pH-verdien har endret seg lite det siste ti-året i innsjøene i Sør-Nore, men det har skjedd en forskyvning mellom sulfat og nitrat i bidraget til å opprettholde lave pH-verdier på Sør- og
Mellom 35 og 40 prosent av innsjøene hadde nitratver- nitratver-dier på over 100 ug/l
Registramos que, dentre os fatores responsáveis por influenciar o acesso e a permanência no curso superior, os bolsistas Prouni, à exceção de Wander, destacaram a família e a figura materna como referências nas respectivas trajetórias escolares e acadêmicas, demonstrando o quanto elas exercem um papel significativo na construção dos projetos idealizados por esses alunos.
É imperioso salientar que, para muitos estudantes, o acesso ao Ensino Superior constitui uma vitória na trajetória de vida, pois em alguns casos somente aquele sujeito entrevistado conseguiu alcançar esse nível de ensino no seio familiar. Isso significa um sinal de expectativa de mobilidade social em relação à história dos pais, pois cursar o Ensino Superior, para a família de baixa renda, está associado à possibilidade de elevação do status social.
Observamos sentimento de orgulho nas falas dos bolsistas por terem sido selecionados para o Prouni, por meio das notas conseguidas no Enem, em particular pela pontuação recebida na prova de redação. Ao aferir as competências e habilidades dos estudantes, esse exame cobra mais interpretação de textos (leitura nos enunciados) ligados à vida cotidiana (conhecimento geral e experiências de vida) e menos conteúdos das disciplinas obrigatórias do Ensino Médio e, em geral, possui questões com um menor grau de dificuldade.
Temos de reconhecer que os postulantes a uma vaga passam por um processo avaliativo que ao final seleciona os alunos mais preparados das escolas públicas. É lícito reconhecer, ainda, que esse processo é mais criterioso do que algumas formas de seleção adotadas pelas instituições privadas mediante diferentes mecanismos utilizados nos processos seletivos.
No cenário educacional, o Enem tem sido valorizado, em face de sua adoção por cerca de 500 universidades públicas que utilizam o resultado alcançado pelo aluno como critério de seleção para o ingresso no Ensino Superior, seja complementando ou substituindo o vestibular, por meio da seleção classificatória do Sisu; ou pelas instituições privadas como critério de seleção para os estudantes que pretendem concorrer a uma bolsa do Prouni.
Criado em 1988 com o intuito avaliativo, o Enem foi alterado com o objetivo de avaliar o desempenho do aluno ao término da Educação Básica, mas ao mesmo tempo tornou-se um exame de ingresso no Ensino Superior. Essa duplicidade de objetivos relaciona-se à expectativa das instituições políticas, que acreditam que essa avaliação democratiza as oportunidades de acesso às vagas nas IESs e nas
IFESs73, possibilitando a mobilidade acadêmica, a indução na reestruturação e
qualidade dos currículos do Ensino Médio e, por consequência, a alteração do perfil do ingressante no curso superior.
73 As universidades federais ofereceram sete em cada 10 vagas (74,7% das 83.125) no Sisu, neste
ano de 2011. As instituições disponibilizaram, ao todo, 62.076 vagas. O restante está dividido entre os institutos federais (20,3%, com 16.879) e as universidades estaduais e escolas nacionais (5%, com 4.170). A região com maior número de vagas é a Sudeste, com 26.421 (31,8% do total), seguida pelo Nordeste, com 25.077 (30,2%). Ao todo, 83 instituições – 39 universidades federais, 36 institutos federais, dois centros federais de educação, 5 universidades estaduais e a Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence), ligada ao IBGE – vão usar o Sisu para seleção de vagas. O sistema selecionou os candidatos por meio da nota do Enem 2010, após a divulgação dos resultados do exame, na segunda quinzena de janeiro.
Souza (2010), no entanto, contrapõe-se às argumentações apontadas ao asseverar:
Não há evidências de que será alterado o perfil dos ingressantes no Ensino Superior, tampouco se supõe incidir massivamente na escola média, pois os estudos sobre o perfil dos ingressantes nas IES têm indicado que o nível socioeconômico dos vestibulandos é uma variável que tem muita influência nas suas possibilidades de ingresso. O nível socioeconômico do indivíduo viabiliza a frequência a uma escola básica de qualidade e maior acesso aos bens culturais. Portanto, a possibilidade de escolha nacional dará mais chance aos que já têm. Ademais, os alunos que não têm chances objetivas aumentadas quanto ao ingresso em certos cursos ou instituições superiores são aqueles que, muito provavelmente, não teriam alterações nos currículos de suas escolas de Ensino Médio.
As argumentações de Souza (2010) confirmam-se, pois nos últimos anos a média obtida pelos alunos da escola pública no Enem tem ficado em torno de 5,5, ao passo que os estudantes da rede particular de ensino têm conseguido notas melhores. Isso indica que o Enem não reverte por si só a realidade do ensino público brasileiro e mantém características próximas dos antigos exames vestibulares.
Ao declararem que o Prouni foi o definidor para o acesso deles ao Ensino Superior, esses alunos argumentam que o Programa é uma boa iniciativa do Governo, pois dá àqueles sem condições de pagar os estudos a oportunidade de obterem melhor qualificação, diminuindo as diferenças culturais e sociais no País. Os entrevistados salientam que somente a bolsa não é suficiente; é preciso que o Governo disponibilize recursos para o custeio de despesas dos bolsistas, como cópias xérox, compras de livros, lanche e transporte.
As questões levantadas pelos bolsistas exigem reflexão, pois se referem ao tratamento diferenciado dado aos universitários, por meio da Bolsa Permanência. O valor de R$ 300,00 é concedido somente aos estudantes com bolsa integral, matriculados em cursos presenciais com, no mínimo, seis semestres de duração, cuja carga horária média seja superior ou igual a seis horas diárias de aula, de acordo com os dados cadastrados pelas instituições de ensino perante o MEC. Esse benefício atinge apenas uma pequena parcela dos bolsistas, excluindo muitos que precisam dele, em particular os estudantes das licenciaturas que deveriam também contar com um incentivo maior, para dedicação integral ao curso dada a retração de vagas, carência de professor e a realidade do ensino básico no Brasil.