitavam o habitat da espécie.

129 A inauguração do Tierpark Hagenbeck, em Stellingen, Hamburg, na Alemanha em 1907 foi marco nesse sentido (COE, 1996). Esse foi o primeiro zoológico a utilizar áreas naturais mais amplas e o fosso como barreira, permitindo uma visão mais ampla dos animais pelo público. A ideia levantou críticas no início, pois encareceu os recintos e os animais ficavam mais distantes das pessoas. Mas, com o tempo, a proposta foi sendo adotada por diversos zoológicos no mundo. Nessa época, tinha-se uma visão romântica da natureza. O autor relata a popularização dos dioramas nos zoológicos, utilizando elementos artificias e pinturas para retratar o habitat da espécie. Os aquários também sofreram influência desse período e os tanques passaram a ganhar elementos para representar o local de origem dos peixes.

Conforme explica Coe (1996), nos anos de 1930 e 1940, com o movimento modernista houve uma grande mudança nas exibições de zoológicos, aquários e museus, em função da influência desse movimento na arte e na arquitetura. Nos museus de história natural se valorizou os elementos com imagens e informações e nos zoológicos, os recintos ganharam formas abstratas, afastando-se da ideia de representação realística do habitat. Por outro lado, os avanços na arquitetura permitiram melhores condições para a reprodução e melhoraram problemas sanitários nas instituições. Outro aspecto interessante ressaltado pelo autor foi que, com o passar do tempo, mesclou-se as influências do modernismo com a utilização de paisagens naturais, tendo como exemplo a construção de recintos para grandes felinos em forma de fosso, abrangendo áreas maiores.

Mas a criação de um micro clima semelhante ao habitat da espécie, com solo natural e vegetação em abundância só foi implantada na década de 1970. Coe (1996) cita como exemplo o Basel Zoo, na Suíça, que, em 1976, criou recintos deste tipo. Hancocks (2001) cita o recinto para Gorilas, criado em 1978 no Woodland Park Zoo nos Estados Unidos, que de maneira pioneira incluiu vegetação natural, provando que ela não seria destruída pelos grandes primatas e também faria bem aos animais.

Coe (1996) relata que as exibições naturalísticas (que trazem elementos naturais) e de imersão (que oferecem uma ideia de que animal e visitante estão na mesma paisagem) se fortaleceram no final do século XX, tendo como suporte o conhecimento científico sobre as necessidades dos animais, buscando atendê-las. Os aquários criaram os recintos com várias espécies e nos museus, segundo o autor, as exposições de imersão também ganharam força, agregando sons, temperatura e umidade dos habitats que buscavam representar. O autor destaca outro aspecto surgido recentemente nessa ‘coevolução’ entre zoológicos, museus e aquários, o uso da tecnologia. Ele relata que os museus de ciência influenciaram a forma de

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pensar as exposições nos museus de zoologia, nos zoológicos e aquários, com a incorporação de dispositivos multimídia criando ambientes de alta tecnologia.

Esse breve histórico trazido por Coe (1996) dá uma ideia de como as mudanças na sociedade influenciaram concepção das exposições. Venturini (2013) faz uma síntese dizendo que os conceitos espaço-visuais do zoológico se configuraram como o catalisador dos propósitos, destacando as mudanças da exposição em função das transformações no papel dos zoológicos.

A jaula passou a ser um recinto, que é pensado arquitetonicamente e visualmente a fim de colaborar com as relações animal/homem/ambiente. Isto é, constrói-se um ambiente que evoca o habitat original do animal (representação realista), facilitando seu comportamento natural e, simultaneamente, permitindo ao visitante participar desse universo de relações de forma não invasiva (paisagem imersiva) (VENTURINI, 2013, p. 45).

De acordo com Polakowski (1987), esse campo do conhecimento que reflete sobre a exposição dos animais é chamado de “zoo design” (design de zoológicos), que busca criar ambientes que levam em consideração aspectos relativos ao bem estar animal, ao manejo técnico seguro e eficiente, e buscam dialogar com o visitante. Nele atuam profissionais da biologia, arquitetura, paisagismo, engenharia, artes, design e veterinária. A WAZA (2005) destacou também a importância da participação de profissionais da educação e comunicação nesse campo do conhecimento.

Coe (2011) destaca que o zoo design teve um avanço significativo nos últimos 35 anos, mas muitas das inovações são desconhecidas na maioria dos zoológicos do mundo. Em função do desenvolvimento desse campo, Hosey, Melfi e Pankhurst (2010) explicam que hoje é possível encontrar diferentes tipos de exposições nos zoológicos e há diferentes maneiras de descrever os recintos existentes, tais como: duros ou suaves (relativo à arquitetura), da primeira, segunda ou terceira geração (relativo à época que surgiu o conceito escolhido), simples e complexo (relativo à quantidade de elementos que ele apresenta), dentre outros.

Coe (2011) traz, de maneira muito bem ilustrada, diferentes tipos de recintos e as propostas mais inovadoras e atuais que vem sendo consideradas interessantes para garantir o bem estar animal e a transmissão da mensagem de conservação. Nesse trabalho, ele apresenta diversos exemplos das propostas discutidas e outras mais recentes, que incluem a imersão na cultura do local de origem da espécie e interações entre visitantes e animais.

Hancocks (2001) destaca que o esforço que os zoológicos começaram a fazer para simular o habitat das espécies deu maior destaque e importância à vegetação. O autor cita o planejamento do Woodland Park Zoo´s, que teve todo o cuidado em proporcionar ambientes de transição entre uma exposição e outra, por exemplo, entre a taiga e a tundra, onde vivem os

131 bisões e caribus, buscando dar autenticidade a sua exposição, mesmo não tendo esses animais em seu plantel.

O habitat do bisão e do caribu exerce por si só fascínio e proporciona ensinamentos, estando os animais visíveis ou não. Foi a primeira vez que um zoológico considerou que a presença dos animais não é necessariamente o objetivo primário de suas exposições (HANCOCKS, 2001, p. 115, tradução nossa).

Os exemplos mostrados no trabalho de COE (2011) nos deram “insights” dos aspectos que deveríamos observar na exposição dos animais e nos recintos para ter uma ideia da tendência que o zoológico seguia, tais como a: arborização da área expositiva; presença de elementos naturais na área de visita; tipo de solo no recinto; tipo de barreira utilizada; presença de vegetação e elementos naturais nos recintos; design do recinto e presença de elementos de enriquecimento ambiental.

Para a fase exploratória dessa pesquisa, elaboramos um roteiro simples com os principais critérios mencionados. Da mesma maneira que o ocorrido na entrevista, algumas informações foram desnecessárias e outras foram aprofundadas na segunda etapa do estudo. Dessa forma, discutiremos nos dois próximos capítulos, apenas as informações resultantes dos itens do roteiro apresentados na figura 11.

Os registros sobre o que estava sendo observado foram feitos em um caderno de campo e em fotografia. Após a visita, eles foram copiados para um arquivo digital.

Figura 11. Quadro com o roteiro de observação da área expositiva dos zoológicos visitados

Fonte: elaborado pela autora

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