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1.2.7 Bergspenningsmålinger
Em São Carlos, o Parque Ecológico “Dr. Antonio Teixeira Vianna”, fica localizado em uma área mais distante do centro urbano, adjacente à Universidade Federal de São Carlos e próxima a uma das estações de captação de água da cidade (figura 25). Maior do que o zoológico de Catanduva e de Ribeirão Preto, a instituição possui uma área de 67 hectares, mas assim como em Ribeirão Preto, grande parte dela é composta por uma área de mata preservada, que se insere como um braço para dentro do território da Universidade Federal de São Carlos, na forma da letra “y” (CENTRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL, 2005). Porém, diferente do Bosque de Ribeirão, essa área não era acessível à visitação. Ela é uma Área de Preservação Permanente, formada pela mata ciliar de um córrego que contribui no abastecimento público do município e por áreas de Cerrado.
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Figura 25. Vista aérea do Parque Ecológico “Dr. Antonio Teixeira Vianna”, São Carlos - SP.
Fonte: Imagem de satélite do Google Maps.
A instituição também possui uma página na internet, mas nela só consta a localização e contatos da instituição. Assim como os outros dois zoológicos, sua área de visitação é bastante arborizada. Na entrada da instituição (figura 26) há uma guarita, onde é possível obter dois tipos de material informativos. O primeiro é um guia direcionado a profissionais docentes, que traz informações detalhadas e orientações para a realização de visitas na instituição. O segundo é um folheto destinado a todos os visitantes.
Figura 26. Entrada do Parque Ecológico “Dr. Antonio Teixeira Vianna”, São Carlos-SP.
147 De acordo com o guia destinado a docentes, a área onde o Parque foi criado era até a década de 1960 uma piscina pública (CENTRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL, 2005). Em 1976, foi inaugurada no local a Fundação Parque Ecológico de São Carlos e em meados de 1980, a instituição passou para a administração municipal. Em 1989, foi elaborado um plano diretor que orientou a filosofia de trabalho e em 1991 a instituição obteve registro no IBAMA, estando em conformidade com a instrução normativa nº 4/02 (BRASIL, 2002). Por volta de 2005 foi criada a Sociedade “Amigos do Parque Ecológico de São Carlos”, que auxilia no desenvolvimento das instalações da instituição.
O folheto, destinado aos visitantes (figura 27) é dobrado em três partes e contém informações sintéticas sobre o histórico do zoológico, os animais que ele abriga, as atividades de educação ambiental desenvolvidas e o mapa da área expositiva (figura 28). Além disso, o folheto dá orientações de como se portar na instituição para não prejudicar os animais, informando também a localização e horário de funcionamento.
Figura 27. Reprodução da primeira abertura do folheto institucional do Parque Ecológico “Dr. Antonio Teixeira Vianna”, São Carlos-SP.
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Figura 28. Reprodução da parte interna do material informativo do Parque Ecológico “Dr. Antonio Teixeira Vianna”, São Carlos-SP.
Fonte: material fornecido pela instituição
Segundo o material informativo e a equipe da instituição, o foco do trabalho é com animais nativos da América do Sul. Assim, observamos na área de visitação espécies que não são brasileiras, como o urso de óculos (Tremarctos ornatus), também presente no zoológico de Ribeirão Preto, mas não há animais da fauna asiática e africana na exposição, comuns em muitos zoológicos. Esse, juntamente com a Lhama (Lama glama), Gaunaco (Lama guanicoe), a anta (Tapirus terrestris) e as onças pintada e preta (Panthera onca) são os animais de maior porte que vivem na instituição.
Outros mamíferos predadores de médio e pequeno porte que a instituição exibe em sua exposição são: o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), o cachorro do mato (Cerdocyum thous), a raposa do campo (Pseudalopex vetulus), a jaguatirica (Leopardus pardalis), a Irara (Eira barbara), a lontra (Lontra longicaudis) e o furão (Galictis cuja). Quando fizemos a visita técnica, havia também um filhote de gato do mato pequeno (Leopardus tigrinus) no berçário, espaço destinado ao cuidado de filhotes, que assim, como em Ribeirão Preto, permite que as pessoas vejam os animais e o trabalho da equipe. Havia outros mamíferos, aves e répteis.
149 Grande parte de recintos aparentam ser novos e possuíam um design orgânico e moderno, apresentando formas mais irregulares ou arredondadas e utilizando barreiras como vidro, fosso e cerca elétrica. Porém, observamos também alguns recintos antigos, onde predominam as barreiras por tela e o formato mais retangular. Há predominância de uso de solo natural e vegetação no interior dos recintos, sendo que alguns deles possuem elementos de enriquecimento ambiental, como cordas, pneus, dentre outros.
Há um recinto de onça parda, com três indivíduos adultos, localizado próximo aos recintos de outros felinos (figura 29). Os recintos dos felinos se encontram adjacentes ao setor do bioma Cerrado. O recinto da onça parda possui solo natural, vegetação e a barreira que os separa das pessoas que visitam o zoológico é de vidro. Assim como no zoológico de Ribeirão Preto, ele busca representar o habitat da espécie, mas possui uma estruturação menos retangular do que no de Ribeirão Preto e de Catanduva.
Figura 29. Visão frontal do recinto das onças pardas no Parque Ecológico “Dr. Antonio Teixeira Vianna”, São Carlos-SP.
Fonte: fotografia feita pela autora
O Centro de Educação Ambiental fica localizado dentro da área de uso público do zoológico. Nele há um auditório com equipamentos multimídia e um pequeno museu, com peças biológicas que são utilizadas nas atividades educativas. O programa de educação ambiental foi instituído em 1992, quando o educador ambiental que participou da entrevista foi convidado a atuar na instituição. Segundo informações obtidas na entrevista com a equipe pedagógica, toda a equipe técnica e administrativa da instituição participa das atividades de
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educação ambiental, mas esse educador é o responsável por organizar e coordenar a realização dessas as ações.
Assim como no zoológico de Catanduva, o educador ambiental do Parque Ecológico de São Carlos está vinculado à secretaria de educação, mas foi direcionado para as atividades de educação ambiental do zoológico. A instituição já contou com estagiários permanentes para as atividades de educação ambiental e técnicas, mas no momento em que a pesquisa foi realizada, os estágios estavam ocorrendo apenas em atividades de educação ambiental de curta duração, como as atividades de férias.