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Geofysiske metoder

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1.2.6 Geofysiske metoder

Semelhante ao Zoológico de Catanduva, o Bosque e Zoológico Municipal “Dr. Fábio Barreto”, em Ribeirão Preto, também está localizado em uma região bastante urbanizada da cidade e sua vegetação se destaca na paisagem (figura 18). Ele também teve sua origem vinculada a um bosque e algumas de suas árvores também possuem sinalização, porém, a área que ele está inserido é de aproximadamente 25 hectares, maior do que a do zoológico de Catanduva.

Figura 18. Vista aérea do Bosque e Zoológico Municipal “Dr. Fábio Barreto”, Ribeirão Preto - SP.

Fonte: Imagem de satélite do Google Maps.

Segundo informações contidas em uma placa localizada próxima à entrada principal da instituição e no site da instituição (RIBEIRÃO PRETO, 2013), antigamente o local era uma propriedade particular rural, mas sua mata era utilizada para lazer pela população e passou a ser preservada a partir de 1887. Em 1907, a propriedade passou para o município e em 1937, com a implantação do Bosque Municipal, a instituição passou a receber animais e plantas.

Em 1942, foi inaugurado o Parque Botânico, o Jardim Zoológico, o Orquidário, o Museu Zoológico e o Museu Mineralógico. Em 1995 a área se tornou uma unidade de conservação municipal, o “Parque do Morro do São Bento” que protege fragmentos de Mata Atlântica e Mata Caducifólia. Hoje ele abriga além do zoológico, uma trilha interpretativa, um museu de ciências, chamado “Casa da Ciência”, uma área de paisagismo temático, denominada “Jardim Japonês” e um mirante, além de um complexo esportivo e cultural. Em 2009, o zoológico do bosque recebeu registro e homologação do IBAMA, conforme a instrução normativa nº 4/02 (BRASIL, 2002b).

141 Nas entradas da instituição (figura 19) havia um funcionário, mas também não havia distribuição de material informativo. Por outro lado, a pessoa que participou da entrevista nos forneceu um folheto sobre o Programa de Educação Ambiental do Zoológico que, além de informações sobre ele, traz o histórico da instituição, um mapa da área expositiva e os animais que vivem nela (figura 20). Além disso, a instituição possui um site com informações detalhadas sobre o zoológico e sobre o bosque como um todo (RIBEIRÃO PRETO, 2013).

Figura 19. Entrada do Bosque e Zoológico Municipal “Dr. Fábio Barreto”, Ribeirão Preto - SP.

Fonte: fotografia feita pela autora

Figura 20. Reprodução da parte interna do folheto Programa Integrado de Educação Ambiental Bosque e Zoológico Municipal “Dr. Fábio Barreto”, Ribeirão Preto - SP.

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Fonte: fornecido pela equipe da instituição

A área que abriga os animais está inserida dentro do bosque em uma área delimitada, cuja entrada é destacada por uma placa que informa ao visitante o início do setor do zoológico. Em Ribeirão Preto, a área de visitação do zoológico é maior do que a de Catanduva. Havia placas no percurso sinalizando a localização dos animais e placas com o mapa da instituição, orientando a visita. No folheto da instituição é também indicada a existência de 73 recintos na área expositiva com diferentes espécies (figura 21).

Diferentemente do zoológico de Catanduva, o de Ribeirão Preto possuía animais exóticos e de maior porte, como o urso de óculos, da região das cordilheiras na América do Sul (Tremarctos ornatos), o Mandril (Mandrill sphinx), primata africano, um leão e uma leoa (Panthera leo) e um elefante indiano (Elephas maximus). Mas também possuía animais nativos maiores, como a Anta (Tapirus terrestres), a onça pintada (Panthera onca). De meso e pequenos predadores mamíferos havia também o lobo guará (Chrysocyon brachyurus), cachorro do mato (Cerdocyum thous), a jaguatirica (Leopardus pardalis), o gato mourisco (Puma yagouaroundi) e a Irara (Eira barbara).

Não há uma divisão entre animais nativos e exóticos, mas a placa sobre a espécie em cada recinto traz essa informação. Observamos recintos mais antigos, fechados por tela e outros mais novos, utilizando barreiras como vidro ou fosso (figura 22). Observamos também

143 elementos de enriquecimento ambiental em vários recintos e vegetação no interior de alguns deles. O solo natural também foi predominante nessa instituição.

Figura 21. Reprodução do mapa do Bosque e Zoológico "Dr. Fábio Barreto", Ribeirão Preto - SP.

Fonte: fornecido pela instituição

Figura 22. Setor de pequenos primatas, com recintos que possuem barreira de vidro, no Bosque e Zoológico "Dr. Fábio Barreto", Ribeirão Preto – SP.

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Há dois recintos de onça parda na área expositiva, um específico para a espécie e outro que foi adaptado para receber onças pardas que chegaram necessitando de cuidados e que não puderam retornar à natureza, segundo informações da equipe. O primeiro está localizado junto aos outros grandes felinos, abrigando dois animais adultos (figura 23). Esse setor foi inaugurado em 1987, de acordo com sua placa fundamental, e seus recintos possuem um fosso como principal barreira, solo natural, vegetação e alguns elementos naturais como pedras.

Figura 23. Recinto principal para as onças pardas do Bosque e Zoológico "Dr. Fábio Barreto", Ribeirão Preto – SP

Fonte: fotografia feita pela autora

O segundo recinto (figura 24) se localiza atrás do recinto dos grandes felinos e abriga dois machos adultos. Segundo a equipe, ele é mais antigo. Sua barreira é de tela e apresenta poucos elementos naturais, mas possuía elementos de enriquecimento ambiental, como pneus. Segundo informações da equipe, há mais um casal de onças pardas na instituição, porém elas estão acomodadas em um recinto fora da área de exposição, na qual apenas a equipe técnica do zoológico tem acesso, chamado de setor extra.

No Centro de Educação Ambiental há um anfiteatro, um laboratório, uma oficina de enriquecimento ambiental, salas de reunião e trabalho e uma área coberta para a equipe realizar atividades. A equipe informou que possui um acervo constituído por animais taxidermizados, que eram de um museu histórico do município, e por kits elaborados pela equipe da instituição compostos de peças biológicas, como crânios, esqueletos, peles, patas, dentre outras, que são utilizados nas atividades. Ela também nos contou que antigamente

145 havia uma biblioteca no Centro de Educação Ambiental, mas ela foi transferida para a “Casa da Ciência”, pois lá o espaço é maior.

Figura 24. Recinto adaptado para receber onças pardas excedentes no Bosque e Zoológico "Dr. Fábio Barreto", Ribeirão Preto – SP.

Fonte: fotografia feita pela autora

A equipe de educação ambiental é formada por um biólogo e por estagiárias e estagiários da área de biologia (entre seis e oito pessoas) que fazem o atendimento. O histórico da educação ambiental no Zoológico de Ribeirão Preto não foi abordado na entrevista, que ficou um pouco prejudicada pelo fato de na época, o zoológico estar sem a pessoa responsável pelo setor disponível para participar da pesquisa.

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